Nesta coluna Minuto da Gestão, Mario Esequiel aborda o tema "escritórios de advocacia e negócios jurídicos". O diretor administrativo do Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados exemplifica os dois papéis do sócio de uma banca: empresário e administrador. O vídeo mostra como desenvolvê-los de maneira que traga retorno de capital investido e resultados positivos para os negócios.

Concordo plenamente. Nós advogados não sabemos nada de administração, vez que não faz parte de nossa formação.
“Sabe--se que os magistrados não possuem formação administrativa a viabilizar o gerenciamento conjunto de milhares de processos sob sua responsabilidade e direção. Desse modo, a criação de um administrador judicial, um novo tipo de escrivão com formação específica, permitiria
que o juiz desempenhasse tão--somente a função que lhe cabe: julgar.
A entrevista intitulada experiência de um administrador judicial, está publicada no portal do Instituto Brasileiro de Administração do Sistema Judiciário – Ibrajus, que é presidido pelo doutor Vladimir Passos de Freitas, Desembargador federal aposentado e professor universitário, sendo entrevistado Kevin J.
Bowling”.
Fonte: “Modelo de gestão judiciária na estadual”.
Pedro Madalena. Brasília: Revista CEJ, nº. 59, p. 30-41, 2013.
Infelizmente esta visão empresarial da advocacia não é bem vista do Brasil que prefere tachar tais práticas como "mercantilistas"...
Bem, na verdade, a grande maioria dos advogados não possui conhecimentos suficientes tanto na área financeira como na administrativa. Contudo, alguns tem outra formação acadêmica, além da advocacia. Em nosso escritório, por exemplo, nosso sócio Clemerson Maciel Netto, tem formação em contabilidade e é ele quem administra o mesmo. O outro sócio, Wangler Dias Pessoa, só tem formação acadêmica na área do Direito,Minha formação acadêmica é Economia, Matemática e Administração mas, prefiro cuidar da área de cálculos e perícias do escritório; nas reuniões que fazemos mensalmente, dou sugestões mas, de modo geral, atuamos independentemente. Agora, se quiserem tornar a prática obrigatória... aí entrará o "corporativismo" daí que... pode dar certo ou não.
Colega Adriano, escritórios de advocacia no Brasil, notadamente os estruturados com dezenas ou até centenas de profissionais, inclusive comportando núcleos especializados em direito, podem ser assemelhados a qualquer empresa prestadora de serviço com fins lucrativos, dai a necessidade de que também dentro deles haja a especialização em administração, esta ciência, que é ensinada em curso superior de administração de empresas (cada macaco no seu galho).
As práticas "mercantilistas" diz respeito única e exclusivamente a publicidade e propaganda. Porém, a Gestão Legal é mais ampla e vai além do marketing. Ainda que as restrições impostas pela OAB careçam de uma atualização aos dias de hoje, baseado nas mídias sociais etc, precisamos pensar que a gestão profissional de um escritório vai além de sua exteriorização e prospecção. É fato que as instituições de Direito não formam advogados gestores, e creio que nem deveriam se preocupar com isso, já que se tornar até um pouco inviável termos um advogado atuando na atividade meio e fim com todo afinco. O tema é bem polêmico se pensarmos que a advocacia é uma atividade "artesanal" e que até pouco tempo atrás não se aceitava gerenciar um escritório como uma empresa. Acho que essa mentalidade está mudando na medida que novos profissionais vão assumindo postos estratégicos e trazendo conceitos inovadores. O fato é que diante de tantas mudanças, não dá mais para administrar o escritório como se fosse o quintal de nossas casas. É necessário quebrar paradigmas, aceitar a inclusão de profissionais especializados nesses assuntos em suas bancas, e concordar que o administrador deve cuidar da estrutura enquanto o advogado deve cuidar do cliente. (www.gestaoeadvocacia.com.br)
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