Janot atribui vazamentos à OAS e suspende negociação de delação

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, suspendeu as negociações dos acordos de delação premiada de executivos da empreiteira OAS devido à disseminação de informações prestadas no pré-acordo, conforme informa o jornal O Globo. Janot atribui os vazamentos a Léo Pinheiro, ex-presidente da empresa.  

Para a PGR, os executivos quebraram a cláusula da confidencialidade ao delatar supostas irregularidades do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli. As acusações foram capa da revista Veja, e geraram repercussão do meio jurídico. Na visão de Janot, a divulgação desse dado teria o objetivo de forçar a procuradoria a aceitar o acordo de delação de forma mais favorável aos investigados.

Conforme O Globo, nenhum executivo da OAS mencionou o nome de Toffoli ou de qualquer outro ministro do STF nas tratativas iniciais do compromisso de colaboração. Em uma das mensagens do celular de Pinheiro, há menção a uma obra na casa de um integrante do Supremo, mas sem indicação de qualquer crime.

Essa é a primeira vez que a PGR suspende as negociações de um acordo de delação desde o início da operação “lava jato”, em março de 2014. Léo Pinheiro já foi condenado a mais de 16 anos de prisão por envolvimento em um esquema de corrupção na Petrobras.

Procurada pela ConJur, a PGR afirmou que não comenta acordos de delação que não estejam homologados ou que estejam em sigilo.

Gabriel da Silva Merlin disse:
22 de agosto de 2016 às 12:40

Esse aí devia só estar esperando um mínimo motivo pra matar essa delação, agora ele conseguiu o que queria.

Ainda bem que a odebrecht não está na mão do STF e da PGR, senão seria marmelada na certa.

Joao Sergio Leal Pereira disse:
22 de agosto de 2016 às 12:59

Digna de aplausos é a decisão da Procuradoria Geral da República. Prevaleceu a sensatez diante da tentativa frustada de confundir e constranger as instituições brasileiras envolvidas na apuração da corrupção. Parabéns!

JTN disse:
22 de agosto de 2016 às 14:57

A não homologação das referidas Denuncias certamente irão beneficiar muita gente. Quem serão os beneficiados? E do que serão beneficiados?

Bruno Kussler Marques disse:
22 de agosto de 2016 às 15:07

Seria irônico descobrir que, mais pra frente, esses vazamentos tiveram origem no próprio MP.

BASILIO disse:
22 de agosto de 2016 às 15:14

Quem será que ganha a medalha de ouro em vazamentos?

Façam suas apostas...

Observador.. disse:
22 de agosto de 2016 às 16:32

As pessoas precisam ler mais à respeito.

Valdecir Trindade disse:
22 de agosto de 2016 às 20:18

Caro Procurador Geral da República Dr. Rodrigo Janot, com o devido respeito, entendo ser precipitada a conclusão de Vossa Excelência de que o vazamento da proposta de colaboração premiada tenha originado do Sr. Leo Pinheiro. Afirmação dessa natureza deveria ser precedida por investigação exaustiva e não como está a ocorrer. Reiterando meus respeitos, creio que seu ato se assemelha ao do Ex-Ministro da Justiça, Aragão, que disse que em sentindo fumaça de algum vazamento simplesmente destituiria a equipe de investigação. Que diferença há no ato de suspender o processo de colaboração com a afirmação do ex-ministro? Não há. E se o vazamento tiver origem no MPF? Tudo é possível. E mais, quem perde com a suspensão desse processo? Sem dúvida a nação. Portanto eminente Procurador Geral, não faça como o marido traído que jogou fora o sofá onde ocorreu o adultério, preservando a adúltera. Em nome dos mais altos interesses nacionais, determine o prosseguimento do processo. E, simultaneamente instaure sindicância para apurar a autoria do vazamento. É minha solicitação como brasileiro interessado em ver meu país passado a limpo.

Pek Cop disse:
23 de agosto de 2016 às 07:20

Esta claro que é mais uma manobra suja do parcial membro do M.P., o Janot já deveria ser substituído a muito tempo, seria bom para a honra do Ministério Público e para a saúde da nação!!!!

VitorHugo0001 disse:
23 de agosto de 2016 às 10:28

"o Janot já deveria ser substituído HÁ muito tempo"

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