A Rede Globo deverá incluir a agenda de campanha de Alexandre Padilha (foto), candidato do PT ao governo de São Paulo, em sua cobertura jornalística diária. A emissora adotou como critério noticiar diariamente as agendas dos candidatos que têm mais de 6% das intenções de voto nas pesquisas eleitorais — Padilha somou apenas 5% na última pesquisa Ibope, desta terça (26/8). Apenas Geraldo Alckmin (PSDB), com 50%, e Paulo Skaf (PMDB), com 20%, se enquadram nas regras da emissora.
O Tribunal Regional Eleitoral de SP julgou recurso apresentado pela coligação “Para Mudar de Verdade” (PT/PCdoB/PR), representada pelo advogado Marcelo Nobre, coordenador jurídico da campanha. A decisão não beneficia só Padilha. Por 3 votos a 2, a corte decidiu, nesta quarta-feira (27/8), que a Globo deve dar igual direito de oportunidade a todos os candidatos na divulgação de suas agendas, independente do desempenho nas pesquisas. Cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral.
Prevaleceu a tese sustentada pela defesa de que as emissoras não podem dar tratamento privilegiado a nenhum candidato, conforme o artigo 45, inciso IV, da Lei Eleitoral (Lei 9.504/1997). Entretanto, de acordo com o voto da desembargadora federal Diva Malerbi, a Globo não precisa dedicar o mesmo tempo de visibilidade a todos. Ela foi acompanhada pelos juízes Alberto Toron e Costa Wagner.
O relator foi o juiz Marcelo Coutinho, que chegou a negar pedido feito pela campanha e deu razão à emissora. Na ocasião, o magistrado afirmou que a grande quantidade de partidos políticos inviabiliza a cobertura de todos eles. No julgamento do recurso, ele ficou vencido, junto com o juiz Roberto Maia.
A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo opinou favoravelmente à campanha petista. Em parecer, o procurador Paulo Thadeu Gomes da Silva afirmou que, pelo princípio da isonomia, Padilha tem direito à mesma periodicidade de cobertura jornalística dos outros candidatos.
*Notícia atualizada às 19h50.
Clique aqui para ler os memoriais da defesa da coligação.
Representação 403.316
As pessoas que cuidam da agenda de todos os candidatos informam as suas atividades de forma detalhada à imprensa e as redes de TV, para assegurar-se a cobertura jornalística.
É provável que a Globo não leve em consideração a atividade de alguns candidatos, mas não porque não tenha recebido a informação correspondente, mas porque aplique um critério próprio que não beneficia os candidatos do PT.
Como exemplo, cito o comportamento dos jornalistas William Bonner e Patrícia Poeta na entrevista que foi feita à presidenta da república e candidata à reeleição, Sra. Dilma Rousseff, comportamento esse de evidente agressividade e má educação, chegando ao despropósito de interromper a presidenta inúmeras vezes em meio a suas respostas.
O Dr. Padilha é o candidato do PT, o partido majoritário no Congresso Nacional e também da presidenta da República; só por isso o Dr. Padilha mereceria mais respeito.
A Globo quer mandar no país e não se conforma com não poder fazê-lo.
De uns tempos pra cá, temos visto petições feitas por advogados, sem o menor cabimento. E pior que isso são as decisões...
Creio que a decisão contraria o bom senso.Então, o Jornal Nacional está errado em entrevistar os candidatos acima de 3%...A Globo está errada ao não entrevistar aqueles que estão com 1% nas pesquisas etc. Apesar de ser simpatizante da candidatura de Padilha, creio que essa decisão extrapolou a lógica e o bom senso. Proponho que todos os candidatos ,sem pontuação nas pesquisas, ingressem com medidas Judiciais tanto na Globo SP contra na Globo nacional para serem entrevistados.Avante PSTU,PSOL: ingressem com medidas judiciais para serem entrevistados no SP TV e Jornal Nacional.
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