Os idosos do Rio de Janeiro poderão viajar gratuitamente nos ônibus da cidade apenas com a apresentação do documento de identidade. A decisão é da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que acolheu recurso do Ministério Público do estado para garantir o acesso de quem tem mais de 65 anos. A multa estipulada para o caso de descumprimento é de R$ 300 mil.
De acordo com a decisão, publicada esta semana, o direito é assegurado nas linhas regulares de ônibus ou micro-ônibus, com ou sem ar condicionado, independentemente de cadastro prévio ou emissão de cartão RioCard ou documento similar.
Os desembargadores determinaram que não haja restrição do número de deslocamentos e sejam reservados 10% dos assentos aos idosos, com identificação própria. O município do Rio de Janeiro foi condenado a promover a fiscalização do transporte coletivo.
O recurso foi proposto em ação civil pública ajuizada, em 2005, pela 1ª e 2ª Promotorias de Justiça de Proteção ao Idoso e à Pessoa com Deficiência contra o município e o Sindicato das Empresas de Ônibus (Rio Ônibus).
Na ação, o MP-RJ requereu que os idosos fossem dispensados de apresentar o cartão RioCard para ter direito à gratuidade, com base no Estatuto do Idoso. A lei garante acesso gratuito, amplo e irrestrito ao transporte coletivo urbano, independentemente de cadastro prévio e do tipo de ônibus.
A decisão tem efeito imediato. Os usuários que verificarem o descumprimento da determinação devem comunicar ao MP para que as empresas possam ser multadas. Com informações da assessoria de imprensa do MP-RJ.
Processo 0155732-93.2005.8.19.0001
*Texto alterado às 15h52 do dia 29 de julho de 2016 para correção.

Por gentileza, gostaria de uma informação. Sou moradora de SG e desejo saber se com Apelação acima os ônibus da empresa COESA , que circulam SG-RJ, está inclusa nesse processo, ou melhor, se terei o direito de gratuidade nesse percurso. te Batista Lima
Atenciosamente,
Elizie
É óbvio que o empresário vai repassar o custo da gratuidade para os demais usuários. O correto não seria que essas fossem ressarcidas aos empresários pelo poder publico? Fazer gentileza com chapéu alheio é mole. Quero esclarecer que: Não sou empresário, tenho 64 anos e continuo na ativa, ou seja trabalhando de segunda a sexta. Sou contra qualquer tipo de benesse. Luto e lutarei até morrer por salário digno com os qual eu possa suprir todas as minhas necessidades.
Falta isso nas lotações de Porto Alegre.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login