Movimento do MP Democrático pede queda de Jair Bolsonaro

Depois da Seccional do Rio de Janeiro da Ordem das Advogados do Brasil, o Movimento do Ministério Público Democrático também veio a público criticar a declaração do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) em favor do coronel e ex-chefe do Doi-Codi — órgão de repressão da ditadura militar — Carlos Brilhante Ustra e pedir o fim do mandato parlamentar dele.

No último domingo (17/4), ao voltar pelo impeachment da presidente, Bolsonaro declarou, antes do "sim": "Pela memória do coronel Carlos Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff", referindo-se ao fato de a petista ter sido presa e torturada nos anos 1970 por pertencer a grupos que combatiam a ditadura militar.

Em nota, o MPD afirmou que “repudia com veemência todas as formas de apologia à tortura e às ditaduras”. Assim, a entidade pediu que Bolsonaro seja investigado pela Justiça e perca seu mandato por quebra de decoro.

Leia a nota:

O Movimento do Ministério Público Democrático, por seu histórico compromisso com a defesa dos direitos fundamentais e prevalência do estado democrático de direito, repudia com veemência todas as formas de apologia à tortura e às ditaduras.

Por isso, repudiamos e lamentamos, profundamente, as manifestações do Deputado Jair Bolsonaro enaltecendo a figura do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra, conclamando as autoridades à tomada de providências criminais e de perda de mandato por quebra do decoro parlamentar.

Não podemos aceitar a volta das vozes das trevas, de triste memória para o Brasil.

Diretoria do MPD”.

Sergio Battilani disse:
22 de abril de 2016 às 15:43

A esquerda tem o monopólio da democracia.

Sem pretender defender este ou aquele, mas por qual motivo essa facção do MP não se manifesta quando dão nomes de MARIGUELA, ou CHE GUEVARA a prédios públicos brasileiros?

Ou quando um conhecido deputado BBB se fantasia de Che Guevara no plenário da Câmara dos Deputados e ainda quando cuspiu no referido deputado de direita???

DPF Falcão - apos disse:
22 de abril de 2016 às 16:46

Por que MP Democrático?
E poderia haver um MP não democrático, em um Estado Democrático de Direito?
Se bem que antes, a história não favoreça muito ao MP durante o período de ditadura.
http://www.conjur.com.br/2005-jan-19/abrirem_arquivos_maior_surpesa_mp

DPF Falcão - apos disse:
22 de abril de 2016 às 16:48

Por que MP Democrático?
E poderia haver um MP não democrático, em um Estado Democrático de Direito?
Se bem que antes, a história não favoreça muito ao MP durante o período de ditadura.
http://www.conjur.com.br/2005-jan-19/abrirem_arquivos_maior_surpesa_mp

Marcelino Carvalho disse:
22 de abril de 2016 às 17:35

Olhando as regras constitucionais quanto ao decoro parlamentar, o regimento interno da Câmara dos Deputados e o seu Código de Ética e de Decoro Parlamentar, a conclusão é uma só: não há como enquadrar a conduta em qualquer das hipóteses de efetiva quebra de decolo parlamentar. Além disso, por mais restrições ou críticas que se possa ter ao cidadão citado pelo parlamentar quando de seu voto, vários outros foram citados por outros parlamentares, alguns deles ditadores ou assassinos conhecidos. Vamos pedir a condenação de todos por quebra de decoro?

Rivadávia Rosa disse:
22 de abril de 2016 às 17:59

Demasiadamente democrático.
Buenas, e o sr. Glauber Braga [Psol] que homenageou o guerrilheiro e assassino, com a maior naturalidade, sem nenhuma censura por parte dos “defensores da democracia e dos direitos humanos”, cuja posição genocida é estarrecedora:

“a. A exterminação física dos chefes e assistentes das forças armadas e da polícia.
(...) Mas aqui nos referimos aos objetivos básicos, sobretudo às expropriações. É necessário que todo guerrilheiro urbano tenha em mente que somente poderá sobreviver se está disposto a matar os policias e todos aqaueles dedidacos à repressão, e se está verdadeiramente dedicado a expropriar a riqueza dos grandes capitalistas, dos latifundiários, e dos imperialistas.” [Carlos Marighella, em seu livro “Mini-manual do Guerrilheiro Urbano]
Afinal, qual a “prova” contra o Cel. Ustra?

Pedro MPE disse:
22 de abril de 2016 às 18:23

Com o devido respeito ao movimento MP DEMOCRÁTICO e seus nobres integrantes tenho que discordar de tais manifestações e notas de cunho político (sem adentrar ao mérito da nota). Isto porque os membros do Ministério Público, enquanto no exercício das funções, não devem externar publicamente posições político-partidárias quaisquer que sejam, de esquerda, centro ou direita. Nossa atuação deve ser impessoal e apartidária, inclusive em manifestações públicas durante o exercício da função. Como cidadãos podemos ter nossas preferências políticas pessoais, mas como membros do MP em exercício não me parece adequado exteriorizar publicamente manifestações políticas de apreço ou desapreço por qualquer partido ou político que seja.
Obs. Quanto ao DPF Falcão (Delegado de Polícia Federal) é manifesto o seu rancor com o MP em todas as manifestações que emite sobre a instituição e seu comentário hipócrita dispensa maiores considerações. Com certeza a PF e as polícias em geral na ditadura não eram nada democráticas senhor delegado! Não custa relembrar as salas de tortura instaladas na própria PF antes de 1988. Felizmente os tempos mudaram, mas o senhor deveria cuidar mais da sua instituição ao invés de focar tanto em criticar a dos outros. Acho que seria mais proveitoso: a polícia não precisa ser inimiga do MP para evoluir senhor delegado, existem outros caminhos mais virtuosos. Não estamos contra vocês. Reflita sobre isso e passe bem. Grande abraço.

Pedro MPE disse:
22 de abril de 2016 às 18:23

Com o devido respeito ao movimento MP DEMOCRÁTICO e seus nobres integrantes tenho que discordar de tais manifestações e notas de cunho político (sem adentrar ao mérito da nota). Isto porque os membros do Ministério Público, enquanto no exercício das funções, não devem externar publicamente posições político-partidárias quaisquer que sejam, de esquerda, centro ou direita. Nossa atuação deve ser impessoal e apartidária, inclusive em manifestações públicas durante o exercício da função. Como cidadãos podemos ter nossas preferências políticas pessoais, mas como membros do MP em exercício não me parece adequado exteriorizar publicamente manifestações políticas de apreço ou desapreço por qualquer partido ou político que seja.
Obs. Quanto ao DPF Falcão (Delegado de Polícia Federal) é manifesto o seu rancor com o MP em todas as manifestações que emite sobre a instituição e seu comentário hipócrita dispensa maiores considerações. Com certeza a PF e as polícias em geral na ditadura não eram nada democráticas senhor delegado! Não custa relembrar as salas de tortura instaladas na própria PF antes de 1988. Felizmente os tempos mudaram, mas o senhor deveria cuidar mais da sua instituição ao invés de focar tanto em criticar a dos outros. Acho que seria mais proveitoso: a polícia não precisa ser inimiga do MP para evoluir senhor delegado, existem outros caminhos mais virtuosos. Não estamos contra vocês. Reflita sobre isso e passe bem. Grande abraço.

Paulo Euclides Marques disse:
22 de abril de 2016 às 23:52

Penso que não cabe ação contra parlamentar por expressar sua opinião, seja apologia ou não. Infelizmente ou felizmente, a regra constitucional eh essa! O melhor a fazer eh deixar esse cretino no total ostracismo. Ele quer mídia para ser ovacionado pelos eleitores reacionários dele. Ele cai, aparece outro pra ocupar o lugar dele, talvez mais ridículo. O caso dele Freud explica, ele se comporta raivozamente por sua sexualidade reprimida.

WF Estudante disse:
22 de abril de 2016 às 23:56

Partimos da tese que ambos foram assassinos e torturadores. Temos um ato tido como ilícito e também imoral: assassinato e torturas.

Por óbvio quem utiliza o Estado para cometer tais ilícitos é pior do que quem não tem o aparato do Estado. A conduta praticada é mesma, mas o aparato do poder do Estado é muito superior, logo há uma enorme diferença ao usar o aparato do Estado. Uma simples dedução na história pode verificar isto: Marighella foi morte pelo aparato do Estado, já Ustra não sofreu absolutamente nada, a não ser uma mera condenação sem sanção, pois o Estado o defendia.

Mais uma analogia:

Hitler só matou milhões de Judeus, porque tinha o aparato do Estado, os grupos Judeus que resistiram e pegaram em armas e, certamente mataram Alemães, porém infinitamente menos do Hitler, pois menos poder, este último detinha o poder do Estado, por isso não foi punido enquanto detinha tal poder.

Basta colocar a mesma tese sobre os dois e, verás que o maior covarde é quem pratica tais atos sobre a proteção do Estado. Agora, os nobres comentaristas devem se ater ao cometário em si, ele não apenas citou Ustra como também louvou-o em: “o pavor de Dilma Rousseff” pavor por qual motivo em um regime se exceção?

Mesma situação de alguém citar Marighella e dizer: o pavor de…., oras, qual será o fato de pavor, será por que ofereciam flores à Geraldo Vandré?

O maior erro da frase está no “pavor de..” houve motivo para pavor?

Ksarlawyer disse:
23 de abril de 2016 às 08:03

Como aceitar tal asneira?
"No último domingo (17/4), ao voltar pelo impeachment da presidente, Bolsonaro declarou, antes do "sim": "Pela memória do coronel Carlos Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff", referindo-se ao fato de a petista ter sido presa e torturada nos anos 1970 por pertencer a grupos que combatiam a ditadura militar..."

Pura presunção, pura leviandade...
O MP não muda mesmo, por isso vai ficar demoralizado tbm, igual a OAB.
Façam valer a nomenclatura de MP - Mero Palpiteiro.

JB disse:
25 de abril de 2016 às 10:21

Mania que os leitores tem de confundir luta pela democracia contra um regime militar ditatorial sanguinário e assassino, toda vez que se fala em extirpar esse deputado que fez apologia ao regime daquela época, vem alguns lembrar de terrorista, assaltante de banco, ora minha gente me ajuda aí é muito diferente, a opção pra quem lutava pela liberdade era única e o regime imposto foi pelo golpe, porque não optaram pelas eleições e deixou o povo decidir.

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