A Origem das Espécies, de Charles Robert Darwin (1809-1882), um dos livros mais emblemáticos e discutidos de nossa cultura, foi publicado em 1859. Suscitou intenso debate, temperado por ironias e agressividades, a exemplo do clérigo que teria perguntado a Darwin se o cientista descenderia dos símios pelo lado paterno, ou materno… Jornais publicavam caricaturas de Darwin mostrando-o como um primata. Muita maldade.
Darwin resistiu e rebateu as críticas que recebeu. Sua teoria, de alguma forma, rejeitava o criacionismo dominante. Ainda que violentamente atormentado pelo sofrimento de uma filha, Anne Elizabeth, que morreu aos 10 anos, tragédia que se atribuiu à indignação justificada de uma ira transcendente, Darwin permaneceu firme, centrado em sua inabalável convicção. Sua esposa, Emma Wedgwood, sugerem os biógrafos de Darwin, teria admitido que a morte de Anne seria o nêmese que a desafiadora concepção do cientista inglês causara.
A parte introdutória da Origem das Espécies é leitura obrigatória para todos quantos nos preocupamos com questões de epistemologia. São cinco páginas de sinceridade intelectual. A simplicidade com a qual Darwin inicia essa obra é cativante:
“Quando de minha viagem a bordo do H.S.M. S. Beagle, na condição de naturalista, fiquei deveras impressionado com certos fatos relativos à distribuição dos seres vivos existentes na América do Sul e às relações geológicas entre a fauna e a flora atual e extinta desse continente”[1].
Em seguida, Darwin anuncia também com clareza impressionante, os motivos de sua pesquisa:
“Tais fatos pareceram lançar alguma luz sobre a origem das espécies, ‘mistério dos mistérios’, de acordo com a definição de um dos nossos maiores filósofos. Assim que voltei ao lar, em 1837, ocorreu-me que talvez pudesse auxiliar nos esclarecimento dessa questão por meio do estudo e da acumulação pacienciosa de todos os fatos que porventura estivessem ligados ao tema. Desta forma, após cinco anos de trabalho, achei que pudesse elucidar essa questão e redigi algumas breves notas, ampliadas em 1844, quando esbocei algumas conclusões sobre o que me parecia assim suscetível de verificação. Desde então, tenho-me empenhado sem cessar para esse propósito. Espero que o leitor me perdoe o fato de citar pormenores de caráter pessoal; faço-o tão somente para mostrar que as minhas conclusões não são o resultado de uma atitude precipitada”.[2]
Para Darwin, o núcleo da questão estaria na compreensão da independência (ou não) do processo criador. Na singularidade dessa dúvida, o grande mistério que provoca quem quer que se interesse pelas explicações sobre a existência humana. Prossigo com Darwin:
“Quando analisamos o problema da origem das espécies, compreendemos facilmente que o naturalista que analisa as afinidades mútuas dos seres vivos, suas relações embriológicas, sua distribuição geográfica, a sucessão geológica e demais fatos semelhantes chegue à conclusão de que as espécies não devam ter sido criadas de maneira independente, mas que, da mesma forma que as variedades, descendam de outras espécies. Todavia, essa conclusão, mesmo sendo bem fundamentada, seria insatisfatória, a não ser que se pudesse mostrar como as incontáveis espécies que existem nesse mundo teriam sido modificadas, até alcançarem a perfeição estrutural e de coadaptação que te forma tão efetiva excita a nossa imaginação”.[3]
Darwin mostrava-se absolutamente seguro das conclusões que sua pesquisa indicou. É o que se infere da conclusão da parte introdutória do livro aqui mencionado:
“Estou totalmente convencido de que as espécies não são imutáveis, e que aquelas pertencentes ao que chamamos de mesmo gênero são descendentes diretas de uma outra espécie já extinta; do mesmo modo que as variedades constatadas de uma espécie descendem de um dos tipos daquela espécie. Finalmente, estou convencido também de que a seleção natural foi o meio principal de modificação, porém não o único”.[4]
Aceite-se ou não as ideias de Darwin, acredite-se ou não na mutabilidade das espécies, rejeite-se ou não o monismo ou o criacionismo, são circunstâncias pessoais e substancialmente subjetivas absolutamente indiferentes ao respeito que se deve à pessoa e aos propósitos e métodos de pesquisa do cientista inglês, ou de qualquer outro pesquisador. Porém, e aqui o grande legado filosófico de Darwin, a força e a coragem intelectual de quem contraria o pensamento dominante, anunciando-se um mundo intelectual menos acomodado. Isso também valeria para as ciências sociais aplicáveis, embora aqui haja menos evolucionistas normativos, e muito mais criacionistas jurídicos, ainda que nem do criacionismo estes últimos entendam.
O que mais impressiona na leitura do livro comentado pelo colunista é a honestidade intelectual do cientista que foi Charles Darwin.
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Darwin oferece-nos sua visão da questão. Não hesita afirmar que ele está convencido do que escreve, deixando bem clara sua posição de que tal convencimento não implica estar defendendo uma certeza ou verdade imutável ou sujeita à crise. Para ele, porém, como resultado de suas observações e de inferências que delas extraiu segundo uma argumentação que lhe pareceu bastante razoável, tais verdades parecem claras o suficiente para convencê-lo do seu acerto.
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Contudo, Darwin nunca deu a questão por definitivamente resolvida. Não é à toa que em diversas passagem de sua obra, não raro, introduz sua argumentação menos como uma resposta afirmativa do que como uma sugestão de resposta às indagações que fustigam o espírito investigativo do cientista.
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Por isso é um exemplo de honestidade intelectual de um cientista que consegue manter a vaidade decorrente da “inventio” sob o mais rigoroso controle da razão que tateia no escuro dos sentidos e das percepções para, com o auxílio da Lógica que permeia todo o pensamento ordenado, extrair conclusões que, para ele, o convenceram, o que autoriza sua exposição com o intuito de persuadir e provocar o espírito crítico de toda comunidade científica com algo novo, afrontando o misoneísmo conservador e refratário de novas teorias.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
É impressionante que mesmo após dois séculos de seus escritos alguém tenha coragem de elevar Darwin como exemplo de honestidade intelectual. O cientista nada mais fez do que compilar uma doutrina esotérica (feita pelo seu avô, Erasmus Darwin) com a escritos de Goethe, Aristótele, entre outros.
Como se não bastasse ser uma teoria fracassada (a origem das espécies, o design inteligente, a seleção natural) é uma teoria declaradamente racista, que serviu de base para a fundamentação do holocausto.
É impressionante que mesmo após dois séculos de seus escritos alguém tenha coragem de elevar Darwin como exemplo de honestidade intelectual. O cientista nada mais fez do que compilar uma doutrina esotérica (feita pelo seu avô, Erasmus Darwin) com a escritos de Goethe, Aristótele, entre outros.
Como se não bastasse ser uma teoria fracassada (a origem das espécies, o design inteligente, a seleção natural) é uma teoria declaradamente racista, que serviu de base para a fundamentação do holocausto.
Antes da palavra "sujeita", no segundo parágrafo do meu comentário abaixo, deve vir a partícula de negação "não", de modo que a leitura deve ser "não sujeita à crise".
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
A voz dissonante no século XIX se tornou o consenso de hoje, e hoje a dissonância encontra abrigo no design inteligente. E a evolução da contenda. Apenas para fomentar este debate (tão raro hoje em dia na academia brasileira), sugiro a leitura de Stephen C. Meyer e David Berlinski.
Darwin foi além de tudo, aquilo que se espera de um verdadeiro cientista. Atormentado pela realidade que o cercava, nunca deixou de dizer aquilo que era cientifico, separando o estado e suas convicçoes da ciência. Um Galileu que teve a seu favor o fato de nascer em um país onde há muito tempo a liberdade de idéias é coisa séria, ainda que vá contra o ''status quo''.
Com toda a vênia ao colega Leopoldo Neto, Berlinski é filósofo, não cientista. Meyer, apesar de cientista, físico de formação, é bastante controverso.
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O ID não pode ser considerado sequer uma hipótese científica, uma vez que para ser considerada hipótese, a proposição precisa ser, ao menos, verificável, coisa que um ente metafísico que conduza conscientemente a evolução não é.
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De mais a mais, mesmo após anos, os adeptos do ID jamais conseguiram evidências de suas afirmações. Na verdade, o que se vê é uma adaptação do argumento de ignorância, ou argumento de lacuna para o ambiente científico. Em suma: se a tese de Darwin ainda não é 100% evidenciada ou explicada, então é necessário um arquiteto inteligente. Navalha de Occam resolve.
Com toda a vênia ao colega Leopoldo Neto, Berlinski é filósofo, não cientista. Meyer, apesar de cientista, físico de formação, é bastante controverso.
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O ID não pode ser considerado sequer uma hipótese científica, uma vez que para ser considerada hipótese, a proposição precisa ser, ao menos, verificável, coisa que um ente metafísico que conduza conscientemente a evolução não é.
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De mais a mais, mesmo após anos, os adeptos do ID jamais conseguiram evidências de suas afirmações. Na verdade, o que se vê é uma adaptação do argumento de ignorância, ou argumento de lacuna para o ambiente científico. Em suma: se a tese de Darwin ainda não é 100% evidenciada ou explicada, então é necessário um arquiteto inteligente. Navalha de Occam resolve.
No último parágrafo do artigo, o autor deixa bem claro que intenciona menos defender a teoria evolucionista de Darwin do que o denodo científico de arrostar teorias preexistentes.
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Como eu disse no meu comentário anterior, Darwin nunca teve a intenção de fechar a questão ou apresentar sua teoria como um dogma ou algo parecido. Muito pelo contrário, exatamente porque falseável (no sentido popperiano) trata-se de uma autêntica teoria científica, que assenta suas bases em dados empíricos recolhidos por Darwin durante anos e depois submetidos à análise e interpretação que viabilizasse a formulação de premissas capazes de, por meio de um raciocínio indutivo (ainda que regressivo) conduzir a uma conclusão.
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Ou seja, teoria científica pura na acepção mais precisa da expressão.
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Isso, contudo, não garante o acerto da teoria, mas apenas que merece ser classificada como uma teoria científica.
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Concordo, porém, e aí já adentrando uma discussão que se desvia do foco visado pelo colunista, que a teoria de Darwin tem muitos pontos vulneráveis, o que a torna uma teoria extremamente frágil, inclusive porque se desvia das diretrizes propostas pela Navalha de Ockham e pela heurística.
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Se se seguir estas duas orientações, o que sobra de aproveitável da teoria de Darwin parece ser apenas a parte sobre a seleção natural, mas faz ruir a parte sobre a evolução e mutação das espécies. O surgimento destas pode ser melhormente explicado pela teoria do caos e do acaso, cujo método está mais conforme a Navalha de Ockham e a heurística na formulação racional das premissas em que se sustenta. Mas esta é uma discussão que se desvia do foco pretendido pelo colunista.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
Considerados alguns comentarios, estamos de volta aos conceitos verdadeiramente aristotélicos que tentam explicar a criaçao. Chamar Darwin de farsa e dizer que sua teoria é extremanente frágil mas admitir sua importancia no que se refere a mutaçao e evoluçao das espécies é um contra-senso. Aos adoradores do frade Occam respondo com a afirmaçao de Leibniz que a variedade de seres nao pode ser diminuida. Alias a teoria de Occam quando bem aplicada é bastante darwinista pois prega que se deve eliminar o supérfluo, mas nao excluir aquilo que é indispénsavel (nada mais darvinista)!. Entre os simplistas minimalistas creacionistas, prefiro as liçoes de Darwin.
Exorto-o a reler o meu comentário. Parece que o não compreendeu. Sua crítica é, por essa razão, inconsistente e mais parece fruto de um juízo açodado. Peço apenas para criticar-me com honestidade intelectual (espelhe-se em Darwin), e não atribuir a mim coisas que eu não escrevi.
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Sua escolha pela teoria darwinista reflete o direito de adesão que a todos é concedido pela liberdade de pensamento. Mas não tem o condão de transformar ou fortalecer a teoria de Darwin naquilo em que ela é bem frágil e não resiste a um exame epistemológico. Aliás, epistemologicamente, e lançando mão da Navalha de Ockham de um lado e da heurística de outro, a teoria do caos e do acaso responde a certas indagações com argumentos muito mais consistentes, eficazes e palatáveis do que a teoria de Darwin, da qual se pode aproveitar apenas a parte sobre a seleção natural.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
Em tempo, colegas, lembremos que a teoria de Darwin sobre a evolução, como aliais qualquer teoria científica, está sempre sendo testada, melhorada, ampliada e falseada para chegar à melhor explicação possível sobre um fenômeno complexo.
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A teoria da gravidade, por exemplo, não é mais comprovada que a evolução. Sabemos que a gravidade existe e podemos calculá-la, mas, apesar de indícios, ainda não se concluiu sua origem, como ou porque de fato ela funciona, etc.
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Evidentemente, Darwin, por ser honesto e um autêntico cientista, sabia que sua teoria seria modificada na medida em que pesquisas posteriores a confirmassem, a alterassem ou demonstrassem-na errada. E é evidente que muito tenha sido mudado desde a formulação de Darwin, que não tinha acesso ao atual conhecimento de genética, paleontologia, etc. Isso não afeta a teoria de Darwin, que deu a principal contribuição ao que hoje chamamos de teoria da evolução.
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Contudo, é inarredável, pelo conhecimento até hoje consolidado, que a evolução ocorre, é evidenciada e dá suporte teórico para inúmeros avanços da biologia e da medicina.
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Ademais, a teoria do caos e do acaso complementa a teoria da evolução, não a contradiz. Assim também a teoria estruturalista processual, que, embora negue a seleção natural, ou a relegue um papel minoritário, não infirma a evolução.
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Trazendo ao direito, e retomando o caminho do artigo, não me parece que vivamos um criacionismo jurídico, mas uma acomodação científica da comunidade jurídica. Não pensamos, mais, o direito como ciência, mas como ferramenta, permitindo, com isso, que coexistam todo tipo de achismos jurídicos existam sem justificação de suas teorias ou o fortalecimento da segurança jurídica e do Estado democrático de Direito.
Em tempo, colegas, lembremos que a teoria de Darwin sobre a evolução, como aliais qualquer teoria científica, está sempre sendo testada, melhorada, ampliada e falseada para chegar à melhor explicação possível sobre um fenômeno complexo.
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A teoria da gravidade, por exemplo, não é mais comprovada que a evolução. Sabemos que a gravidade existe e podemos calculá-la, mas, apesar de indícios, ainda não se concluiu sua origem, como ou porque de fato ela funciona, etc.
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Evidentemente, Darwin, por ser honesto e um autêntico cientista, sabia que sua teoria seria modificada na medida em que pesquisas posteriores a confirmassem, a alterassem ou demonstrassem-na errada. E é evidente que muito tenha sido mudado desde a formulação de Darwin, que não tinha acesso ao atual conhecimento de genética, paleontologia, etc. Isso não afeta a teoria de Darwin, que deu a principal contribuição ao que hoje chamamos de teoria da evolução.
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Contudo, é inarredável, pelo conhecimento até hoje consolidado, que a evolução ocorre, é evidenciada e dá suporte teórico para inúmeros avanços da biologia e da medicina.
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Ademais, a teoria do caos e do acaso complementa a teoria da evolução, não a contradiz. Assim também a teoria estruturalista processual, que, embora negue a seleção natural, ou a relegue um papel minoritário, não infirma a evolução.
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Trazendo ao direito, e retomando o caminho do artigo, não me parece que vivamos um criacionismo jurídico, mas uma acomodação científica da comunidade jurídica. Não pensamos, mais, o direito como ciência, mas como ferramenta, permitindo, com isso, que coexistam todo tipo de achismos jurídicos existam sem justificação de suas teorias ou o fortalecimento da segurança jurídica e do Estado democrático de Direito.
Meus comentários nao tem como objetivo exclusivamente seus comentarios , mas a tendência em geral dos comentários de diminuir ou relativizar no sentido pejorativo o trabalho de Darwin. Nos seus comentários vejo uma tentativa de preencher ou explicar aquilo que o proprio Darwin admite nao ter encontrado explicaçao, valendo-se de uma teoria simplista associada ao acaso. Entendo que mais e mais as descobertas científicas reforçam as teses darvinistas . A meu ver, neste caso, a teoria de Occam, a heurística e a teoria do caos , podem servir apenas para atribuir tudo a ninguém mas desde que esse ninguém seja um arquiteto criador. Traçando um paralelo , essas teorias desempenham neste caso o mesmo papel do homem de idade que cuida do mosteiro idealizado por Umberto Eco no romance O Nome da Rosa. Lendo outros comentários parece que a teoria da evoluçao das espécies ainda provoca o mesmo furor da época em que foi publicada. Ora associar a teoria da evoluçao das espécies - design inteligente, me pergunto: como isso é possível em Darwin? - a genocídios, é desonestidade científica.
(CONTINUAÇÃO)...
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Ora, um dos métodos mais aceitos e utilizados em análise de teorias é o da submissão dos argumentos em que estas se fundam à demonstração por absurdo. Se se chega à uma contradição, então, a conclusão é que as premissas adotadas é falsa. E é exatamente isso que faz ruir a teoria evolucionista de Darwin.
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Já a teoria do caos e do acaso não admite a ideia de um arquiteto inteligente porque a estrutura de toda matéria encontrável no Universo (e nesse sentido basta a matéria de que já se tem conhecimento) é extremamente complexa e rica em pormenores que certamente um arquiteto inteligente tenderia a contornar para construir algo mais simples. A teoria do caos e do acaso aceita a complexidade e busca explicar como ela se processa em direção a uma determinada organização que nem por isso constitui-se em um fator de eliminação do caos e do acaso, senão apenas de uma modificação da entropia caótica que somente muda de feição.
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A mim, a teoria do caos e do acaso convence muito mais do que qualquer teoria já apresentada de que tenho conhecimento a respeito do assunto.
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De qualquer forma, agradeço sua manifestação e a elegância com que me respondeu, o que somente o dignifica como um debatedor intelectualmente honesto e não refratário aos que possam divergir de suas posições. É disso que os debates são carentes, porque é desse revolvimento que podemos evoluir, não no sentido darwiniano, mas como seres humanos melhorados.
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Cordiais saudações,
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
Agradeço sua resposta e seus esclarecimentos.
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Com relação à teoria do caos e do acaso ser simplista ou assimilada à ideia de um criador inteligente, bem como às afirmações de que hoje em dia pesquisas comprovam a teoria da evolução, permito-me discordar totalmente.
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Primeiro, a teoria do caos e do acaso não é simplista nem tem a pretensão de assemelhar-se ou substituir a ideia de um “intelligent designer”. Apenas parte da premissa de que o caos e acaso podem muito bem e até melhormente explicar certos acontecimentos. É uma teoria com ampla aplicabilidade em diversos ramos do conhecimento científico.
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Quanto à comprovação da evolução das espécies, não há, com todo respeito, nenhuma evidência capaz de comprovar que a evolução verificada possa conduzir a uma mudança radical de uma espécie em outra. Mesmo pesquisas que se baseiam no estudo do DNA não comprovam isso. Apenas demonstram que anomalias e outras alterações estão previstas no código de DNA e ganham predominância sob determinadas circunstâncias (aí a presença da teoria do caos e do acaso novamente, que explica as razões dessa alteração de elementos predominantes). Mas não há nada além de meras suposições, por sinal muito mal estruturadas e assentadas, sobre a evolução no sentido proposto por Darwin. Ao contrário, quem quer que submeta essa parte da teoria darwiniana (a da evolução) à uma crise lógica, chegará à conclusão de que ela é inconsistente, e que sua admissibilidade resulta em contradições que infirmam as bases em que se sustenta.
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(CONTINUA)...
A teoria de Darwin deu suporte ao nazismo no momento em que ambas as partes acreditavam na mesma coisa: o extermínio de raças inferiores.
“Em algum período futuro, não muito distante se medido em séculos, as raças civilizadas do homem vão certamente exterminar e substituir as raças selvagens em todo o mundo. Ao mesmo tempo, os macacos antropomorfos... serão sem dúvida exterminados. A distância entre o homem e seus parceiros inferiores será maior, pois mediará entre o homem num estado ainda mais civilizado, esperamos, do que o caucasiano, e algum macaco tão baixo quanto o babuíno, em vez de, como agora, entre o negro ou o australiano e o gorila.” Charles Darwin , The Descent of Man and Selection in Relation to Sex, 1896.
“Olhando o mundo numa data não muito distante, que incontável número de raças inferiores terá sido eliminado pelas raças civilizadas mais altas!” Charles Darwin, The Life and Letters of Charles Darwin, Part I, 1897.
Isso soa como desonestidade intelectual?
A teoria de Darwin deu suporte ao nazismo no momento em que ambas as partes acreditavam na mesma coisa: o extermínio de raças inferiores.
“Em algum período futuro, não muito distante se medido em séculos, as raças civilizadas do homem vão certamente exterminar e substituir as raças selvagens em todo o mundo. Ao mesmo tempo, os macacos antropomorfos... serão sem dúvida exterminados. A distância entre o homem e seus parceiros inferiores será maior, pois mediará entre o homem num estado ainda mais civilizado, esperamos, do que o caucasiano, e algum macaco tão baixo quanto o babuíno, em vez de, como agora, entre o negro ou o australiano e o gorila.” Charles Darwin , The Descent of Man and Selection in Relation to Sex, 1896.
“Olhando o mundo numa data não muito distante, que incontável número de raças inferiores terá sido eliminado pelas raças civilizadas mais altas!” Charles Darwin, The Life and Letters of Charles Darwin, Part I, 1897.
Isso soa como desonestidade intelectual?
Darwin nao poderia escapar dos mentirosos que usam numeros muito embora a matematica nao minta. Nesta linha Kelsen tambem foi o pai do nazismo, Wagner o seu ideologo e Freud um depravado. Eis o frase completa com traducao livre:
Aqui está a frase no seu contexto completo:
A grande distância na cadeia orgânica entre o homem e seus aliados mais próximos, os quais não podem ser ligados por nenhum espécie viva ou extinta, tem freqüentemente avançado como uma grave objeção para a idéia de que o homem avançou de espécies inferiores; mas essa objeção não vai parecer ter tanto peso para aqueles que, por razões gerais, entendem os princípios gerais da evolução. Lacunas sempre ocorrem em todas as partes das séries, algumas sendo largas, vivas e definidas, outras menos, em vários degraus; como nos orangotangos e nossos aliados – entre o Tarsius e outros Lemuridae – entre o elefante e de uma maneira mais radical entre o ornitorrinco e a equidina, e todos os outros mamíferos. Mas essas distâncias dependem somente de quantas espécies se tornaram extintas. Em algum período futuro, não muito distante se medido em séculos, as raças civilizadas do homem vão certamente exterminar e substituir as raças selvagens em todo o mundo. Ao mesmo tempo, os macacos antropomorfos, como o Professor Schaaffhausen lembrou, serão sem dúvida exterminados. A distância entre o homem e seus parceiros inferiores será maior, pois mediará entre o homem num estado ainda mais civilizado, esperamos, do que o caucasiano, e algum macaco tão baixo quanto o babuíno, em vez de, como agora, entre o negro ou o australiano e o gorilla.
continua......
Em primeiro lugar, Darwin está fazendo um comentário técnico sobre a realidade das espécies, particularmente o Homo sapiens, e por que ainda deveriam existir espécies distintas, se todos evoluíram de um mesmo ancestral. A sua resposta explica que a competição entre as formas que ganham, ainda que pequenas, vantagens sobre as outras tendem a eliminar as formas mais parecidas, dando origem a lacunas entre as formas remanescentes, que tendem a aumentar com o tempo.
Dizer que Darwin era racista por causa dessa passagem é mais que desonestidade.
Por todo o livro “A descendência do Homem”, Darwin se refere a “raças civilizadas” como a cultura européia, e a “selvagens” e “negros” ele se refere ao que hoje chamamos de aborígines, pois esse era o termo usado na época.
E de certa forma Darwin acertou em sua previsão. Várias espécies de gorilas e outros primatas estão em fase de extinção por causa da expansão humana, e culturas aborígines africanas (que de certa forma são realmente menos avançadas que as européias, por exemplo) estão desaparecendo, sendo absorvidas pela cultura ocidental, ou dizimadas por completo em guerras civis.
Darwin não estava “torcendo” para que isso acontecesse, ele apenas explicou que é geralmente isso que ocorre.
Darwin não era racista, ele se opôs fortemente contra a escravidão (evidenciado principalmente em seu livro “Voyage Round the World of H.M.S. Beagle”), e contra a idéia (de muitos criacionistas inclusive) de que negros pertenciam a uma espécie diferente. Ele também contribuiu para o trabalho missionário para melhorar as condições dos nativos da Tierra del Fuegans.
Infelizmente para alguns, as coisas acontecem independentemente de nossa vontade , os fosseis estao ai para cobrir as lacunas.
Perfeito em suas colocações, amigo de Voltaire.
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Associar a teoria de Darwin ao nazismo é grave, além de nada acrescentar academicamente.
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Ao colega Sérgio Niemeyer, faço, contudo, objeções, como o mesmo respeito recebido.
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De fato, não há comprovação direta da mudança de uma espécie para uma nova, mas isso decorre da própria natureza da mudança. Se observarmos em um ser a cada geração uma pequeníssima mudança estrutural, somente perceberíamos a existência de uma nova espécie ao longo de milhares de gerações.
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Imaginemos uma paleta de cores como a do arco-iris. Se formos do vermelho ao amarelo, em sistema RGB, adicionando um ponto de cor a cada 100 anos, somente perceberíamos a mudança daqui a milhares de anos. Se perdêssemos gerações no meio do caminho, certamente pensaríamos que tiveram origens distintas e sem nenhuma ligação.
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Apesar de não termos todos os fósseis transacionais, é possível, a partir do que temos, fazer uma linhagem histórica bem clara de espécies em outras novas.
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E estas pequenas mudanças, observáveis em nossa escala de tempo, temos, como no experimento de Lenski, onde bactérias efetivamente criaram novas estruturas.
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No mais, é preciso lembrar do sentido de teoria em meio científico, diferente do significado utilizado no meio jurídico. A teoria do Caos não procura explicar o surgimento e modificações de espécies, é uma teoria matemática. Ela, contudo, complementa achados da teoria da evolução (que não é "'de' Darwin"). Vale lembrar, teoria, em meio científico, não é algo improvável ou incerto, mas a melhor explicação sobre fenômeno(s) estudado(s), suportado por evidências e provas. Embora seja falseável, por obrigação filosófica, não é incerta ou duvidosa.
Perfeito em suas colocações, amigo de Voltaire.
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Associar a teoria de Darwin ao nazismo é grave, além de nada acrescentar academicamente.
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Ao colega Sérgio Niemeyer, faço, contudo, objeções, como o mesmo respeito recebido.
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De fato, não há comprovação direta da mudança de uma espécie para uma nova, mas isso decorre da própria natureza da mudança. Se observarmos em um ser a cada geração uma pequeníssima mudança estrutural, somente perceberíamos a existência de uma nova espécie ao longo de milhares de gerações.
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Imaginemos uma paleta de cores como a do arco-iris. Se formos do vermelho ao amarelo, em sistema RGB, adicionando um ponto de cor a cada 100 anos, somente perceberíamos a mudança daqui a milhares de anos. Se perdêssemos gerações no meio do caminho, certamente pensaríamos que tiveram origens distintas e sem nenhuma ligação.
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Apesar de não termos todos os fósseis transacionais, é possível, a partir do que temos, fazer uma linhagem histórica bem clara de espécies em outras novas.
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E estas pequenas mudanças, observáveis em nossa escala de tempo, temos, como no experimento de Lenski, onde bactérias efetivamente criaram novas estruturas.
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No mais, é preciso lembrar do sentido de teoria em meio científico, diferente do significado utilizado no meio jurídico. A teoria do Caos não procura explicar o surgimento e modificações de espécies, é uma teoria matemática. Ela, contudo, complementa achados da teoria da evolução (que não é "'de' Darwin"). Vale lembrar, teoria, em meio científico, não é algo improvável ou incerto, mas a melhor explicação sobre fenômeno(s) estudado(s), suportado por evidências e provas. Embora seja falseável, por obrigação filosófica, não é incerta ou duvidosa.
O argumento da transmutação gradual ao longo do tempo é por demais forçado. Não só a falta de fósseis capazes de demonstrar a cadeia da mutação, mas também um exame lógico infirma esse argumento.
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Se as ínfimas mudanças estruturais observáveis não são capazes de provocar o aparecimento de uma nova espécie, por indução, não há nenhuma razão para crer que uma sucessão dessas ínfimas mudanças possa em algum momento fazer eclodir uma nova espécie totalmente diferente e incompatível com aquela de que deriva. É um absurdo lógico porque o que autoriza um raciocínio indutivo é exatamente a constância de um resultado observável, de modo que é mais razoável inferir por indução que o somatório de mudanças estruturais ínfimas individualmente incapazes de provocar uma alteração da espécie também não provoque qualquer alteração da espécie onde se manifestam. O contrário, isto é, a indução do tipo holística, segundo a qual o somatório das mudanças individuais produziria um resultado diferente daquele provocado por cada mudança individual, não passa de pura especulação abstrata.
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Esse é apenas um contra-argumento. Outros há de quantidade capazes de demonstrar que a teoria darwiniana evolucionista, segundo a qual as espécies atuais derivam de outras que lhes antecederam afigura-se manifestamente falha.
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O mesmo, no entanto, não sucede com a teoria da seleção natural, a qual subsiste com algumas correções.
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O assunto, contudo, não pode ser esgotado nesse fórum de comentários limitados.
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De qualquer modo, agrada-me saber que assim como eu, há muitos que se dedicam a refletir sobre o assunto.
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Cordiais saudações,
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
Em tempo.
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O exemplo do arco-íris, “data maxima venia”, é imprestável para conferir sustentabilidade à teoria evolucionista, pois incide na falácia da falsa analogia. A cor não passa de uma manifestação da luz. A luz, por sua vez, ora se comporta como uma onda, ora como matéria. Tanto num como noutro caso segue leis específicas, sejam as do movimento ondulatório, sejam as da mecânica quântica. Daí por que transpor o que possa acontecer com a luz para um fenômeno biológico cuja matéria segue leis completamente diferentes constitui outro argumento assaz forçado e uma falsa analogia, já que a analogia, para ser legítima, exige a identificação de pontos de contato, i.e., elementos comuns determinantes em ambos os fenômenos para que se possa transpor as conclusões observadas em um deles ao outro. Por isso, trata-se de argumento exemplificativo que não convence nem persuade a razão serena e atenta aos princípios lógicos e aos métodos orientados pela Lógica.
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Cordiais saudações,
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
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