Juízes federais manifestam apoio à indicação de Fachin

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) divulgou nesta quarta-feira (15/4) nota de apoio à indicação de Luiz Edson Fachin para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a Ajufe, a indicação do advogado e professor paranaense “irá contribuir para o aperfeiçoamento e a renovação da jurisprudência da Suprema Corte brasileira, principalmente na seara do direito civil constitucional”. A associação destacou o currículo acadêmico e a experiência profissionais do advogado nos tribunais.

A Associação dos Paranaense dos Juízes Federais também comemorou a indicação a escolha da presidente Dilma Roussseff por Fachin.

Em nota divulgada, a entidade destacou o conhecimento jurídico, visão humanista, honradez e humildade do advogado. O documento ressaltou ainda que a experiência do jurista está acima de qualquer convicção política e ideológica.

“Sua experiência como professor, advogado e jurista, assim como seu exemplo como cidadão e ser humano, fazem o nome do professor Luiz Edson Fachin pairar acima de convicções políticas e ideológicas, pois é inegável que tem a estatura moral e jurídica para engrandecer o principal tribunal do país.”

O nome de Fachin já havia sido cogitado anteriormente, para a vaga hoje ocupada pelo ministro Luís Roberto Barroso. Na ocasião, apontava-se que ele sofreria resistência da oposição, por ser visto como próximo ao PT e a movimentos sociais. Ministros e advogados já manifestaram apoio à indicação.

Leia a nota divulgada pela Ajufe:

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), entidade de classe de âmbito nacional da magistratura federal, vem manifestar-se publicamente sobre a indicação do jurista Luiz Edson Fachin para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). 

A Ajufe considera que a indicação do professor Luiz Edson Fachin irá contribuir para o aperfeiçoamento e a renovação da jurisprudência da Suprema Corte brasileira, principalmente na seara do direito civil constitucional. O vasto currículo acadêmico e a larga experiência de atuação junto aos tribunais do país o credenciam para o exercício do mais elevado cargo da magistratura nacional. 

A Ajufe manifesta apoio e confiança no trabalho do futuro ministro do Supremo Tribunal Federal.

Antônio César Bochenek
Presidete da Ajufe

Leia a nota divulgada pela Apajufe:

A Associação dos Paranaense dos Juízes Federais (APAJUFE) vem a público se manifestar sobre a indicação do Professor Luiz Edson Fachin para  a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

A APAJUFE comemora a indicação, com a certeza de que o Professor Luiz Edson Fachin levará para o Supremo Tribunal Federal seu profundo conhecimento jurídico, sua visão humanista, honradez e humildade, atuando decisivamente para a evolução da jurisprudência brasileira, sempre em sintonia com os valores e princípios constitucionais, nomeadamente para concretizar o desiderato constituinte de se construir um país mais justo e solidário.

Sua experiência como professor, advogado e jurista, assim como seu exemplo como cidadão e ser humano, fazem o nome do Professor Luiz Edson Fachin pairar acima de convicções políticas e ideológicas, pois é inegável que tem a estatura moral e jurídica para engrandecer o principal tribunal do país. Sua indicação pela Presidente da República orgulha a sociedade jurídica paranaense como um todo e, em especial, os juízes federais paranaenses.

A APAJUFE confia na aprovação do nome do Professor Luiz Edson Fachin pelo Senado Federal e lhe rende votos de uma profícua e exitosa atuação como ministro do Supremo Tribunal Federal.

ANDERSON FURLAN

Presidente da APAJUFE

RICARDO RACHID DE OLIVEIRA

Vice-presidente da APAJUFE

Marina Gama Cubas

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Marcos Alves Pintar disse:
15 de abril de 2015 às 21:16

Não sei o motivo, mas estou com um mal pressentimento.

Gustavo P disse:
15 de abril de 2015 às 21:52

Presidanta Dilma, escuta a voz das ruas: MAP para ministro do STF já!!!!!!!!

Heriva disse:
15 de abril de 2015 às 22:44

Caro Gustavo P

Concordo com você, Dr. TAL para Ministro do STF!!! E sugiro ainda o seguinte: caso a próxima vaga seja destinada ao Advogado Geral da União Luis Inácio Adams, que o Dr. Tal seja indicado como Advogado Geral da União até que abra a próxima vaga no STF. O Povo clama e pede!!!

WLStorer disse:
16 de abril de 2015 às 06:26

Até agora só elogios. Fica difícil saber se a indicação é para Ministro do STF ou para sucessão do Papa!

Rivadávia Rosa disse:
16 de abril de 2015 às 09:26

No (des) caminho do aparelhamento – a militância ocupa espaço, mas se o Poder Judiciário não é independente, o Estado de Direito que se assenta sobre o princípio da divisão de poderes “claudicará”.

Porém, para vivermos no Estado de Direito:

“O juiz não é nomeado para fazer favores com a Justiça, mas para julgar segundo as leis”. PLATÃO, filósofo grego (428 – 347 a.C.)

e

“Nihil honestum esse potest, quod justitia vacat.” — Nada pode ser honesto, quando falta justiça. CÍCERO (Marco Túlio Cícero, filósofo, político romano – 106-43 a.C.)

Caio Arantes - www.carantes.com.br disse:
16 de abril de 2015 às 09:32

Assim ocorreu com seus antecessores Barroso, Toffoli, Joaquim Barbosa, etc..., notas e notas de elogios, cumprimentos, "homem probo e humilde, jurista nato, professor exemplar".
Sobrevinda a primeira decisão que desagrade seus pares teremos "o modelo de escolha tem que ser revisto, ele não é tudo isso, sabia que ele era PT, blá, blá, blá...".
O Brasil é o pais do Deja-vú, tudo ocorre com aquela sensação de "já vi isso acontecer (e sei que vai dar merda)"...
Mesmo assim nada muda.

JA Advogado disse:
16 de abril de 2015 às 11:03

O que não caiu bem para o prof. Fachin, realmente, foi vê-lo discursando no palanque eleitoral da então candidata Dilma em 2010 (Jornal Nacional de ontem), como um militante petista. Não precisava chegar a tanto.

Zaca disse:
16 de abril de 2015 às 14:20

Como já não sou associado da AJUFE faz anos, posso manifestar aqui total discordância com a nota apresentada. E indignação com a indicação, já que o excelso jurista estava vinculado politicamente ao PT, de forma muito clara. Aquele vídeo onde mostra o discurso do futuro ministro criticando o PSDB, só por só, já bastaria para um país sério vetar sua indicação. Mas estados no Brasilzinho, onde reina a podridão na política, e tudo que está ruim pode virar muito pior... Infelizmente, este não é um país governado por um "estadista", mas por algúem que não se preocupa em enriquecer o STF com pessoas realmente ilustres, mas sim em colocar aliados em posições estratégicas. Que imparcialidade terá este ministro de julgar os réus do Petrolão?É triste.

Roberto MP disse:
17 de abril de 2015 às 00:52

Apresento algumas questões hipotéticas que gostaria que os doutos que comentaram se posicionassem. Estabelece o art. 52 da CF: “Compete privativamente ao Senado Federal:...III - aprovar previamente, por voto secreto, após arguição pública a escolha de: ...a) magistrados, nos casos estabelecidos nesta Constituição”. O que deve e o que não deve (assunto, tema, matéria etc) constar dessa arguição pública? E se no voto secreto o candidato do governo não for aprovado? Volta a estaca zero? Ou tudo isso “é para inglês ver”? Seja qual for a arguição, seja qual for o resultado, tudo e pró-forma, e o candidato passa?

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