O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski será o relator do pedido de abertura de inquérito contra o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), suspeito de manter vínculos com Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O bicheiro é acusado de comandar quadrilha responsável por uma rede de jogos ilegais.
O registro, em escuta telefônica, de mais de 300 ligações entre o parlamentar e Cachoeira levaram o procurador-geral da República Roberto Gurgel a apresentar ao STF, nesta terça-feira (27/3), o pedido de diligência contra Demóstenes. Outros dois parlamentares, os deputados Sandes Júnior (PP-GO) e Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), também estão incluídos na representação encaminhada pelo procurador, todos citados em relatório da Polícia Federal, produzido em função da chamada operação Monte Carlo, que irrompeu em fevereiro, quando Cachoeira foi detido.
Ainda na tarde de terça-feira, Demóstenes Torres pediu afastamento da liderança do partido Democratas no Senado. Ele encaminhara uma carta-ofício ao presidente da legenda, senador José Agripino Maia (RN), justificando seu afastamento em razão da necessidade de acompanhar e responder às denúncias. As gravações, cujas transcrições estão incluídas no pedido de investigação apresentado ao STF, contém registros de telefonemas entre Demóstenes e Cachoeira. Em diversos telefonemas, o senador teria pedido dinheiro a Cachoeira em troca de fornecimento de informações oficiais e sigilosas.
Cabe agora a Lewandowski decidir se autoriza ou não a abertura de investigação contra o senador e os dois outros deputados, que também dispõem de foro privilegiado. De acordo com Gurgel, a justificativa para apresentar a representação se baseou após a análise do material decorrente de dez meses de interceptações telefônicas feitas pela PF. Na terça-feira, Demóstenes Torres, em pronunciamento no Senado, admitiu que mantém relações de amizade com Carlos Cachoeira embora tenha negado conhecimento ou participação em atividades ilícitas.
Nesta quarta-feira (28/3), antes da realização da sessão ordinária no STF, Ricardo Lewandowski declarou que recém havia recebido a solicitação. “Acabei de recebê-la, neste minuto, vou examiná-la. Há uma série de pedidos de diligências que o procurador-geral da República fez e vou decidir com a maior celeridade possível”, disse Lewandowski ao ser interpelado por jornalistas.
“É um processo muito volumoso, envolve outros deputados federais e alguns que não têm foro especial por prerrogativa de função, e é um trabalho que tem de ser feito com muito cuidado e parcimônia”, explicou Lewandowski. “São pedidos de diligência e vou verificar quais são pertinentes e quais não são ao menos neste momento”, disse.
A defesa do senador Demóstenes Torres também compareceu ao Supremo na tarde desta quarta-feira para formalizar a solicitação de acesso aos documentos incluídos no pedido de investigação. Lewandowski informou que a defesa tem pleno direito de se inteirar do teor das acusações.
As transcrições das conversas telefônicas têm o sigilo garantido constitucionalmente. De acordo com o ministro, o pedido de investigação “contém documentos sigilosos”, embora o processo como um todo não tenha que tramitar necessariamente em sigilo.
Demóstenes Torres atuou como promotor de Justiça e como procurador-geral da Justiça em Goiás, tendo ocupado também o cargo de secretário da Justiça daquele estado. No Senado, era considerado o “homem da lei” da Casa, se destacando como um dos líderes da oposição ao se posicionar de forma enérgica e ferrenha contra casos de corrupção por membros do governo e dos partidos da base governista.

ORa, isto é inconstitucional .... Mas, a OAB silencia ???
Ora MP não pode investigar, mas Judiciário pode ??
Como se explica isto ???
STF - Operação "Abafa"! Lamentavelmente já se pode vislumbrar o cenário que se pretende criar para o "amaciamento" dessa vertente da Operação Monte Carlo que deveria ter muitos outros desdobramentos. O Ministro Lewandowski, juntamente com outros membros da alta corte, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cesar Peluso e etc., acumula um histórico de decisões polêmicas que carregam, em comum, a impressão que deixam na sociedade de que se pretende, acima de tudo, é obstruir apurações que contribuiriam para o avanço do poder judiciário rumo ao resgate de sua credibilidade junto à opiniao pública. Só para citar um exemplo, o sistema eleitoral é uma confusão de siglas que confunde a cabeça do eleitor mais esclarecido. O que dizer então do cidadão comum, a grande maioria a ser respeitada. Ai vem um tal de Kassab com uma proposição absolutamente casuística de montar um partido com finalidades descaradamente fisiológicas. A dura legislação que regula a criação de um partido leva a proposta à apreciação da corte mais alta. O processo chega ao TSE sob suspeição de fraude na obtenção das assinaturas necessárias à fundamentação do pedido do polêmico proponente. Em vez de o Tribunal Superior determinar o esclarecimento das suspeitas que pairam, ao contrario, em desserviço à sociedade, determina a apreciação em rito sumário, como se a criação de um partido, sem propostas claras e sem amparo popular comprovado, fosse do interesse da cidadania. Agindo dessa forma, o Ministro Lewandowski castrou a função reguladora da autoridade judiciária que deveria impedir o sucesso de pretensõea aventureiras permitindo que já nessas eleições de 2012 o novo partido idalizado em 2010, ofereça ao público o espetáculo de leilão explicito de apoios e tempo de TV que estamos já.
Pior do que o ladrão confesso é o hipócrita. Na inglaterra descobriu-se que o deputado que perseguia os homosexuais era bicha! Coisa feia ser tão descarado e dissimulado. Infelizmente assim é a vida e assim são os humanos. Meu cachorro é velho e manco e mija na minha sala. Ele é o que é e ponto!
Travestido de defensor da lei se esconde o lado sombrio desse Senador (veremos o que vai acontecer)
A cada dia vemos mais e mais denuncias contra muitos, alguns que se passam até por defensores da lei e da justiça. Vejo com tristeza mais um destes baluartes da justiça, aparentemente se sujar da lama comum da desonestidade. Assegurado o legítimo direito de defesa, julgo que todos esses maus cidadãos deveriam ser objeto de execração por parte da sociedade, no mínimo com a perda dos privilégios adquiridos no exercício de suas funções profissionais, como servidores públicos que são (ou foram). Aposentadoria compulsória me parece ser um prêmio!
Este será mais um caso em que o porteiro do cassino do Sr. Cachoeira será o culpado e condenado a alguma obra social como pena. O Demostenes será inocentado, pois o nome que consta nas gravações não é o dele, pois, afinal, Senador Demostenes é um nome muito comum, tratando-se, evidentemente de um homónimo e Cachoeira existem muitas no Brasil. Assim sendo, o culpado é o porteiro José, inconfundível, pois porteiro Jose só existe um: o do cassino. Eta canalhada...
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