Abstract: Esta Coluna tem um caráter simbólico. Mostra o problema da ética em sala de aula. Mostra a falta de ética. Sala de aula é um palco “sagrado”: lugar do conhecimento. Da ciência. E não da aleivosia. Ou da fanfarronice.
Nas histórias de faroeste, o pistoleiro experiente sempre tinha um problema novo a cada cidade: um pistoleiro novato fazendo provocação. O novato nada tinha a perder, a não ser a vida ou um dos dedos da mão com que empunhava a arma. Alguns pistoleiros não atiravam para matar. Desarmavam o oponente. A tiros. E lá se ia o velho pistoleiro mudando de cidade, chegando sem alarde, chapéu nos olhos. Oitavado no balcão, rezava para que nenhum provocador aparecesse.
Sinto-me como esse velho pistoleiro. Depois de anos, sempre aparecem novatos para medir forças. O truque mais usado é a ofensa em sala de aula. Recebo muitas notícias com relatos. Até brinco, dizendo: Claro, falar pelas costas é que é bom; pela frente é falta de educação…! Pois hoje vou falar de um fato desse jaez. Não citarei o nome do neopistoleiro, por razões óbvias. A questão exsurgente é: o que há aí não é uma quebra da ética de uma classe, ou uma ofensa ao "espírito de corpo". Não é que o sujeito não possa ofender um "colega professor". Quero dizer é que é uma irresponsabilidade chamar qualquer pessoa, quanto mais um pensador, de "idiota", em plena sala de aula. Por exemplo: um ministro do Supremo Tribunal Federal pode ter dado uma decisão boçal; a minha liberdade de cátedra me autoriza a apontar o equívoco, amparado em minha opinião; mas dizer que "o ministro do STF é um idiota" é apenas um mau exercício da docência.
Pois recebi uma gravação feita em sala de aula. O professor chama a mim e Alexy de idiotas. E, como verão na sequência, sua metralhadora vai mais longe. Alguns de meus amigos mais próximos tentaram me desencorajar de levar a coisa adiante. Ajuizar alguma ação? Nem pensar. Mesmo a publicação de um texto relatando o "causo" foi tida como desnecessária, excessiva ou contraproducente. Conseguiram me convencer com relação ao ajuizamento de medidas (o Poder Judiciário, o Ministério Público e eu temos, certamente, mais o que fazer), mas não resisti a escrever uma coluna. Aliás, avisei ao ofensor que o faria. E não é por mim, não, que o faço. É que me sinto do dever de denunciar, mais uma vez, o estado da arte. O caso é, em si, insignificante; mas vale dar-lhe alguma publicidade, creio, pelo que simboliza — no conteúdo e na forma. Ofereço, com este texto, meu ombro àqueles que já passaram por isto, colegas professores e mesmo alunos.
Por isso, resolvi contar o fato sem dizer o nome do (neo)pistoleiro. Apenas para que muitos professores que assim procedem saibam que sempre ficamos sabendo do que ocorre. Hoje não há mais segredos. Portanto, muito cuidado com o que se fala.
O aludido professor é de uma universidade pública. Possui graduação, mestrado e doutorado feitos em universidade pública. Estes últimos com bolsa. Não publicou nem a dissertação, nem a tese. Até hoje, um artigo (meus alunos de iniciação científica têm mais publicações que ele). Leciona na graduação. Sua universidade não tem pós-stricto sensu. Acha-se no direito de ofender a mim, a Alexy e a Dworkin (afora outros). E diz mais coisas. Depois de lerem parte do diálogo — verdadeiro (tenho o print arquivado) — constatarão também porque o direito brasileiro vai mal, porque os concursos de universidades devem ser melhorados e porque um cidadão como eu não confia na Justiça, receoso de não ter guarida na busca da ofensa a sua honra, ao seu currículo e de seu substrato moral.
Ao trabalho, pois. Depois de ouvir a gravação, mandei mensagem por Facebook ao professor, dizendo que dela dispunha e na qual me ofendera. Respondeu: “— Na minha sala, exerço a liberdade de cátedra do artigo 206, II da CF. Espero que a gravação a que teve acesso tenha sido contextualizada”. Respondi-lhe, delicadamente: “— Quer ouvir o que você disse? Para acreditar nos seus próprios ouvidos?”. Ele respondeu: “— Não chamei somente você de idiota. Chamo a Alexy de idiota”. E disse mais: “— Dei essa aula hoje. Lembro-me dela com exatidão. Caso tenha recebido a gravação completa, não há o que explicar”.
Mas, sigamos com o mestre dos mestres, nosso Einstein da academia. Perguntei: “Mantém as ofensas”? Resposta: “Não são ofensas. Só se ofende quem se conhece. Não há motivo para lhe ofender. Não o conheço. Não me conhece. Não há nexo interpessoal nessa fala de aula. Aliás, falei nessa aula que Lombroso é um idiota. Que Alexy é um idiota. No puro sentido de Aulete. Daquele que diz tolices. Não é uma nota pessoal. É uma nota aos ditos que na minha liberdade de pensamento e de cátedra reputo idiotas”.
Na sequência, delicadamente lhe falei que era necessário respeitar a obra dos outros. Respondeu que “— Não sou de respeitar currículos. Respeito ideias ou delas divirjo. Acho essas divagações teóricas idiotices para resolver problemas práticos como o que explicava”. E complementou, enfático: “Doutrina não serve para nada. E se perde um tempo enorme nessas divagações (…)".
Perguntei-lhe, dando-lhe mais uma chance: “— Quantos livros você já publicou”? Resposta: “Livros são inúteis. Não são lidos. Quando lidos, não raro, não são compreendidos. Defendi uma tese contra essa cultura livresca”.
O professor acrescentou, então, que a aprendizagem não nasce dos livros. Nasce da vivência, verbis: “ Alexy nunca lidou com Direito. Nunca foi citado no tribunal alemão. Conhece livros. Não conhece o Direito em sua fenomenia [sic]. No tempo em que vivi na Alemanha, os constitucionalistas de Berlin não o conheciam”.
Estupefacto, perguntei-lhe quais os autores que usava em sua cadeira de Direito Constitucional e ele respondeu: “— Não uso nenhum. Uso a legislação e a jurisprudência. Como se fosse aulas germânicas de graduação. Aqui deveria ter um exame estatal como na Alemanha. Aí queria ver aluno perder tempo com idiotices doutrinárias”. Ups.
A discussão ainda seguiu. Os leitores podem ser poupados do restante. A última coisa que lhe disse foi que faria uma coluna sobre isso.
Quase ia esquecendo: Além da ofensa mais forte, o jovem pistoleiro ainda resolveu espicaçar (está também na gravação que recebi — ali está mais dura ainda a aleivosia) o lugar em que fiz graduação, a Unisc, de Santa Cruz do Sul. Cobrei isso dele também e me respondeu: “— Disse [na sala de aula hoje] que [o senhor] não passou no vestibular de uma universidade decente. Seu lattes informa que sua formação é na Unisc. E quem [se] forma na Unisc, minha opinião, no meu pensamento, posso estar equivocado, não tem formação adequada. É minha opinião sobre a formação da Unisc”. Ele disse isso na frente de todos os seus alunos…!
Bom, meus queridos amigos da Unisc de Santa Cruz (metade da pós fez doutorado comigo na Unisinos) não vão gostar nada disso. Vão convidá-lo para a próxima Oktoberfest. Será homenageado. Será o Fritz da festa… Pois o professor-da-federal-que-se-acha e pensa que pode chamar seus colegas professores de idiotas, tem convicção de que a Unisc é ruim. Ela não proporciona formação decente, ele diz, convicto. Fico pensando: A dele, a que ele está concursado, deve formar os melhores, por certo. Não disse isso a ele, mas digo agora: o neopistoleiro esqueceu que a Unisc é Capes 5 e a universidade dele é… bem, ao que sei, nem mestrado tem. Que pena, não? Azar o meu… que fui estudar “naquela faculdade” e fiquei sem formação, deduz-se da afirmação de nosso comanchero. Devo ser azarado. Pobre e estudar em faculdade “não decente” (sic). Deve ser por isso que passei no concurso para promotor sem fazer cursinho, ganhei um prêmio Jabuti (Comentários a Constituição do Brasil) e mais uma nominação (Jabuti) entre as dez obras mais importantes (Compreender Direito II), um Prêmio Açorianos, três prêmios Capes por orientação de tese… paro por aqui. Como se diz, Jabuti não nasce em árvore (desculpem-me a ironia a meu favor!). Essa Unisc… Que mal que me fez. Que coisa. Jogou-me no mundo sem formação… Um registro: na minha “faculdade-que-não-me-deu-uma-boa-formação” estudei em um livro que na faculdade-que-deu-uma-boa-formação ao neopistoleiro talvez o seu professor não tenha lhe indicado: saiu em 1978, pela Editora Mestre Jou: Introdução à lógica, de Irving Copi. Tem um capítulo sobre falácias. O jovem professor não deve ter lido. Mas na-minha-faculdade-ruim eu li. Uma das falácias é ad hominem: Se você não tem argumentos, ataque pessoalmente seu adversário. Bingo. Binguíssimo!
Bom, é isso. Moral da história: Em vez de me virar e olhar nos olhos do jovem pistoleiro e sacar, achei melhor ficar assim mesmo, oitavado no balcão, sem aceitar a provocação. Minha arma já está cheia de marcas. Há uma lei do velho oeste, pela qual pistoleiros — mesmo os novatos — não atiram pelas costas. Infelizmente, as ofensas dirigidas a mim, a Alexy e a tantos outros foram feitas.. à socapa. E à sorrelfa. Pelas costas. E isso é muito feio.
Eu poderia tripudiar. Ingressar em juízo. Há questões cíveis e criminais em jogo. E didáticas. Acadêmicas. A universidade tem compromisso pedagógico com a sociedade que paga impostos. O professor não pode lecionar o que quer. A sala de aula não é sua. Afinal, é uma universidade pública. Mas, embora tudo isso, preferi apenas fazer esta crônica. José Hernandez — em um dos meus livros preferidos e que ancorei em Direito & Literatura na TV Justiça — dizia, pela boca de Martin Fierro, que el diablo sabe por diablo; pero más sabe por viejo.
E digo isso porque penso que há chance de o nosso jovem professor apreender algo com tudo isso. Por exemplo, que a primeira coisa a fazer, como professor doutor, é prestigiar a doutrina. Caso contrário, ele estará dando um tiro no próprio pé. Ensinar só com jurisprudência é altamente desaconselhável.[1] Principalmente em um país em que cada juiz ou tribunal decide como quer. A propósito disso: na gravação, tem uma parte em que o nosso Einstein diz sobre o tema “fundamentação constitucional”: o juiz escolhe como fundamentar. Pode fundamentar como quiser. Bingo. Eu ouvi isso. E ele ensina isso para os alunos dele. Para ver como anda o ensino jurídico em Pindorama. Isso faz parte e é componente da crise que atravessa o ensino e a operacionalidade do direito. Bem que a Associação Brasileira de Ensino Superior (Abedi) poderia se posicionar sobre isso. E, mais: se o povo pagou os estudos do professor (graduação, mestrado e doutorado mais bolsa = uma pequena fortuna), tem o direito de saber o que ele pesquisou.
E, insisto: Como professor de universidade pública, ele não poderia desdenhar de outros professores, chamá-los de idiotas, ofender professores ilustres do exterior como Alexy e se orgulhar de não ler livros e dizer que estes são inúteis. E esculhambar com uma instituição como a Unisc. Não me parece ser um bom exemplo para os seus alunos e para o que significa o ensino público, mormente em um país pobre como o nosso, em que a relação na universidade pública é, por exemplo, de um docente para 14 alunos e, na Alemanha, de um para 35.
Por isso mesmo deveríamos valorizar mais o dinheiro investido em universidade pública, onde, como se sabe, não estudam os pobres. Estes — os pobres — como ocorreu comigo, que tive que custear os meus estudos na, segundo o professor falador, “desqualificada Unisc”, ficam de fora do butim. E têm de ir à luta e/ou depender do Fies (na minha época, fiz o crédito educativo e a empresa Mercur pagava uma parte das mensalidades). Ou do dinheiro suado ganhado em subempregos, com esperança de passar em concurso público. De um lado, isso. De outro, gente que faz mestrado e doutorado em uma pública e… ainda ganha bolsa. Bingo de novo. Isso é Pindorama.
É. O jovem professor de universidade pública parece saber muito pouco da vida. O idiota aqui, para-estudar-na-desqualificada-Unisc, levantava as 6h da manhã, pegava dois ônibus para ir trabalhar na fábrica; à noitinha, de novo dois ônibus e depois um trecho a pé para cursar a faculdade (aproveito para homenagear a memória dos meus professores falecidos, como Raul Bartholomay, Aquilino Bergonsi e Rubem Baumhardt e os demais, que, naqueles anos, em pleno regime militar, tentavam fazer com que nós estudássemos direito; fazia escuro, mas tentávamos cantar, como dizia o poeta — esta coluna é um desagravo à todos os docentes da Unisc). Formei-me em 1980. E leciono há mais de 35 anos. Sim, porque, na verdade, comecei a lecionar aos 16 anos de idade, na escola fundamental de Agudo. Passei em primeiro lugar no concurso. Depois, no mesmo ano de 1973, sofri um atentado (sim, fui atingido por um pistoleiro — vejam como sou perseguido por pistoleiros — que não me errou um balaço calibre 22 no meio do peito, do qual só sobrevivi por milagre divino e pela perícia do doutor Omizzollo e tive que ir embora para Santa Cruz do Sul, depois de ficar soprando balão durante seis meses por causa do pulmão direito perfurado pelo projetil). E o nosso neopistoleiro fala de aprender com vivências… Pois sim. Pois sim. Além do mais, há tantas frases prontas sobre quem chama alguém de idiota… Lendo o texto, os leitores saberão o que fazer.
Uma notinha, ainda: Isso tudo é um sintoma dos tempos atuais. Perdeu-se a noção de respeito e responsabilidade. O Outro não importa (uma dose de Honneth não faria mal ao professor; ups, ele não lê livros…). Ética se esfumaça. Ética virou estética. Na verdade, nem isso. Ocupa-se o — caro — espaço público de uma sala de aula para achincalhar colegas. Repito: isso é muito feio. O professor deveria ficar de castigo por isso.
Enfim, segue a vida… Nos livros de Pulp fiction que eu lia quando criança, lembro de um que tinha dois amigos como personagens. Rápidos no gatilho. Experientes. Len e Tiller eram os seus nomes. Eles não matavam os seus provocadores. Atiravam nos dedos. Metáforas, alegorias e metonímias: assim escrevemos e inscrevemos nossas ações no mundo.
Post scriptum: a propósito, há duas colunas minhas sobre alunos e professores aqui na ConJur. Na Revista Eletrônica ConJur tem tudo! Semana passada, em dois dias, mais de 50 mil leitores de minha coluna. Saludo!
1 Aliás, tivesse o professor um mínimo de seriedade, seria o caso de percorrer o debate Dworkin v. Posner sobre a (im)possibilidade da antiteoria, na academia ou nos fóruns. Certamente é possível discordar de Dworkin, quando este diz que a doutrina é a raiz oculta de toda a decisão judicial, que não há afirmação jurídica que não esteja radicada numa teoria geral (certa ou errada, ignorante ou iluminada, boa ou má) mais abrangente. O neopistoleiro não sabe que mesmo a negação do academicismo e o apego à "prática jurídica" ou às decisões judiciais em sentido estrito é, ela mesma, uma postura teórica. Ruim, na minha opinião, mas é. Ou seja, você pode fazer má filosofia, mas não pode fugir dela.
Só rindo, mesmo.
O Brasil está lotado de pessoas assim neste nosso momento histórico.
O "não acredito nisto" people !
Não acredito em leitura, não acredito em você, não acredito em ofensas(após ofender outros), não acredito nisto, não acredito naquilo....
Só acredito no que quero acreditar e vivo o mundo criado por mim mesmo!
Por isto somos esta potência do conhecimento!
O Marxismo cultural e a psiquiatria explicam o fenômeno...
Tem que rir para não chorar as compreensíveis lágrimas.
Acho tudo isto que vejo (ou leio), que acontece em nosso país , gravíssimo. Mas, me parece, poucos se preocupam em "ligar os pontos" para compreender os motivos do naufrágio desta grande nação.
Então o caso não era pessoal, e foi narrado apenas para ilustrar os sintomas da doença - e no entanto o articulista sentiu-se no dever de desqualificar o ofensor, que "atira pelas costas", "tem menos artigos publicados que meus alunos", "leciona numa faculdade sem pós stricto sensu"...
O articulista ficou ofendido e quis desabafar. Humano, porém, desinteressante. Os temas propriamente jurídicos (ensino com base em precedentes somente, por exemplo) podem e devem ser explorados em outra ocasião, na qual se dispense a anedota que consumiu a maior parte da coluna.
Mais uma carteirada do Prof. Dr. Lenio Streck. Esqueceu de dizer ao outro professor que também ele não está no Olimpo (rectius: não tem coluna no Conjur).
Prezado Lenio, registro, por primeiro, que em meus comentários sempre o chamei de "Prof. Lenio", em que pese nunca ter assistido uma aula sua. Apenas palestras. O denomino como "Prof.", todavia, por ter lido vários de seus livros e ter aprendido com eles. Ensinaram-me. Por isso dou tanta importância ao adjetivo.
E é por esta razão, que fico triste com o relatado na coluna. Leciono desde 2003. Os professores, sem dúvida, divergem de opiniões. Mas ofender? Muito deselegante.
Além retratar como anda o ensino jurídico brasileiro, a coluna mostra que a ciência ainda não conseguiu superar a arrogância e a vaidade.
Parabéns pela coragem e pela denúncia.
Creio que seja a primeira vez que ouço falar em um professor avesso a livros. Inacreditável!
Caro Professor Lênio, bom dia.
De início, meus sentimentos pela ofensa recebida. Lado outro, sem medo de ser piegas, cito o adágio oriental: "Prego que se destaca, leva martelada."
Mas a razão do título do meu comentário é a seguinte:
Como se manter firme nesta luta, cotidiana, tão desigual? A cada ida aos fóruns, o desânimo cresce, informando-se no noticiário ficamos mais descrentes, enquanto comarcas sequer têm magistrados, tenho processo no gabinete parado desde 08/2014, em MG, cortam-se verbas dos tribunais, sob alegação "crise" e, ao mesmo tempo, somos agraciados com um reajuste nos vencimentos do Ministros do STF, que provocará aquele efeito cascata.
Vemos ataques no RN, observamos desembargadores "perdoando" advogados por exercerem seu mister, estes nobres julgadores perdendo tempo e saliva, incomodados, pois não foi usada a deferência "Excelência".
Passa eleição, volta eleição e as promessas de campanhas são as mesmas, apontam soluções, mas não como estas soluções serão concretizadas. Tudo muito vazio, pessoas preocupadas em quando determinado game será lançado no país, se fulano é "coxinha" ou "mortadela".
A diferença entre o crime de furto e a possibilidade da extinção da punibilidade do sonegador fiscal. A desobediência pelos Juizados estaduais quanto à letra da lei.
Sou apaixonado pela advocacia, desde minha infância eu sempre quis fazer Direito para ser advogado, não juiz, promotor, delegado, auditor, etc.
A cada dia que passa, mais lembro dos conselhos de meu avô, enquanto "batiamos" os pastos com foice, durante minhas férias escolares: "Estude meu neto, pra virar doutô, e não ficar igual seu avô, trabalhando na roça nesta idade." Ele falava "doutô", referindo-se ao médico.
É difícil não desistir, fazer parte do senso incomum.
Não o conhecia pessoalmente, Mestre. Tive tal oportunidade, ontem, em sua palestra na Sede da OAB/SP. Aliás, obrigado, também, por ter autografado meu exemplar do NCPC Comentado, pela Saraiva. Já lhe admirava antes. Depois de ontem e hoje, a admiração cresceu. Parabéns por mais esta Coluna e por manter a humildade que muitos – que sequer tem o gabarito de Vossa Excelência, como o professor que se orgulha de não ler livros ( até agora não consigo crer nisso)- esqueceram ou jamais aprenderam.
Impressionante verificar que, nas salas de aula, um professor faz tão pouco caso da doutrina brasileira, atacando diretamente grandes pensadores do direito brasileiro. O Direito, realmente, está caminhando por um período obscuro em que, para muitos, o que importa é o que o juiz pensa e nada mais. Temos uma legislação a ser cumprida. Uma Carta Magna a ser respeitada. O mínimo que os operadores de direito devem fazer é interpretar a legislação à luz da CF. Não se pode, conforme se observa que vem acontecendo nos tribunais superiores, bem como nas turmas de uniformização, se deixar de aplicar determinados dispositivos legais sem demonstrar porque não se aplicam ao caso concreto. Coaduno com o pensamento do professor Lenio. E espero por mudanças. Pois não sei qual o futuro do direito se seguirmos por esta "terra sem lei".
Filosofia - comportamento - ofensa insana - sala de aula - boquirroto falador - descartável
carência educativa - napoleonismo - sofismo distorcido - beduino que fumou haxixe -
entrada na história pela porta dos fundos.
Chamam alunos de idiotas na hora do café? Isto acontece.
Dizem que quando se acabam os argumentos, começa a violência. Lenio nem devia ter dado voz a este professor. O mesmo deve estar se deleitando com a polêmica.
O art. 206, CRFB/88, prevê a liberdade de ensinar, e não de ofender.
O povo brasileiro não tem educação. E a ausência de educação, de comportamento ético, retilíneo e confiável, ficou acentuada com a Constituição de 1988, que elegeu os direitos em detrimento das obrigações. Infelizmente, o cidadão para se manter vivo em "terrae brasilis" no momento atual, ele precisa ter qualidades negativas, para que os outros possam temê-lo e, consequentemente, respeitá-lo. Ou seja, típico de "gangster" e de uma sociedade primitiva.
Meu caríssimo PROFESSOR: primeira vez que me manifesto nesse espaço, embora acompanhe, sempre que possível, seus textos. Minha sincera solidariedade. Espero que o espírito democrático (que sempre envolve responsabilidade) volte a imperar nessas terras, inclusive no debate acadêmico, para que possamos sair desses tempos de trevas.
Tinhas razão professor, quando disseste ontem na sede da OAB/SP que a coluna de hoje estaria especial.
A exemplo da história contida na coluna, também cursei o ensino superior à noite após o dia todo de trabalho e sei da dificuldade em conciliar o trabalho com o aprendizado, Notadamente, quando o ensino jurídico - no meu caso - já estava afundado no mar de mediocridade tantas vezes denunciado na coluna e oportunamente lembrado ontem.
Para um gaúcho radicado em São Paulo foi uma honra estar em tua presença ontem.
Muito obrigado pela atenção despendida e pelos ensinamentos.
Rodrigo Tomiello
OAB/RS 77.827
OAB/SP 347.677
Penso que qualquer pessoa deve ter o direito de pensar que outro é idiota tendo em vista o direito universal de pensar o que quiser. Porém, uma coisa é a pessoa pensar que outro é idiota, outra coisa é afirmar que outro é idiota. São situações diferentes. Fato é que o prof. Lenio e os demais atingidos não são de nenhuma forma idiotas. São juristas de notória atuação, amplamente reconhecidos pela comunidade jurídica. Assim, quem faz uma afirmação dessas, certamente age de forma idiota. De qualquer forma, creio que ao deixar de adotar medidas judiciárias que contariam com a atuação de um Judiciário moroso e parcial, optando por vir a público denunciar o comportamento inadequado do tal professor, o prof. Lenio presta um grande serviço ao País. A reprovação social de dadas condutas indesejáveis (e aqui há claramente uma situação a se repudiar) é muito mais eficiente do que qualquer prisão ou multa.
Toda a minha solidariedade, camarada Lenio. Arrivistas não podem ficar por menos. Esse não merecia a atenção, mas o chumbo, sim. Abraço!
http://pensador.uol.com.br/frases_para_p essoas_idiotas/
"Nunca discuta com pessoas burras, elas vão te arrastar ao nível delas e ganhar de você por terem mais experiência em serem ignorantes."
Mark Twain
"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta."
Albert Einstein
E tantas e tantas outras...
Comendador Lenio...
Como falamos aqui em cima: "quem assa carne é fogo, não fumaça".
Deixe a vida ensinar a esse baluarte fã sabedoria. Ele já conseguiu o que queria, notoriedade, uma coluna toda dedicada a ele!!!
Um "professor" (aspas necessárias) alegar que "livros são inúteis. Não são lidos. Quando lidos, não raro, não são compreendidos. Defendi uma tese contra essa cultura livresca".
"Cultura livresca". Pérola atrás de pérola.
Solidarizo com o senhor, professor Lênio. Entendo a discrição, mas gostaria de saber o nome do boi. Vai que eu compro um livro dele sem querer... ops, acho que não é possível isso ocorrer.
Para enriquecer a coletânea do Prof. Lênio de pérolas judiciais que se recusam a cumprir o novo CPC: EDcl no AgRg nos EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RESP Nº 1.483.155 - BA
Para o tal professor que disse que Alexy era desconhecido, vejam como ele, como professor de direito constitucional, não sabe do que fala. Eis alguns acordão bem recentes: gsgericht.de/SharedDocs/Entscheidungen/D E/2015/12/ls20151215_2bvl000112.html<br/ >http://www.bundesverfassungsgericht.de/ SharedDocs/Entscheidungen/DE/2011/05/rs2 0110504_2bvr236509.html
http://www.bundesverfassun
http:// www.bundesverfassungsgericht.de/SharedDo cs/Entscheidungen/EN/2011/05/rs20110504_ 2bvr236509en.html
Mais: quem disse que na Alemanha não usam livros na graduação? Parece que o tal professor que ofendeu Alexy e Streck está por fora mesmo.
As ofensas são impertinentes, por óbvio. O conteúdo supostamente vinculado na aula, por certo, assusta, para dizer o mínimo. Mas será que este é o espaço para veicular uma questão particular. Ainda que impingindo roupagem crítica acadêmica o artigo é uma resposta a uma ofensa que não foi veiculada em cadeia nacional.
Pois bem. Aguardo novas colunas, com temas interessantes e que me proporcionem engrandecimento intelectual, tal como usualmente ocorre. Outras como essa, com o devido respeito, dispenso.
Lamentável, no mínimo.
Que instituição é essa que se presta à deseducação (estragar a educação, educar mal)?
Que nível de ensino é este? Ou seria melhor: que desnível moral e técnico de ensino é este?
Que superior é esta educação que se apresenta odiosamente intolerante, discriminatória de pessoas e do conhecimento?
Sou professor. Senti-me muito mal com o fato narrado. Mas imensamente motivado para continuar meu ofício.
Tempos difíceis em que um professor tem este tipo de posicionamento. É verdadeiramente preocupante! Abraço Lênio!
Vivemos tempos onde o carimbo da Instituição no diploma vale mais do que o conteúdo, o esforço pessoal, a inspiração divina que as pessoas recebem. Sou formada pelo complexo extinto Centro Universitário da Cidade/Gama Filho e até hoje vejo olhares de soslaio em relação a isso, não importa a qualidade do profissional e enfim...
Com relação ao docente que não considera doutrina, atraiu para si mesmo a fama de "louco". Saúdo pelo desagravo aos docentes da Unisc e à própria instituição, bem como ao universo de alunos que se sentiu ultrajado por essas preconceituosas colocações e quando a você, minha admiração aumentou de maneira exponencial pela sua pessoa por saber um pouco da sua história, o que exalta ainda mais a sua importância como jurista. Abraços cariocas de outra docente "mal-formada" mas que vem fazendo a diferença no seu meio, com realizações que muitos "bem-formados" como esse louco não fazem.
Tentando responder ao questionamento do _Eduardo_ (Outro), acho que sim, ou seja, esse é também o espaço adequado para tratar da questão da ofensa. Em primeiro lugar, não se pode dizer que se trata de um assunto particular. Ofensa no Brasil é crime, e há interesse da coletividade. Por outro lado, a ofensa foi lançada não por um ato da vida privada do prof. Lenio, mas por sua militância como doutrinador na área jurídica. Em segundo lugar, infelizmente aqui no Brasil todo aquele que de alguma forma tentar doutrinar ou atuar de forma independente e científica na área do direito enfrenta pela frente "pedreira" e "pancadaria". E isso é um problema que atinge a todos, de interesse coletivo. Assim, a meu ver fez bem o prof. Lenio ao expor o caso para seus leitores e para a comunidade jurídica.
O comentarista "pj.branco" tem razão: O art. 206, da CF prevê a liberdade de ensinar, não de ofender. Além de isso envolver questões judiciais, mostra como anda o ensino jurídico no país. O professor não está apenas trazendo à lume um caso particular, mas denunciando como anda o modo como o Direito é ensinado nas Universidades. O pistoleiro deveria, no mínimo, responder processo disciplinar e pagar indenização à Unisc pelos insultos. Vergonhoso...
Estimado Professor Lênio Streck. Preliminarmente, gostaria de manifestar minha solidariedade com o Dr. e com os colegas professores da UNISC. Cuida-se de conduta lamentável a adotada pelo ofensor, que ao se valer da liberdade de cátedra, esqueceu da ética profissional, do bom senso e de ter educação. Mais lamentável ainda é a afirmação de que a doutrina (livros) não tem utilidade para o curso de direito, gostaria de saber como o colega elaborou o plano de ensino de sua disciplina? Será que lá não consta nenhuma obra? E a "tese" de doutorado, não possui citações?
Concluo do texto do articulista que ele é adepto da escola sem partido, ou eu sou o idiota ?
Sem razão o professor ofensor.
Mas, e o professor Lênio, com os livros "facilitados" e "esquematizados" da vida?
Enfim, não há vaidade que caiba.
E o professor Lênio tem razão.
Longe do Nobel, da boa educação, da humildade, enfim, de um monte de coisinhas que vão nos deixando neste "tudo isto que está aí".
O Professor "neopistoleiro", de fato, foi ofensivo. Mas concordo com alguns comentários. Essa coluna, também, mostra o tamanho do ego dos nossos "doutores". O próprio Lênio ofende e escreve de maneira agressiva sobre os professores que dão aula p/ concursos, ou escrevem livros p/ tal público, como os "esquematizados". Ou falar que determinado livro "faz mal ao cérebro" é um elogio?
Em resumo, o "neopistoleiro" foi agressivo, e se realmente não utiliza nenhum livro em sua aula, isso é preocupante. Apesar de eu imaginar que ele tente ensinar aos seus alunos o que, na realidade, infelizmente, ocorre na prática jurídica. Talvez ele pense, "do que adiante obriga-los a ler todos esses livros se nada disso é aplicado ou seguido?".
Mas fora isso, a coluna apenas demonstra o enorme Ego do Lênio. Igual ao resto da academia brasileira.
E como bem observado em outro comentário. Leia com atenção a coluna, e é possível imaginar que o Lênio Streck defende o projeto de lei da escola sem partido. O que é irônico, pois o prof. Lênio já se manifestou contra o projeto de lei, como toda a Esquerda brasileira, pela qual ele faz parte.
Quando é ensinado algo que não lhe agrade não existe a liberdade de cátedra e os outros argumentos utilizados pelos críticos do projeto de lei. Curioso, pois não?
Professor, o senhor é a prova de balas!
Deixe esses neopistoleiros para lá, que eles se matarão sozinhos.
1 Abraço.
Solidarizo-me com o articulista. Professorzinho da federal se acha a última bolacha do pacote. Tempos 'temerosos'.
Li ataques ao articulista, completamente descabidos diante do artigo.
Um PROFESSOR, de universidade (ou seja, que está formando nossos jovens) tem uma postura completamente chocante, irreal para um professor, e algumas análises são sobre o comportamento do articulista.
Um "cara" que não acredita em currículum, não acredita em livros, não acredita em educação e não acredita em ofensas (contanto que seja ele o ofensor). Uma piada completa mas muito sem graça!
Não é à toda que somos esta nulidade científica/de conhecimento, mas cheio de "Çabios".Aqui, quando não se gosta de alguém, deixa-se de lado a mensagem para matar o mensageiro.
Lendo os comentários, constata-se que os poucos que criticam o professor Streck são dois membros do Ministério Público (ou seria Ministério Privado)? Muito estranho que dois promotores, só por não gostarem do articulista, cheguem às raias da apologia ao crime. Pois se eles acham que injuriar alguém é uma coisa normal e que a culpa é da vítima, o que esperar da atuação de dois membros do parquet desse naipe? Nas suas comarcas eles denunciam qualquer coisa, ao que sei. Passam o rodo. Mas, no caso relatado pela vitima (que é o articulista), eles dão razão ao agressor. E para isso ganham auxilio moradia. É um mistério isso.
O que seria de um aluno em professor, e o que seria de um advogado se baseando somente em julgados e esquecendo de anos de estudos dos que nos antecederam, o que seria de nós sem nossos doutrinadores? na verdade penso que estaríamos crescendo que nem cola (rabo) de cavalo somente para baixo, e não conseguindo nem um conhecimento, pelo contrário, estaríamos prestando um desserviço para com nossa sociedade o que o pistoleiro sorrateiro ao meu entender está fazendo para com seus coitados alunos...
Lendo a calibrada e bem articulada resposta ao professor-neopistoleiro, fico a matutar sobre as causas do atual "nível de idiotização" do mercado de trabalho. Qual a explicação por trás dos absurdos que a gente vê ocorrer todo dia no quotidiano jurídico?
Quando lembro hoje de trechos completos de algumas das memoráveis aulas da Faculdade de Direito da UFRGS, nos anos 80, penso na influência e poder de um professor na sagrada sala de aula. E me compadeço com os alunos do mestre-pistoleiro que chama colega de idiota e ensina que não se deve ler livros (anoto que sou da pequena-quota-de-alunos-pobres que, por esforço próprio, galgou vaga em universidade pública, na lógica corretamente referida de que universidade pública, no Brasil, é para ricos).
E me pergunto: o que estarão fazendo os que hoje são "educados" com tais sandices do professor-fanfarrão, daqui a 15, 20, 30 anos? Como atuarão no mercado de trabalho jurídico (se é que lá estarão)? Qual será sua contribuição civilizatória através do Direito?
Se seguirem seu atual mestre, não terão lido nada, nem escrito -logicamente- coisa alguma. Serão, talvez, especialistas em argumentação "ad hominem"? Estarão, chamando colegas de idiotas para "esquentar" as ideias próprias?
Me parece que a melhor contribuição que o tal professor de língua solta que-odeia-livros deixa hoje para as ciências jurídicas é a bela pista sobre onde está uma das matrizes certas da idiotização crescente que infesta as carreiras do Direito e contamina o mercado de trabalho jurídico.
E, já hoje, quando nos depararmos com uma decisão judicial ativista que rasga a lei, a doutrina e o bom senso, indaguemos, pois: o que terá dito em aula o mestre-criador desta criatura?
Sala de aula é lugar sagrado. Ali, moldam-se mentes e caráter.
O problema, não sei se do brasileiro ou da humanidade moderna em geral, é de vaidade. O debate de divergências, principalmente nas redes sociais, geralmente está acompanhado de ofensas pessoais. Aqui, nesse caso, o foco da discussão é o "idiota". Valoriza-se o ruído, mas, o fino som fica em segundo plano.
Sempre eles, professores e filósofos das federais, se achando os gênios da humanidade brasileira, doutrinadores e preguiçosos. MUITO BOM O SEU ARTIGO, demonstrando a sua sensatez. Parabens.
Simples assim, me parece mais que uma briga de "egos" entre os (doutores)
Dr. Lênio,
Há maneiras e maneiras de chamar alguém de idiota.
O senhor, por exemplo, o faz com total elegância e maestria: todas as sextas-feiras eu me sinto um perfeito idiota ao ler seus artigos. Contudo, nunca deixo de lê-los. O que me torna certamente um idiota-beleza, mas em busca da recuperação.
Quanto a seu artigo de hoje, o senhor dispensou excessiva importância à desprezível verborragia de um zero-à-esquerda.
Em nossa sociedade membros da política, cultura, economia, da universidade e da justiça não hesitam na indicação de seus títulos, especializações, mestrados, doutorados, pós - doutorados na Internet, e apontam, até mesmo, lições a Jesus Cristo. Mas, como disse o jornalista J. R. Guzzo, "Eles não informam o que aprenderam. Sem isso, o que se tem é zero mais zero. No papel o sujeito é um crânio, e se comporta com aquela arrogância que só a falta de mérito pode comprar - mas na hora de mostrar o que realmente sabe, apresenta um diploma em vez de uma resposta".
Agora, uma pequena estória (sem o h): Certa vez um astronauta, com doutorados em Física e Matemática estava em um pequeno barco com algumas pessoas, conduzido por um sujeito simplório. E o Doutor não hesitava em contar as suas façanhas, entre as quais, aquela que impediu o foguete, em viagem ao planeta Júpiter, de explosão. Repentinamente foi informado por um dos passageiros que o barco estava com problema, e a água o invadia. Ficou apavorado, pois não sabia nadar. Eis que, aparece o sujeito simplório e lhe diz: " - Doutor, não fui a Júpiter e não tenho o conhecimento do senhor. Mas sei nadar" .E pulou fora do barco.
Conclusão: ao gosto de cada um.
A humanidade e principalmente a seara jurista perde-se na fogueira das vaidades, uma discussão em não levará a lugar algum.
Se serve de consolo, Bertrand Russell foi preso e também proibido de lecionar no City College em Nova Iorque, por detratores do mesmo naipe que seu neopistoleiro.
A propósito, parabenizo-o pela resposta elegante e não esperaria nada menos do senhor.
PS: Hitler era um que preferia queimar livros...
Como um professor diz que doutrina não vale nada? Qual curso de Direito ele fez???? Estou pasma e cada vez mais decepcionada com o rumo que os professores estão tomando. Sou aluna de Direito e um professor certa vez me chamou de Hitler na sala de aula, apenas por divergimos de opiniões. Agora, falar que livro não tem utilidade, foi demais. Sinto muito por tal professor.
É isso aí mesmo, Professor Hermogenes. Agora fiquei sabendo que o senhor já foi investigar o que venho fazendo na Promotoria de Justiça em que trabalho.
Então quer dizer que eu "passo o rodo"?
Como eu sei que a crítica é ao cargo, e não a mim, fico mais tranquilo de não ser fiscalizado pelo senhor.
Quanto aos auxílios, o CNMP está aí mesmo para combater eventuais ilegalidades que sua senhoria esteja disposto a informar.
Os verdadeiros idiotas não se convencem de seus limites. Pensam que quebrar paradigmas é o mesmo que atropelar tudo o que está pacificamente aceito pela ciência. Não tem ciência ou consciência de que contrariam o senso comum, o bom senso, a lógica e, principalmente, a ética. Geralmente não mudam de ideia pois não conseguem navegar além do estreito horizonte de suas limitações ribonucleicas. Segundo a psiquiatria, se tal conduta for predominante e não for superada, devem ser tratados com toda a comiseração devida às criaturas insanas pois, dependendo do grau de intensidade, correm o risco de “implodir” seus próprios neurônios... Cabe aqui recordar o aforisma: Advocati temperent se ab iniuria. É dever não só dos advogados, pois cabe a todos se abster de injuriar a quem quer que seja. Injúrias entre professores são ainda mais graves. Ademais, a conduta ética dos professores deve ser exemplar, pois exerce influência marcante sobre os alunos. Para quem se interessar, recomendo a leitura do artigo “A conduta Ética do Professor (...)” que se encontra disponível no portal: http://www.slideshare.net/FernandaGerman o1/conduta-tica-do-professor-com-base-na -pedagogia-da-autonomia-de-paulo-freire
Que perda de tempo a coluna dessa semana, feita sob medida para preencher o buraco no ego ferido do articulista.
Aliás, o articulista, que se compara a um velho pistoleiro, foi muito covarde e hipócrita no seu revide contra oneopistoleiro desmiolado. Sim, covarde porque usa a sua famosa coluna na internet para espezinhar e humilhar seu oponente, que só dispõe do palco de uma sala de aula e do gravador de um streckiano infiltrado. Onde fica a paridade de armas? Hipócrita, porque o articulista semanalmente agride, menospreza e trata como idiota aqueles que não pensam como ele. Bingo!
Vi uma resposta aí que lamento.
Pois combina com a arrogância (bem)descrita pelo comentarista Philosophiae Doctor (Outros).
E outra coisa.
Como cidadão, lamento viver em país pobre, cheio de mazelas, onde alguns servidores acham que a nação deve algo a eles por terem passado em concurso.
Fui concursado e fiz o meu trabalho por vocação. Jamais achei que o país me devia algo. Talvez um obrigado quando eu voava para lugares difíceis de pousar, onde muita técnica e perícia me eram exigidas, em aviões militares, para levar auxílio a pessoas que dependiam deste tipo de missão para sobreviver e ter o mínimo, tanto em auxílios médicos, como acesso a produtos de higiene, e mesmo comida.
E obtive isto daquelas pessoas. Gratidão.E bastava.
Agora a moda são os auxílios-tudo, para que alguns se sintam bem cumprindo suas tarefas.
Jamais acharei, tendo conhecido de perto a miséria do povo, que isto é normal.
Um dia algum legislador irá mudar.Ou a sociedade irá aprender a combater todo tipo de abuso, feito em seu nome, para privilégio de alguns.
Eu trabalhei num caso que um simples palavrão (e proferido em ambiente privado) deu início a primeira fase da Lei 9.099/95 (art. 72 e seguintes), com a designação da audiência preliminar.
Isso mostra como a Lei 9.099/95, ao contrário do que a primeira impressão pode sugerir, é fruto do movimento law and order.
E não se trata de uma pretensão de universalizar a experiência de um caso, pois, como explica André Nascimento:
“Curioso notar que a lei dos juizados especiais criminais anulou uma das reações não-criminalizantes do sistema penal, que, na dicção de Garland, era a restrição da criminalização, ao ressuscitar um conjunto de conflitos que o próprio gigantismo do sistema penal cuidava de resolver pela inércia. Alexandre Wunderlich diz que ‘com o advento da Lei uma série de tipos sem qualquer dignidade penal, e que poderia ser descriminalizados, acabaram revigorados. Contravenções que estavam desaparecidas hoje engordam as prateleiras forenses’ (cf. A vítima no processo penal: impressões sobre o fracasso da Lei 9.099/95, in RBCrim, São Paulo, ed. RT, 2007, nº 47, p. 250), e cita um estudo de Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo para ilustrar sua conclusão: ‘nos anos de 1994 e 1995 foram distribuídos para as Varas Criminais Comuns em torno de 6.000 processos por ano; em 1996 o número de processo distribuídos salta para 54.687, baixando para 37.608 processos no ano de 1997’ (op. cit., p. 251)”. (ANDRÉ, Nascimento. Apresentação à Edição Brasileira. In: GARLAND, David. A Cultura do Controle: crime e ordem social na sociedade contemporânea. RJ: Revan, 2008, p. 22).
Em suma: como mostram as pesquisas, a Lei 9.099/95 ressuscitou a Lei das Contravenções Penais e alguns crimes, levando os braços do sistema penal para lugares já esquecidos.
Não se pode criticar um Deus, mas se pode caçoar a quem se referiu como o "mestre dos mestres", a quem se chamou "Einstein da academia"??
Professor em sua cátedra tem liberdade de pensamento e não passa pela censura narcisista, nem mesmo de pós doutores que só fazem desfilar suas vaidades intelectuais (boa parte delas inútil mesmo porque não resolvem nada de concreto).
É muita brasileirice mesmo..
Não se pode criticar um Deus, mas se pode caçoar a quem se referiu como o "mestre dos mestres", a quem se chamou "Einstein da academia"??
Professor em sua cátedra tem liberdade de pensamento e não passa pela censura narcisista, nem mesmo de pós doutores que só fazem desfilar suas vaidades intelectuais (boa parte delas inútil mesmo porque não resolvem nada de concreto).
É muita brasileirice mesmo..
“Deve-se filosofar ou não se deve filosofar; mas para decidir não filosofar é também sempre necessário filosofar; assim, pois, em qualquer caso, filosofar é necessário” (Aristóteles).
Parafraseando, até para afirmar que a doutrina não é necessária é preciso doutrinar, pois não há compreensão ex nihilo.
Prezado Docente-jurista, em atenção ao assunto em tela, lido esta manhã e antes de me dirigir ao trabalho, compartilho de suas observações e diante da bíblia católica sugiro leitura no livro Provérbios, 19 - 08 e 11.
Sds
p.s.: continuo crendo na docência
"Por isso, não é qualquer “nécio” que pode se meter a escrever um livro sobre direito pretendendo ensinar aos outros aquilo que nem ele sabe..."
Palavras suas da coluna de 26 de abril de 2012. abr-26/senso-incomum-prova-qualquer-tese -direito
http://www.conjur.com.br/2012-
"Por isso, não é qualquer “nécio” que pode se meter a escrever um livro sobre direito pretendendo ensinar aos outros aquilo que nem ele sabe..."
Palavras suas da coluna de 26 de abril de 2012. abr-26/senso-incomum-prova-qualquer-tese -direito
http://www.conjur.com.br/2012-
Partindo da premissa assentada, quantos processos serão movido contra o Hermógenes, o duplo do colunista? Quanto a mim, eles assestou, magoado com minhas observações filosóficas, epítetos pejorativos como: Chupim, comprimido de melhoral, 'jenio', 'professor' (expressões entre as aspas com claro intento de agressão) etc... o rosário é grande. Realmente, serão muitas as reconvenções ou os pedidos contrapostos. Lamentável a introdução de uma espécie de panóptico acadêmico: ouvir sem ser visto com o objetivo de neutralizar qualquer crítica. Ademais, existe crítica fundada e com base em leitura.
A coluna-reposta do articulista não parece consentânea com o que ele sugere amiúde. Considerá-la-ia antirrepublicana, no mínimo, haja vista ter se aproveitado de um (privilegiado) espaço de ensejo à cultura jurídica para "dar o troco" num desafeto. Uma lástima, deveras, especialmente porque não é coerente com o "romance-em-cadeia" de colunas que o estimado professor tem escrito nesses anos de Conjur.
Que tempos melhores venham.
Posso estar enganado, mas que afirma que esta coluna é apenas uma vingança por um ego ferido talvez não tenha se atentado ao substrato conceitual mais relevante...
Curioso também é que muitos comentários não passam de ofensas disparadas de todos os lados (pistoleiros, neopistoleiros etc). A discussão de ideias com o mínimo de respeito parecer, novamente pode ser engano meu, ter espaço na "internet".
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