OAB se manifesta contra execução de brasileiro na Indonésia

A Ordem dos Advogados do Brasil vai emitir uma moção em favor do brasileiro Rodrigo Gularte, condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas. A medida foi aprovada por aclamação no plenário da VI Conferência Internacional de Direitos Humanos, organizada pela OAB, nesta segunda-feira (27/4), em Belém. Gularte foi diagnosticado como portador de esquizofrenia, o que seria um impeditivo à pena de morte. A execução já foi confirmada pelo governo indonésio e deve ocorrer nos próximos dias. Em janeiro, o brasileiro Marco Archer foi executado também sob acusação de tráfico de drogas, mas esta será a primeira vez que a OAB se manifesta sobre o assunto.

WLStorer disse:
27 de abril de 2015 às 21:56

Tal manifestação por parte da OAB prova que não é só o "santo" Gularte que é portador de esquizofrenia. Já deveria ter sido executado faz tempo! Aqui no Brasil tem dezenas de pessoas sendo "executadas" todos os dias em decorrência do tráfico de drogas.

Palpiteiro da web disse:
27 de abril de 2015 às 22:16

O brasileiro esbanjava saúde física e psíquica, todavia, tornou-se esquizofrênico após a prisão. Ora, se ele pensa que vai enganar as autoridades da Indonésia com o famoso "jeitinho brasileiro" , é melhor ele tirar o cavalinho da chuva, pois lá a lei é devidamente respeitada e cumprida. A clemência da presidenta por Marcos Archer de nada adiantou e assim será o destino de Gularte.

Marcos Alves Pintar disse:
28 de abril de 2015 às 00:58

Se fosse um advogado aqui no Brasil sendo enforcado em praça pública, considerado com "inimigo" do grupo que domina a OAB, a Entidade de Classe restaria calada.

GASPARINI disse:
28 de abril de 2015 às 10:18

É nosso papel como advogados procurar ver sempre a melhor solução. Morte nunca será opção sadia ou cristã.

Bia disse:
28 de abril de 2015 às 11:04

Há muitos anos (nem sei mais quantos) a OAB não representa mais os advogados em geral. Representa apenas a própria diretoria, composta por membros interessados apenas em questões políticas e, pricipalmente, financeiras, não importando qual a origem de seus gordos honorários, de interesse de uns poucos advogados em comparação com o número total existente no Brasil. Não estranho esta decisão. Da mesma forma que pressiona o Ministro Gilmar Mendes para dar seu voto quanto à questão do financiamento de campanhas, ONDE ESTÁ o outrora vigor democrático da OAB em pressionar o próprio CONGRESSO para uma reforma política decente e que realmente atenda aos interesses dos brasileiros? Onde está a OAB que realmente se posicione contra a corrupção endêmica que tomou conta do país? É simplesmente ridículo e lamentável que a OAB defenda um traficante, oriundo de classe média alta, segundo as notícias, ao invés de, efetivamente, lutar pela implantação de melhores escolas até no próprio estado de S.Paulo, o principal, economicamente, do país. A OAB prefere defender a "rigorosíssima" pena a que são submetidos nossos criminosos? 6 u 8 anos, com direito a regime semi-berto e aberto - para continuar traficando livremente? Aliás, até de dentro da própria suposta cadeia! Seguindo a orientação da OAB, os criminosos continuarão a ter a certeza de que, no Brasil, o CRIME e não o trabalho honesto, vale MUITO A PENA, com defesa enfática até dos principais organismos que dominam o país!

Pek Cop disse:
28 de abril de 2015 às 12:51

A OAB deveria cuidar melhor dos seus advogados e não ficar se metendo onde não deve fortalecendo os pedidos de clemência da presidente!

Fernando José Gonçalves disse:
28 de abril de 2015 às 13:13

Na medicina esse termo costuma ser o nexo causal de muitas mortes, presente em grande parte dos Atestados de Óbito por todo o mundo. É um conjunto de fatores (enfermidades) que vai minando um a um os mais importantes órgãos do nosso corpo a ponto de não mais funcionarem, levando o paciente inexoravelmente ao óbito. Com as instituições o mesmo fenômeno acontece. Aos poucos elas vão sendo deterioradas/aniquiladas pela corrupção, incompetência má gestão, interesses diversos, inércia, etc. e, quando se dão conta disso, não há mais nada a fazer, exceto lavrar o óbito.
A OAB não é exceção. Outrora ferrenha defensora dos interesses da classe, com atuação política discreta porém incisiva "naquilo que lhe dizia respeito", hoje passou a ser, de fato, um ÓRGÃO ESSENCIALMENTE POLÍTICO, voltado para questões outras,estranhas à categoria, usando das suas atribuições para alavancar colegas, também políticos ou com essa pretensão; enveredar pelos meandros do poder pelo poder e deixando para traz, na sua história, a trajetória em prol de uma advocacia ética, valorizada, digna e honrada. Os causídicos de há muito se sentem totalmente desamparados, hoje constituindo uma classe sem representantes. Cada qual luta por si e para si, na mais absoluta desagregação da categoria, relegada a toda sorte de intempéries, afronta e desprestígio e ainda pagando caro por isso a uma pretensa associação que fala legalmente em nome dos advogados, de quem se distanciou, porém já sem qualquer legitimidade para tanto.

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