Corrida de carrinhos de brinquedo agora é assunto do Ministério Público. Um anúncio de carrinhos que estimula as crianças a desenharem pistas para brincar, fazendo corridas e desafios, como ultrapassar obstáculos na pista ou derrapar por mais tempo foi motivo para a instauração de um inquérito civil pelo MP do Rio de Janeiro.
“O primeiro passo é criar uma pista radical para desafiar seus amigos. Obstáculos, armadilhas, vale tudo. Quem acelerar fundo e chegar primeiro fica com todos os carrinhos”, diz a propaganda. A ideia é que quem ganhar fique com o carrinho do perdedor, como nas brincadeiras de “bafo”, onde as crianças apostam as figurinhas repetidas de seus álbuns da Copa do Mundo ou de desenhos animados.

123RF
A campanha é de 2012, mas foi em março deste ano que o MP-RJ abriu uma investigação para apurar se a Mattel, que produz os carrinhos Hot Wheels, incentiva as crianças a desrespeitarem regras de trânsito. Além disso, o órgão apura se a propaganda apresenta “distorção de valores, estímulo ao consumismo e à agressividade”.
A denúncia partiu de uma entidade que combate a publicidade voltada para o público infantil, o Instituto Alana. A organização levou o caso primeiro ao Procon de Londrina (PR), que encaminhou a questão para a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacom).
O Ministério da Justiça encomendou um parecer da psicóloga Roseli Goffman, do Conselho Federal de Psicologia. Segundo ela, “não há como descartar a possibilidade da banalização da violência no comportamento de crianças, por meio da atividade do jogo eletrônico e acesso a páginas da internet (…). Em se tratando da influência no comportamento de crianças com sugestões quanto a decisões e escolhas, não há como justificar a intolerância de qualquer natureza”.
A Mattel, por sua vez, sustentou que a campanha “foi plenamente condizente com os padrões publicitários infantis e em nenhum momento incentivou as crianças a adotarem comportamentos antiéticos ou amorais”.
Sem mais quaisquer procedimentos no Procon sobre o caso, a Senacom, em março de 2016, instaurou um processo administrativo. No mesmo mês, cerca de quatro anos depois de a campanha ir ao ar, o MP-RJ, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Infância e da Juventude da capital fluminense, decidiu abrir um inquérito civil para investigar a prática de publicidade abusiva.
A campanha sequer está no passando na TV ou no canal da Mattel no YouTube, como explica o próprio Instituto Alana, que aproveitou a abertura do inquérito para desfiar mais acusações contra a empresa, que, segundo a entidade, usa anúncios que traduzem “explicitamente a intenção de que esses brinquedos [carrinhos] sejam colecionados” e misturam “fantasia e realidade”.
Assista algumas das propagandas alvo de investigação:
O que dizer da permissão para fabricar e vender veículos com tantos cavalos de potência e anunciá-los de tal modo que a mensagem subliminar é um verdadeiro convite para pisar fundo no acelerador?
Sim. Pois se não há uma estrada no País em que se possa desenvolver velocidade acima de 120 km/h, e no perímetro urbano não se admite velocidade superior a 70 km/h (em São Paulo, a indústria da multa de trânsito como meio de arrecadação, reduziu a velocidade limite para 50 km/h e a sede de arrecadação é tal que estão multando por estacionamento irregular às 23:40 h quando a pessoa para em frente a uma loja que só vai abrir às 8:00 h e fecha às 19:00 h, em via que não apresenta movimentação no horário noturno), então, por que permitir a fabricação e a propaganda de veículos com apelo na potência do motor?
Somos permanentemente acossados e provocados a descumprir as regras, como se Satanás não parasse de nos atentar para sermos desobedientes a fim de cumprir o pacto que firmou com os que nos governam e permitir-lhes maior arrecadação, e, assim, que sejamos roubados com mais facilidade e, o que é pior, com o nosso concurso e aquiescência.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
O público-alvo é a criança que nem sequer sabe ainda o que significa "trânsito". Posteriormente elas aprenderão o que é e automaticamente vão desconsiderar o que viram.
Seria de bom tom se observassem as peças publicitárias que incentivam o alcoolismo, a automedicação, a má alimentação...
Quando a sociedade irá acordar????
O que há conosco?
É nosso dinheiro!Nosso!Com o dinheiro do contribuinte se faz muita coisa neste país que não cansa de tantos gastos desnecessários.
Tive pistas de carrinho quando criança.Era de uma marca chamada MatchBox.
Brinquei muito, tive infância e fui bem educado.Aprendi a diferenciar brincadeiras infantis da responsabilidade de adulto.
Além de ter aprendido a ficar de olho sempre que há tentativa estatal de tutelar minhas escolhas. Quando há tentativa de tornar o simples ilegal para confundir o cidadão e este passar a achar que "outros" sempre sabem mais sobre ele(e do que ele), o que é melhor para sua vida, e que "irão cuidar" para que , este pobre coitado, viva melhor sendo tutelado por terceiros.
Já sabemos, através da História, como tais aventuras terminam se não são contidas logo de início.
Que a sociedade não demore a acordar.
E que no Brasil as pessoas aprendam a não se calar; aprendam que o contribuinte deve ser respeitado e não tutelado.
“Quem nos salva da bondade dos bons?” (Agostinho Ramalho Marques Neto).
- Aristóteles, seguindo os preconceitos de sua época, afirmou que a mulher é inferior ao homem, porque possui menos razão. Aristóteles também afirmou que há homens que são escravos “por natureza”.
- Kant afirmou que a relação sexual é algo degradante de nossa humanidade, que a masturbação é um crime mais sério que o suicídio, que mentir, mesmo que para salvar a vida de uma pessoa inocente, é sempre errado.
- Disse Nietzsche: “quando for ver sua mulher, leve o chicote”.
- E disse Schopenhauer: “as mulheres são infantis, bobas e de curto alcance... uma espécie intermediária entre a criança e o homem, o qual é uma pessoa propriamente dita”.
- Heidegger era notoriamente nazista, e Carl Schmitt também.
- Etc.
Continuar assim, talvez até tentem acabar com os cursos de filosofia.
Cada vez que vejo noticias absurdas como essa e opiniões defendendo esses tipos de medidas vou me convencendo mais que muitas pessoas caminham para uma espécie de servidão voluntária.
Onde só poderão ser consumidos os produtos que o Estado (leia-se, políticos) entende que sejam bons para a população, só poderão ser utilizadas roupas que o Estado (leia-se, políticos) considere, só poderão ser consumidos alimentos que o Estado (leia-se, políticos) entenderem que façam bem à população.
É uma situação realmente preocupante, especialmente quando existe a possibilidade de uma parcela da sociedade impor isso a outra parcela que acha esse tipo de medida totalmente absurdo.
Este é mais um problema grave. Dá-se atenção demais a estas ONGs. Tal reclamação não era sequer para ter sido aceita quanto mais para gastar tempo e recursos públicos com tamanha aberração. Um inaceitável desperdício!
Quem protegerá nossas crianças? Pelos comentários anteriores todos aprovam os "rachas"! Claro! Filhinhos do papai...
Chegaremos ao dia em que o pai será multado se o filho assistir um filme de terror, pois criaria um trauma na criança
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