Técio Lins e Silva rebate críticas de procurador a advocacia

O advogado Técio Lins e Silva, um dos signatários do manifesto de advogados contra a condução da “lava jato”, rebateu a crítica do procurador da República Deltan Dellagnol de que a carta viola o princípio mais básico do direito de defesa, que é não fazer acusação genérica, afirmando que o coordenador da operação não tem moral para atacar os defensores.

“Ele não tem autoridade para fazer qualquer criticar à advocacia. Ele vai a igrejas evangélicas pregar sobre a 'lava jato', vai ao Congresso pedir alteração na lei. Confunde militância política com a função pública de procurador, que tem de respeitar o acusado. Ele não tem autoridade nenhuma, zero”, afirmou o criminalista ao jornal Folha de S.Paulo.

Além disso, Lins e Silva, que foi um dos mais atuantes advogados de presos políticos durante a ditadura militar, avaliou que a operação é mais autoritária do que os processos conduzidos na época do regime militar (1964-1985): “Estou falando de uma arbitrariedade como nunca se viu no Brasil”. Para ele, o fato de o juiz federal Sergio Moro atuar em quase todos os processos do caso viola o princípio do processo democrático constitucional.

Confrontado com uma conta da força-tarefa da “lava jato” de que, dos mais de 300 recursos já interpostos contra decisões de Sergio Moro, apenas pouco mais de uma dezena obteve sucesso, o advogado manifestou confiança nos julgamentos do Supremo Tribunal Federal, explicando que muitas vezes os ministros negam a liminar, mas deferem o pedido no mérito. 

LuizPCarlos disse:
16 de janeiro de 2016 às 13:51

FORJARAM MINHA ASSINATURA DIZ DIPP...

É a força do abito, foi assim nas ultimas constituintes, é assim nas MP encomendadas, é assim nas lei promulgadas nos últimos 40 anos, é assim que essa camarilha se acostumou, que esse Judiciário PODRE deu permissão, que esse Ministério Publico omisso acostumou essa bandidagem. Eu acho é bom que tenha acontecido isso. E logo logo outras assinaturas forjadas vão aparecer, e o MP não vai tomar providencias, e o judiciário vai engavetar como de costume.

hammer eduardo disse:
16 de janeiro de 2016 às 14:37

O outrora famoso advogado apenas bota colarinho num chopp sem pressão. Como esta esquecido ultimamente , aproveita para criar um ligeiro barraco e tentar voltar a mídia , certamente será uma breve passagem. Comparar o brilhante trabalho de Curitiba com a " redentora de 64", mostra sem sombra de duvida que os polpudos honorarios que esta recebendo dos enrolados da vez embaralharam a sua noção do ridículo. No Brasil temos alguns Advogados brilhantes porem outros se vendem ao vil metal em troca de fugazes minutos no picadeiro da justiça de aluguel. Sugiro ao notório brizolista de carteirinha que retorne para as sombras de um passado que não volta mais. Viva Curitiba e seu núcleo de Justiça que de repente pode ajudar o Brasil a deixar de ser o atual lupanar.

Valdecir Trindade disse:
16 de janeiro de 2016 às 15:01

Entendo que o exercício do pleno direito de defesa seja um imperativo do Estado Democrático de Direito, eis que o direito de defesa opera como "conditio sine qua non" para a legitimidade de uma sentença. Contudo, faz-se mister que tal direito não seja tratado como uma panaceia, um samba dom crioulo doido. Lamentavelmente é o que estamos presenciando com esses manifestos de advogados acusando de forma genérica a condução da Operação Lava Jato. Vejo essas manifestações públicas como atos políticos com escopo de desacreditar essa grande cruzada objetivando desbaratar essa quadrilha que se apossou dos bens do Estado em detrimento do povo. Inaceitável. Querem atacar? Indiquem nomes, fatos e atos, e o façam perante as instâncias pertinentes e ajam como meninos chorões que perderam o jogo ou lhes tiraram a bola. Conclamo os senhores policiais, procuradores e juízes que estão à frente dessa tão importante luta contra a corrupção a não esmorecerem. Sigam em frente, pois a nação quer esse pais passado a limpo de uma vez por todas.

Valdecir Trindade disse:
16 de janeiro de 2016 às 15:03

... E não ajam como meninos chorões...

Aristóteles disse:
16 de janeiro de 2016 às 15:21

O desespero para conseguir justificar os vultosos honorários não tem limites. Ataque a tudo e a todos. Foi um grande advogado durante a ditadura, mas agora que vive em regime democrático não consegue se desligar daquele tempo.

Roberto Fernandes Rocha Barra Dias Moreira disse:
16 de janeiro de 2016 às 15:34

Discordo do colega....todos podem e devem opinar...com ou sem críticas...as criticas de colegas...de magistrados e procuradores nesse caso é pertinente....

Helio Telho disse:
16 de janeiro de 2016 às 22:00

O advogado Técio Lins e Silva deve desculpa aos que foram torturados e desaparecidos pela ditadura, por compará-los aos réus da #Lavajato.

Roberto Fernandes Rocha Barra Dias Moreira disse:
17 de janeiro de 2016 às 17:16

Os dois últimos casos vergonhosos deflagrados no Brasil ou seja, Mensalão e Lava Jato..trazem um ineditismo criminal no Brasil ...corrupção institucionslizada,nehum colega havia enfrentado tal delito criminal para atual...dai o desespero do colega em criticar os Magistrados e Procuradotes Federais. Tem que enxergar a realidade dos fatos e ajustar-se ao direito e à justiça...parabéns ao Dr. Moro...ao Dr.Janot e demais integrantes das investigações da Lava Jato...

antonio carlos teodoro disse:
18 de janeiro de 2016 às 00:04

Pelo meus longos anos de vida e experiencia, vejo que nada mudou no Brasil, quando a māo da justiça alcança os poderosos, classes alta e significante de nossa sociedade, logo surge movimento a favor desta pequena classe. Mas para aqueles que tem suas casas jogadas no chāo, aqueles que morrem nas portas dos hospitais, aqueles pais que tem filhos policiais assassinados, nāo encontram esta classe gritando e fazendo barrulho em defesa dos mais desprovidos, aqueles que nunca tiveram voz e vez. Parabens MPF , parabens Juiz Moro, os senhores nos fazem ter esperança que nossos netos vāo ter um país igual e menos corrupto.... Falo como advogado e cidadāo... e tenho certeza que milhares de colegas pensam assim.

Ramiro. disse:
18 de janeiro de 2016 às 01:11

Não me lembro o autor da frase, foi na época da Constituinte, disseram que ainda lutávamos por ideais da revolução francesa, e a frase e seu autor foram quase que apedrejados. A frase continua mais atual do que nunca. Temos uma luta pelo poder, que no momento favorece mais a grupos que se identificariam aos jacobinos, com reveses aos grupos que se identificariam com os girondinos, e os buchas...
Opinião minha, vejo muito de jacobinismo em atuações de agentes estatais que defendem um factual "direito penal do inimigo" à brasileira como necessário para expurgar a pátria dos males da corrupção. Falta apenas um jacobino estatal ser vítima de alguma fatalidade, e esperaremos que será o David de agora a pintar em tela imensa a morte do novo Marat. O quadro "a morte de Marat" é até bem interessante. Convém lembrar que os novos membros do MPF, MPs, Magistratura Federal e Estadual perderam agora a polpuda aposentadoria integral, os que ingressaram a partir de 2011 só receberão o teto da previdência social, e o mais será fundo de pensão, a lembrar, fundo de pensão estatal, como da Caixa Econômica, Petrus, Previ, onde meteram a mão e depois convidaram os aposentados a contribuir para cobrir o rombo reduzindo suas aposentadorias. Lembrar 1794 é interessante, para lembrar 1799, e se a história se repetir não será Moro e nem Bolsonaro que terão condições de realizar tal papel.
Objetivamente vejo a implosão do direito de defesa. Não duvido que até final de 2016 tenhamos advogados de defesa presos por "lavagem de dinheiro" devido a "honorários maculados" e "cegueira deliberada".
Parece que vivemos um momento tipicamente jacobino na história do país, em vários aspectos.

Ramiro. disse:
18 de janeiro de 2016 às 01:20

O discurso da moralidade, do redentorismo messiânico, vejamos uns fatos. O soldo de um oficial general de quatro estrelas, almirante de esquadra, tenente brigadeiro e general de exército está R$ 10.830 até agosto de 2016, quando vai subir para R$ 11.426,00... Enfim, há uma tendência a falta de memória sobre as reais motivações da Proclamação da República e da "redentora" de 1964...
"E quem apoiaria um golpe militar?".

LeandroRoth disse:
18 de janeiro de 2016 às 13:04

Já compararam a Lava-jato com o nazismo (artigo do professor Jacinto), com a Inquisição (na malsinada nota dos advogados contra a operação), e agora, já estava demorando, com a ditadura militar.
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Corrijo-me: segundo o Dr. Técio, as arbitrariedades da Lava-jato são PIORES do que as do regime militar. Sim, piores. Para ele, os réus estariam sofrendo mais do que os torturados, desaparecidos, mutilados e assassinados pela ditadura...
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Sinceramente, os advogados e seu lobby já estão caindo no mais completo ridículo com esta cruzada contra a Lava-jato.
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Será que é a tática de que o "ataque é a melhor defesa"? Afinal, além de seus clientes estarem com sujeira até o pescoço, os honorários destes advogados estão na casa dos
milhões e milhões, algo muito suspeito, máxime em se tratando de uma área da criminalidade especializada na lavagem de dinheiro.
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Pior do que os financeiramente interessados em defender essas baboseiras que os advogados andam dizendo só mesmo os idiotas úteis, que repetem os absurdos como papagaios sem estarem levando nada por isso.

Fernando José Gonçalves disse:
18 de janeiro de 2016 às 15:30

Quanto mais esses advogados criminalistas criticam a operação Lava a Jato, mais ela se sustenta e se fortalece em face dessa "inacreditável e insuportável mudança de hábitos". Curiosamente, quando não se via rico,político e influente preso no Brasil, NÃO HAVIA CRÍTICAS. Mas é de todo compreensível: Já imaginaram ter que justificar ao contratante o valor da hora trabalhada pelo patrocinado; cerca de R$ 1mil reais (ou 10 mil/dia); 220 mil/mês; e atingindo 1 "milhão" em 5 meses,em troca do nada absoluto? Realmente não é fácil não. O missivista tem toda razão; é muito dinheiro (ainda que indiretamente pago pelo povo). É preciso fazer e divulgar outra lista, maior, com mais nomes; quiçá com algum jurista alienígena (o prof. Lênio Strec conhece vários) a encabeçá-la.

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