Membros de MPs defendem promotores que denunciaram Lula

A denúncia e o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva são frutos de “meses de trabalho sério, dedicação e esforço em prol da sociedade brasileira” dos promotores Cássio Conserino, Fernando Henrique de Moraes Araújo e José Carlos Blat. Isso é o que afirmam 627 membros de Ministério Públicos estaduais em manifesto em apoio aos responsáveis pelo caso Bancoop, que envolve o petista.

Na carta, os promotores e procuradores de Justiça dizem que, “no exercício de suas funções constitucionais, muitas vezes o Ministério Público enfrenta forças políticas e econômicas de diferentes grandezas”. Contudo, eles destacam que tal combate não pode enfraquecer a instituição.

“É indispensável atravessar a turbulência sem pôr em risco conquistas históricas, entre as quais a independência funcional e o poder investigatório dos membros do Ministério Público”, argumentam, destacando que o apoio social que recebem decorre da seriedade de seu trabalho.

Essas mesmas “qualidade técnica, combatividade e independência” nortearam o trabalho de Conserino, Araújo e Blat no caso Bancoop, sustentam. Por isso, os signatários do manifesto desejam força e depositam "toda confiança no trabalho" deles, o qual é “devidamente alinhado à Constituição e às Leis da República”.

Clique aqui para ler a íntegra do manifesto.

Rolando Caio Brasil disse:
13 de março de 2016 às 15:55

QUE MEDO!!
Quis custodiet ipsos custodes?

joseguilhermeaugusto disse:
13 de março de 2016 às 16:03

Administradores deste espaço poderiam me esclarecer três dúvidas:

1 - Porque esta NOTA PÚBLICA não foi publicada na íntegra?
2 - Porque ela foi classificada como "Trabalho e dedicação"?
3 - Porque não foi publicada a lista com o nome dos subscritores?

Explico.
<br/>Nestas outras duas notas públicas: (http://www.conjur.com.br/2016-mar-12/professores-processo-penal-criticam-uso-politico-justica e http://www.conjur.com.br/2016-mar-12/banalizacao-prisao-ameaca-democracia-dizem-membros-mp), notei as seguintes características:

1 - Publicação na íntegra da nota pública;
2 - Classificação na categoria "Nota pública" e "Trabalho e dedicação";
3 - Divulgação dos subscritores.

Ocorreu uma falha? Se sim, poderiam, por favor, corrigi-la.

Obrigado.

joseguilhermeaugusto disse:
13 de março de 2016 às 16:22

Administradores deste espaço poderiam me esclarecer três dúvidas:

1 - Porque esta NOTA PÚBLICA não foi publicada na íntegra?
2 - Porque ela foi classificada como "Trabalho e dedicação"?
3 - Porque não foi publicada a lista com o nome dos subscritores?

Explico.
<br/>Nestas outras duas notas públicas: (http://www.conjur.com.br/2016-mar-12/professores-processo-penal-criticam-uso-politico-justica e http://www.conjur.com.br/2016-mar-12/banalizacao-prisao-ameaca-democracia-dizem-membros-mp), notei as seguintes características:

1 - Publicação na íntegra da nota pública;
2 - Classificação na categoria "Nota pública" e "Trabalho e dedicação";
3 - Divulgação dos subscritores.

Ocorreu uma falha? Se sim, poderiam, por favor, corrigi-la.

Obrigado.

Lucas Paim disse:
13 de março de 2016 às 16:32

Que cinismo. Defendem a instituição e não a Constituição, fora que dispensam uma básica teoria do direito.

Rivadávia Rosa disse:
13 de março de 2016 às 18:08

“Vítimas” da vez. Criticam a Polícia, os membros do MP sempre fazem coro, o que levou ao enfraquecimento da Polícia num nível sem precedente, quando se sabe que sem Polícia inviabiliza-se o próprio processo penal.

Buenas, agora ...

BREVE MEMÓRIA:

“Caçaram os judeus e eu nada fiz porque não era judeu; depois prearam os protestantes e eu nada fiz porque não era protestante; o mesmo foi feito com os católicos e eu nada fiz porque não era católico; até que chegou a minha vez e eu não tinha com quem fazer alguma coisa, porque não havia mais com quem agrupar-me”. Monólogo de MARTIN NIEMÖLLER – 1933, atribuído erroneamente ao teatrólogo comunista Bertolt Brecht. MARTIN NIEMÖLLER (1891-1984) - pastor protestante, vítima do Holocausto e símbolo da resistência aos nazistas.

Valdecir Trindade disse:
13 de março de 2016 às 18:58

Fico muito feliz em constatar que o Ministério Público apoia seus membros que denunciaram o ex-presidente Lula à Justiça. Já era tempo. Eles estão sendo bombardeados por todos os lados, sofrendo horrores nas mãos de carrascos intelectualizados, que sem comiseração alguma os tem torturado através da mídia, especialmente aqui no Conjur. Esse manifestos dos senhores constitui o inicio de uma grande contrapartida que todos os seguimentos honrados da Justiça, do Ministério Público, da Polícia devem dar aos detratores de aluguel. De novo meus parabéns. Sigam em frente e não desistam. As pressões nos farão crescer, estejam certos.

Luiz Carlos de Oliveira Cesar Zubcov disse:
14 de março de 2016 às 07:11

Estivesse o Ministério Público sempre disposto a oferecer trabalho tão robusto, técnica e faticamente bem fundamentado - afastando pretensão de exagero -, as denúncias diminuíriam pela metade e a justiça penal desafogada, apresentaria resultados mais próximos da realidade jurídica, contribuindo sobremaneira à paz social.
As resistências da defesa compõem previsível e necessária atividade profissional, entretanto, as críticas de outras vozes, via de regra, procedem de interesses político-partidários ou de oportunistas. Rotular de banalização da prisão preventiva ou de ser causa de imaginados tumultos é simplesmente inaceitável desigualdade
de tratamento em relação aos milhares de investigados sem rosto que são jogados diariamente nas jaulas tupiniquins e por conta de danos infinitamente menores. Embora poucos ou muitos possam não admitir, mas trata-se de uma peça de escol produzida pelos verdadeiros titulares do MP e não pelo seu quadro auxiliar.

Pek Cop disse:
14 de março de 2016 às 07:42

Os promotores estão precisando de apoio dos colegas porque é tanta sujeira e influencia com pessoas de rabo preso com o lula que a independência profissional dos promotores estão abaladas....e tem gente que defende usando o escudo da democracia?

Bruno César Cunha disse:
14 de março de 2016 às 12:03

Pobres promotores, que agora precisam do apoio da instituição que compõe. Quiseram aparecer na mídia através de um pedido infundado e desnecessário (como fazem com os pobres), mas deram um tiro no pé. Inépcia intelectual, confusão entre filósofos e o rechaço praticamente unânime da comunidade jurídica. Nada mais justo de virarem uma divertida piada, um preço à ser pago pela arrogância desta instituição que ao lado de juízes como Moro, estão querendo mandar no país sem sequer terem sidos eleitos para suas funções. Acho pouco a ridicularização deste trio de promotores trapalhões.

Bruno César Cunha disse:
14 de março de 2016 às 12:03

Pobres promotores, que agora precisam do apoio da instituição que compõe. Quiseram aparecer na mídia através de um pedido infundado e desnecessário (como fazem com os pobres), mas deram um tiro no pé. Inépcia intelectual, confusão entre filósofos e o rechaço praticamente unânime da comunidade jurídica. Nada mais justo de virarem uma divertida piada, um preço à ser pago pela arrogância desta instituição que ao lado de juízes como Moro, estão querendo mandar no país sem sequer terem sidos eleitos para suas funções. Acho pouco a ridicularização deste trio de promotores trapalhões.

Mestre-adm disse:
14 de março de 2016 às 13:42

Ou continua envergonhado?

Thiago Com disse:
14 de março de 2016 às 17:40

O MP na ânsia de ser protagonista da tão 'famosa' e importante operação, tem "escorregado" feio em alguns episódios. 1) O CNMP mostrando mais uma vez que seu "Conselhão" se assemelha a "sindicato", com suas decisões corporativistas por via adm, na qual defendia a permanência de um integrante do MP no Min da Justiça, algo claramente inconsitucional. Resumo: Goelada no STF, derrubado o "jeitinho" no CNMP.

2) Os promotores do MPSP querendo causar uma situação de grande impacto na operação Lava-Jato, ao pedir uma prisão preventiva do ex-pres Lula, sendo q o mesmo até o momento não oferece perigo de fuga e nem se negou a prestar depoimento.

3) O min do STF, Gilmar Mendes, já sinalizou que o MP vem abusando de suas prerrogativas através do CNMP, a exemplo, alguns "penduricalhos" q a instituição se autoconcedeu, qd quase q 'simultaneamente' copiou a resolução do CNJ p/ distribuir de forma indistinta o tão polêmico e vexaminoso 'auxilio moradia'. Conduta essa longe de ser de um "fiscal e/ou guardião" da lei. Ai vem a obcecada tese da paridade c o Judiciário. Esta q já foi questionada até no STF, para saber até aonde vai...

Enfim, diante de tantos atropelos da importante instituição, pressinto que algo será proposto p/ um maior controle e transparência da mesma. Pois corporativismo e política não condiz c a essência e finalidade da mesma.

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