Justiça precisa funcionar sem advogados, afirma inglês

O chefe do Judiciário da Inglaterra quer acabar com a ideia de que o advogado é indispensável para o bom funcionamento da Justiça. Em um discurso recente, Lord Thomas of Cwmgiedd defendeu que o sistema judicial precisa se adaptar para funcionar sem a interferência de um profissional da advocacia.

Na Inglaterra, o jurisdicionado não precisa ser representado por um advogado na Justiça. Com os cortes na assistência judiciária, é cada vez maior o número de pessoas que vão sozinhas aos tribunais. Isso acaba contribuindo para a lentidão judicial, já que os juízes precisam reduzir a marcha dos julgamentos, trocar a linguagem e explicar os procedimentos para o cidadão leigo.

Para Lord Thomas, essa adaptação deve ser feita em maior escala, e não caso a caso. Advogado é um serviço caro e são poucos que podem pagar, disse.

Aline Pinheiro

é correspondente da revista Consultor Jurídico na Europa.

Gabriel Cabral Parente Bezerra disse:
13 de outubro de 2015 às 17:33

Claro, porque não? Aliás, ele deveria aproveitar o fluxo de sua brilhante ideia e exigir monarquia sem reis, medicina sem médicos, oficinas sem mecânicos...
Não é a toa que ninguém, nem os próprios ingleses, levam a justiça inglesa à sério.

Gabriel Cabral Parente Bezerra disse:
13 de outubro de 2015 às 19:07

Claro, porque não? Aliás, ele deveria aproveitar o fluxo de sua brilhante ideia e exigir monarquia sem reis, medicina sem médicos, oficinas sem mecânicos...
Não é a toa que ninguém, nem os próprios ingleses, levam a justiça inglesa à sério.

tmareto disse:
13 de outubro de 2015 às 21:58

Então a redução do atendimento gratuito de advogados faz com que o jus postulandi se prolifere na justiça inglesa. Obviamente, isso causa lentidão processual, já que o leigo nada sabe de Direito e não possui os requisitos técnicos para fazer com que o processo tramite adequadamente. Isso só demonstra que a justiça PRECISA de advogados, Sr. Chefe do Judiciário da Inglaterra, pois a ausência deles é que vem sendo o problema! Adequar-se para atuar sem advogados pode significar também adequar-se para atuar sem juízes, promotores, serventuários, afinal, não seriam esses que atrapalhariam o bom andamento processual? Faça-me o favor!

tmareto disse:
13 de outubro de 2015 às 21:58

Então a redução do atendimento gratuito de advogados faz com que o jus postulandi se prolifere na justiça inglesa. Obviamente, isso causa lentidão processual, já que o leigo nada sabe de Direito e não possui os requisitos técnicos para fazer com que o processo tramite adequadamente. Isso só demonstra que a justiça PRECISA de advogados, Sr. Chefe do Judiciário da Inglaterra, pois a ausência deles é que vem sendo o problema! Adequar-se para atuar sem advogados pode significar também adequar-se para atuar sem juízes, promotores, serventuários, afinal, não seriam esses que atrapalhariam o bom andamento processual? Faça-me o favor!

daniel disse:
13 de outubro de 2015 às 22:46

logo, o comentário do leitor não faz sentido.

frank_rj disse:
14 de outubro de 2015 às 11:48

o citado não propôs o fim dos advogados. prega, sim, a melhor adaptação da justiça daquele país ao sistema que lá já existe. advogados existem aos montes na inglaterra e nos eua. apenas há a opção de ir ao judiciário sem a assistência de advogado.
eu também defenderia essa possibilidade com o aperfeiçoamento do processo eletrônico e cautelas aptas a evitar a exposição dos hipervulneráveis.

Eduardo. Adv. disse:
14 de outubro de 2015 às 15:01

Mas para nós, não serve!!!!
Na Inglaterra, quem manda é o Primeiro-Ministro. Não funcionou, cai. Aqui, pedala-se, faz-se tráfico de influência para construtora, enriquece-se a família outrora modesta e... Continua-se no Poder.
Aqui, erro estatal provocado pelo Judiciário, segundo decide o próprio Judiciário, não acarreta em dever de indenizar, tampouco direito estatal de regresso ao causador do dano. Além do mais, juiz é vitalício. O Poder Judiciário faz greve todos os anos, preferencialmente no segundo semestre para que seja possível emendar com os recessos de final de ano.
É muito bom, mas para nós não serve.

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