No curto prazo, a “lava jato” afeta negativamente a economia brasileira, pois afasta investimentos e leva as empreiteiras envolvidas em esquemas de corrupção a estados de insolvência que, muitas vezes, desencadeiam em falências ou recuperações judiciais. Contudo, a longo prazo, a operação trará efeitos positivos ao mercado, já que a demonstração de força das instituições aumentará a segurança jurídica e atrairá recursos para as empresas nacionais. Essa é a análise do ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola.

Além disso, a investigação sobre esquemas de corrupção na Petrobras força empresas e entes estatais a implementarem sistemas de compliance para prevenir a prática de crimes, apontou o economista à ConJur. E isso, a seu ver, melhora a concorrência e a torna mais justa.
“Do ponto de vista econômico, a corrupção é um fator de ineficiência por ser uma espécie de burla às regras do jogo. É como se, em um jogo de futebol, alguns jogadores fizessem gols de mão, e o juiz sempre os validasse”, comparou Loyola no lançamento do anuário Análise Executivos Jurídicos e Financeiros 2016, ocorrido nesta terça-feira (14/6), em São Paulo.
Segundo ele, as notícias bombásticas sobre a “lava jato”, decorrentes do levantamento do sigilo ou do vazamento de documentos, impactam o valor do real perante outras moedas, a taxa de juros e, em menor grau, a bolsa de valores. Isso porque as revelações de que integrantes do governo estariam envolvidos em esquemas de corrupção ou obstrução da Justiça colocam em dúvida a capacidade do presidente interino Michel Temer (PMDB) de concretizar as medidas econômicas que anunciou.
Preservação de empresas
Gustavo Loyola discorda daqueles que defendem a dissolução das empresas envolvidas na “lava jato” e afirma que o “conhecimento acumulado e a capacidade de produzir bens e serviços” justificam a preservação delas. O caminho para essa sobrevivência passa pela celebração de acordos de leniência, destacou, ressaltando que os instrumentos precisam estabelecer penalidades justas às empreiteiras.
Porém, o ex-presidente do BC rechaçou a proposta de se criar um programa público de salvação dessas companhias semelhante ao Proer, que salvou diversos bancos na década de 1990. De acordo com o economista, um plano desse tipo passaria à sociedade a impressão de que o Estado não está engajado no combate à corrupção.

Pode ser a curto prazo! Basta que Lula e Dilma tenham como domicílio a capital do Paraná e a credibilidade do Brasil terá altíssimo nível no exterior.
O Brasil se tornou mesmo o País da piada pronta. Os últimos eventos ocorridos no Brasil, inclusive a violação permanente ao devido processo legal pela "Lava Jato", afugentará os investimentos internos em pelo menos 30 anos. Nenhum investidor, em qualquer época, irá entender porque aqui a propina é institucionalizada, que não há outra saída para o empresário, e quem paga popina é considero como bandido e preso sem processo legal. Essa contradição não recebe resposta, e com isso o capital some. Mas não é só. O Brasil está hoje com suas instituições em frangalhos. Judiciário, Ministério Público, Executivo, Legislativo, advocacia, etc., etc., não funcionam. Além disso, temos um povo com fraca formação técnica e indisciplinado. Só malucos iriam investir no Brasil, mas sabemos que malucos são quase sempre pobres.
Ainda que uma OPINIÃO respeitável, sem dúvida, como executivo jurídico de empresas multinacionais por mais de trinta anos, o FATO é que a CORRUPÇÃO sempre existiu no PAÍS e eu, por exemplo, jamais fui incentivado a colaborar com ela ou a ceder a ela. As EMPRESAS buscam realizar seus OBJETIVOS, tendo em conta o que o PAÍS possa oferecer. É verdade que, desde há umas três décadas, o BRASIL está sempre "incentivando" atividades industriais e comerciais, além de serviços. Cada década tem sempre um "incentivo". E tais benefícios, porém, JAMAIS foram efetivados com o GOVERNO LEVANDO em CONTA a REALIDADE SÓCIOECONÔMICA brasileira. Assim, a automatização era "incentivada", mas a mão de obra existente não cabia no sistema altamente automatizado! Assim, buscava-se desenvolver o produto primário, para exportá-lo já com valor acrescido, mas dificultava-se o desenvolvimento da PESQUISA e do APRIMORAMENTO TECNOLÓGICO. Agora, com o LAVA JATO, a perspectiva é de que POSSA HAVER UM FUTURO SEGURO. Empresas nele envolvidas JÁ FORAM CONCORDATÁRIAS ou IMENSAMENTE EXECUTADAS. Eu mesmo, que escrevo a presente nota, JÁ requeri FALÊNCIA de, pelo menos, duas delas. Depois, num repente, simultaneamente coincidente com o aumento do processo de "comissões" pela efetivação de negócios, tais empresas saíram da fase executória em que estavam e CRESCERAM. Negociei com os fundadores delas. Eram pessoas afáveis e que, na época, sabiam operar com dignidade. Depois, os POLÍTICOS criaram o sistema e ELAS CONSENTIRAM. Aí foi o ERRO. Não souberam reagir, porque se generalizou individualmente o pedido de propina. Nos últimos quinze anos, houve manifesta RUPTURA da ÉTICA. E, com o governo Lula, a corporativização da corrupção. Daí em diante, o MENSALÃO, o LAVA JATO..!
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