OAB-SP pede que quadro com escravo seja retirado de Fórum Criminal

A Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo pediu que um quadro que retrata um escravo negro amarrado a um tronco seja retirado do Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. Segundo a entidade, o quadro “não reflete a condição atual da população negra” e reforça estereótipos e o preconceito “enrustido em muitas pessoas, que, ainda nos dias atuais, têm a ousadia de se referir ao negro ou negra afirmando ‘vou te colocar no tronco’”.

A entidade afirma que não há interesse em dar visibilidade à escravidão, pois ela “não é construtiva”, uma vez que vem sendo desenvolvido um trabalho de mostrar que a população negra, apesar das diferenças e desigualdade de oportunidade, “vem superando essa fase horrorosa da história”.

O ofício pedindo a retirada da obra de arte do Fórum Criminal Ministro Mario Guimarães é assinado pela presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB-SP, Carmen Dora de Freitas Ferreira. O documento foi enviado para a Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo (Acrimesp), que mantém no fórum o espaço Waldir Troncoso Peres, onde o quadro está exposto.

Segundo Carmen Ferreira, o motivo do pedido foi ela ter recebido diversas ligações de cidadãos reclamando que o quadro exposto retrata o negro de maneira depreciativa e faz apologia à escravidão. A advogada faz coro às reclamações. “Por que não colocam um quadro com um negro médico ou artista? Todo mundo está cansado de saber a história que o opressor escreveu”, diz.

A obra de arte, diz ela, está relembrando um sofrimento que foi imposto e contra o qual os negros sempre se rebelaram, “por isso eram açoitados e mutilados”. Agora, diz ela, é o momento das políticas afirmativas, do resgate da cidadania e do respeito que foram negados aos negros que chegaram no Brasil.

História e arte
A Acrimesp diz que vai substituir o quadro por uma obra que “retrate o negro de forma positiva”, mas considera o pedido “um disparate, totalmente sem fundamento e que busca, sobretudo, esconder nossa história”. Em ofício, o presidente da entidade, Ademar Gomes, afirma que o tráfico de escravos e os horrores que essa população sofreu nos tempos coloniais e do Império são parte da história do Brasil. “Negar essa realidade é esconder nossa própria história”, diz.

Divulgação

Gomes cita o pintor Jean-Baptiste Debret, que registrou os diferentes momentos da escravidão no Brasil ao longo do século XIX, como a tortura sofrida pelos escravos, no quadro Pelourinho (foto), no qual a obra em exposição no fórum paulista foi inspirada.

A obra de Debret “constitui um dos mais importantes registros iconográficos da escravidão no Brasil, uma época que certamente não queremos reviver”, aponta, antes de questionar: "Há como esconder o trabalho de Debret?"

A Acrimesp cita também autores como Castro Alves, Machado de Assis, Lima Barreto, Monteiro Lobato, entre outros, que retrataram a vida dos negros durante a escravidão ou situações de racismo e preconceito após a abolição. Segundo a entidade, se pedidos como o feito pela Comissão de Igualdade Racial da OAB-SP prosperarem, “nossos livros de História do Brasil deverão ser revistos, suprimidos os episódios em que negros escravos eram humilhados, torturados, amarrados ao poste e mortos, já que todos seriam politicamente incorretos”.

Clique aqui para ler o ofício enviado pela OAB-SP e aqui para ler a resposta Acrimesp.

Marcos de Vasconcellos

é chefe de redação da revista Consultor Jurídico.

Paulo Cesar Flaminio disse:
13 de março de 2014 às 19:31

Isso é uma das atitudes mais estúpidas que já vi......

JCláudio disse:
13 de março de 2014 às 19:50

Ora, querem apagar o que a história retrata como realidade do século XVII e XVIII. É coisa de gente que acha que com estas atitudes vão melhorar de alguma forma as coisas neste país, tão desigual para os iguais.

Marcos Alves Pintar disse:
13 de março de 2014 às 19:54

Só faltou a OAB pedir para substituir o quadro atual por outro na qual há um advogado amarrado e sendo chicoteado. Retrataria bem não só a forma como os advogados são atendidos no fóruns, mas também a postura da própria Ordem com a massa dos advogados.

Eduardo. Adv. disse:
13 de março de 2014 às 21:49

Depois de ver a OAB ofertando curso de dança de salão...
Até que enfim fizeram algo dugno da defesa de algo realmente defensável.
Aliás era para os próprios julgadores, que deveriam ser sensatos, já terem mandado retirar o dito (retrato da realidade?) quadro.
Qusndo a OAB SP voltará a ser aguerrida e reverenciada?

André Cruz de Aguiar - Vironda e Giacon Advogados disse:
13 de março de 2014 às 22:03

Concordo com a resposta da ACRIMESP, cujo bom senso dispensa comentários.

Eduardo. Adv. disse:
13 de março de 2014 às 22:05

Confundi sala (no Fórum Criminal) com sala de audiências, onde a peça poderia ter efeitos nefastos...
Agora, relendo.... Não precisa explicar a história para Advogados são até estranhas "essas reclamações", pois Advogados poderiam postular isso sozinhos, se fosse o caso.
Bom, mais uma para o folclore da atual gestão: além das aulas de dança, a retirada do quadro do espaço Acrimesp, e agora, a OAB em plantão para fiscalizar a "Tropa do Braço"...
Quando serão as próximas eleições?

Observador.. disse:
14 de março de 2014 às 01:10

Nunca perdemos uma única oportunidade de fazermos papel ridículo e jogarmos para uma platéia cada vez menos interessada no jogo.
Alguns fatos, mesmo ruins, são parte da nossa história. Países inteligentes não apagam, nem escondem, sua história; não querem ser condenados a repetí-la como farsa.
Parabéns à ACRIMESP pelo bom senso.

DrCar disse:
14 de março de 2014 às 08:34

Falta o que fazer para a OAB. Preocupar-se com um quadro que retrata a verdadeira história, esconde sua história quem se envergonha dela. Ao invés de preocupar-se com a classe que sofre constrangimentos desnecessários nas portas c/ detector de metais, cujos seguranças despreparados imaginam ser "policiais", querem porque querem "revistar-nos". Vi cada barbaridade no forum Tatuapé que me envergonhei pelo colega, que ultrapasaando a porta, foi obrigado a retornar e tirar o celular do bolso. Acorda OAB...

DrCar disse:
14 de março de 2014 às 08:34

Falta o que fazer para a OAB. Preocupar-se com um quadro que retrata a verdadeira história, esconde sua história quem se envergonha dela. Ao invés de preocupar-se com a classe que sofre constrangimentos desnecessários nas portas c/ detector de metais, cujos seguranças despreparados imaginam ser "policiais", querem porque querem "revistar-nos". Vi cada barbaridade no forum Tatuapé que me envergonhei pelo colega, que ultrapasaando a porta, foi obrigado a retornar e tirar o celular do bolso. Acorda OAB...

Guadalupe disse:
14 de março de 2014 às 08:43

A OAB poderia se preocupar com outras coisas. O quadro é um registro de nossa história.
Se a situação exposta no quadro é humilhante, presta-se a se repensar, mas não para ser escondida.
Bem, paciência.

Raul Haidar disse:
14 de março de 2014 às 08:48

O maior disparate no fórum criminal é uma placa de bronze gigantesca, colocada no térreo, para homenagear o então presidente do TJ e o "eterno" presidente da Acrimesp, cujo nome em letras gigantescas está lá, a indicar que vaidade não tem limites!

Diego dos Santos Lima disse:
14 de março de 2014 às 08:51

O pedido é de uma falta de cultura hedionda...É um desrespeito com a história brasileira e com um dos maiores pintores que o mundo já teve. A OAB deveria se ocupar com coisas mais importantes, como em arguir a inconstitucionalidade da tal "taxa de mandato (CPA)", existente em SP...

Diego dos Santos Lima disse:
14 de março de 2014 às 08:51

O pedido é de uma falta de cultura hedionda...É um desrespeito com a história brasileira e com um dos maiores pintores que o mundo já teve. A OAB deveria se ocupar com coisas mais importantes, como em arguir a inconstitucionalidade da tal "taxa de mandato (CPA)", existente em SP...

toron disse:
14 de março de 2014 às 09:47

Com todo o respeito aos que pensam em sentido contrário, o quadro que se quer retirar do Fórum retrata nosso passado e deve ser lembrado para que não ser reptia, quando menos por isso (e já não é pouco). Quando vejo o retrato de judeus nos campos de concentração, por mais dolorosa que seja a lembrança, é bom que se exibam fotos e quadros dessa natureza para que o horror não se reptita, para que se respeite a dor dos que foram martirizados. O Fórum criminal tem, do começo ao fim, histórias de dor. De gente que foi vítima de práticas criminosas e de gente que sofre nas mãos do sistema criminal.
Mas, ainda que assim não fosse, vamos apagar a nossa história a pretexto de colocar o retrato desse ou daquele grupo étnico numa condição melhor? Errado. É como querer reescrever os textos de Moteiro Lobato, supostamente racistas. Enfim, um jeito errado de se lidar com o nosso passado.
Por fim, é uma pena que a nossa OAB se conduza assim em matéria tão sensivel e cara a todos.
Toron, advogado

U Oliveira disse:
14 de março de 2014 às 10:26

Por mais doloroso e aviltante que possa ser, os retratos de fatos históricos (livros, quadros, poesias, fotografias) devem sim ser divulgados e acessíveis a todos. A latência da dor ou da vergonha é didática.

Eduardo. Adv. disse:
14 de março de 2014 às 10:27

É certo que a (não é nossa!) OAB/SP é letárgica e está se notabilizando por adotar posturas midiáticas, que em nada aproveitam à classe dos Advogados. A OAB/SP virou uma "partideco" nanico; é usada pelos que ocupam as suas cadeiras diretivas para a promoção pessoal. Estes "dirigentes" se esquecem da Advocacia como instrumento essencial da afirmação de direitos e garantias fundamentais e, diante de sua omissão (ou seria despreparo?) acabam enfraquecendo uma função essencial à Justiça, considerada como tal pela vigente Constituição Federal.
Muito embora eu considere inadequada a intervenção da referida Comissão junto à ACRIMESP, bem se vê que a iniciativa, talvez por ricochete, haja atingido um alvo oculto.
Presume-se que Advogados conheçam a história e que, pelo presumido bom nível de compreensão das mazelas sociais e pela busca da afirmação de preceitos fundamentais, não sejam omissos diante de práticas ou de violações que induzam ou acirrem a falta de isonomia.
De outro lado, é certo que há setores que buscam se empoderar mediante a apropriação de causas legítimas e, por excesso, acabam gerando resultados indesejados.
Há de se alcançar o equilíbrio, e isso talvez leve mais algum tempo ainda.
Não desejemos ser cegos, pois o cotidiano mostra a divisão de oportunidades que ainda vige. E espero não acirrar o debate com esta afirmação.
Mas " ubi societas, ibi jus", "ubi jus ibi societas".
O devedor não pode ser maculado rotulado eternamente por uma dívida impaga. O condenado criminalmente tem o direito à reinserção na sociedade, a fim de que ele possa evoluir como ser humano. De outro lado, pessoas comuns desejam apagar de sua história pequenos vexames, pequenos deslizes ou um mau comportamento social.

U Oliveira disse:
14 de março de 2014 às 10:28

Por mais dolorosos e aviltantes que possam ser, os retratos de fatos históricos (livros, quadros, poesias, fotografias) devem sim ser divulgados e acessíveis a todos. A latência da dor ou da vergonha é didática.

Eduardo. Adv. disse:
14 de março de 2014 às 10:42

Diante do contexto, somente uma parcela da sociedade não tem o direito de desejar que a sua história (fatos que não devem jamis ser esquecidos!) possa ser contada com outros contornos? Vale somente a história de submissão? A história de luta, os episódios de figuras destacadas não merecem ser conhecidos, ostentados?
Por qual motivo, então, não dar espaço à figura de Luiz Gama, personagem que até mereceu a publicação de livro por parte da OAB/SP? Por qual motivo, em um espaço destinado aos profissionais da Defesa, não ostentar o símbolo de Nelson Mandela?
É ai que eu digo que a Comissão "atirou no que viu e acertou naquilo que não enxergou". As pessoas ainda relutam em reconhecer o tratamento desigual conferido a alguns. Vejamos aqui o recorde de manifestações, inclusive a minha, postada ontem. Qual o significado disso?
Mas faltou à Comissão, talvez, a mesma compreensão da outra faceta da história... Deveria fomentar o conhecimento de figuras como a do verdadeiro defensor Luiz Gama. Grande! Notável! Exemplo de luta contra os poderosos de seu tempo! Figura que deu o "baile" em seu próprio destino!
É esse tipo de "cegueira" que incomoda na atual gestão da OAB/SP. As suas iniciativas, por mais bem intencionadas que sejam, acabam provocando desunião, cizânia, o acirramento de posições radicais...
Talvez a Comissão esteja mesmo certa, mas "prescreveu o medicamento" errado...
Que tal, na sala dos Defensores, ao lado do quadro repudiado, a figura de Luiz Gama? Só uma sugestão...

Eduardo. Adv. disse:
14 de março de 2014 às 10:48

Temos agora, recentemente, a história de uma senhora "ariana" da Av. Paulista, que é conhecida por hostilizar pessoas negras. Inclusive contra Policiais Militares negros, comete dupla ilicitude: a) desacato dirigido contra o agente policial; b) ato de racismo.
E aí?
Aí algumas pessoas recorreram à Justiça e a juíza de primeira instância (talvez movida mais pelo descaso contra a autoridade judiciária do que em razão do preconceito contra as vítimas) determinou medidas enérgicas... E o TJ/SP acabou aliviando as cominações contra a aquela senhora, senhora que certamente faz cumprir todas as prerrogativas contidas no Estatuto do Idoso.
Isso, na minha opinião, talvez até exigisse o acompanhamento da referida Comissão da OAB. Não?
Mas... O despreparo da OAB/SP é gritante!

MSobral disse:
14 de março de 2014 às 11:45

A escravidão é um tema explicado desde os primeiros anos da escola. E não há, ou nunca houve, qualquer manifestação da OAB ou de qualquer outra entidade quanto a isso.
Devemos, hoje em dia nos ater aos problemas reais que assolam a população brasileira.
Sim, a discriminação racial existe, mas não devemos nos esquecer da história do Brasil.
Mais uma vez, a OAB atua de modo bizarro.
Informo a OAB que o filme "12 anos de escravidão" foi vencedor do Oscar 2014.

Marcos Alves Pintar disse:
14 de março de 2014 às 11:48

Concordo com o colega toron (Advogado Sócio de Escritório). A referida obra de arte, e outras do mesmo gênero, serve para mostrar a nós e aos mais novos as agruras porque passaram negros e grupos de oprimidos no passado, ajudando-nos a pensar o presente e o futuro. Querer censurar a arte e apagar a história é na verdade uma posição hipócrita de quem na verdade apenas quer esconder a realidade.

Christina Casagrande disse:
14 de março de 2014 às 11:57

A princípio cada qual tem suas particularidades para ter pontos de vista que se diferem, porém dessa maneira cumpre-se o exercício da democratização social.
Entretanto,o equilíbrio trará sem dúvidas a sensatez.
Infelizmente a mente dos brasileiros não está preparada para discernir com equilíbrio o que é ser sensato!!!

Roselane disse:
14 de março de 2014 às 12:05

Enche o saco o tal do "politicamente correto".
A gravura apenas retrata um período histórico que jamais será apagado. Ele existiu!
Se retratar a escravidão incomoda tanto, é simples: que a Comissão lute pelos direitos do médicos cubanos que verdadeiramente estão sendo tratados como escravos, no Brasil, e em pleno século XXI.

Roberto Dias de Campos disse:
14 de março de 2014 às 12:26

No mesmo rumo, por que a OAB-SP não buscou censurar o filme "12 anos de escravidão", ganhador do Oscar?
Pois é próprio da mediocridade tentar fechar os olhos e tapar os ouvidos da plebe ignara, escondendo desta a realidade, passada e presente, com o objetivo menor de moldar um futuro amorfo e medíocre! Um futuro para idiotas! Talvez, uma OAB bolivariana!

Luciane Nascimento disse:
14 de março de 2014 às 12:33

Sinto-me envergonhada com a posição de nossa OAB-SP em querer jogar nossa história debaixo do tapete.
A posição da Comissão de Igualdade Racial é uma vergonha nacional e esta atitude só vem demonstrar que o preconceito está dentro de cada um de nós.
Sou negra!!!! E não tenho vergonha dos meus ancestrais. Tenho vergonha sim, da posição da OAB-SP.
Parabéns, ACRIMESP em divulgar e não deixar morrer nossa história e nossas origens!!!!

DR GENILSON disse:
14 de março de 2014 às 12:39

Escravidão existiu ,não se pode colocar a nossa História para baixo do tapete, não se pode oprimir a verdade dos jovens que virão, é necessário saber que a escravidão foi uma doença para que se busque a cura, e esta deve ser examinada, infeliz é o homem que nega seu passado, pois, este não terá futuro algum, e negar ao homem o direito a arte é uma forma de escravidão.
"Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo. Mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim”, essa frase do grande Chico Xavier.
E é com esse sentimento que podemos melhorar a nossa sociedade, podemos falar sim da escravidão e cuidar para que outros tipos de opressão não ocorra, enquanto as discussões ficarem no campo superficial não haverá mudanças.

Marcos Alves Pintar disse:
14 de março de 2014 às 13:12

Vejam o que a ACRIMESP disse:
.
"Reafirmarmos, contudo, que a obra em questão, afixada e exposta pela Acrimesp em espaço do Fórum Criminal será retirada, mas não podemos deixar de considerar essa atitude do Conselho de Igualdade Racial da OAB-SP, um disparate, totalmente sem fundamento e, que busca, sobretudo, esconder nossa história. Se disparates como esses prosperarem, nenhuma grande obra estará a
salvo da pecha de “racista”, nenhuma obra de Machado de Assis, Graciliano Ramos e mesmo José de Alencar será mais lida em nossos bancos escolares e nenhuma pintura de Debret poderá mais ser exposta. Pior, nossos livros de História do Brasil deverão ser revistos, suprimidos os episódios em que negros escravos eram humilhados, torturados, amarrados ao poste e mortos, já que todos seriam politicamente incorretos."

Felipe R Russo disse:
14 de março de 2014 às 13:19

Quem vive igualdade racial (no presente) não se sente diminuído ou menosprezado por seus antecedentes históricos familiares ou raciais. Parabéns ao Presidente da ACRIMESP por ser tão correto em sua resposta e bondoso com a exposição de obras de arte no TJSP. NÃO TIREM O QUADRO

Eliseu Machado disse:
14 de março de 2014 às 13:22

OAB, temos que entrar com ação também para retirar os crucifixos em repartições públicas.

Eduardo. Adv. disse:
14 de março de 2014 às 13:23

Acordem ACRIMESP e Comissão da OAB!
Talvez seja o momento até de refletirem sobre as suas posições e, quem sabe, agirem com a Altivez que é peculiar - e esperada - da Advocacia. Advocacia que não pode ser ainda mais desunida!
Exigir a simples retirada de um quadro é demonstração de uma visão turva; simplesmente aceitar a retirada do quadro é sucumbir diante da visão (turva) imposta; quase uma "confissão" da conduta...
Quem vê, na tela de Debret, o símbolo de um "irmão açoitando o seu igual"?
E o que é que se faz todos os dias em um fórum criminal? Homens subjugando homens. Com Justiça?

Creuza Silva disse:
14 de março de 2014 às 13:37

Sou bisneta de escravos e nem por isso escondo a minha origem. É uma vergonha a posição da Comissão de Igualdade Racial da OAB-SP.
Ela tem assuntos mais importantes para se preocupar e não se preocupa.
Entendo que a OAB-SP deva fazer um exame de consciência para que o quadro que é uma obra de arte fique lá exposto.
Em seu ofício a Comissão de Igualdade Racial informa que eles fazem um trabalho incessante para resgatar a dignidade desse povo discriminado

DLSP disse:
14 de março de 2014 às 13:56

O quadro retrata História do Brasil, o sacrifício do povo negro em prol do desenvolvimento de nosso país ...
Tal fato não merece ser enaltecido?
Um verdadeiro absurdo da OAB/SP em se preocupar com a retirada do quadro, e deixar de lado assuntos muito mais pertinentes !!!!

Daniel Fergon disse:
14 de março de 2014 às 13:57

Os erros do passado não devem ser varridos para debaixo do tapete, ser engavetados ou escondido de alguma forma. As atrocidades cometidas contra a raça humana (na qual estão compreendidos os negros, os judeus, os índios, etc.) devem ser expostas, ostensivamente, para que futuras gerações repudiem e jamais cometa erros semelhantes. Todavia, para que isso acontece, devem ser retratadas e expostas, devem estar em Quadros, Livros, Sites, Mídias, enfim, para que todos tenham conhecimento e se indignem ontem, hoje e amanhã. Infelizmente, para algumas pessoas e até entidades prestadoras de serviços públicos falta a capacidade de raciocínio, sobrando ignorância e interesses meramente políticos.

CPerrucci disse:
14 de março de 2014 às 14:03

É lamentável que uma entidade de classe, queira ocultar a história do nosso país.
É um absurdo a retirada do quadro! Ao invés de admirar uma obra, fazer as pessoas criarem gosto pela arte, preferem criar polêmicas desnecessárias.

DR GENILSON disse:
14 de março de 2014 às 14:06

Quem nega o passado não merece ter futuro.

ANDREA TEGÃO disse:
14 de março de 2014 às 14:14

Absurda a determinação de retirada do quadro, pois o mesmo remete a nossa própria história..Omiti-la, e negar a nossa própria existência. Tantos assuntos importantes com que a OAB deveria se preocupar, em especial, a demora na tramitação dos feitos nos foros regionais, e em especial o da Vila Prudente, que demora 8 meses para, "apenas", juntar uma petição, e vem um Órgão de classe se preocupar com futilidades...

CPerrucci disse:
14 de março de 2014 às 14:30

É lamentável que uma entidade de classe, queira ocultar a história do nosso país.
É um absurdo a retirada do quadro! Ao invés de admirar a reprodução de uma obra de arte, preferem criar polêmicas desnecessárias.

Fredh Jus disse:
14 de março de 2014 às 14:32

Triste o fato de pessoas sem o mínimo respeito pelo seu valor histórico se incomodar tanto com o contar sua própria história ou a de seu povo.
Quem vive igualdade racial (no presente) não se sente diminuído ou menosprezado por seus antecedentes históricos familiares ou raciais.
Vamos passar esse país a limpo dessa mediocridade. Tantos somos brancos ou pretos, negros ou caucasianos que nos orgulhamos de construir um Brasil cheio de cores e riquezas. Não me envergonho de meu passado escravo nem do meu parentesco escravagista. Não me envergonho de ser Brasileiro no presente, pois EVOLUÍMOS apesar do passado tão triste que vivemos. Sim um presente cheio de superações históricas que a igualdade racial da Carmem não demonstra se orgulhar. Ainda que deixe minha indignação por aqui, sem discutir o valor dessa representação que faz na OAB, ainda assim, parabéns ao Presidente da ACRIMESP por ser tão correto em sua resposta e bondoso com a exposição de obras de arte no TJSP.
Por fim, um pedido aos que mesmo apenas curiosos leiam, manifestem-se. Estamos ensinando sob o subtítulo "período romântico" a história dos escravizados no Brasil, ensinando assim respeito, orgulho e patriotismo. Ensinar é um desafio, será que vamos enfrentar o ensinar novamente a adultos que embotados em seus títulos ficaram obtusos e dedicados ao egotismo?
Deixemos nossos quadros assim como nossa memória intacta, sem a mácula da mediocridade.

Raimundo disse:
14 de março de 2014 às 14:42

Que vergonha, que vergonha, que vergonha a posição da nossa OAB querendo renegar a nossa origem. Não tenho vergonha de minha história mas sim de nossa OAB.

Luciane Nascimento disse:
14 de março de 2014 às 14:52

Sinto-me envergonhada com a posição de nossa OAB-SP em querer jogar nossa história debaixo do tapete.
A posição da Comissão de Igualdade Racial é uma vergonha nacional e esta atitude só vem demonstrar que o preconceito está dentro de cada um de nós.
Sou negra e não tenho vergonha dos meus ancestrais. Tenho vergonha sim, da posição da OAB-SP.
Parabéns, ACRIMESP em divulgar nossa história !!!!

Fredh Jus disse:
14 de março de 2014 às 14:53

Vamos passar esse país a limpo e longe dessa mediocridade. Tantos somos brancos ou pretos, negros ou caucasianos que nos orgulhamos de construir um Brasil cheio de cores e riquezas. Não me envergonho de meu passado escravo nem do meu parentesco escravagista.

Matheus disse:
14 de março de 2014 às 14:56

A OAB/SP, esta demonstrando falta de cultura de nossa história! Entendo que a Acrimesp não deve retirar o quadro ,que retrata parte de nossa historia.
Matheus Faria Bacharel em Direito

Felipe R Russo disse:
14 de março de 2014 às 14:59

Essa postura arbitrária de mandar tirar quadro da parede. Onde estão os que reclamaram? Dr. Ademar Gomes em honra da ACRIMESP não retire a obra de arte, são quadros da nossa história. Não me envergonho.

Luiz Eduardo G. Buono disse:
14 de março de 2014 às 14:59

Infelizmente a escravidão faz parte da nossa história, esta escrita e representada através de esculturas e telas, entendo que a ACRIMESP não deva retirar este quadro.

Patlopes disse:
14 de março de 2014 às 15:00

Não acredito nessa história da OAB, tenho certeza que não passa de uma piada.
A nossa OAB não pediria para retirar um quadro que representa nossa história.
Parabéns Acrimesp - Não retire o quadro.
Patrícia Lopes

Val Lima disse:
14 de março de 2014 às 15:13

É uma indignidade para com os que representa querer esconder obra de arte. Já viu, minha senhora, que as ruas estão pichadas? Que os negros e brancos de hoje, os são bandidos precisam ser presos igualmente? Insensatez. Peço que não aceitem fazerem o que essa Senhora quer. Deixem o quadro "pelourinho" ser visto.

Paulo Torres disse:
14 de março de 2014 às 15:15

ACORDE OAB!!!
Deixe de colocar as patas onde não lhes pertencem. A ACRIMESP esta de parabéns ao retratar a nossa história.
Parabéns a ACRIMESP !!!

Felipe R Russo disse:
14 de março de 2014 às 15:54

Acrimesp por favor; não retire, não retire, não retire nosso glorioso quadro. A OAB está nos envergonhando seus dirigentes demonstram não terem boms senso.

Frederico Bernardes disse:
14 de março de 2014 às 16:10

É com um atitude mesquinha como esta que a OAB CADA VEZ MAIS SE DESMORALIZA. Parabéns, parabéns parabéns ACRIMESP. Não retirem o quadro. Vamos fazer um movimento para NÃO RETIRAREM O QUADRO!

Frederico Bernardes disse:
14 de março de 2014 às 16:17

Caros colegas vamos nos mexer é preciso que nos manifestemos contra essa atitude pequena da OAB e fiquemos unidos pra mudarmos COISAS GRANDES. Que essa atitude mesquinha da OAB não se repita nm...

Patlopes disse:
14 de março de 2014 às 16:31

O OAB que pena tenho de você.
Parabéns Acrimesp - Não retire o quadro.

Marcelo Rodrigues Barreto Junior disse:
14 de março de 2014 às 16:50

Por favor não nos envergonhe, nós advogados já estamos desmoralizados, a posição da OAB/SP não é justa, daqui a pouco vocês também irão proibir a divulgação de fatos ocorridos na época da ditadura, Dops e DOI COD.
Acrimesp, não retire o quadro e pode contar conosco.

isant disse:
14 de março de 2014 às 17:02

Acrimesp, meus Parabéns! Parabéns! Parabéns!
Os criminalistas demonstram mais uma vez a sua austeridade e competência.
Não retire o quadro. Não deixe os medíocres da OAB apagarem nossa história.
Ivan

odnoronha disse:
14 de março de 2014 às 17:20

Será que o pessoal da OAB não tem o que fazer?, porque não divulgar também a arte, assim como a Acrimesp está fazendo?
E pare de criticar.
Odivan

José Valdi disse:
14 de março de 2014 às 17:22

Que vergonhosa a postura da OAB. Muito chata, desnecessária e revoltosa essa postura da OAB. A Sra. "Presidenta" da comissão de igualdade também fechará os museus ou os proibirá de expor obras retratando a escravidão? NO mundo todo? Pra não só rir escrevi.

Observador.. disse:
14 de março de 2014 às 17:22

Parabéns Dra.Roselane. Se joga para uma platéia tola e ideológica, que se recusa a aprender a pensar, renegam nossa história e tornam nosso país um país caricato, Orwelliano.Temos até pessoas achando que fazem parte do MiniVer, aquele Ministério do livro responsável por falsificar a história.
E a senhora, com muita propriedade,nos lembra que a ideologia que promove estes absurdos é a mesma que faz vista grossa ao caso dos médicos cubanos; que, em pleno século XXI, foram reduzidos a condição análoga a escravidão.Tem suas vidas controladas e não recebem, livremente, o salário devido por seu trabalho.
Uma vergonha que mostra, com o caso do quadro, como nosso país está com seus valores completamente distorcidos e obscurecidos pela torpe disputa ideológica que está cindindo, lentamente, a nação.Jogando uns contra os outros, parecendo que está agindo de forma a engrandecer a pátria quando, no máximo, irão conseguir gerar mágoa, desconfiança e dúvida no seio da sociedade.Assim - acham eles - ficará mais fácil impor os valores de um estado ideológico que se apresentará como gestor (com mão de ferro)dos conflitos gerados por ele próprio.
É de lascar...

Pek Cop disse:
14 de março de 2014 às 17:34

Não deveriam tirar o quadro e sim expor um outro quadro ao lado com a gravura do holocausto, para que armonizando o sofrimento nos igualamos uns aos outros, assim mostrando como é a natureza do ser humano e sua história onde todos devemos ser iguais perante a Justiça...

Fabio Augusto disse:
14 de março de 2014 às 17:34

ACRIMESP MEUS PARABÉNS.
Cada vez mais vocês estão marcando gol de letra. E a OAB sempre se desmoralizando.
Não retirem esta obra!!!

Eduardo. Adv. disse:
14 de março de 2014 às 18:48

Meu caro,
Não concordo com a postura da Comissão da OAB em razão dos argumentos por eles expostos; acho que a ACRIMESP também não deveria retirar o quadro, mas ela também parecem não ter muito senso das coisas.
Seu comentário me faz refletir, pois parece ser incomum quadros relatando o holocausto sendo expostos como peça ornamental, de decoração.... Já em relação à escravidão praticada no Brasil...

prjccb1949 disse:
14 de março de 2014 às 20:24

Mais relevante que retirar o quadro de um negro amarrado a um tronco no Fórum da Barra Funda São Paulo, é retirar do quadro de "tratamento desumano e degradante" o(s) bacharel (eis) encontrados algemados nos autos do Recurso Especial 603.530 no STF. Onde apenas UM MINISTRO considera-os impedidos de advogar até "façam o exame de ordem" Exigência inconstitucional aplicada na LEI 8.906/94
Enquanto a voz dos ministros no PLENÁRIO do STF manter silêncio sobre a fala naquele VOTO ISOLADO do Ministro Marco Aurélio o EXAME é sim INCONSTITUCIONAL.
Absurdo se o PLENÁRIO acolher o voto favorável ao exame de ordem.
ACORDA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL. SECCIONAL DE SÃO PAULO.
REFLITAM
SOBRE a escravidão do bacharel.
Pena, no entanto que RUI BARBOSA não esteja no mundo dos viventes. Se aqui estivesse jamais a lei de escravidão 8905/94 teria vigência...
"Salve lindo pendão da esperança. Salve símbolo augusto da paz!
Presidente de Honra do MNBD em São Paulo desde 2012
João Ribeiro Padilha
14.03.2014 sexta feira as 20h14

Neli disse:
15 de março de 2014 às 10:53

A história,não se apaga!Uma obra de arte sim. Infelicidade da OAB,até parece que o Brasil vive num Mar de Rosas. Hoje em dia, a situação está ruim,pela insegurança pública, pelos milhares de drogados que estão na rua da Amargura ,13;pelas milhares de pessoas que moram nas ruas, e a OAB se preocupando com uma obra de arte do século retrasado?Ah, poupe-nos, tente corrigir os problemas de hoje,onde os constituintes de 1988 alçaram bandidos comuns à condição de cidadão(a única no Planeta e colocar essa heresia),e a OAB se preocupando com um quadro do século retrasado?Poupe-nos! A OAB deveria pegar como tema a heresia ao bolso do contribuinte:um senador(deputado ou vereador), eleito para o Legislativo, vai ser subordinado do Executivo(ministro ou secretário), entra o suplente e os contribuintes pagam dois salários,ao político que foi ser subalterno do Executivo e ao suplente.E a OAB se preocupando com um quadro que retratou a sociedade no século XIX?Quanta falta do que fazer,colega!

ivadv disse:
17 de março de 2014 às 22:49

Concordo em genero, numero e grau, quando dizem que o brasileiro tem memória curta, ou nenhuma, no que se refere a nossa história, ao nosso passado, no que ocorreu de bom e de vergonhoso e, em assim sendo, se prefere sofrer de "amnésia" e lembrar apenas da copa do mundo, do Rei Pelé, dos famosos do Futebol, das Corridas de Automóveis, etc, como se vivessemos em um mar de rosas, que ninguem estivesse passando fome, dormindo ao relento, crianças esmolando nos farois ao invés de ocuparem os bancos escolares. Me entristeço ao passar nas proximidades das Facudades e notar os "barzinhos" abarrotados de estudantes, com garrafas de cervejas ou outras bebidas, bebendo diretamente no gargalo e cigarro na mão, quando deveriam estar na aula e indago: qual o futuro do Brasil?
Mas o passado não pode ser mudado - seja ele bom ou ruim, elogiável ou vergonhoso - ELE ESTÁ AÍ e fa\z parte da nossa historia, como por exemplo, apesar de toda violência, reclamada pela população, estamos diante do fechamento do 36º Distrito Policial - V. Mariana, por estar situado no mesmo terreno onde em épocas passadas funcionou o DOI-CODI

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