Paulo Dimas defende aposentadoria aos 75 anos e férias de 60 dias

Eleito para a Presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo nesta quarta-feira (2/12), com 56,8% dos votos, o desembargador Paulo Dimas Mascaretti diz que sua primeira medida, depois de tomar posse no cargo em 1º de janeiro de 2016, será reunir-se com os coordenadores de todas as dez reuniões administrativas para, a partir daí, definir quais devem ser as suas prioridades.

Tornar as decisões mais céleres e, com isso, melhorar o serviço prestado à sociedade é a sua maior preocupação, afirma. O investimento em tecnologia é apontado como uma das soluções para a morosidade.

Será um desafio, segundo ele, lidar com a crise financeira que promete se aprofundar em 2016. A corte elaborou um orçamento de R$ 14 bilhões para o próximo ano. O governo do estado respondeu que só poderia dar R$ 10 bilhões. “Precisaremos ter coragem, criatividade e planejamento”, afirmou, acrescentando que, em tempos de crise, o número de processos aumenta.

Aposentadoria e férias
Para o desembargador, a aposentadoria aos 75 anos é uma possibilidade de economia para o sistema previdenciário. “Hoje, o envelhecimento é mais tardio e temos colegas que encerram a carreira com saúde, com boas condições e podem continuar a trabalhar”, declarou, em apoio à decisão do Congresso Nacional de derrubar o veto da Presidência da República em relação ao tema. Juízes, preocupados com a falta de mobilidade na carreira, não concordam com a mudança legislativa.

Paulo Dimas também se mostrou favorável aos dois meses de férias, garantidos aos juízes pela Lei Orgânica da Magistratura, de 1979. “Juiz não recebe horas extras, tem de trabalhar de segunda a domingo. É uma maneira de compensação”, declarou.

Ocupação das escolas
Já em relação à ocupação por estudantes das escolas estaduais paulistas, em protesto contra fechamentos anunciados pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), o recém-eleito presidente do TJ-SP afirma que será preciso diálogo. “É uma questão social gravíssima, preocupante. Os alunos ponderam que escolas serão fechadas, que terão de se deslocar grandes distâncias para poder estudar, os irmãos vão ficar separados. O governo, por outro lado, acena com um ganho. Então, a situação precisa ser analisada, e o Judiciário está preparado para resolver.”

Lilian Matsuura

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Professor Edson disse:
02 de dezembro de 2015 às 14:52

Juiz trabalha de segunda a domingo e leva trabalho pra casa? Conta outra, a minoria da minoria faz isso, e olhe lá.

Coelho disse:
02 de dezembro de 2015 às 15:04

E os auxílios? Se fazem hora extra porque os processos estão acumulados?

Julio Campos. disse:
02 de dezembro de 2015 às 16:00

Férias de 60 dias só porque não recebe horas extras? Imagina os milhares de advogados "associados" que sequer terão uma semana de férias nesse fim de ano que fazem muito mais do que horas extras sem contraprestação ($) alguma... Quem me dera não receber por horas extras mas ter direito a inúmeros benefícios e o pomposo salário que os magistrados possuem. Mas a pior piada do presidente recém-eleito é dizer que juiz trabalha de segunda a domingo.

João B. G. dos Santos disse:
04 de dezembro de 2015 às 20:52

Cada poeta que senta nessa cadeira ....

Welbi Maia disse:
07 de dezembro de 2015 às 11:41

As invasões das escolas foram realizadas por militantes de partidos políticos, em sua maioria do PT e PCdoB. A CUT, Apeoesp, MTST e Upes são dirigidas por estes partidos. Não são manifestações dos estudantes paulistas. Estes, quando consultados, se colocam contra as ocupações e a interrupção das aulas. O único objetivo dos que invadem as escolas é colocar a opinião pública contra o governador Geraldo Alckmin. É ação partidária, de oposição, não em defesa da educação.

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