AMB e Anamatra questionam no Supremo aposentadoria aos 75 anos

A Associação dos Magistrados Brasileiros e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho estão questionando no Supremo Tribunal Federal a parte da Lei Complementar 152/2015, publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União, que estende de 70 para 75 anos a idade da aposentadoria compulsória para membros do Poder Judiciário, inclusive juízes e desembargadores.

Para as entidades, a iniciativa para tratar sobre o limite de idade de aposentadoria de magistrados é do Supremo Tribunal Federal, conforme o artigo 93 da Constituição, e não do Executivo ou Legislativo. Além disso, a regra deve estar prevista no Estatuto da Magistratura.

“Enquanto não for editado o novo estatuto da magistratura ou alterada, pontualmente, a atual Lei Orgânica da Magistratura Nacional, a idade máxima para aposentadoria compulsória dos magistrados não poderá ser alterada por meio de lei complementar que não seja da iniciativa do STF”, diz a ação direta de inconstitucionalidade protocolada nesta sexta.

A presidente Dilma Rousseff havia barrado a extensão da idade da aposentadoria compulsória para todos os servidores públicos do país, mas o Congresso derrubou o veto.

Conforme a ADI, a mudança vai afetar o regime de promoções na magistratura com o “congelamento” por mais cinco anos na estrutura judiciária dos estados e da União. “Magistrados que teriam direito de ascender na carreira em razão da aposentadoria compulsória de outros terão obstado esse direito, correndo o risco até mesmo de terem de se aposentar antes mesmo da promoção que teriam necessariamente direito.”

A AMB e a Anamatra pedem que seja declarada a inconstitucionalidade do inciso 2 do artigo 2º da lei complementar e a suspensão, com medida cautelar, da eficácia da norma até o julgamento final da ação.

Clique aqui para ler a ADI.

Zé Machado disse:
05 de dezembro de 2015 às 08:17

Ou PEC da licença para tratamento da saúde, ou asilo judiciário! Será que estavam dormindo? O direito não socorre aos que dormem. Isso será um verdadeiro empanzinamento de carreiras no serviço público.

Yale Sabo Mendes disse:
05 de dezembro de 2015 às 11:37

Esta faltando serviço em Brasília, principalmente na AMB, eu como Juiz de Direito de primeiro grau, muito longe da promoção para o Desembargo posso dizer com muita propriedade que a AMB não me representa, e só representa os interesses de alguns ali que estão loucos para serem Desembargadores, mas voltando ao assunto, a AMB sabe muito bem que o STF já deliberou essa questão nas sessões administrativas dos dias 07.10 e 21.10, aonde confirmou a constitucionalidade de tal Lei Complementar, a AMB que diz representar a Magistratura deveria ater-se as questões mais importantes, tais como, revisão dos nossos subsídios, ATS e Projeto de Lei que querem acabar com as verbas indenizatórias, mas a questão da AMB parece que só existe a tal PEC da Bengala ou LC da Bengalinha, aqui vai meu conselho a direção da entidade, meus colegas Magistrados, pensem mais na Magistratura e menos nos seus interesses pessoais!!!

João B. disse:
08 de dezembro de 2015 às 03:38

Basta ver os ministros aposentados do STF (Peluzo, Britto, etc).

João B. disse:
08 de dezembro de 2015 às 03:38

Basta ver os ministros aposentados do STF (Peluzo, Britto, etc).

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