O candidato do aerotrem figura em ações de despejo e execuções fiscais, por exemplo.
O líder das pesquisas eleitorais de intenção de voto, Celso Russomanno (PRB), vem em segundo lugar no ranking de maiores litigantes no TJ-SP, com quatro ações. Em primeira instância, ele aparece em um processo civil. Há uma ação criminal em grau de recurso, mas pendente de julgamento. Há, ainda, outras duas ações, mas que já arquivadas.
Em um dos processos, Russomanno aparece como requerido em uma Ação Cautelar contra o Hospital São Camilo. O caso, que aconteceu em outubro de 1990, foi o que deu fama ao candidato. Ele filmou a situação do hospital na noite em que sua ex-mulher morreu, com o objetivo de mostrar mal atendimento e superlotação. Ele acusou o hospital de negligência médica na morte da mulher. O processo se arrastou por quase quatro anos e o hospital foi absolvido pelo Tribunal de Justiça.
Reprodução

À época em que o programa televisivo do SBT Aqui Agora era um sucesso e Russomanno era a principal estrela, os tribunais já armazenavam processos contra ele. No programa do SBT, o candidato fez reportagens contra várias empresas que foram aos tribunais contestá-lo.
Em uma das ações, Russomanno acusou uma companhia de automóveis de vender um carro com o motor fundido. A acusação rendeu ao SBT um processo por perdas morais e materiais, além das custas processuais.

José Serra (PSDB) e Paulinho da Força (PDT), estão empatados no terceiro lugar do ranking.
Fernando Haddad (PT) responde, em primeiro grau, por uma ação civil de improbidade administrativa. É a mesma quantidde de processos de Soninha Francini (PPS), que também aparece em um processo contra a Editora Globo.
Eymael (PSDC), Miguel (PPL), Gabriel Chalita (PMDB), Carlos Giannazi (PSOL), Anai Caproni (PCO) e Ana Luiza (PSTU) não apresentam ações no tribunal consultado.
Mesmo nome
A pesquisa no TJ-SP foi feita com base nos CPFs dos candidatos. No Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça, os processos devem ser consultados pelo nome da parte ou do advogado ou pelos números do processo. Assim, a contagem de processos em tais cortes está mais sujeita a erros, por causa de homônimos dos candidatos.
Sendo assim, no STJ, Paulo Pereira da Silva — nome de Paulinho da Força — é o candidato que aparece com mais processos: são 67 no total. No Supremo, são 38 ações.
O nome José Serra aparece no STF em 20 processos e no STJ em 17. Celso Russomanno tem 12 ações no Supremo e 17 no STJ.
Levy Fidelix, o campeão em São Paulo, aparece em quatro no STF e três no STJ. O nome de Fernando Haddad aparece no STF em dois processos. No STJ são dois. Gabriel Chalita está em um processo no Supremo e em nenhum no STJ. No nome de Eymael, são três no STF e nenhum no STJ. Soninha não aparece em nenhum processo do STF e em apenas um no STJ.
Quanto aos nomes de Ana Luiza de Figueiredo Gomes, Anai Caproni Pinto, Carlos Alberto Giannazi, Miguel Manso Perez, não foram encontrados nenhum processo, tanto no STF quanto no STJ.
*Texto alterado às 13h15 da segunda-feira (1º/10) para alteração dos títulos.

Esses números nada significam. O Brasil tem hoje 88 milhões de ações em curso no Judiciário. Muitas dessas ações são descabidas, e serão julgadas improcedentes, outras procedentes, sendo absolutamente impossível que alguém, com uma vida cidadã ativa, jamais figure como autor ou réu em uma ou várias ações judiciais.
A boêmia dos verbos é que mutilam a boa ordem das frases. Há que lhes perdoar. Não se desgrudam da ideia de movimento. Tudo obedece ao plano dos radicais: desmoralizando a todos os homens públicos e cabe ao acusador a prova, exceto neste País, no qual as normas do Direito Penal parecem subvertidas pelos delinquentes.
Determinada Imprensa agasalha as declarações dessa repórter e lhes dá ênfase de escândalo. Sugiro-lhe amistosamente, uma consulta a qualquer psicanalista. O seu jornalismo é leviano, basta a senhora ler o texto abaixo, o comentário do senhor advogado, Marcos Alves Pintar.
29/09/2012 13:23 Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)Números que nada dizem
Esses números nada significam. O Brasil tem hoje 88 milhões de ações em curso no Judiciário. Muitas dessas ações são descabidas, e serão julgadas improcedentes, outras procedentes, sendo absolutamente impossível que alguém, com uma vida cidadã ativa, jamais figure como autor ou réu em uma ou várias ações judiciais.
Afinal de contas, a senhora é aluna do curso de comunicação, com habilitação em jornalismo ou aluna do curso de ciências jurídicas e sociais (conhecido por Direito)?
Observar o Art. 147, do Código Processo Penal.
Art. 147 - Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave:
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.
Parágrafo único - Somente se procede mediante representação.
A senhora será processada na forma da Lei.
Com base no art. 5º, inciso LVII, da Constituição da República, que prescreve que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. Uma irresponsabilidade e um desrespeito ao candidato, Levy Fidelix ( com ações civis e jamais criminais) e ao público leitor. Só a empáfia explica tanto descaso com o caráter não fidedigno dessa informação. Jornalismo leviano! Até quando esse tipo de jornalismo vagabundo subsistirá? Isso é crime !
O profeta voltou!
É uma completa aberração veicular uma notícia desse quilate num periódico JURÍDICO! Onde está o editor?
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Informação no mínimo tendenciosa essa, que diretamente afronta a honra objetiva e subjetiva do candidato; é um factoide que conduz o leitor mais leigo a relacionar o caráter do Fidelix com a quantidade de processos em que figura como parte.
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A sra. jornalista já se deu conta que pode ser lesada enquanto consumidora e ter de recorrer à Justiça? Que pode se ver com dificuldades financeiras e ser ré num processo de execução ou despejo? Que pode ter uma divergência insuperável com seu vizinho e a controvérsia ir parar nos tribunais?
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O acesso à Justiça é um dos maiores exercícios de cidadania que existem, sra. Lívia.
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