Márcio Thomaz Bastos deixou herança de R$ 393 milhões

Nelson Jr./SCO/STF

Criminalista mudou a forma de advogar e de investigar no Brasil.
Nelson Jr./SCO/STF

O legado de Márcio Thomaz Bastos é indiscutível. Criminalistas apontam que ele mudou a forma de advogar no país, com sua habilidade de traçar estratégias e suas sustentações orais memoráveis. Como ministro da Justiça do governo Lula, Thomaz Bastos também modernizou a investigação criminal, transformando a Polícia Federal em uma corporação independente, capaz de fazer grandes operações. Apontado por muitos como o advogado mais bem sucedido do Brasil, Thomaz Bastos deixou uma herança também expressiva para sua família: R$ 393 milhões.

O valor é a soma dos bens como imóveis, ações, aplicações em fundos de investimento e participação em empresas do criminalista. A divisão proposta em seu inventário é que metade fique para a viúva do advogado, Maria Leonor, e metade para sua filha, Marcela.

O criminalista nunca escondeu que se dava ao direito de cobrar honorários altos pelo serviço especializado que prestava. Sonia Ráo, advogada que atuou com Thomaz Bastos, disse, em entrevista à ConJur, que o advogado se classificava como “justo”, em relação ao dinheiro. E ela concorda: “Não era nem perdulário nem pão duro.” Thomaz Bastos morreu no dia 20 de novembro de 2014.

Marcos de Vasconcellos

é chefe de redação da revista Consultor Jurídico.

analucia disse:
05 de maio de 2015 às 07:40

Como ex-Ministro da Justiça deveria explicar esta fortuna. Principalmente por ser um petista "roxo" e defender o fim da "desigualdade social". Depois ainda dizem que a advocacia não tem lucro...., imagina se tivesse.....

Por fim, quanto recebeu de honorários do Mensalão ?

Luciano Garcia disse:
05 de maio de 2015 às 08:38

Concordo com o comentário anterior da colega analucia.
Discordo, também, quando diz que foi o responsável pela modernização da investigação criminal por parte da Polícia Federal, vez que combateu tal pratica, com o intuito, inclusive, de fragilizar toda e qualquer investigação que se fizesse contra o PT. Foi um homem inteligente, sem dúvida, merece todo o mérito quanto ao exercício da advocacia, mas nada acrescentou a favor de seu país enquanto ministro da justiça.

averaldo disse:
05 de maio de 2015 às 10:38

Ana Lucia, quanta hipocrisia de sua parte e quanta falta de conhecimento, Márcio Tomaz Bastos foi um dos melhores advogados criminalista desse país, senão o melhor, passou mais de metade de sua vida advogando, e advogando valorizando o profissional da advogacia, não coloque em choque a honradez de um homem como ele, você precisa se informar melhor antes de falar besteira e colocar a honra das pessoas em dúvida.

Spartacus disse:
05 de maio de 2015 às 11:12

Algumas pessoas devem estar roendo os dedos de tanta inveja. Mas, fazer o quê? Se não têm a mesma capacidade de outras pessoas, não merecem mesmo obter o mesmo resultado dessas.

Por mais que eu seja crítico de certos atos do ex-advogado Márcio Thomaz Bastos, não posso deixar de reconhecer seu valor profissional, aclamado por toda a comunidade pela qualidade intelectual que detinha e pelo esmero técnico de seu trabalho.

Quanto cobrou deste ou daquele, se é que cobrou algo, não importa. O que importa é que em contrapartida pôs à disposição de quem o contratou todo o seu conhecimento intelectual e sua capacidade profissional, incessantemente aprimorada ao longo de toda sua vida. Se o cliente aceitou pagar o que lhe fora cobrado, não há nada de errado com isso. Afinal, a advocacia ainda é uma atividade remunerada lícita.

E o patrimônio alcançado com seu trabalho, agora passou a seus herdeiros. Também não há nada de errado nisso.

Em vez de invejar, as pessoas deviam, isto sim, espelhar-se no exemplo, seguir o mesmo caminho das pedras. Quem sabe assim descubram seus próprios talentos e consigam ter um sucesso próprio equivalente, pois não?

(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Manente disse:
05 de maio de 2015 às 11:28

Explicarei a queda da cadeira:
Com todo respeito, pensei que havia acessado o site do Conjur e não do "da revista fuxico".
Que falta de respeito, ficar bisbilhotando e mencionando valores deixados, hein? O que nós temos a ver com isso?Que tal disponibilizarem matérias e artigos jurídicos?
Considero como abominável e desrespeitosa a conduta deste site, não somente com o Dr. Marcio in memória, mais com os familiares e conosco assíduos leitores.
Não me assustarei se nos próximos dias, o site começar a divulgar fotos diárias de artistas, romances, casamentos, etc.
Sugiro que vocês se atualizem e por favor, façam como o site do Migalhas.

Augusto C.. disse:
05 de maio de 2015 às 11:30

Por favor, o quanto ele deixou de herança é algo muito pessoal e não guarda relevância alguma para a comunidade juridica.
.
Gostaria que se atentassem a notícias mais relevantes do que a publicação no diário oficial da nomeação do novo ministro do STJ ou o valor da herança de Marcio Thomaz Bastos.

Augusto C.. disse:
05 de maio de 2015 às 11:30

Por favor, o quanto ele deixou de herança é algo muito pessoal e não guarda relevância alguma para a comunidade juridica.
.
Gostaria que se atentassem a notícias mais relevantes do que a publicação no diário oficial da nomeação do novo ministro do STJ ou o valor da herança de Marcio Thomaz Bastos.

Observador.. disse:
05 de maio de 2015 às 11:54

Certíssimo, Professor Sérgio.
Eu, por exemplo, não nutria simpatia pelo Dr.Bastos.
Mas o respeitava por sua combatividade, por sua perseverança e por sua capacidade de envolver, com suas idéias e pensamentos, outras pessoas, conseguindo mobilizá-las com isso.
Se foi bom no que fez, mereceu cada centavo. O Brasil mudará, quando mais pessoas quiserem "encostar" menos no Estado, se preocupar menos com concursos e procurar, com sua capacidade e com suas idéias, inovar a área onde atua.
Precisamos de um Estado menor e mais pessoas brilhantes na iniciativa privada.Quando isto acontecer, mudaremos o paradigma do nosso país.
Que ele descanse em paz.

Gustavo P disse:
05 de maio de 2015 às 12:05

há pouco li, nos comentários acerca de suposta leviandade na indicação de Fachin ao stf, que era um absurdo criticar o direito de criticar, de indagar, questionar, etc, etc.

Agora, estes mesmos comentaristas vem aqui e dizem que ninguém pode questionar como o sr. bastos auferiu tamanha quantia em sua vida laborativa!

Ora, isso nada tem a ver com a competência ou nao dele, mas sim de democrática discussão!

Mais engraçado ainda, quando estes mesmos comentaristas baixam o pau no salário dos juízes, ai não é inveja, mas exatamente o direito de indagar, etc!
que hipocrisia ridícula, heim?!?!

Marcos Alves Pintar disse:
05 de maio de 2015 às 12:20

Em qualquer outro país capitalista, as críticas aqui lançadas em face ao patrimônio e honorários pelo falecido Márcio Thomaz Bastos seriam recebidas como grave ofensa à honra, e já teriam sido inclusive excluídos deste site pelo sistema de moderação. Há no Brasil, culturalmente, uma inversão. No mundo capitalista, na qual predomina a livre iniciativa, o cidadão comum que desenvolve suas atividades na órbita privada não possui satisfações a dar a ninguém a respeito de quanto ganha ou quanto perde. A única satisfação é com as autoridades tributária, e nada mais. Já o agente público, esse sim tem satisfações a dar a todo mundo, inclusive a respeito de seu patrimônio pessoal. A mentalidade fraca do cidadão brasileiro, no entanto, faz com que todo e qualquer "enriquecimento" do cidadão comum que desenvolve sua atividade no setor privado seja algo do interesse de todos, ao passo que o enriquecimento do agente público, gerado mais das vezes por esquemas criminosos, não é objeto de nenhuma apreciação ou questionamento. Sob meu ponto de vista, o advogado Márcio Thomaz Bastos foi sim um grande advogado, mas que conseguiu grande sucesso através de meios que eu, como advogado, julgo questionáveis em alguns aspectos. Seu espírito concorrencial em face a outros advogados, manifestado muito claramente na Polícia Federal sob seu comando, bem como a vasta utilização dos "embargos auriculares" como meio de captação de clientela, marcaram sua carreira (todo mundo no Brasil quer contratar um advogado que tenha trânsito livre nos bastidores das Cortes). Essas falhas, no entanto, não comprometeram a grandeza do Advogado, cujos atributos intelectuais eram muito bem conhecidos. Sucesso profissional e enriquecimento pessoal são os pilares do regime capitalista.

Veritas veritas disse:
05 de maio de 2015 às 12:24

É um exemplo da sofrida classe dos advogados brasileiros.

Observador.. disse:
05 de maio de 2015 às 12:24

Seu comentário já embute a resposta.
Uma coisa é cargo público.Que afeta TODA a nação.Sua vida, minha vida e não só do grupo de "doutos" que acha que o Brasil é uma empresa privada.
Não é.Não pertence a ninguém.Pertence a todos nós.Por isso podemos opinar sim, e criticar quem tem idéias que afetarão a vida de todos nós.
Talvez o que as pessoas não saibam separar é a crítica por alguém ter sido bem sucedido, da crítica quanto a atos públicos, que usam dinheiro público e que tem repercussão na vida cotidiana de todos nós.
Quem critica as idéias do Sr. Fachin, critica as consequências que suas idéias terão para a vida de todos nós, caso prevaleçam.
Quem critica a fortuna do Sr.Bastos e não aponta o que há de errado com ela, apenas critica por criticar.
Há abissais diferenças naquilo que, para alguns, parece a mesma coisa.

Eduardo. Adv. disse:
05 de maio de 2015 às 12:24

Não entendo...
Monte uma ONG, preferencialmente, uma que não exija investimento financeiro e nem colaboração de terceiros...
Se você lograr êxito em sustentar-se (pagar as suas contas pessoais) e ainda fazer o bem geral da nação (sem repassar os custos para terceiros), serei o primeiro a pedir a receita a você.
Do contrário, quem estuda, consegue o "canudo" e deseja exercer uma profissão, tem em mente manter o seu sustento e, conseguindo manter-se, contribuir com o bem geral...
P.S: A função de Assistente Social também é remunerada.

Fernando José Gonçalves disse:
05 de maio de 2015 às 12:31

Conheci o "primeiro", ainda quando estudante e no final do curso de direito.Fiz questão de assistir ao juri onde se processavam os integrantes da banda "Casa das Máquinas" cujos partícipes haviam assassinado o câmera de uma emissora de TV.

M.T.B era o defensor.Esse SIM. Ético, competente, embora bastante ofuscado por uma vaidade excessiva, (até compreensível) mas um grande profissional.

O segundo M.T.B. conheci quando aceitou o convite de LULA para o Ministério da Justiça; uma decepção.

O terceiro (e talvez o pior dos três) se revelou ao aceitar advogar para um dos mensaleiros, dos quais e sobre cujos fatos já conhecia profundamente, bem antes, quando ainda ministro, e deles valendo-se para, além do tráfico de influência exercido no tapetão do STF e junto ao governo federal, jogar por terra a tão propalada "ÉTICA".

É que, ainda que exaurida a quarentena, s.m.j.não se admite (pelo menos não na minha jurássica visão de mundo e de ética) que um Ministro da Justiça de um país venha a advogar para bandidos que acabaram de lesar essa mesma pátria da qual ele terá o seu nome lançado na história como responsável por essa pasta no dito Ministério (e, infelizmente, por ter patrocinado os mesmos delinquentes que num passado recente combatera qdo. jogava no time do BRASIL.

Após isso fiquei conhecendo os três M.T.B. e me desencantei totalmente com a sua pessoa.

"Uma reputação ilibada, se constrói ao longo de décadas. Mas dela despoja-se em questão de minutos".

Quanto a fortuna deixada, sorte da família, mas sendo AMIGO de quem FOI e agindo como AGIU, tenho as mesmas dúvidas nutridas em relação a todos os outros políticos endinheirados deste país.

Portanto, para mim, será apenas mais um nome da advocacia, que se foi.

Fernando José Gonçalves disse:
05 de maio de 2015 às 12:31

Conheci o "primeiro", ainda quando estudante e no final do curso de direito.Fiz questão de assistir ao juri onde se processavam os integrantes da banda "Casa das Máquinas" cujos partícipes haviam assassinado o câmera de uma emissora de TV.

M.T.B era o defensor.Esse SIM. Ético, competente, embora bastante ofuscado por uma vaidade excessiva, (até compreensível) mas um grande profissional.

O segundo M.T.B. conheci quando aceitou o convite de LULA para o Ministério da Justiça; uma decepção.

O terceiro (e talvez o pior dos três) se revelou ao aceitar advogar para um dos mensaleiros, dos quais e sobre cujos fatos já conhecia profundamente, bem antes, quando ainda ministro, e deles valendo-se para, além do tráfico de influência exercido no tapetão do STF e junto ao governo federal, jogar por terra a tão propalada "ÉTICA".

É que, ainda que exaurida a quarentena, s.m.j.não se admite (pelo menos não na minha jurássica visão de mundo e de ética) que um Ministro da Justiça de um país venha a advogar para bandidos que acabaram de lesar essa mesma pátria da qual ele terá o seu nome lançado na história como responsável por essa pasta no dito Ministério (e, infelizmente, por ter patrocinado os mesmos delinquentes que num passado recente combatera qdo. jogava no time do BRASIL.

Após isso fiquei conhecendo os três M.T.B. e me desencantei totalmente com a sua pessoa.

"Uma reputação ilibada, se constrói ao longo de décadas. Mas dela despoja-se em questão de minutos".

Quanto a fortuna deixada, sorte da família, mas sendo AMIGO de quem FOI e agindo como AGIU, tenho as mesmas dúvidas nutridas em relação a todos os outros políticos endinheirados deste país.

Portanto, para mim, será apenas mais um nome da advocacia, que se foi.

Gustavo P disse:
05 de maio de 2015 às 12:35

Acho que vc não anda observando muito bem...

O sr. Bastos recebeu honorários de políticos e/ou partidos envolvidos até o pescoço no mensalão, por ex.

Neste caso, só para dar um mísero exemplo, tb há interesse de toda nação, ou não?

Marcos Alves Pintar disse:
05 de maio de 2015 às 12:57

Com o devido respeito às opiniões dos colegas, absolutamente ridículas essas críticas à atuação e aos honorários recebidos por Márcio Thomaz Bastos na ação do Mensalão. É bem verdade que a melhor regra de ética recomendaria a recusa ao patrocínio da causa devido ao fato do Advogado ter sido Ministro da Justiça, mas o fato é que ninguém formalizou uma queixa no Tribunal de Ética, e nem há condenação definitiva. Aos acusados em geral, inclusive mensaleiros, é garantido o direito de escolher seu advogado. Alguns, por odiarem os petistas, queriam que os mensaleiros escolhessem como advogados aqueles de fraca experiência, que estudando na pior faculdade do Brasil prestaram o exame de Ordem 15 vezes até aprovação. Ora, por mais que se odeie os mensaleiros, a opção pela escolha do advogado continua sendo deles, não se podendo impor a ninguém escolher o advogado x ou y. Por outro lado, eu não vi aqui ninguém demonstrar com argumentos racionais de que forma a atuação de Márcio Thomaz Bastos, considerando sua atuação como Ministro da Justiça, possa ter influído no julgamento do processo. Vamos criticar, mas não vamos perder a racionalidade.

Observador.. disse:
05 de maio de 2015 às 12:59

Obrigado pelo prezado.Sei que não foi por deboche.

Ando observando bem, sim.Talvez o senhor cobre de outros aquilo que não anda fazendo. Quem é democrata não ataca quem defende meliantes.Atacamos quem comete o ilícito.
Faz parte da democracia ter direito a defesa.
Em países bolcheviques, o Estado faz o que bem entende, não existe mecanismos para coibir os ilícitos do ditador e seus apaniguados, e os amigos do rei(pois funciona igual uma monarquia, só que estatal) podem tudo.Já o povo fica na fila para o papel higiênico.
Em países democráticos, as pessoas já não podem tudo, usando o dinheiro público, mas tem direito a defesa, pois faz parte da democracia.
Se o senhor quis dizer que nossa democracia é falha, concordo .Temos ainda um simulacro de democracia.Aqui, ainda achamos que o Estado deve ser forte, inchado, todo mundo deve fazer concurso, ter aposentadoria garantida e etc.
Só esquecem de dizer que não existe almoço grátis.
O Sr.Bastos cobrava pelos seus serviços.Se alguém pagou com dinheiro ilícito (pois acredito que foi o que o senhor quis dizer) quem falhou foi o Estado e seus mecanismos de atuação contra ilícitos.
Quem defende, exerce um direito nas democracias.E pode cobrar .Em estados bolcheviques, também se cobra.Só que o preço costuma ser em sangue e com o suor do seu povo.

Fernando José Gonçalves disse:
05 de maio de 2015 às 13:25

A considerar a política desenvolvida pelos integrantes da OAB (os donos da instituição) dentre os quais figurava o próprio advogado em questão, o colega pode imaginar qual teria sido o destino de alguma eventual representação/queixa ? Inclusive quanto a sua divulgação ? Pois bem. Já no que toca ao tráfico de influência não seria por mero acaso que acusados procuraram justamente aqueles que tinham acesso livre junto aos Ministros do STF e,melhor ainda, AQUELE ÚNICO que, além disso, também tinha igual trânsito livre perante os políticos e aos próprios presidentes da república (a marionete e o verdadeiro mandatário). Não se critica, aqui, os mensaleiros, pela escolha "acertada" de M.T.B., mas , antes, o próprio causídico pela falta de ética, pela ganância financeira e pela incomensurável vaidade, tudo a macular-lhe (NA MINHA VISÃO) a postura de grande advogado que vinha exercendo, ATÉ assumir o Ministério da Justiça e, posteriormente, a defesa dos engravatados mensaleiros. Desculpem os que pensam de forma diferente mas, admitir que um ex-ministro da Justiça se "apequene moralmente" em troca de dinheiro, advogando para os inimigos do país, no qual representava a JUSTIÇA, é algo inadmissível em qquer parte do mundo (penso eu sob censura diante de certos modismos aos quais nunca me adaptei)e talvez, por conta disso mesmo, vá morrer pobre.

Fernando José Gonçalves disse:
05 de maio de 2015 às 13:25

A considerar a política desenvolvida pelos integrantes da OAB (os donos da instituição) dentre os quais figurava o próprio advogado em questão, o colega pode imaginar qual teria sido o destino de alguma eventual representação/queixa ? Inclusive quanto a sua divulgação ? Pois bem. Já no que toca ao tráfico de influência não seria por mero acaso que acusados procuraram justamente aqueles que tinham acesso livre junto aos Ministros do STF e,melhor ainda, AQUELE ÚNICO que, além disso, também tinha igual trânsito livre perante os políticos e aos próprios presidentes da república (a marionete e o verdadeiro mandatário). Não se critica, aqui, os mensaleiros, pela escolha "acertada" de M.T.B., mas , antes, o próprio causídico pela falta de ética, pela ganância financeira e pela incomensurável vaidade, tudo a macular-lhe (NA MINHA VISÃO) a postura de grande advogado que vinha exercendo, ATÉ assumir o Ministério da Justiça e, posteriormente, a defesa dos engravatados mensaleiros. Desculpem os que pensam de forma diferente mas, admitir que um ex-ministro da Justiça se "apequene moralmente" em troca de dinheiro, advogando para os inimigos do país, no qual representava a JUSTIÇA, é algo inadmissível em qquer parte do mundo (penso eu sob censura diante de certos modismos aos quais nunca me adaptei)e talvez, por conta disso mesmo, vá morrer pobre.

Gustavo P disse:
05 de maio de 2015 às 14:13

Seu comentário foi lúcido e perfeito. Quanto aos demais, tentem esquecer um pouco esse maniqueísmo de nós advogados x o resto, pois alguns comentários em defesa de mtb sao patéticos.

xyko2010 disse:
05 de maio de 2015 às 14:17

Não vou entrar na discussão se ele foi bom, ótimo, ruim, mudou de lado, etc.
O que chama a atenção é o tamanho do patrimônio formado, pois a atividade do mesmo era advogar, e considerando que tenha advogado por 50 anos, dá uma renda média, LÍQUIDA, em torno de R$ 8.000.000,00 anuais, ou R$ 666.000,00 mês.
Seria interessante termos a informação de qual era o patrimônio até 2002, e a evolução do mesmos a partir desta data.
Aí, com estas informações, poderemos formar juízo sobre a relação do mesmo com o PT ( governo ) .

xyko2010 disse:
05 de maio de 2015 às 14:17

Não vou entrar na discussão se ele foi bom, ótimo, ruim, mudou de lado, etc.
O que chama a atenção é o tamanho do patrimônio formado, pois a atividade do mesmo era advogar, e considerando que tenha advogado por 50 anos, dá uma renda média, LÍQUIDA, em torno de R$ 8.000.000,00 anuais, ou R$ 666.000,00 mês.
Seria interessante termos a informação de qual era o patrimônio até 2002, e a evolução do mesmos a partir desta data.
Aí, com estas informações, poderemos formar juízo sobre a relação do mesmo com o PT ( governo ) .

sytote disse:
05 de maio de 2015 às 14:30

quanto recebeu de propina e do pt ?????

Observador.. disse:
05 de maio de 2015 às 15:08

Como o senhor sabe do respeito e da amizade (virtual que seja) que nutro pelo senhor, me sinto à vontade para tecer algumas considerações.
Não sabemos se o M.T.B era inimigo dos inimigos do país, como o senhor colocou.Pelo visto, nunca foi.Nunca.
Mas podemos encontrar, no inimigo, motivos para admirar.E ele era, claramente, um ótimo advogado.Foi sobre isto que falei.Pois pessoas brilhantes despertam nossas energias, nossas melhores idéias, nem que seja para combatê-las.
Acho que o sistema, no país, perverte e subverte as coisas. Atacamos o Sr.Bastos mas não o sistema que permite a ladrões usufruírem de seus ganhos, nem que seja para pagar bons advogados como ele foi. Acho uma perversão do que é certo e do que é errado.
Como disse em meu primeiro comentário, nunca tive simpatia pelo Sr.Bastos. Mas ele está morto.Gosto de brigar e de discordar de quem pode se defender.E de quem tem meios para tal.No Brasil gostamos de falar grosso com os fracos e com os mortos.
Talvez, por isso, sejamos um país tão submisso à tantos absurdos.E, também por isso, quem tem um pouco mais de poder já se acostumou a calar a boca de quem, na visão destes, "pode menos".
Faço minha parte e sempre fiz, para que isto mude.Nunca tive medo de cara feia nem me impressiono com títulos.Me impressiono, isto sim, com a conduta das pessoas.
Sei que o senhor compreenderá e até acrescentará algo ao meu pensar.
Cordial abraço.

Eduardo. Adv. disse:
05 de maio de 2015 às 15:14

Lembrei-me de um colega que trabalhava com corretagem de imóveis lá pelo final dos anos 90... Época em que empreendimentos imobiliários eram limitados a lançamentos em bairros nobres. Ele ficava dez meses, um ano sem vender nada. Repentinamente, um banqueiro, um investidor parava diante de seu "stand" e fechava uma aquisição (até duas!) de "alto padrão". Pronto! A comissão lhe proporcionava adquirir carro novo, fazer algumas viagens e dar uma ajeitada em seu apartamento, sobrando-lhe "algum" para curtir a vida adoidado por cerca de um semestre... Se ele poupasse e investisse....
O Advogado, renomado, está em seu escritório. Repentinamente, apareceu um banqueiro, um político, uma celebridade que, de olho em sua reputação e agenda de contatos, está disposto a pagar "horrores" para mitigar a situação em que está envolvido.
Pode ser que naquele ano (hipótese, porque o giro para os renomado é alto!) não tenha entrado ninguém no escritório do causídico, mas de hora para outra alguém se envolve em confusão que lhe custe muito caro... O "faturamento" médio foi concretizado...
Se fosse algum jovem cidadão nomeado para alguma Alta Corte sem o mínimo de preparo ou êxito na Advocacia, eu até teria as minhas dúvidas sobre o seu sucesso... Mas falamos de M.T.B.
Muitos criticam, mas eu prefiro admirá-lo SEM admirar os seus clientes.

Luis vieira disse:
05 de maio de 2015 às 15:30

E o imposto de renda, terá tido sua parte na formação desse patrimônio ?

Marcos Alves Pintar disse:
05 de maio de 2015 às 16:30

E o Bill Gates? E o Jorge Paulo Lemann? E o Joseph Safra? E o Joao Roberto Marinho? E o Eduardo Saverin? E a Renata de Camargo Nascimento? Sim, não são advogados. O patrimônio deles não é "questionável"...

Veritas veritas disse:
05 de maio de 2015 às 17:08

Se no CPC (aquele que vai atrasar os processos) talvez chegasse ao bilhão.

Leite de Melo disse:
05 de maio de 2015 às 18:15

Sei que seu ranço não permite tal compreensão, mas o MTB fazia parte de uma minoria da minoria que desfrutava de todas as regalias de privilégios e informações junto a executivo, legislativo e judiciário, coisa que a grande maioria dos advogados não tem. Mas como disse, não tenho a menor dúvida de que seu ranço não permite tal compreensão. Saia do armário do seu mundinho e entre no mundo real, pois é este que vale. Abraços a todos

Léo Demetrius disse:
05 de maio de 2015 às 18:29

Sinceramente, entre caro e astronômico há muita diferença. Um advogado "normal" aqui na região chega a cobrar, quando bem cobrado, uns 20 mil reais para acompanhar a defesa criminal de alguém que tenha condições de pagar. Já ouvi histórias de renomados que cobram lá seus 50 mil ou até 100 mil. Mas daí um Marcio Thomas Bastos cobrar milhões de um cliente para acompanhar seu caso na justiça e a pessoa pagar numa boa, ainda que rico. Francamente, isso não me cheira bem. Isso é pra lavar dinheiro, comprar juiz e outras autoridades, só pode ser. Não há justificativa para uma pessoa, física até, pagar milhões de reais para um advogado.

analucia disse:
05 de maio de 2015 às 20:01

Como ex-Ministro da Justiça deveria explicar esta fortuna.
Principalmente por ser um petista "roxo" e defender o fim da "desigualdade social". Depois ainda dizem que a advocacia não tem lucro...., imagina se tivesse.....

Um advogado que se dizia defender os pobres e combater a pobreza e desigualdade social, realmente é bem contraditório, afinal o PT critica capitalistas gananciosos e um de seus advogados têm apenas 393 milhões de reais, realmente um bom exemplo......

Por fim, quanto recebeu de honorários do Mensalão ?

FSM disse:
05 de maio de 2015 às 20:39

Só gostaria de saber como vieram a público tais informações, já que o processo de inventário deve tramitar em segredo de justiça.

hammer eduardo disse:
05 de maio de 2015 às 21:58

Curiosa a abordagem desta matéria , vimos aqui nestas paginas eletrônicas variados Advogados de espada na mão defendendo isto ou aquilo do recentemente falecido e famoso Advogado.
Uma das colocações que achei mais pertinente e muitíssimo bem colocada por um dos Participantes , foi justamente quando questionou qual teria sido o patamar real da fortuna pessoal em 2002 e no final depois de tantos anos de bons serviços a petralhada historicamente 171. Infelizmente , gostem ou não , a grande capacidade dele como Advogado ficou indiscutivelmente manchada de forma pesada quando se aliou aos petralhas e isso não é mero achismo ou outra forma de babação como vimos aqui de forma aberta , trata-se de uma CONSTATAÇÃO. O homem gostava dos petralhas , andava com eles e ponto final , não me venham querer mascarar isto pois é FATO !
Também é liquido e certo que os decididos a se aliar aos petralhas historicamente jamais saem de bolsos vazios , afinal vivemos na republica do VEJA BEM que substituiu de maneira sórdida a boa e velha Justiça que deveriam todos aqui defender com unhas e dentes. Somos um Paiszinho vagabundo , moralmente doente e habitado por uma gentalha que dispensa apresentações , tudo temperado com aquela malandragem nojenta que tentam transformar em "charme de ocasião".
O Advogado competente e famoso se foi , restou a sua historia e infelizmente , uma gigantesca mancha profissional , afinal lembremos de um grande HOMEM que morreu precocemente aos 33 anos anos e que deixou uma frase que serve para o tal "MTB" e para outros também : " - Diga-me com quem andas e te direi quem es...". Sera que alguém aqui vai querer tacar pedra neste famoso homem ?

Adriano Las disse:
06 de maio de 2015 às 06:45

... produziu esses prodígios: são inúmeros os casos de "consultores" fulgurantes de tudo e qualquer coisa.

O advogado em questão é somente um exemplar, na advocacia, do que dizem ser o inexcedível e meteórico Lulinha, na arte de empreender e administrar.

Seria bom poder cotejar esse patrimônio aM & dM: antes e depois do Ministério da Justiça e antes e depois do Mensalão.

Quanto ficaria sem a "aura" petista?

Adriano Las disse:
06 de maio de 2015 às 07:00

... essa brasileira de tecer loas a figuras absolutamente desimportantes e sem a mais mínima contribuição à absolutamente nada.

País de bacharéis.

Que falta de vulto!

Sandra Paulino disse:
06 de maio de 2015 às 08:33

é virtude ausente na gente vulgar... e a inveja é a arma dos despeitados.

Adriano Las disse:
06 de maio de 2015 às 08:54

... a sofisticada arte que distingue os virulentos 'aspones' aduladores.

amigo de Voltaire disse:
06 de maio de 2015 às 10:52

Para mim a maior herança do Dr.Bastos foi a invasao indiscriminada de escritórios de advocacia em busca de provas enquanto Min. da Justiça!

Fernando José Gonçalves disse:
06 de maio de 2015 às 23:07

Agradeço o seu respeito e a sua amizade, ainda que virtual. Vivemos numa época conturbada onde o respeito e principalmente a amizade são coisas raras. Porém, acredite, a recíproca é verdadeira. Disse outro dia para um também comentarista que por coincidência não exerce a advocacia: eu, particularmente, fico contente ao ver que pessoas voltadas a outros setores de atividade visitam e opinam neste sítio. É que os advogados as vezes têm certos vícios de enfoque e nem sempre conseguem se despir deles nos comentários,mesmo quando o assunto não seja especificamente o direito. Nesse aspecto, outros profissionais por vezes conseguem ter uma visão mais acurada e lançar entendimenos mais sedimentados.Os seus, sem dúvida, nunca deixo de ler. Quanto ao Dr. M.T.B acho que, em parte,estamos em sintonia. Também sempre reconheci nele um grande advogado.Isso n/se discute. O que me fez desiludir da sua (dele) pessoa foram as atitudes assumidas como HOMEM e n/como jurista.O desmesurado narcisismo na aceitação de um Ministério "por mera vaidade", como publicamente alardeava, me pareceu irresponsabilidade.Depois, a assunção do patrocínio da defesa de lesa-pátrias, valendo-se de informações privilegiadas,por conta da sua posição no governo, foram posturas, A MEU VER, incompatíveis com a honradez que se esperaria de um CIDADÃO que participou do governo do país, mas mudou de lado assim que pode, optando pela banda podre. Seria ainda por mera vaidade? Capricho? Ou por dinheiro? Na verdade a real intenção pouco importa, mas, antes, o legado dela decorrente: "NENHUM COMPROMISSO PARA COM O BRASIL QUE AJUDOU A GOVERNAR E QUE LHE PROPORCIONOU BOA PARTE DO PATRIMÔNIO AMEALHADO" e isso é imperdoável porque equivale, na verdade, a uma autêntica traição. Sds. amigo.

Fernando José Gonçalves disse:
06 de maio de 2015 às 23:07

Agradeço o seu respeito e a sua amizade, ainda que virtual. Vivemos numa época conturbada onde o respeito e principalmente a amizade são coisas raras. Porém, acredite, a recíproca é verdadeira. Disse outro dia para um também comentarista que por coincidência não exerce a advocacia: eu, particularmente, fico contente ao ver que pessoas voltadas a outros setores de atividade visitam e opinam neste sítio. É que os advogados as vezes têm certos vícios de enfoque e nem sempre conseguem se despir deles nos comentários,mesmo quando o assunto não seja especificamente o direito. Nesse aspecto, outros profissionais por vezes conseguem ter uma visão mais acurada e lançar entendimenos mais sedimentados.Os seus, sem dúvida, nunca deixo de ler. Quanto ao Dr. M.T.B acho que, em parte,estamos em sintonia. Também sempre reconheci nele um grande advogado.Isso n/se discute. O que me fez desiludir da sua (dele) pessoa foram as atitudes assumidas como HOMEM e n/como jurista.O desmesurado narcisismo na aceitação de um Ministério "por mera vaidade", como publicamente alardeava, me pareceu irresponsabilidade.Depois, a assunção do patrocínio da defesa de lesa-pátrias, valendo-se de informações privilegiadas,por conta da sua posição no governo, foram posturas, A MEU VER, incompatíveis com a honradez que se esperaria de um CIDADÃO que participou do governo do país, mas mudou de lado assim que pode, optando pela banda podre. Seria ainda por mera vaidade? Capricho? Ou por dinheiro? Na verdade a real intenção pouco importa, mas, antes, o legado dela decorrente: "NENHUM COMPROMISSO PARA COM O BRASIL QUE AJUDOU A GOVERNAR E QUE LHE PROPORCIONOU BOA PARTE DO PATRIMÔNIO AMEALHADO" e isso é imperdoável porque equivale, na verdade, a uma autêntica traição. Sds. amigo.

Brennuiz disse:
06 de maio de 2015 às 23:23

Como já foi dito, seria interessantíssimo saber o montante do patrimônio antes de 2002

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