O leitor Érico Della Gatta escreveu à ConJur relacionando diversas questões e indagações muito importantes sobre a atuação da OAB-SP e das subseções da Ordem dos Advogados do Brasil. Pediu aos pré-candidatos à presidência da entidade que respondessem suas questões, o que o criminalista passo a fazer agora.
De início, o leitor relata problemas que corriqueiramente ocorrem nas subseções, em razão da falta de autonomia financeira de que padecem. É fundamental que as subseções tenham autonomia, para garantir eficiência administrativa, um direito dos advogados. Não é possível aceitar tamanha centralização administrativa da OAB-SP, a ponto de até o reparo de um computador depender da seção, que às vezes encontra-se a centenas de quilômetros distante do problema, ainda mais se considerarmos o tamanho do estado de São Paulo.
Ademais, os advogados das subseções pagam suas anuidades também para que a OAB local, por vezes a única com a qual têm contato constante, tenha condições para bem atendê-los, na qualidade e tempo que eles merecem.
Da mesma forma como torna-se essencial um estreitamento administrativo da seccional com as subseções, é fundamental que haja um entrosamento entre as comissões das subseções e a comissão da seccional, para alinhar procedimentos, aprimorar o trabalho e torná-lo mais eficiente.
Também é imprescindível que os membros das subseções e diretores disponham de oportunidades para se conhecerem, trocarem experiências e articularem ações conjuntas, quando necessário. Quem tem que promover essa integração e esses espaços de trocas e diálogos é, antes de mais nada, a seccional. Pode fazê-lo com ações simples e, acima de tudo, efetivas, como criar um espaço no site da OAB para conversas entre as subseções e realizar encontros periódicos entre as diretorias das subseções e entre as comissões temáticas.
O advogado Érico Della Gatta ainda relata diversas desigualdades entre o tratamento dispensado aos membros da seccional e aos das subseções. É inadmissível que o advogado seja tratado sem todo o respeito que merece em sua própria casa, a OAB, mas a situação piora ainda mais quando se refere a um colega que se propõe a dispensar parte de seu tempo para trabalhar em prol da classe, sem qualquer remuneração. O tratamento aos diretores e presidentes das comissões das subseções deve ser isonômico em relação aos membros da seccional, e os instrumentos de que dispõem têm que ser suficientes para que possam bem desempenhar as ações que, voluntariamente, esses advogados lideram para melhorar o exercício da profissão por cada um de nós.
Érico Della Gatta questiona ainda sobre a falta de transparência da gestão da OAB-SP. Os advogados hoje se ressentem do distanciamento que a Ordem assumiu em relação a quem realmente advoga, e não por outra razão há várias pré-candidaturas de oposição se articulando para as próximas eleições. E esse distanciamento se reflete, especialmente, na falta de clareza na prestação de contas da entidade. Nos últimos anos, diversas leis foram criadas com o propósito de obrigar os governos a atuarem com transparência, publicando seus gastos e sua gestão na internet. É uma conquista da sociedade, estendida, inclusive, ao Poder Judiciário, que hoje também é obrigado a publicar suas contas e folha de pagamento na internet.
A OAB, que no passado tanto lutou pela conquista da democracia e da cidadania, deveria dar o exemplo e trazer de forma clara, para efetiva informação e compreensão do advogado, quanto arrecada, quanto gasta e como gasta. A entidade dispõe de meios importantes para se comunicar com o advogado, como o site e o Jornal da Ordem que os advogados recebem. Ora, por que esses mesmos instrumentos não são utilizados para dar satisfação ao advogado sobre como é gasto o dinheiro da anuidade que ele paga?
O processo de definição dos critérios de priorização e distribuição dos recursos também precisa ser mais aberto, discutido com as subseções, de forma a contemplar melhor as necessidades de todas elas, e não só da seccional ou das subseções mais próximas, inclusive para propiciar o desenvolvimento de atividades importantíssimas nas subseções, como cursos e palestras, conforme mencionado pelo leitor.
Érico Della Gatta relata ainda abusos em publicidade que seriam cometidos por escritórios de advocacia. Quanto a isso, a Comissão de Ética deve ter todas as condições e estímulo para fazer valer e ser efetivamente respeitado o nosso Estatuto, que traz mecanismos contundentes para evitar a captação de clientela.
As Comissões de Ética das subseções também precisam ser fortalecidas, para fiscalizar situações que levam o advogado a atuar por honorários indignos. Esses colegiados não podem ser vistos só como uma instância de punição, mas sim como um importante mecanismo de defesa contra o aviltamento da profissão.
Por outro lado, o convênio da OAB-SP com a Defensoria Pública precisa ser revisto, especialmente em relação ao valor pago em honorários. Não é possível que um advogado continue a receber R$ 790,03 pela defesa de um processo ordinário inteiro, que em nosso sistema Judiciário leva anos até ser concluído.
A valorização do exercício da profissão passa pela defesa intransigente da importância do papel do advogado na sociedade. Ele é a peça mais importante na garantia do direito de defesa, um dos principais pilares do Estado Democrático de Direito. Uma sociedade que permite que seus cidadãos não disponham, de fato, de quem os defenda dignamente está aberta a toda sorte de injustiças. E se a OAB-SP, em momentos tão importantes da nossa história, esteve à frente da luta pela democracia e pela justiça, cabe a ela, acima de tudo, lutar firmemente para que o papel do advogado seja reconhecido.
A OAB precisa acabar com essa bobagem que criaram chamada trabalho sem contraprestação pecuniária. Isso funcionava bem na década de 1960, quando havia 3 advogados em cada comarca, que almoçam com o juiz e depois tiravam um cochilo. O Brasil tem hoje 800 mil advogados e um amplo plexo de problemas a resolver. É preciso gente trabalhando de forma permanente, e com a devida remuneração para que tudo funcione a contento, ou de forma satisfatória, enfrentando de imediato tudo o que vier.
É triste ter a impressão de que o melhor para o futuro seria manter o que hoje há ruim. A atual OAB/SP (a direção) é muito ruim, é inepta.
Alguns candidatos, lamentavelmente, estão enveredando pelo mesmo caminho torto que a situação adota. Ainda bem que temos opções. Pelos menos outras duas (Podval e Rosana).
A situação alardeia a necessidade de ética com base no fato de que alguns candidatos são advogados criminalistas, e defendem pessoas que estão sendo processadas. Na minha opinião, não há maior demonstração de desconhecimento do Estatuto e de afronta à Advocacia.
Mas, e candidatos das eleições proporcionais que abandonam o mandato? E candidato que se filia a políticos que eram ontem processados pelo TED por conta do exercício irregular da Advocacia? Triste será se ele aparecer inscrito como "adEvogado". E se este mesmo candidato é citado, ainda que superficialmente, como partícipe de relações com um tal de Carlinhos "de Goiás"?
DOUTOR MARCOS DA COSTA – UM EXEMPLO DE ADMINISTRADOR
Conhecemos o Dr. Marcos da Costa após nossa eleição ao cargo de Presidente da 27ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, em Assis-SP., uma vez que durante o pleito, apoiamos um candidato de oposição.
Eleitos, imaginávamos que em razão de estarmos em lado opostos durante a campanha, sofreríamos com indeferimento dos pleitos e perseguições políticas, típicas daquelas que ocorriam no passado.
Entretanto, a partir daí, tomamos conhecimento de que as três últimas gestões, em que participou esse competente dirigente de Ordem, o Dr. Marcos da Costa, mudaram os rumos da OAB/SP, o modo de administrar e a forma de tratar todos aqueles que diuturnamente militam em prol da Advocacia.
Aliás, descobrimos realmente que a Secional Paulista da OAB tinha a frente dirigentes que, além de demonstrarem competência sem “refil” – porque é inegável a transformação da OAB nas últimas 3 gestões – recebemos deles, em especial daquele a quem nestes últimos três anos competiu o trato das Subseções, o Dr. Marcos da Costa, um tratamento especial, mesmo, repetindo, tendo apoiado firmemente a oposição em nossa cidade.
Por isso demonstrou o Dr. Marcos da Costa que os interesses da Advocacia e da OAB sobrepõem qualquer outro, principalmente aqueles ligados à política, de modo que nos causa espécie o fato de que durante este período de campanha, alguns, com o fito de macular a imagem deste competente Diretor e candidato, que é sem sombra de dúvidas o mais preparado para destinar os caminhos da Advocacia de São Paulo, escrevem eventuais favorecimentos aqueles que sempre seguiram suas diretrizes políticas.
E mais, além do atendimento especial, célere e comprometido, refletido pelos diversos despachos por Ele (Dr. Marcos) exarados – todos deferindo os pleitos da Advocacia – tivemos a honra de com Ele desfrutar de uma nova, mas eterna amizade e companhia, nas mais diversas reuniões em que fomos gentilmente recebidos em seu gabinete.
E mais ainda, nas diversas oportunidades que tivemos a felicidade de recebê-lo aqui em Assis, em nossa Casa, quando demonstrando, mesmo exercendo o grau mais alto da Advocacia bandeirante, uma simplicidade ímpar e uma simpatia extrema, fruto do grande e bom coração deste competente gestor.
Somos comprovação viva desta atitude coerente do Dr. Marcos da Costa, que mesmo sabendo de nossa antiga posição política, sempre serviu a Advocacia de Assis com isonomia, exatamente porque para Ele o que importa é o bem desta e o bem da nossa querida Instituição.
Para os que o conhecem sabem muito bem da sua competência, mas para aqueles que ainda não o conhecem, fica aqui o depoimento deste Presidente, que muito reconhece o valor de todos aqueles que têm o propósito de defender e dar destino à OAB, mas sabe reconhecer que o melhor é o Dr. Marcos da Costa.
Por isso e por tudo isso é que não podemos concordar com afirmações “político-eleitoreiras” de muitos que sequer frequentam nossa Casa e, portanto, desconhecem esse novo modo de Administrar chamado MARCOS DA COSTA.
RICARDO HIROSHI BOTELHO YOSHINO
Presidente da 27ª Subseção da OAB/SP - Assis
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