TJ-RJ se recusa a emprestar dinheiro de fundo para pagar servidores

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro não vai repassar dinheiro de seu fundo especial para o governo do estado cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal de depositar a remuneração dos servidores da corte fluminense até o fim deste mês. Foi o que decidiu o Órgão Especial do TJ-RJ, após reunião nesta quarta-feira (27/1) para analisar o empréstimo solicitado pelo governador Luiz Fernando Pezão.

Em encontro nessa terça-feira (26/1) com o presidente do TJ-RJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, e com o procurador-geral de Justiça Marfan Vieira, o governador disse que não tem como pagar a folha dos funcionários de ambas as instituições até o fim de janeiro.   

Pezão então sugeriu o repasse dos recursos do fundo de ambas as instituições, na forma de empréstimo, para efetuar o pagamento até esta sexta-feira (29/1). Ele garantiu que devolveria o dinheiro no sétimo dia útil de fevereiro.

Por meio de nota, o TJ-RJ afirmou que “a sugestão do Executivo contraria a Lei 2.524/96, sobre a criação do Fundo Especial do Tribunal de Justiça, que veda o uso do fundo para pagamento de salários”. E destacou que “a rejeição da proposta resguarda a independência e autonomia do Poder Judiciário”.

Ainda segundo a nota, o presidente do tribunal enviou um comunicado aos magistrados e servidores da corte ressaltando “sua busca incansável pelo cumprimento das normas constitucionais”.

A data do pagamento da folha dos servidores do estado foi alterada para o sétimo dia útil do mês subsequente pelo governador, no fim do ano passado, em razão da crise financeira pela qual passa o estado. Descontente com a medida, o TJ recorreu ao STF.

No último dia 22 de dezembro, o ministro Ricardo Lewandowski, que preside o Supremo, concedeu liminar determinando o pagamento dos magistrados e servidores até o fim do respectivo mês trabalhado. À imprensa Pezão disse que não tem como cumprir a decisão e que “vai fazer a travessia deste ano sangrando”.

Giselle Souza

é repórter do Anuário da Justiça.

Sérgio Renault disse:
27 de janeiro de 2016 às 19:26

O Governador fala muito em crise, impossibilidade, mas não vejo nenhum movimento por parte do governo estadual em cortar despesas supérfluas, cargos em comissão, secretarias e órgãos visivelmente ineficientes...

Dinheiro existe, a questão é saber como ele deve ser distribuídos dentro das prioridade de um Estado.

Vendo como está sendo noticiado a gestão financeiro do RJ, parece que não existem leis orçamentarias ou qualquer tipo de planejamento do orçamento de um dos maiores estados do país, realmente lamentável...

Gabriel da Silva Merlin disse:
27 de janeiro de 2016 às 20:47

O Rio de Janeiro continua lindo...

Zé Machado disse:
28 de janeiro de 2016 às 08:08

O governo já entrou em ritmo de carnaval cantando a tradicional marchinha: " Ei você ai, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...

renault disse:
28 de janeiro de 2016 às 10:40

Tudo não passa de uma armação para a aprovação da CPMF. Simula-se uma crise em todos os setores e elegem o imposto como a salvação.

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