Seis nomes aparecem na disputa pela Advocacia-Geral da União

O procurador do Banco Central Lademir Gomes da Rocha e os procuradores federais Galdino José Dias Filho e Carlos Marden Cabral Coutinho foram os eleitos em votação organizada pela União dos Advogados Públicos Federais do Brasil (Unafe) para disputar a vaga de advogado-geral da União. Os três integram a lista tríplice que será apresentada à Presidência da República nos próximos dias.

O nome dos eleitos foi divulgado nesta sexta-feira (26/2), mas a eleição ocorreu entre os dias 15 e 25 de fevereiro. O pleito não tem valor formal, pois trata-se de iniciativa da Unafe. Quem acompanha a disputa, aponta que os mais cotados para assumir a vaga são Beto Vasconcelos, secretário nacional de Justiça, Jorge Messias, subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil da Presidência da República, e Flavio Crocce Caetano, que foi advogado da campanha de Dilma Rousseff.

Junto com o anúncio, os advogados da Unafe mandaram um recado para Dilma Rousseff, dizendo que não aceitarão um nome que não esteja na lista tríplice ou que possua algum comprometimento partidário.

Segundo o diretor-geral da Unafe, Roberto Mota, a entidade defende que a atuação da Advocacia-Geral da União seja rigidamente pautada pelos princípios republicanos e democráticos. “A opção por um dos nomes representará um imenso avanço para a AGU, para a Presidência da República e para o país, uma vez que equilibrará a legitimidade do novo AGU, respaldado por seus pares”, diz.

Clique aqui para conhecer o perfil dos candidatos eleitos na lista tríplice.

analucia disse:
26 de fevereiro de 2016 às 20:57

é cada uma..... em breve vão querer fiscalizar a Presidente da República e processar, tudo em nome da "autonomia"... estamos privatizando o Estado para sindicatos de servidores públicos.... um absurdo

Ricardo LSQ disse:
26 de fevereiro de 2016 às 22:01

Sra analucia (bacharel-família), você conhece a Constituição Federal? Você já ouviu falar em "Funções Essenciais à Justiça" (título iv, cap iv da CF)? Você conhece o artigo 131 e seguintes da Carta Política? Você sabia que a Advocacia Geral da União é uma instituição de Estado que representa em juízo OS TRÊS PODERES DA REPÚBLICA? Você sabe a diferença entre advocacia de Estado e advocacia de governo?

Lademir Gomes da Rocha disse:
26 de fevereiro de 2016 às 23:29

A crítica feita pela Dra. Ana Luísa subestima o papel do advogado. Como advogada de família, cabe a ela, por exemplo, desaconselhar seus clientes a desviar patrimônio com o intuito de fraudar o regime de bens ou livrar-se de pagar pensão alimentícia. Na advocacia de Estado a autonomia é ainda mais necessária, pois o político ou autoridade eleita não é dona dos recursos que administra. Um pouco mais de estudo sobre o tema evitaria que ela cometesse o erro primário de confundir a participação do advogado público nos destinos da AGU com patrimonialismo ou privatização do Estado. A corrupção é filha do descontrole e da impunidade.

AMIR disse:
27 de fevereiro de 2016 às 13:00

Pelo que foi divulgado pelos sindicatos, pouco mais de mil servidores, num universo de 7 mil integrantes, votaram nessa tal lista sêxtupla. Portanto, somente 15% da categoria se manifestou. A imprensa deveria se precaver ao divulgar resultado, pois a vontade de mais de 80% dos advogados foi ficar de fora dessa discussão

AMIR disse:
27 de fevereiro de 2016 às 13:00

Pelo que foi divulgado pelos sindicatos, pouco mais de mil servidores, num universo de 7 mil integrantes, votaram nessa tal lista sêxtupla. Portanto, somente 15% da categoria se manifestou. A imprensa deveria se precaver ao divulgar resultado, pois a vontade de mais de 80% dos advogados foi ficar de fora dessa discussão

jose a.p. barbosa disse:
29 de fevereiro de 2016 às 08:52

São tantos pedidos de autonomia que, daqui a pouco, o presidente não vai passar de um estafeta. Por que esse pessoal não se candidata ao Executivo? Democracia não é isso.

Antonio Carlos Kersting Roque disse:
29 de fevereiro de 2016 às 10:55

Pior, é ficar o cargo na mão de petralhas, estes servindo de advogados públicos/privados para a senhora Dilma Rousseff e seus sectarios.

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