Waldir Maranhão revoga decisão de anular sessão do impeachment

O presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA) revogou, na madrugada desta terça-feira (10/5), sua própria decisão de anular as sessões plenárias da Câmara em que foi aprovada a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

"Revogo a decisão por mim proferida em 9 de maio de 2016 por meio da qual foram anuladas as sessões do plenário da Câmara dos Deputados ocorridas dias 15, 16 e 17 de abril de 2016, nas quais se deliberou sobre a Denúncia por Crime de Responsabilidade nº 1/2015", diz o texto do ofício assinado por Maranhão. 

A secretaria-geral da Mesa da Câmara recebeu a decisão da revogação logo depois da meia-noite. O deputado havia considerado nula as sessões porque os partidos fecharam questão a favor ou contra o impeachment, e muitos deles adiantaram seus votos.

Em outro ofício, Waldir Maranhão comunicou a decisão ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Nessa segunda-feira (9/5), Renan decidiu ignorar a decisão do presidente em exercício da Câmara e determinou que o relator do processo na Comissão Especial do Impeachment do Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), fizesse a leitura do parecer, favorável à admissibilidade do processo no plenário da Casa. Com isso, começou a contar o prazo de 48 horas para que os senadores votem a admissibilidade e o afastamento da presidente por 180 dias, o que deve ocorrer nesta quarta-feira (11/5).

Revogação questionada
O ato do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, de que anular a sessão que aprovou o impeachment foi prontamente questionada nesta segunda-feira, inclusive com ações no Supremo Tribunal Federal.

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Claudio Lamachia, disse que o ato de Maranhão é preocupante uma vez que, segundo a OAB, "atende a interesses momentâneos de alguns grupos políticos, mas ignora as decisões legítimas já tomadas”, disse, em nota.

A seccional paulista da OAB também se manifestou contrária à decisão do deputado Waldir Maranhão, afirmando que "constitui um ato de menosprezo ao rito definido pelo STF e ao voto de 367 parlamentares que se declararam favoráveis ao impeachment". 

O advogado Rafael Evandro Fachinello, de Joinville (SC), chegou a protocolar no Supremo Tribunal Federal um mandado de segurança contra a decisão do presidente em exercício da Câmara. O Partido Humanista da Solidariedade (PHS) também foi ao Supremo pedir a cassação do ato. Além disso, pediu o afastamento do deputado Waldir Maranhão (PP-MA) da Presidência da Câmara dos Deputados.

Interna corporis
Nesta segunda-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux negou um mandado de segurança que questionava a sessão da Câmara que aprovou a continuidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Ao analisar a ação impetrada pelo deputado Teixeira (PT-SP), Fux concluiu que os atos classificados como questão interna da Câmara não estão sujeitos ao controle judicial, porque sua apreciação está restrita ao âmbito do Legislativo. 

Para o deputado, o presidente da Câmara afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), interferiu na imparcialidade dos parlamentares como julgadores do pedido de autorização para abertura do processo de impeachment, no dia 17 de abril, ao permitir o encaminhamento das bancadas pelos líderes dos partidos, desrespeitando o Regimento Interno da casa.

Contudo, para Fux, a decisão de Cunha envolveu a interpretação de dispositivos regimental e legal, restringindo-se a matéria ao âmbito de discussão da Câmara. O ministro diz ainda que o impetrante não comprovou a violação a direito subjetivo, nem mesmo fundamento jurídico suficiente para impetração do MS. Com informações da Agência Brasil.

Texto alterado às 8h25 do dia 10/5 para acréscimos.

Sergio Soares dos Reis disse:
10 de maio de 2016 às 09:04

PIADA.

Aliás, um AMADOR que deveria fazer ESTÁGIO em outra CASA CIRCENSE.

Spartacus disse:
10 de maio de 2016 às 09:16

Parece que o deputado Wladir Maranhão usurpou a identidade do Palhaço Tiririca, que o Deputado Francisco Everardo Oliveira Silva encarnava antes de ser eleito. Ou será que o que Waldir Maranhão queria mesmo era manipular o mercado financeiro para vender caro alguns dólares que ganhou deus sabe lá como, ou liquidar sua posição em opções da Petrobras? Acho que o MP e a CVM deveriam investigá-lo para saber se não cometeu crime do colarinho branco, porque essa palhaçada que ele cometeu não tem muita explicação, pois não?! O camarada parece estar brincando com o Brasil! Isso não dá para aturar!
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Cristhian da Silva disse:
10 de maio de 2016 às 09:41

Até o ato editado para desfazer o anterior está mal feito.
Como vai desfazer por revogação, que pressupõe apenas conveniência e oportunidade?
Deveria é ter anulado o ato anterior, mas então teria a vergonha de ter que assumir que seu ato era ilegal não é?

J. Ribeiro disse:
10 de maio de 2016 às 09:54

Cobrar desse individuo os danos causado a nação, sem prejuizo de se investigar eventuais benefícios e beneficiarios com o ato insano e irresponsavel.

Observador.. disse:
10 de maio de 2016 às 10:11

Como disseram os comentaristas Prof. Sérgio Niemeyer e Dr. J. Ribeiro, a nação tem que aprender a cobrar de quem brinca com os destinos do povo.
Não podemos mais aceitar que "o que der na telha" e venha a ser feito, prejudicando os destinos do povo, de toda uma nação, não seja cobrado dos responsáveis.

hammer eduardo disse:
10 de maio de 2016 às 10:18

Realmente jamais poderíamos esperar algo de um elemento com as "credenciais" desta patética figura oriunda daquela "coisa" chamada de Maranhão que fora a cantora Alcione e os Lençois Maranhenses , não tem ultimamente produzido nada que preste em termos de politica.
Respeitando a opinião do eterno Mestre Sergio Niemeyer , acho injusto compara-lo mesmo que de forma rápida com o Deputado/Palhaço ( ou seria o contrario?) Tiririca que tem feito um trabalho discreto naquele Gran-circo e querendo ou não , JAMAIS se envolveu em nenhuma bandalheira naquele local propicio historicamente para tais praticas.
So mesmo no Brasil um desqualificado deste calibre consegue um mandato de "senador" , por essas e outras e que fica fácil entender como chegamos ao estagio atual. A Imprensa ( graças a Deus que Ele existe e atua !) já tinha publicado as denuncias contra ele e mais o FATO de ter um filho encostado numa "boquinha" publica em São Paulo mesmo residindo no Maranhão , coisas infelizmente já encampadas pela nossa medíocre população.
O "quase" estrago que este jumento de bigode poderia ter propiciado ainda esta para ser avaliado quando houver tempo mas deu para sentir o problema quando as "carpideiras" profissionais do PT e PCB se alinharam em sua matilha de sempre para ladrar que o ato insano poderia ser a "redenção" da ZONA que eles chamam de democracia. O pittbull de borracheiro do zeduardo cardoso mais uma vez deixa suas impressões digitais imundas em mais um episodio farsesco desta desgraça em fase final do DESgoverno da QUADRILHA petralha , já vão tarde e que a historia não se esqueça de nenhum de seus quadrilheiros. Que nojo dessa gentalha.

afixa disse:
10 de maio de 2016 às 10:37

ninguém vai cobrar o do AGU? especialista em golpe?
só eu vou me indignar?

DeBuglia disse:
10 de maio de 2016 às 12:07

Habemos Severinus II.

José Cuty disse:
10 de maio de 2016 às 12:37

Na matéria que divulgou a decisão de Maranhão de anular o impeachment, o comentador ju2 fez troça. Dizia ele que ler os "juristas" (aspas dele, no bom sentido) coxinhas pedindo respeito às leis não tem preço.
E como é comum nesse tipo de gente, deixou o seu "kkkkkkkkk".
Será que ele virá aqui dar sua opinião kkk?

Professor Edson disse:
10 de maio de 2016 às 12:42

Assinou o papel bêbado no avião, quando passou o efeito veio a bomba.

Professor Edson disse:
10 de maio de 2016 às 12:42

Assinou o papel bêbado no avião, quando passou o efeito veio a bomba.

Oficial da PMESP disse:
10 de maio de 2016 às 14:41

Depois de que o filho perdeu a boquinha no TCE/MA, o fantoche percebeu a fria em que o JEC o enfiou...

Luiz Fernando Vieira Caldas disse:
11 de maio de 2016 às 04:51

Pelo nivel de nosso congresso é facil concluir que precisamos de reformas urgentes. Face as "prechas" propiciadas por essa constituição comunista de 1988, dos 513 Deputados mais de 90% foram eleitos pela legenda, ou seja, indiretamente. Forma tão criticada no regime militar. O resultado é isso que estamos assitindo. Essa vergonha a nivel internacional.

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