O Supremo Tribunal Federal encerrou nesta terça-feira (1/7) sua última sessão antes do recesso sem que o ministro Joaquim Barbosa, presidente da corte, formalizasse sua aposentadoria. Apesar de ter anunciado que deixaria o STF no fim do primeiro semestre, a saída de Barbosa ainda não foi publicada e o ministro não fez discurso de despedida no plenário. O Ministério da Justiça informou ainda não ter recebido nenhum comunicado oficial.
Questionado pela imprensa, afirmou apenas que estava tranquilo e com a “alma leve”. Também descartou pretensões de seguir a carreira política. “A política não tem na minha vida essa importância toda, a não ser como objeto de estudos e reflexões. Mas uma política em um senso bem elevado do termo, uma política examinada sob a ótica das relações entre os Estados, entre as nações. Eu não tenho esse apreço todo pela política, por essa política do dia a dia. Isso não tem grande interesse para mim”, afirmou.
Em maio, Barbosa anunciou que se aposentaria antecipadamente neste mês, após 11 anos como ministro da Corte, deixando a cadeira para o vice-presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski. Ele tem 59 anos e poderia continuar até 2024, quando teria de ser aposentado compulsoriamente ao chegar aos 70 anos de idade.
Mineiro de Paracatu, ele atuou no Ministério Público Federal e foi indicado à Corte em 2003, no mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ocupa a presidência do Supremo e do Conselho Nacional de Justiça desde novembro de 2012. Após ser relator da Ação Penal 470, o processo do mensalão, chegou a ser cotado como candidato à Presidência nas eleições de 2014, mas não se filiou a nenhum partido a tempo de disputar a vaga.
A aposentadoria precoce de Barbosa foi anunciada no mesmo dia em que presidentes das seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil estavam reunidos em Recife. A notícia foi bem recebida no encontro, segundo relato de participantes. Advogados e representantes de associações de magistrados disseram à revista Consultor Jurídico que Barbosa não fará falta. Com informações da Agência Brasil.
* Texto atualizado às 21h20 do dia 1/7/2014 para acréscimo de informações.

A saida prematura do Barbosão não deixa de ser um balde de gelo na cueca dos Brasileiros comuns porem antenados que viam nele um leve esgar de Justiça num Pais de desigualdades comandado por uma QUADRILHA de golpistas e ladrões que apenas se preocupa com a manutenção "ad eternum" no podre poder , as finanças do Pais diariamente saqueadas por eles de variadas formas agradece penhorada.
Aqui no CONJUR tivemos uma verdadeira FILA de operadores do direito descascando o Joaquim justamente por Ele não se enquadrar no "modelito" das conveniencias tão em voga envolvendo conchavos , embargos auriculares e outras marmeladas ja assimiladas pelos que labutam no meio . Dizem que é antipatico etc , porem fica a pergunta se queriam no lugar dele algum fala facil da vida , neste caso o melhor seria colocar logo o Galvão Bueno que entende do penico a bomba atomica e adora jogar para a plateia , tai a ideia , Galvão para o lugar do Barbosão !
As pressões que Ele teve que encarar , principalmente num Tribunal TOTALMENTE minado por elementos comprometidos de variadas formas ate a raiz do cabelo , certamente pesaram e muito na decisão . Não sei se procedem os boatos de ameaças de morte como dizem porem se levarmos em conta que os petralhas "detonaram" alguns dos seus proprios como Celso Daniel e Toninho do PT , não fica tão dificil de acreditar nisso. Espero que mais a frente Ele escreva ( se quiser e puder....) um bom livro contando detalhes sobre o xorume podre que corre solto por baixo de varias daquelas belas togas pretas dos demais alinhados com o que existe de pior no Brasil. Saudades do Barbosão , que venha agora a ZONA total , é sentar e esperar. Só vomitando e muito, blearghhhhhhhhhhhhh........
Parabéns ao Ministro JB!
Atuou com destemor, retidão e técnica. Será sempre lembrado como um Juiz verdadeiramente comprometido com a Justiça, deixando um relevante legado ao país, tão acostumado a toda sorte de arranjos, manobras ardilosas, chicana, enfim, com a impunidade dos ricos, poderosos e influentes. Lutou contra o sistema e remou contra a maré o quanto pôde, sucumbindo, talvez, ao cansaço, à desilusão, ao provável péssimo ambiente de trabalho - tão marcado pela vaidade pessoal, aos seus problemas de saúde ou, provavelmente, à somatória desses fatores. É tempo de discutirmos a necessidade de duração de mandato de Ministro do STF, a fim de que não tenhamos que conviver durante 15, 20, 25, 30, ou mesmo 35 anos com as mesmas pessoas dizendo o Direito na Corte Constitucional. Com efeito, por mais qualificados que possam ser alguns Ministros - e essa qualificação se afigura cada vez mais discutível, 8 ou 10 anos seria um razoável interregno temporal para um Min. dar sua parcela de contribuição ao Direito e ao país, atuando na Suprema Corte Constitucional.
Min. Joaquim Barbosa, Vossa Excelência sai pela porta da frente, de cabeça erguida e com o dever cumprido com hombridade e coragem, sem subserviência e bajulações. Em remate, honrou a toga e sua história de vida, construindo uma respeitável biografia e um exemplo de trajetória, notadamente marcada pela meritocracia, tão escassa nos dias atuais.
Fará falta ao país! Parabéns e obrigado! Sucesso nos desafios vindouros!
O Ministro Joaquim Barbos esteve durante quase todo o tempo "com um olho no peixe e outro no gato", ou seja, decidia averiguando a reação do povo. Nunca um ministro usou tanto o marqueting para buscar reconhecimento social. A falta de despedida, praxe no Supremo na saída de todo ministro, deve ser mais uma carta na manga ardilosamente estudada pelos publicitários do Ministro.
É lamentável e decepcionante a posição nitidamente parcial e tendenciosa da revista, e de fato não reflete o sentimento da grande maioria dos brasileiros, tal como definido na avaliação do Ministro Barroso: "Prestou um serviço valioso para a Justiça no Brasil, do ponto de vista simbólico, por ter sido o primeiro negro a chegar à presidência do Supremo e uma pessoa que você pode concordar mais ou menos, mas certamente é uma pessoa decente, e que cumpriu o papel de uma forma própria. O saldo é extremamente positivo de um homem que serviu ao País"
Só o tempo dirá sobreo legado do Presidente do STF Joaquim Barbosa, um senhor controverso, com atitudes fortes e impactantes. Porém as decisões do supremo tem repercussões inúmeras em todas as áreas da sociedade brasileira. Se foi defensor da justiça ou de seus próprios interesses, muito pode-se falar, mas suas decisões podem ser sentidas por um bom tempo já que se integraram em muitos casos a jurisprudência nacional. Esperemos para ver, e Deus proteja a todos!
O Ministro Joaquim Barbosa tem seus méritos como qualquer jurista, mas é forçoso reconhecer que ele não deixa no STF absolutamente nenhum "legado". A fórmula usada por Barbosa para conquistar as massas é tão antiga quanto a própria Humanidade, e consiste em esperar o momento adequado para mostrar uma suposta posição extrema e rigorosa contra os "inimigos", tão amplamente explorada ao longo dos séculos mas que ainda funciona plenamente. Foi com os mesmos métodos que Bush invadiu o Iraque e destroçou os EUA com uma guerra contra um inimigo fantasioso, que custou trilhões de dólares e a vida de milhares. Embora tais posturas sejam bem do agrado da massas, não produzem a longo prazo nenhum resultado. A história nos mostra que todos esses "grande heróis" marcados pela truculência, frases de efeito e busca desmedida por popularidade a longo prazo desestabilizam as instituições democráticas, inibem o diálogo, e cerceiam a propagação de ideias ao insistir nos posicionamentos que geram popularidade apenas.
O Ministro não acrescentou nada em sua gestão no STF, agiu mais como acusador/MP que como juiz. Foi ator principal de vários chiliques, não é dado à divergência (de votos), não convive com a contrariedade de suas opiniões, efim, um fiasco para o anais do Supremo. até nunca!..
Barbosa deixa mais que um legado: deixa um exemplo de atuação pública firme, um juiz que julgou de acordo com suas convicções sem se curvar às pressões políticas e corporativistas, em especial da OAB.
De homens públicos como este é que o Brasil precisa.
O fato de ser combatido tenazmente em todas as esferas, demonstra quanto sua atuação foi excepcional e exemplar.
Se Barbosa vai mesmo vomitar, prezado Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório), foi bom mesmo ele ter saído. Há profissões nas quais a função é limpar mictórios, chiqueiros, pocilgas, currais, e sempre há trabalhadores para essas funções, ainda que muitos as repudiem veementemente, com nojo. Quem não se sente bem em dada função, que a deixe abrindo espaço para outros.
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