Adams propõe reuniões para debater unificação de carreiras na AGU

A unificação das carreiras da Advocacia-Geral da União será debatida com membros e associações em reuniões promovidas pela Escola da AGU. A sugestão foi apresentada pelo advogado-geral da União, ministro Luís Inácio Adams, a entidades representativas das categorias nesta quarta-feira (21/10).

Segundo Adams, a intenção é chegar a um consenso sobre o documento que irá embasar a proposta que está sendo elaborada pelo Ministério do Planejamento e, em seguida, irá para o Congresso Nacional. "Eu vou apoiar os debates que cada um de vocês [associações] promover com o objetivo de chegar a um projeto adequado para as carreiras", disse o ministro.

A inclusão dos advogados públicos aposentados nas medidas de fortalecimento da instituição, uma reivindicação dos integrantes das carreiras da AGU, também contará com o apoio de Adams. "É um compromisso pessoal meu. Eu vou defender que todas as melhorias conquistadas pelas carreiras sejam estendidas aos aposentados", afirmou.

O cronograma de encontros para discutir a unificação ainda será divulgado pela Escola da AGU. As manifestações serão transmitidas ao vivo pela TV Escola. Com informações da Assessoria de Imprensa da AGU.

Marcos Alves Pintar disse:
21 de outubro de 2015 às 21:26

Que bobagem! Eles vão fazer reuniões para negociar o apoios dos membros da AGU ao Governo cambaleante em troca de concessão de vantagens aos ocupantes dos cargos, e nada mais. O que farão, em verdade, é a atividade que destruiu essa República.

ratio essendi disse:
22 de outubro de 2015 às 07:12

De rigor a racionalização dos trabalhos e a otimização no uso dos recursos materiais e humanos no âmbito da AGU. O contribuinte agradece. Impõe-se a unificação das carreiras, mantidas suas expertises em âmbito interno, administrativamente, bem como a extinção de cargos comissionados que apenas servem a interesses políticos e ao aparelhamento da instituição! Meritocracia e sobreposição do interesse público ao corporativo, por favor!

P. R. disse:
22 de outubro de 2015 às 11:02

Em um ambiente minimamente democrático, é de se esperar que todos os profissionais afetados pelas decisões governamentais sejam ao menos ouvidos.
O que destruiu esse país (ou sempre impediu que ele fosse construído de verdade) foi a ignorância, principalmente daqueles que se acham donos da verdade...

ratio essendi disse:
22 de outubro de 2015 às 15:55

Por imperativo de logicidade, com a liberação da advocacia privada aos membros da AGU, como pretende o governo, impõe-se a unificação das carreiras. Com efeito, não faz a menor lógica um Procurador Federal poder advogar contra a União - Administração Direta, contra a Fazenda Nacional ou contra o BACEN; um advogado da União poder advogar contra o Ibama; um Procurador da Fazenda poder advogar contra a ANATEL; um Procurador do BACEN poder advogar contra o INSS -; ou seja, a incompatibilidade, em termos lógicos, pressupõe a proibição de os advogados públicos federais advogarem seja contra a União, seja em face das pessoas jurídicas a ela vinculadas, sob pena de uma situação fática totalmente insensata, pois, ao fim e ao cabo, todos são remunerados pela União - Tesouro Nacional, ou não???

Ricardo, aposentado disse:
22 de outubro de 2015 às 18:50

Sou contrário ao permissivo de um funcionário desenvolver atividades privadas paralelas na mesma atividade jurídica em que atua no serviço público.
O recente escândalo do CARF é um indicativo da falta de isenção em separar o joio do trigo

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