Como é notório, a tradicional Academia do Largo de São Francisco é considerada não apenas a mais importante, como também a melhor Faculdade de Direito do Brasil.
Afinal, egressos da prestigiosa instituição 10 Presidentes da República, 45 Governadores da Província e, sucessivamente, do Estado de São Paulo, inúmeros ministros de Estado, ministros dos Tribunais Superiores, parlamentares, além de um significativo número de juristas e renomados operadores do direito.
No que se refere ao STF, estudaram nas Arcadas nada menos do que 54 ministros: João Evangelista de Negreiros Sayão Lobato – Visconde de Sabará (turma de 1836), Tristão de Alencar Araripe (1845), João José de Andrade Pinto (1846), Olegário Herculano de Aquino e Castro (1848), Ovídio Fernandes Trigo de Loureiro (1848), Joaquim Francisco de Faria (1850), Américo Brasiliense de Almeida Melo (1855), Francisco de Paula Ferreira de Resende (1855), Carlos Augusto de Oliveira Figueiredo (1858), Bento Luiz de Oliveira Lisboa (1859), Antonio Joaquim de Macedo Soares (1861), Antonio Augusto Ribeiro de Almeida (1861), Américo Lobo Leite Pereira (1862), Adolpho Augusto Olyntho (1863), Antonio Gonçalves de Carvalho (1863), Joaquim Antunes de Figueiredo Júnior (1864), Joaquim de Toledo Piza e Almeida (1866), Ubaldino do Amaral Fontoura (1867), Manoel José Murtinho (1869), Canuto José Saraiva (1875), Lucio de Mendonça (1877), João Mendes de Almeida Júnior (1877), Bernardino Ferreira da Silva (1879), Joaquim Xavier Guimarães Natal (1882), Edmundo Muniz Barreto (1884), Sebastião Eurico Gonçalves de Lacerda (1884), Pedro Augusto Carneiro Lessa (1885), Firmino Antonio da Silva Whitaker Filho (1886), Enéas Galvão (1886), Pedro Affonso Mibieli (1886), Rodrigo Otávio de Langgaard Meneses (1886), Hermenegildo Rodrigues de Barros (1886), Herculano de Freitas (1886), Ataulpho Napoles de Paiva (1887), Arthur Ribeiro (1888), Edmundo Pereira Lins (1889), João Luiz Alves (1889), Plínio de Castro Casado (1892), João Martins de Carvalho Mourão (1892), Manoel da Costa Manso (1895), Francisco Cardoso Ribeiro (1895), Washington Osório de Oliveira (1898), Laudo Ferreira de Camargo (1902), José Linhares (1908), Mário Guimarães (1909), Cândido Mota Filho (1919), Pedro Rodovalho Marcondes Chaves (1919), Moacyr Amaral Santos (1925), Rafael de Barros Monteiro (1930), Alfredo Buzaid (1935), José Geraldo Rodrigues de Alckmin (1937), Sydney Sanches (1958), José Celso de Mello Filho (1969) e José Antonio Dias Toffoli (1990).
Dentre estes, cinco ministros chegaram à presidência da Suprema Corte: Olegário Herculano de Aquino e Castro (1894-1906), Joaquim de Toledo Piza e Almeida (1906-1908), Edmundo Pereira Lins (1931-1937), Sydney Sanches (1991-1993) e José Celso de Mello Filho (1997-1999).
Além da judicatura, exerceram também o magistério na Faculdade: Pedro Augusto Carneiro Lessa (catedrático de Filosofia do Direito), Cândido Mota Filho (catedrático de Direito Constitucional), Moacyr Amaral Santos (catedrático de Direito Processual Civil) e Alfredo Buzaid (catedrático de Direito Processual Civil).
João Mendes de Almeida Júnior lecionou Direito Eclesiástico, Criminal e Civil, sendo que, em 21 de março de 1891, foi nomeado lente catedrático da Academia, tendo sido seu diretor de 1910 a 1916.
Ademais, embora não formados pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, podem ser destacados do respectivo quadro de docentes os seguintes ministros: José Carlos Moreira Alves (catedrático de Direito Civil) e Enrique Ricardo Lewandowski (titular de Teoria Geral do Estado), que também ascenderam à presidência do STF, respectivamente, em 1985-1987 e em 2014.
O ministro Eros Roberto Grau, que igualmente não se bacharelou pela São Francisco, exornou a Faculdade como professor titular de Direito Econômico durante muitos anos, até o advento de sua recente aposentadoria.
Todos estes eminentes ministros do STF honraram e continuam honrando o nome das Arcadas no cenário jurídico nacional!

"A velha e sempre nova Academia."
O triste é ver uma faculdade como a USP passando pelos problemas que vem passando atualmente, que certamente não faz jus a toda a sua brilhante história.
O triste é ver uma faculdade como a USP passando pelos problemas que vem passando atualmente, que certamente não faz jus a toda a sua brilhante história.
O grande número de ministros do STF que estudaram nas Arcadas se deve ao fato de que há alguns anos existiam poucas faculdades de direito no Brasil, e a faculdade da USP era a maior delas. Por outro lado, sem querer aqui desmerecer a importância da Instituição, é certo que boa parte dessas nomeações obedeceram a critérios puramente políticos, como bem mostra a indicação do último dos ministros que estudou na Instituição. A meu ver, haveria motivo para comemoração se as Arcadas e seus estudantes e professores estivessem de fato trazendo alguma grande contribuição para a ciência do direito e para a Justiça nesta República, ao invés de apenas produzir nomes e títulos. Não que não haja produção, mas sim pelo fato de que considerando o tamanho da Instituição, sua história, e o gasto para o contribuinte paulista, o retorno tem sido pífio.
Salvo engano, o Brasil vem respondendo por menos de 1% da produção científica mundial. O que aqui se chama de "centro de excelência", figura na posição 200 ou 300 no rankings sobre produtividade e eficiência. Nunca produziu um prêmio Nobel. Paralelamente, o gasto na área é monumental. Há poucas semanas foi divulgada a informação de que dezenas de professores universitários ganham acima do Presidente da República. Os departamentos das faculdades, em nome da "independência, são cheios. A lista de pretextos para não trabalhar e não produzir é extensa, com novos acréscimos a cada ano. Principalmente na área de humanas, e na área jurídica mais precisamente, a contribuição da comunidade acadêmica é quase que insignificante considerando o tamanho do País, da economia e dos problemas cotidianos.
Cada um enxerga aquilo que quer ver, não é mesmo? Não obstante o nível da prestigiosa USP, nos últimos 75 anos apenas três Ministros são egressos daquela universidade. Portanto, a prevalência da USP na Suprema Corte se deve muito mais ao reduzido número de faculdades de Direito no país no início do século passado e ao poderio política de SP na República do que a qualquer outro fator.
... Muitos ENGENHEIROS construiram o TITANIC (afundou) .... Um Armador Solitário, construiu uma arca (não afundou).
Lamento que o comentarista VXT, servidor da Secretaria de Segurança Públicas, não saiba fazer conta. Os números que estão em parenteses indicam o ano de formatura e não o ingresso no STF. Refaça os seus cálculos para observar que a sua conclusão está visceralmente equivocada. Sinto muito, é notória a prevalência das Arcadas...
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