O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, suspendeu as negociações dos acordos de delação premiada de executivos da empreiteira OAS devido à disseminação de informações prestadas no pré-acordo, conforme informa o jornal O Globo. Janot atribui os vazamentos a Léo Pinheiro, ex-presidente da empresa.
Para a PGR, os executivos quebraram a cláusula da confidencialidade ao delatar supostas irregularidades do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli. As acusações foram capa da revista Veja, e geraram repercussão do meio jurídico. Na visão de Janot, a divulgação desse dado teria o objetivo de forçar a procuradoria a aceitar o acordo de delação de forma mais favorável aos investigados.
Conforme O Globo, nenhum executivo da OAS mencionou o nome de Toffoli ou de qualquer outro ministro do STF nas tratativas iniciais do compromisso de colaboração. Em uma das mensagens do celular de Pinheiro, há menção a uma obra na casa de um integrante do Supremo, mas sem indicação de qualquer crime.
Essa é a primeira vez que a PGR suspende as negociações de um acordo de delação desde o início da operação “lava jato”, em março de 2014. Léo Pinheiro já foi condenado a mais de 16 anos de prisão por envolvimento em um esquema de corrupção na Petrobras.
Procurada pela ConJur, a PGR afirmou que não comenta acordos de delação que não estejam homologados ou que estejam em sigilo.


Esse aí devia só estar esperando um mínimo motivo pra matar essa delação, agora ele conseguiu o que queria.
Ainda bem que a odebrecht não está na mão do STF e da PGR, senão seria marmelada na certa.
Digna de aplausos é a decisão da Procuradoria Geral da República. Prevaleceu a sensatez diante da tentativa frustada de confundir e constranger as instituições brasileiras envolvidas na apuração da corrupção. Parabéns!
A não homologação das referidas Denuncias certamente irão beneficiar muita gente. Quem serão os beneficiados? E do que serão beneficiados?
Seria irônico descobrir que, mais pra frente, esses vazamentos tiveram origem no próprio MP.
Quem será que ganha a medalha de ouro em vazamentos?
Façam suas apostas...
As pessoas precisam ler mais à respeito.
Caro Procurador Geral da República Dr. Rodrigo Janot, com o devido respeito, entendo ser precipitada a conclusão de Vossa Excelência de que o vazamento da proposta de colaboração premiada tenha originado do Sr. Leo Pinheiro. Afirmação dessa natureza deveria ser precedida por investigação exaustiva e não como está a ocorrer. Reiterando meus respeitos, creio que seu ato se assemelha ao do Ex-Ministro da Justiça, Aragão, que disse que em sentindo fumaça de algum vazamento simplesmente destituiria a equipe de investigação. Que diferença há no ato de suspender o processo de colaboração com a afirmação do ex-ministro? Não há. E se o vazamento tiver origem no MPF? Tudo é possível. E mais, quem perde com a suspensão desse processo? Sem dúvida a nação. Portanto eminente Procurador Geral, não faça como o marido traído que jogou fora o sofá onde ocorreu o adultério, preservando a adúltera. Em nome dos mais altos interesses nacionais, determine o prosseguimento do processo. E, simultaneamente instaure sindicância para apurar a autoria do vazamento. É minha solicitação como brasileiro interessado em ver meu país passado a limpo.
Esta claro que é mais uma manobra suja do parcial membro do M.P., o Janot já deveria ser substituído a muito tempo, seria bom para a honra do Ministério Público e para a saúde da nação!!!!
"o Janot já deveria ser substituído HÁ muito tempo"
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