Projeto de Lei acaba com entrega de recibos para doações eleitorais

A Câmara dos Deputados pode aprovar nesta semana um Projeto de Lei que altera as regras para a doação de campanha, um dos temas mais citados em discussões sobre a reforma política. O texto, criado por um grupo de trabalho composto por membros de vários partidos e que tem como relator o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), altera a forma de controle das doações e permite que candidatos com as contas rejeitadas pela Justiça Eleitoral possam participar da disputa em 2014. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

O Projeto de Lei acaba com a entrega obrigatória dos recibos de doações às empresas e pessoas físicas que contribuíram com a campanha de qualquer candidato. Os recibos são entregues à Justiça Eleitoral para prestação de contas e, segundo a proposta, esse controle seria substituído pela análise da movimentação financeira.

Vaccarezza alega que o controle é falho, principalmente por conta da grande quantidade de candidatos, e a fiscalização eletrônica é o primeiro passo para corrigir este problema. A medida é criticada por Sandra Cureau, procuradora-geral eleitoral, pois pode dificultar o cruzamento de dados e, consequentemente, o controle da prestação de contas.

No caso da permissão à candidatura de pessoas que tiveram as contas rejeitadas, o Projeto de Lei permite a participação de quem apresentou o documento dentro do prazo leal. O deputado paulista afirma que a decisão não inclui candidatos com contas rejeitadas com dolo, mas Sandra Cureau também critica a medida. No ano passado, o caso foi analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral e, se inicialmente as candidaturas foram barradas, a decisão foi revista posteriormente, com os ministros apontando que não há exigência de quitação eleitoral na legislação.

Caso seja aprovado na Câmara, o texto segue para o Senado, e há a possibilidade de análise antes do Congresso entrar em recesso, o que ocorre na quarta-feira (17/7).

Bakunin disse:
18 de julho de 2013 às 17:07

Observe que o projeto não altera a ficha limpa (lei complementar). Está apenas mantendo o entendimento atual da Justiça Eleitoral.
Quanto aos recibos, tem pessoas que preferem os recibos em papel, preenchidos manualmente, do que extratos eletrônicos fornecidos pelos bancos, em que todos os doadores serão obrigatoriamente identificados.
Precisamos avançar nos controles, abaixo recibos em papel!!!
Esses que criticam tanto, será que leram o projeto?

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