Diretor de Jornalismo e Esportes da TV Globo, Ali Kamel ganhou mais uma batalha na Justiça contra o blogueiro e apresentador Paulo Henrique Amorim. Desta vez, o blogueiro foi condenado a 5 meses e 10 dias de prisão por injúria e difamação, pela 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Segundo o relator do caso no TJ-SP, desembargador Edison Brandão, Amorim está em “autêntica empreitada” contra a honra do jornalista. O dolo, ou seja, a vontade de cometer o crime, “salta nítido nos autos, ficando clara a intenção em macular a honra de Ali Kamel”, afirma Brandão, que foi acompanhado em unanimidade no colegiado composto de Ivan Sartori, Luis Soares de Mello e Euvaldo Chaib.
Em seu blog, Paulo Henrique Amorim acusa Kamel de ser racista, por causa do livro que escreveu, intitulado Não somos racistas — Uma reação aos que querem nos transformar numa nação bicolor. O blogueiro escreve que o diretor da Globo “engrossa as fileiras racistas dos que bloqueiam a integração e a ascensão dos negros” e o classifica como “trevoso” (horrível, terrível, medonho, indigno, vil, desprezível, criminoso e perverso).
A afirmação sobre o livro, diz o acórdão, “caracteriza fato ofensivo à reputação do querelante [Kamel], que afirma ser contra o racismo e defensor da integração social”. Assim, extrapolou a informação de cunho objetivo, trazendo adjetivação que acabou por ofender a reputação do jornalista da Globo.
Ao usar o adjetivo “trevoso” para classificar Kamel, diz Edison Brandão, Amorim deixou clara a sua intenção de atingir a dignidade e imputar qualidade contrária àquela que diz cultivar. O desembargador aponta ainda que o blogueiro, “seguramente, poderia exercer seu direito à crítica sem emprego de palavras demeritórias e pejorativas”.
Para fixar a pena, o acórdão aponta que, como as ofensas foram proferidas em um blog na internet, foi necessário aumentá-la em 1/3, pois o artigo 141 do Código Penal prevê o acréscimo quando a calúnia, a difamação e a injúria ocorrem por meio que facilite a sua divulgação. Cabe recurso.
Kamel foi representado pelos advogados Fernando Medeiros Rodrigues da Cunha, Rodrigo Ferrante Perez e Camila Freitas Ribeiro.
Outras condenações
Esta não é a única condenação de Paulo Henrique Amorim devido às suas postagens. Ele já foi condenado inclusive por injúria racial, em um caso contra o jornalista Heraldo Pereira.
Recentemente, o Supremo Tribunal Federal manteve condenação imposta ao blogueiro pelo crime de injúria contra Merval Pereira, colunista do jornal O Globo, por chamá-lo de "jornalista bandido". A decisão penal no caso de Merval Pereira foi a primeira transitada em julgado contra Paulo Henrique Amorim. Com isso, ele perdeu o status de réu primário.
O blogueiro também já foi condenado em ações cíveis por ofensas a Gilmar Mendes, Nélio Machado, Daniel Dantas, Lasier Costa Martins e outros.
Clique aqui para ler o acórdão.
Já foi o melhor jornalista e agora está irreconhecível.
Todos nós sabemos a mando de quem esse gigante do jornalismo trabalho. Ele está escudado por dinheiro estatal do governo federal. Recebe uma bolada para agir como pistoleiro de reputações, exercendo jornalismo (sic) rasteiro
Todos nós sabemos a mando de quem esse gigante do jornalismo trabalho. Ele está escudado por dinheiro estatal do governo federal. Recebe uma bolada para agir como pistoleiro de reputações, exercendo jornalismo (sic) rasteiro
Os abusos de Paulo Henrique Amorim são por demais conhecidos. No entanto, resta claro no caso em questão que ele apenas manifestou sua opinião pessoal, que nada tem a ver com prática de crime. Qualquer pessoa pode achar o que quiser de outra pessoa, e externar esse "achismo". Impedir isso, é impedir as pessoas de pensarem. Situação diferente ocorre quando a pessoa, maliciosamente, tenta convencer os outros a formar uma opinião equivocada sobre outro, narrando fatos falsos e expondo situações fictícias de modo a denegrir a imagem da vítima. No mais, é sabido que as organizações Globo foram ao longo das últimas décadas uma espécie de concentradora da informação no Brasil, por vezes abusando do poder econômico e de conchaves políticos para fins pouco republicanos. Tanto é verdade que na medida em que outros meios de mídia surgiram, como a internet, as organizações Globo ingressaram em uma crise profunda, sem solução visível. Veja-se que o famoso "Jornal Nacional", que durante décadas seguidas esteve a serviço da mentira, da falsidade e do maquiamento, hoje bate recordes sucessivos de queda de audiência, mesmo tendo procedido a profundas reformas em seu formado. O povo brasileiro tem o direito de saber (e um dia tudo será desvendado) o que se escondeu ao longo das décadas nos porões da Rede Globo, e se Paulo Henrique Amorim errou em suas narrativas e conclusões o que temos é somente uma falha que retira da credibilidade do Jornalista, se é que restou alguma.
Interessante essa Justiça, quando o atingido é pessoa ligada ao oligopólio global (Rede Globo), são céleres em condenar a parte adversa.
De outro modo, quando, diuturnamente, o mesmo monopólio assassina reputações, recorrem, os doutos julgadores, à liberdade de expressão. Dois pesos e duas medidas.
Felizmente, temos nos dias atuais, outras plataformas para obtenção de informações, o que nos afasta do jugo nefasto do discurso unificado, presentes nas redes comerciais.
Faço somente um reparo às palavras de PHA, a Globo não é a única (das redes) a fazer uma construção narrativa baseada em desejos próprios e distantes da real atividade fim, que estão insertas em nossa Lei Maior ( informar e auxiliar na construção cultural de uma nação).
Quanto ao racismo de Kamel ( e nisso ele não está sozinho): qualquer pessoa com 01 (um) neurônio saberia identificar se existe, ou não, como diria Caetano...
e ai vc olha a lista das pessoas que se sentiram ofendidas por ele, e já entende muita coisa...
Paulo Henrique Amorim é um capanga patético desta quadrilha que tomou a República de assalto. Espero que o PT o esteja pagando muito bem pra que ele se rebaixe a condição tão humilhante, porque entrará para a História como um lacaio desprezível daqueles que destruíram nosso país com os mais torpes esquemas de corrupção e as mais desastradas políticas econômicas já vistas por estas terras.
Se ele se dirigisse a mim, como "um cidadão trevoso", iria, a princípio, agradecê-lo, pelo menos até descobrir o que é isso no dicionário.
Terra encantada é o nosso Brasil.
Ir de encontro, discordar, acusar, expor as hipocrisias é crime.,Desde que seja cometido em desfavor dos donos da narrativa, implantada em terras nossas por uma famiglia prá lá de poderosa.
Até comentários, feitos neste site, são expurgados,quando distantes da percepção que insistem em incutir.
A nossa justiça tem lado, vide o caso gushiken ( isso não vem ao caso, diria um dos intocáveis), e este lado não é o da maioria da sociedade.
Destruir reputações e condenar antecipadamente pode. Desde que o destruído não pertença ao condomínio de gangsteres travestidos de homens de bem.
Viva o reino da desinformacao "Global".
Condenar a voz dissonante?
Ue, nao estivemos e estamos, todos os brasileiros, ja ha muito condenados pela ditadura da desinformacao?
Tambem eu, me sinto condenada.
Salve a internet, e a democratizacao do conhecimento.
Nao sou audiencia pra solidao - cantou a musica, muito lucidamente.
Aqui no Brasil a liberdade de expressão parece só valer quando você diz o que a manada quer ouvir (não é, meirinho?). Lamentável.
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