Michel Temer assume Presidência e divulga nomes de 24 ministros

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Ao assinar a notificação, Temer se tornou oficialmente presidente interino. Reprodução/Twitter

Michel Temer (PMDB) se tornou oficialmente presidente interino do Brasil na manhã desta quinta-feira (12/5). Às 11h27 ele assinou a notificação sobre o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) do cargo por até 180 dias após o Senado Federal ter admitido o processo de impeachment de Dilma.

De acordo com deliberação da Mesa Diretora do Senado, Temer recebe agora o título de presidente interino. Ele passa a possuir plenos poderes de nomear a equipe de governo e gerenciar o Orçamento da União.

Temer deve fazer seu primeiro pronunciamento oficial na tarde desta quinta-feira, às 15h, quando dará posse aos 24 novos ministros indicados por ele até o momento. (ver tabela abaixo)

"Impeachment fraudulento"
A presidente afastada Dilma Rousseff foi notificada pouco antes de Temer e fez uma declaração à imprensa logo em seguida. Nela, Dilma classificou o processo contra ela de "impeachment fraudulento".

“Diante da decisão do Senado quero mais uma vez esclarecer os fatos e denunciar os riscos para o país de um impeachment fraudulento, um verdadeiro golpe, desde que fui eleita, parte da oposição inconformada pediu recontagem de votos, tentou anular as eleições depois e passou a conspirar abertamente pelo impeachment, mergulharam o país num ato de instabilidade e impediram a recuperação da economia com tomar na força o que não conquistaram nas urnas."

Dilma Rousseff admitiu que pode ter cometido erros, mas enfatizou que não cometeu crimes e que está sofrendo injustiça, a "maior das brutalidades que pode ser cometida". "Não cometi crime de responsabilidade. Não tenho contas no exterior, jamais compactuei com a corrupção. Esse processo é frágil, juridicamente inconsistente, injusto, desencadeado contra pessoa honesta e inocente. A maior das brutalidades que pode ser cometida por qualquer ser humano: puni-lo por um crime que não cometeu", disse.

Dilma também voltou a dizer que antecessores também usaram do artifício da pedalada fiscal para ajustar contas de governo. "Atos que pratiquei foram atos legais, honestos. Atos de governo idênticos foram executados pelos presidentes que me antecederam. Não era crime na época deles e não é crime também agora. Tratam  como crime um ato corriqueiro de gestão, me acusam de atraso no pagamento do Plano Safra. É falso. A lei não exige minha participação na execução desse plano. Meus acusadores tem que saber dizer que ato pratiquei. Nada restou para ser pago, nem dívida." Com informações da Agência Brasil.

*Texto alterado às 18h30 do dia 12 de maio de 2016 para atualização.

Ministros escolhidos por Michel Temer
Alexandre de Moraes — Justiça e Cidadania
Fabio Medina Osório — Advocacia-Geral da União (AGU)
Sérgio Etchegoyen — Secretaria de Segurança Institucional
Raul Jungmann — Defesa
Henrique Meirelles — Fazenda
Romero Jucá — Planejamento
José Serra — Relações Exteriores
Gilberto Kassab — Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
Geddel Vieira Lima — Secretaria de Governo
Bruno Araújo — Cidades
Blairo Maggi — Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Mendonça Filho — Educação e Cultura
Eliseu Padilha — Casa Civil
Osmar Terra — Desenvolvimento Social e Agrário
Leonardo Picciani — Esporte
Ricardo Barros — Saúde
José Sarney Filho — Meio Ambiente
Henrique Alves — Turismo
Ronaldo Nogueira de Oliveira — Trabalho
Mauricio Quintella — Transportes, Portos e Aviação Civil
Fabiano Augusto Martins Silveira — Fiscalização, Transparência e Controle (ex-CGU)
Marcos Pereira — Indústria e Comércio
Helder Barbalho — Integração Nacional
Fernando Coelho Minas e Energia
Marcos Alves Pintar disse:
12 de maio de 2016 às 13:51

Nada mais nada menos do que o modelo "acomodando a cumpanherada" usado pelo PT ao longo de muitos anos, determinando a ruína do País. Sem uma mudança profunda na forma de governar, de modo a atrair pessoas capacitadas para os cargos de governo, tudo continuará com sempre foi, e o governo Temer não terá futuro.

J. Ribeiro disse:
12 de maio de 2016 às 19:00

Impressiona o fato da presidente afastada Dilma falar em defesa do regime de governo democrático, coisa que não combina com seus ideais e do partido de que faz parte, que sempre lutou pela implantação da ditadura do proletariado.
Espera-se que o governo Temer possa promover as reformas políticas necessárias para tornar este país governável e confiável. Mudanças de verdade se inicia com reforma política e deve ser já, aproveitando esse quadro político caótico que ai está e a pressão popular por reformas efetivas.
Um país que arrecada apenas para pagar folha de pagamento não terá futuro algum, se não houver mudança nesse sentido, continuaremos, mais cedo ou mais tarde, no risco de novos caos.

DAGOBERTO LOUREIRO - ADVOGADO E PROFESSOR disse:
12 de maio de 2016 às 19:58

O PARTIDO INDEPENDENTE DA ACADEMIA CHEGA À PRESIDÊNCIA

Preliminarmente, o choro dessa senhora não tem razão de ser, pois traiu, pintou e bordou, desrespeitando a cidadania com furor e gosto. Teve o fim que merecia, entregando a presidência a Michel Temer de bandeja. Esperteza (e safadeza) dá nisso.
Michel é um velho integrante do Partido Independente da Academia, que fazia sucesso nos idos de 1963, usando táticas e jogadinhas espertas para eleger os presidentes do XI de Agosto. Esse partido era uma sucursal do “Partidão”, integrado por Michel, na presidência, Luiz Gonzaga Belluzzo (que conduziu o Palmeiras à segunda divisão), José Roberto Melhem (falecido), Lucinha Mendonça (falecida), João Paulo Maffei, Walter Vettore, Itoby, João Miguel, Sergio Rezende, Aloísio Nunes Ferreira Filho, Miguel Tebar (falecido) e outros. Não era uma agremiação popular, tanto que, segundo Maffei, as convenções anuais do Partido eram realizadas no banco traseiro do fusca do Vettore, a indicar a vastidão de seus correligionários.
Eram poucos, mas muito articulados e eficientes. Lucinha e Melhem eram dois lideres de mão cheia e cabalavam votos no páteo da Faculdade assim como quem colhe ameixas na árvore: enchiam as urnas de votos para seus candidatos quase sem fazer força. Eram duas máquinas catadoras de votos, incansáveis, combativos e de muita simpatia, quase espontânea. E foi assim que, em 1963, o candidato Rubens Lazzarini, franco favorito na eleição para o XI de Agosto, foi derrubado na prévia realizada pelo seu partido, o Renovador, sagrando-se vencedor o candidato Miguelson. O Renovador era o partido majoritário da faculdade e, por isso, tendo muitos candidatos, tinha de escolher quem iria disputar a eleição pela sigla através de uma prévia, que era aberta e per

Gabriel da Silva Merlin disse:
13 de maio de 2016 às 01:14

É fato que a Dilma não conseguiria nem de longe aprovar as reformas necessárias para que o Brasil possa voltar a trilhar os caminhos do desenvolvimento, a começar pelo boicote que receberia do seu próprio partido.

A verdade é que o PT é um partido que só serve para ser Governo já pega-lo ajustado e com todo o cenário econômico como um céu de brigadeiro. Mas chega na hora de fazer reformar estruturais, mudar regulamentações para facilitar os investimentos e o crescimento, ai eles não conseguem, não adianta.

Inclusive no discurso de saída da Dilma eu até senti que os petistas estavam um pouco aliviado, eles próprios no fundo devem estar aliviados de largar essa bomba e voltar a fazer aquela oposição destrutiva que sempre fizeram.

Zé Machado disse:
13 de maio de 2016 às 07:30

A maçonaria do Bafomé e sua misoginia aplicam o golpe parlamentar e usurpa o poder legítimo estabelecido, com ruptura constitucional. O resultado será mais dez anos de atraso no desenvolvimento nacional. A direita tem sede de poder e não tem escrúpulos nem decência ou pudor. A inversão de valores é clara! A quadrilha organizada em suas mafiosos corporações toma a democracia de assalto. É muita cara de pau defender essa imundície.

tbernardes disse:
13 de maio de 2016 às 10:11

A midia ainda está anestesiada mas o novo Ministério da Transparencia, Fiscalização e Controle que na prática EXTINGUE a CGU será comandada por um ex-Consultor Legislativo do Senado Federal, para as áreas de direito penal, processual penal e penitenciário, desde 2002!! nada de anormal nao é mesmo?!

Neli disse:
13 de maio de 2016 às 10:29

Urge-se mudar a Constituição Nacional e proibir deputados e senadores(estadual e vereador) serem subordinados do Executivo.O eleitor elege alguém para ser membro do Legislativo e o eleito prefere sair e ser subalterno do Executivo, ingressando o suplente.E o que é pior, arcando os contribuintes com dois salários:daquele que foi ser subordinado e do suplente que assume. Se o Brasil quer ser modificado, urge-se fazer uma reforma e alterar esse absurdo. Nos EUA o membro do Legislativo que vai ser subordinado do Executivo tem que renunciar ao mandato, como ocorreu com Hillary Clinton,e o governador nomeia alguém e em três meses eleição.Quanto a não ter Mulher no Ministério:é o de menos! No ministério da ex-presidenta tinha mulher, mas, nem por isso deixou o Brasil ,tristemente, de ser vice campeão em estupros, conforme dados de 2014.No mais,quem votou para a Dilma, votou para o Temer, então, não pode repudiar o próprio voto.Na próxima vez, escolha melhor os candidatos. Ótima sorte ao novo Presidente Michel Temer.

O IDEÓLOGO disse:
13 de maio de 2016 às 12:32

A facção que dizia proteger as minorias e trabalhadores auxiliou o Brasil na dimensão dos Direitos Humanos; porém espoliou os cofres públicos. Agora, senhores conservadores e propensos a espoliar o patrimônio nacional de outra forma, estão no Governo. Nada muda. Quando o povo perceber será tarde. "Sempre o mesmo acerca do mesmo". René Jules Dubos, microbiologista e humanista.

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