“Escola sem partido” é mordaça contra realização plena do educando

Tramita desde 2015 um projeto de lei na Câmara dos Deputados criminalizando o professor que manifestar convicção política nas aulas (PL 1.411/2015), chamando isto de "assédio ideológico". Em julho de 2016 a proposta recebeu parecer favorável na Comissão de Educação da Câmara, embora com apresentação de um substitutivo. E ainda tramita um outro (PL 867/2015) proibindo-o de abordar conteúdos que possam estar em conflito com as convicções religiosas e morais dos pais dos estudantes, nisto incluído, no limite, falar da teoria da evolução das espécies e de sexualidade.

Este último, que pretende incluir, entre as diretrizes e bases da educação nacional, o "Programa Escola sem Partido", foi, entre os meses de maio e agosto de 2016, apensado a dois outros projetos semelhantes, o 6.005/2016 e o 7.180/2014. Este tem o declarado objetivo de incluir “entre os princípios do ensino o respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, dando precedência aos valores de ordem familiar sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa”. O programa “Escola sem Partido” é também objeto do Projeto de Lei do Senado de número 193/2016, que pretende alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Na Assembléia Legislativa de S. Paulo a proposta recebeu parecer contrário na Comissão de Educação.

A pretensão de instituir o programa “Escola Sem Partido” já proporcionou manifestações de repúdio de parte de praticamente todos os atores do processo de ensino-aprendizagem. Protestando contra a idéia de uma higienização do ensino, a presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Camila Lanes, disse: “queremos uma escola voltada para a nossa realidade e sem mordaça”. De seu lado, a professora e sindicalisa Marilene Betros, denuncia que o programa “não tem fundamento pedagógico e visa apenas a doutrinação da juventude por valores misóginos, machistas, homofóbicos e ultra-reacionários”. Para ela, que foi ouvida pelo periódico Olho Crítico (2016, p. 8), “não existe educação sem liberdade, sem diálogo”. De sua vez, Ísis Tavares, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, aponta a iniciativa como tentativa da elite em “restringir o pensamento a uma única possibilidade” (ibidem).

Na opinião do professor do Departamento de Educação da Universidade Federal de São Carlos, João Virgílio Tagliavini, em depoimento ao autor, “todo ponto de vista é a vista de um ponto; escola sem partido é escola a serviço do ponto de vista dominante” (2016).

Ante a hipotética aprovação de alguma dessas propostas, o professor terá que falar de política fora da sala de aula: no pátio, nos corredores, na lanchonete, na rua. É certo que, enquanto professor, estará obrigado a promover a educação dos alunos, que é um direito fundamental consagrado na Convenção Americana de Direitos Humanos. E a educação é necessariamente política, como dizia Paulo Freire. Ela só será plena se o educador ensinar ao educando que é preciso ler o mundo, ler a vida e finalmente ler o livro, nesta ordem cronológica. Ou o livro não será compreendido. 

Não há mesmo como a educação não ser política, eis que, por definição, ela haverá de ser emancipadora: e não é possível emancipar sem apontar ao educando as relações de poder e a ação humana na polis, pois este é o mundo do qual ele faz parte. A emancipação é o traço que marca a plenitude do indivíduo, assim tornado pessoa. Portanto não é possível a um estado democrático proibir o trato da política pelos educadores. Claro que, quanto a aspectos religiosos específicos, deve ser respeitada a convicção do educando. 

Mas respeitar não significa suprimir a abordagem do assunto, sob risco de se implantar uma cultura educacional capenga, em que alguns caminhos da ciência estejam interditados. Se o professor não abordar poder, dominação, sexualidade, evolução das espécies e outros assuntos tão políticos quanto estes, estará descumprindo aquela convenção internacional, assinada pelo Brasil. Aí sim, será um infrator. 

A escola deve, ou deveria, ser um espaço para o desenvolvimento da ciência. Mas o que vemos, no mais das vezes, é a sua utilização como reprodutora dos valores dominantes no modelo vigente. Professores de escola pública queixam-se de que muitos alunos replicam discursos excludentes, manifestando um ódio que vai dos nordestinos ao bolsa família. Em suma, o educando é incentivado a prezar a propriedade privada, a identificar sucesso com aquisição do supérfluo e a considerar o mercado como a principal referência para as opções políticas a serem adotadas. Isso é doutrinação pura, mas não consta registro de qualquer projeto proibindo tal prática.

Vista a questão num sobrevôo, o latifúndio foi a base da exploração do Brasil-colônia e deixou marcas profundas na nossa cultura: o todo poderoso senhor do engenho, o senhor de escravos, é hoje o dono do banco, da fazenda, da fábrica, tratado de "doutor" e exaltado pelos que explora, com o amparo da mídia, das novelas, da escola. O idioma português falado no Brasil consagra ao interlocutor, se necessária alguma cerimônia, o tratamento de "senhor" (ao invés do "vosmecê" português, do "lei" italiano, do "usted" espanhol, do "you" inglês etc.). 

Ou seja, equipara-se o interlocutor ao proprietário de escravos e se confunde respeito com subserviência. Tudo isto o latifúndio, expressão máxima da propriedade privada, nos legou e nos impõe até hoje.

Os projetos “escola sem partido” constituem, isto sim, outra expressão de um pensamento autoritário plasmado num cenário de respeito ao status quo, assim entendido como o da dominação exercida pelo senhor da propriedade privada. Este é tratado como principal referência para a aceitação de um tipo de educação voltada a conservar as regras estabelecidas sem grandes questionamentos.

A crítica ao modelo autoritário de sociedade é necessária e a escola é o locus apropriado para essa crítica. A sociedade autoritária privilegia o mando, puro e simples, legitimado quase somente pela propriedade privada, que entrona coronéis e “doutores”. Ela também é excludente, na medida em que afasta do centro decisório quaisquer forças que não se assentem na posse de recursos econômicos de vulto.

Essa crítica representa ação em favor da igualdade de direitos e da liberdade individual, assim também do atendimento às necessidades coletivas básicas, como proclamado em tratados e na Constituição brasileira. Situa-se, portanto, na seara de uma educação voltada para os direitos humanos, cujos objetivos são a capacitação de cada indivíduo para conhecer e cobrar seus direitos fundamentais, assim também para fomentar uma cultura habituada a se mobilizar pela plena efetivação desses direitos.

É à escola e ao educador que compete o desvendamento da realidade de dependência das massas vulneráveis, sujeitas, mais que outras, à violência da sociedade comandada pelo senhor, com o beneplácito do Estado e seu aparato repressivo.

A “escola sem partido”, na verdade uma escola sem política, amordaçada, significa a proibição do debate próprio à polis. Este é o debate que demarca o espaço público de participação do indivíduo, que somente aí encontra sua emancipação, assinalada pelo discurso de quem atua nos destinos da sociedade. A mordaça sobre a escola e sobre o educador interdita ao educando o caminho da sua plena realização como pessoa.

Plínio Gentil

é procurador de Justiça no estado de São Paulo, doutor em Direito (PUC-SP) e em Educação (UFSCar) e professor de Direitos Humanos (PUC-SP) e Direito Penal (Unip). Integrante do Movimento do Ministério Público Democrático, é coautor do livro "Crimes Contra a Dignidade Sexual".

Flizi disse:
05 de setembro de 2016 às 08:22

Difamação do projeto, e ainda em nome de uma instituição. Não seria essa a opinião do articulista? Novamente alguém atribuindo ao projeto coisas que ele efetivamente não propõe. O projeto não proíbe o professor de ter sua opinião política, e nem mesmo de manifestá-la. Proíbe, sim, o professor de impor a sua visão e opinião ao aluno, o que se caracteriza (basta um pouco de boa vontade intelectual), por exemplo, por meio de depreciação sobre a convicção de esfera íntima do aluno, ou manipulação do conteúdo programático de forma a fazer expressa apologia a determinada visão ideológica.
É uma mentira e desonestidade afirmar que o projeto proibirá o professor de ensinar, por exemplo, teoria da evolução, marxismo, ditadura militar, etc. O que não se pode admitir é o "monopólio da verdade" em questões evidentemente controversas, sem respeito ao pluralismo de ideias.
Aperfeiçoar o projeto, para evitar interpretações indevidas, é razoável. Desqualificar o projeto pelo que ele não é, é fraude.

analucia disse:
05 de setembro de 2016 às 08:32

Escola sem partido permite aos alunos ver os lados, esquerda e direita, atualmente comunistas dominam o Ministério da Educação e com os seus devaneios mandam alunos lerem apenas as bobagens que Marx escreve. Quem já leu Mises, Hayek, Friedman, e Adam Smith ? Escola sem partido é a liberdade em face da atual escravidão comunista que impera nas escolas brasileiras...

Suzie Helena Mignoni disse:
05 de setembro de 2016 às 09:22

O texto retrata a ideologia de esquerda dominante no Brasil munindo a mente dos estudantes com ideologias igualmente esquerdistas e perniciosas à evolução deles como cidadãos e por consequência à sociedade. A Escola sem Partido é uma proteção as famílias e aos alunos. O livro de Geografia(principalmente) está cheio de política esquerdista e comunista e sempre digo ao meu filho: "decore pra prova e delete da mente", e reeduco ele com o que é verdadeiro. Indico a leitura de Maquiavel Pedagogo para uma clareza maior do que vem a ser a educação ideológica implantada hoje no Brasil.
A liberdade é o maior bem que podemos dispor, e principalmente a liberdade de pensamento, de educação, de propriedade, de lutar por méritos, de ser responsável por seus próprios atos e pela construção da sua trajetória de vida. E concluo com Ben Carson: "Criamos nosso próprio destino pela maneira como fazemos as coisas. Temos de aproveitar as oportunidades e ser responsáveis por nossas escolhas" (CARSON, Ben. p.61)
"A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus." E.G.W.

Fernando Pansera disse:
05 de setembro de 2016 às 09:57

O PL 1.411/2015 não me pareceu representar nenhuma mordaça ao educando.

Art. 2°. Entende-se como Assédio Ideológico toda prática que condicione o aluno a adotar determinado posicionamento político, partidário, ideológico ou qualquer tipo de constrangimento causado por outrem ao aluno por adotar posicionamento diverso do seu, independente de quem seja o agente.

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=FFBB2388C0858C1A63BCC8797C1D3AF4.proposicoesWeb1?codteor=1330054&filename=PL+1411/2015

Paulo A. disse:
05 de setembro de 2016 às 10:05

Das duas, uma: ou o autor não acompanha a conduta de boa parte dos profissionais de educação no nosso Brasil, ou, simplesmente, partilha da visão política estreita na qual eles são doutrinados (e doutrinam),estando, por isso, satisfeito. O Escola sem Partido pretende o exato oposto do que o autor propaga: é, justamente, uma tentativa de acabar com o discurso único promovido nas salas de aula, permitindo que os jovens conheçam propostas políticas/econômicas/sociais diversas, saindo do marasmo marxista a que são submetidos há décadas. Meus livros de historia jamais citaram que o pensamento econômico de Marx foi desmentido há um século. Jamais fizeram referência ao fato de que o comunismo inspirou os maiores massacres que o mundo já viu. Tivemos Carlos Gomes e Heitor Villa-Lobos, mas nos é dito que o auge da inspiração artística brasileira é a "musica de protesto". Idade Média? Trevas e obscurantismo, embora os medievais tenham produzido Santo Tomás de Aquino e nós tenhamos de conviver com o grafite e o funk. "- Sócrates, Platão, Aristóteles? Perda de tempo! Vou te mostrar como os EUA são culpados pela fome da África e,quem sabe,até pelo 7x1..". Tudo isso está conectado, é o pensamento único que dominou as universidades (e,assim,a formação dos professores) e a educação infantil e média. A mediocridade cultura e científica do brasileiro não é coincidência. Não, não temos uma "plena educação", e a Escola sem Partido é uma boa tentativa de ampliar os horizontes dos jovens, ao contrário do que pretende o autor.

incredulidade disse:
05 de setembro de 2016 às 10:32

O que artigos como esse querem é assegurar a continuidade da linha de produção ideológica da esquerda.
Uma fábrica de alienados, mantidos sob o jugo de uma doutrina monocromática.
Não é papel da escola formar ideologicamente ninguém, função exercida apenas nos regimes totalitários.
Escola está para mostrar os fatos. A análise crítica deve ser feita por cada um, inclusive, se quiser, não fazer análise nenhuma.
Larguem o osso, esquerdistas! Vão pregar suas ideologias nos regimes totalitários que vocês ainda controlam.

Observador.. disse:
05 de setembro de 2016 às 10:49

Escola é para ensinar matemática, português, geografia, história...
Não é local de doutrinamento. Não é local onde a ideologia que domina sindicatos irá prevalecer.
Não poderia jamais ser defendido isto.
Que se ensine apenas e que os estudantes, através de suas experiências e vivências escolham seu caminho pela vida.
É incrível ainda existir isto no Brasil.
Combina mais com os anos 30, século passado, em alguns países europeus que adoravam "uma escola com partido".

Professor Edson disse:
05 de setembro de 2016 às 11:12

Escola foi feita para ensinar, doutrinas ideológicas cada um faz na sua casa, no Facebook, ou em algum portal de notícia por aí.

Gabriel da Silva Merlin disse:
05 de setembro de 2016 às 12:59

Artigos como desses apenas que fazem ter certeza de que os motivos que levaram a criação do movimento "escola sem partidos" são extremamente reais.

Se fazer com que o aluno conheça o tema sob todos os seus pontos de vista é instituir uma "mordaça", então percebemos o tamanho do fanatismo daqueles como o articulista.

Persistente disse:
05 de setembro de 2016 às 14:53

Ensino de história (com um guardinha espionando atrás da porta):
1º série do ensino fundamental: alunos, qual foi a data do descobrimento do Brasil?
8ª série do ensino fundamental: quais foram as datas do (i) descobrimento do Brasil e (ii) da proclamação da independência?
3º ano do ensino médio: quais foram as datas do (i) descobrimento do Brasil, (ii) da proclamação da independência e (iii) da proclamação da república?

-Massacre e escravidão de índios? Não, alunos, o que houve foi um processo de educação dos selvagens que viviam aqui e que tiveram de trabalhar para construir uma sociedade meritocrática...
- Escravatura contra os negros? Nada disso: essa é a ideologia esquerdista proibida! Na verdade, os africanos vieram como convidados a ajudar uma sociedade próspera na lavoura do café!
- Condições de trabalho na Revolução Industrial? As melhores! O resto é discurso radical que está vedado! Homens, mulheres e crianças trabalham até à exaustão porque queriam provar o seu valor!
-Colonialismo? Bobagem esquerdista!
-Biologia: Deus criou Adão e Eva, e o resto a Bíblia ensina!
-Geografia: não existem desigualdades regionais nem essa história de Terceiro Mundo!
Português: a ortografia correta é pharmacia! E todos que não falam como ensina o SACCONI são analfabetos!

Thiago Bandeira disse:
05 de setembro de 2016 às 15:26

Camila Lanes?!?!!? Marilene Betros?!?!!? Ísis Tavares?!?!? João Virgílio Tagliavini?!?!?

Observador.. disse:
05 de setembro de 2016 às 15:41

Como se na escola sem partido os fatos não pudessem ser ensinados. Por isso é que devemos ter escola com bons professores e não com militantes!
Se ensina .Sem viés ideológico algum.
Ensinar a pensar nada tem a ver com doutrinar.
Ninguém repara como nossa educação é pífia?
Como ficamos anos luz atrás de países que só se preocupam em ensinar, ensinar e em ensinar?
Mais matemática! Menos ideologia!
O futuro do país agradece!
Precisamos de empreendedores e criadores. Gerar empregos e desenvolvimento!
Chega do "sonho de consumo", da maioria, ser "fazer concurso".
O Estado já não aguenta! Não há dinheiro para todos!
Alguém precisa criar e expandir riquezas.

Persistente disse:
05 de setembro de 2016 às 16:03

Lendo as abobrinhas dos "especialistas em Educação" que agora se arvoram no direito de DITAR o que um Professor pode falar ou não em sala de aula me vem a mente uma frase, talvez ate meio clichê mas nem por isso menos sabia e que foi atribuída ao Einstein: "Duas coisas são infinitas: o Universo e a ESTUPIDEZ HUMANA. Mas, no que respeita ao Universo, ainda não adquiri a certeza absoluta."

Rivadávia Rosa disse:
05 de setembro de 2016 às 16:59

Realmente. Há equívocos. A concepção prevista na Constituição é pluralista:

“Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: ... II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;...”

O que se quer afastar é a perversa doutrinação ideológica de cunho marxista-leninista– cuja praxis (socialismo real) foi responsável pela maior tragédia provocada pela ação (des) humana do século passado – reencarnada em pleno século XXI sob a instrumentalização descarada das disciplinas filosofia e sociologia.
Esse (des) caminho insensato de orientação ideológica emprenhado das categorias marxista-leninistas binárias como ‘luta de (sem) classes’, abolição/restrição uso da propriedade privada, materialismo (dialético/histórico), coletivismo, jargões anti-capitalistas, num bombardeio ideológico, municiado por uma suposta pedagogia revolucionária conduz criminosamente não só à destruição da educação mas também ao jugo da servidão.

C.C.B. disse:
05 de setembro de 2016 às 19:52

A insistência em "emancipação", "Pedagogia do Oprimido", apenas demonstra o quanto a educação brasileira é dominada pela doutrinação ideológica da esquerda marxista, que só atrasou e prejudicou a educação no país.
Além de levantar falácias contra o projeto do "Escola sem partido", o articulista acredita que apenas a esquerda possui a moral superior necessária para libertar o "oprimido".
Os índices de educação do país são ridículos, com a educação de base em péssimo nível. Mesmo nas Faculdades, milhões de estudantes não possuem o mínimo de raciocínio lógico, capacidade de interpretação ou outras habilidades básicas.
Enquanto a escola ficar dominada por essa ideologia ridícula, desviando o ensino das habilidades necessárias, o País será dominado por uma sociedade facilmente manipulada.
No fim, o que o articulista deseja é que as escolas permaneçam dominadas pela Moral-Emancipadora do Paulo Freire e Marxistas. Para isso não há mordaça, afinal, o "pensamento crítico" dos Professores Marxistas, apaixonados por Fidel e cia., serão os responsáveis pela "libertação das crianças".

Gryphon disse:
06 de setembro de 2016 às 00:12

Ao contrário do que algumas pessoas sem crítica pensam, NÃO É PROIBIDO SER DE ESQUERDA. Assim como não é proibido ser de direita, conservador, etc. Nunca ninguém proibiu a igreja católica de DOUTRINAR crianças no mais atrasado conservadorismo (nem com camisinha!). O PENSAMENTO E SUA EXPRESSÃO SÃO LIVRES NO BRASIL. Podemos ser de esquerda, SIM.

Gryphon disse:
06 de setembro de 2016 às 00:18

A propaganda da mídia de massa fez um belo trabalho na cabecinha de alguns. O Doutor Rivadavia está com medo do comunismo. Mesmo com 500% de JUROS no cartão de crédito. Mesmo com 50 canais de TV DOUTRINANDO TODOS A SEREM CONSUMISTAS IRRESPONSÁVEIS E EGOÍSTAS. MAs esse comunismo é um perigo mesmo. 50 anos de Hollywood na rede bobo não é DOUTRINAÇÃO, doutoreco? Comerciais de TV (e na internete) são comunistas, doutoreco? Propaganda de Coco Cola em todas as paredes da cidade é mensagem subliminar comunista? Ai, aí, esses professores marxistas estão ameaçando o império! Enquanto os bancos têm os maiores lucros da história, alguns imbecis acham que estão prestes a serem dominados por "comunistas". É muita burrice. Parecem olavetes.

ubira39 disse:
06 de setembro de 2016 às 06:42

Na verdade, precisamos de escolas com professores, e não com militantes ou cabos eleitorais!

Marden Leda disse:
06 de setembro de 2016 às 07:55

O texto do tal membro do MP, Doutor em não sei o quê lá, é uma prova ou uma amostra da necessidade do projeto "escola sem partido".

Richard Graion disse:
06 de setembro de 2016 às 08:29

Pois é...trata-se apenas de blá, blá blá. Esse pessoal que é contra a Escola sem Partido parece que não entendeu nada, ou finge que não entendeu as reais intenções do projeto, que aliás e muito louvável. Vamos então desenhar para que consiga entender: em nenhum momento o projeto visa por mordaça em ninguém. Ele apenas visa evitar que professores de esquerda/direita ou o que o valha incutam, na cabeça de crianças e adolescentes, as suas próprias convicções políticas, o que obviamente não é correto. Este assunto tem que ser exposto de forma ampla sem intenções obscuras. Se vai falar de política que fale de política e não impor os seus pensamentos de esquerda goela abaixo de mentes ainda em formação. Quanto às questões morais, religiosas, sexuais, neste ponto me reservo o direito de nem comentar, pois isso é assunto a ser tratado no seio FAMILIAR. Não vai ser um professor qualquer que vai doutrinar uma criança/adolescente sobre tais assuntos.

Adir Campos disse:
06 de setembro de 2016 às 08:57

Um dos aspectos mais escrachados desse projeto e de seus apoiadores é a dissimulação ideológica. Acusam os professores de ideologia, como se eles próprios não estivessem defendendo uma ideologia - a pior de todas as ideologias, que é o fascismo, que sempre posou de "neutralidade", embrutecendo a educação ao pretender retirar a reflexão sobre os conflitos sociais.
Essa cretinice ideológica fascista está em moda agora que a esquerda sofreu um grande revés com o golpe parlamentar.

preocupante disse:
06 de setembro de 2016 às 08:58

Desde de a década de 80 até o presente, domina nas escolas e universidades do Brasil uma doutrina ideológica marxista-leninista, a qual se intensificou com forte aporte de recursos públicos a partir de janeiro de 2003, quando Lula assumiu a presidência da república.
E os professores, sindicalistas e membros da representação de estudantes são os principais replicadores dessa prática tão nociva a liberdade de pensamento.
Diante disso, a nova geração de brasileiros (as), com exceção dos que se tornaram imunes ou se libertaram desse veneno ideológico, não conseguem ver, não aceitam ou admitem que o mundo é bem mais pluralista.
O interessante é que nos discursos deles para tentar impedir uma mudança de rumo e assim se abrir a possibilidade de se promover uma educação libertadora, usam o discurso que, em regra, é usado por nós que queremos um dia nos libertar dessa ditadura ideológica, do mesmo modo que (ab) usam do processo democrático para alcançar o poder e impor sua ditadura do proletariado de fachada.

Valdecir Trindade disse:
06 de setembro de 2016 às 08:59

Vi o projeto de lei da Escola sem Partido e não vi nele qual inconstitucionalidade. Ao contrário, penso que será a redenção do nosso sistema de ensino. Então senhores deputados, sigam em frente. Aprovem o projeto com urgência. A escola brasileira clama por oxigenação. Não suportamos mais o seu aparelhamentos por comunistas de todos os matizes.

Morandi disse:
06 de setembro de 2016 às 09:12

Com o respeito devido, de qual classe dominante o articulista trata? Por treze anos, os pseudos-esquerdistas estiveram no poder, justamente apoiada e apoiando esta mencionada classe dominante. Agora não servem mais? Tudo é projeto arquitetado pelas elites? Quais elites? Aquelas que os senhores alimentaram? Querem tratar do assunto, que se faça no âmbito pedagógico, estrutural, da própria educação, da liberdade de se manifestar e expressar, daquilo que realmente nós precisamos. O resto é conveniência, e disso o brasileiro está cansado!!!

L Sampaio disse:
06 de setembro de 2016 às 09:44

Eles estão mesmo desesperados.
Achavam que iriam eternamente fazer a guerrilha cultural gramscista sem qualquer resistência. Agora estão apelando até para afirmações falsas, como, aliás, manipularam a historiografia durante décadas.
Se são mesmo educadores, como pretendem, por que não permitem a seus educandos saber, de fato, o que é o pluralismo?
E se sua versão da História é tão certa e absoluta, por que não permitem democraticamente sua comparação com a visão liberal? Se ela for a melhor, vai prevalecer. Se não, vai morrer, como já aconteceu antes. PARA OS RADICAIS DE AMBOS OS LADOS, TEM AINDA A 3A VIA: PODE EMERGIR UMA RESPOSTA MISTA, a minha preferida. Mas parece que não são tão democráticos quanto dizem.
Eles estão mesmo desesperados.
Chega de catequese. ESP neles!

Afonso de Souza disse:
06 de setembro de 2016 às 10:35

O artigo, por si só, mostra como precisamos do Escola sem Partido. Quem o escreveu parece ter estudado numa escola com partido. E o tal José Advogado, idem. Reparem nas falácias dele.
PS: Há dois ou três dias, o senador Cristovam Buraque, relator do projeto, viu o que nossas escolas com partido produzem: fascistoides de esquerda incapazes de conviver com a divergência.

Afonso de Souza disse:
06 de setembro de 2016 às 10:52

E concordo com o Flizi (Outros): é fraude desqualificar o Projeto pelo que ele não é! O monte de falácias contra o Escola mostra apenas o quão urgente e necessário ele é.

Bruna Morato disse:
06 de setembro de 2016 às 11:06

Genial, professor! Tomo a liberdade de mencionar que estudei a vida inteira num colégio católico tradicional de São Paulo, ao qual devo grande parte do meu lado crítico, que não foi em nada afetado por ideologias dos professores; ao contrário, mostraram lados e conhecimento aos quais devo muito. Agradeço imensamente por você também fazer parte da minha formação. Por coincidência, também sou de esquerda, mas tenho excelentes professores de direita, que falam abertamente sobre isso, e nem por isso me torno daquele lado. Sim, é necessário que tentemos repudiar a ideia de que só os fatos sejam apresentados. Isso simplesmente é impossível. Da sistêmica - aqui falando da linha da psicologia, aprendemos que fazemos parte do todo. Tudo que não inclui o que somos ou pensamos simplesmente é artificial. Não tem como falar de X se não incluo minha visão de X. Parece, aos que se dizem muito neutros, que só se fala da minha visão e não de X. Que coisa estapafúrdia! Sou mulher e mãe, como não vou incluir como enxergo as coisas do meu ponto de vista? Por óbvio que consigo também olhar de outro ponto, mas não tenho como negar minha própria existência.... E isso é rico. É engrandecedor. É múltiplo. É inclusivo. É simplesmente necessário. O diferente disso é retroceder ao menos 50 anos em educação. Mas.... Relembro que em nossa bandeira há o escrito "Ordem e Progresso". Na verdade, é uma frase positivista, criada por Augusto Comte, em que suprimiram uma importante parte dela na bandeira pátria: O amor. A frase original é: "O amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim". Suprimiram, por óbvio, propositalmente, querendo então enviarem a seguinte mensagem: Só há progresso se houver ordem. Então, à ordem, não é mesmo, professor?

Bruna Morato disse:
06 de setembro de 2016 às 12:42

Genial, professor! Tomo a liberdade de mencionar que estudei a vida inteira num colégio católico tradicional de São Paulo, ao qual devo grande parte do meu lado crítico, que não foi em nada afetado por ideologias dos professores; ao contrário, mostraram lados e conhecimento aos quais devo muito. Agradeço imensamente por você também fazer parte da minha formação. Por coincidência, também sou de esquerda, mas tenho excelentes professores de direita, que falam abertamente sobre isso, e nem por isso me torno daquele lado. Sim, é necessário que tentemos repudiar a ideia de que só os fatos sejam apresentados. Isso simplesmente é impossível. Da sistêmica - aqui falando da linha da psicologia, aprendemos que fazemos parte do todo. Tudo que não inclui o que somos ou pensamos simplesmente é artificial. Não tem como falar de X se não incluo minha visão de X. Parece, aos que se dizem muito neutros, que só se fala da minha visão e não de X. Que coisa estapafúrdia! Sou mulher e mãe, como não vou incluir como enxergo as coisas do meu ponto de vista? Por óbvio que consigo também olhar de outro ponto, mas não tenho como negar minha própria existência.... E isso é rico. É engrandecedor. É múltiplo. É inclusivo. É simplesmente necessário. O diferente disso é retroceder ao menos 50 anos em educação. Mas.... Relembro que em nossa bandeira há o escrito "Ordem e Progresso". Na verdade, é uma frase positivista, criada por Augusto Comte, em que suprimiram uma importante parte dela na bandeira pátria: O amor. A frase original é: "O amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim". Suprimiram, por óbvio, propositalmente, querendo então enviarem a seguinte mensagem: Só há progresso se houver ordem. Então, à ordem, não é mesmo, professor?

Chenonceaux disse:
06 de setembro de 2016 às 12:49

O movimento "Escola sem Partido" e o PL com o mesmo nome são fruto de 3 vícios: a) ignorância; b) má-fé; c) fundamentalismo religioso tacanho; d) ódio aos próprios filhos.
a) Ignorância: a liberdade de expressão (art. 5°, IV da CF) é direito DE TODOS, individual, cláusula pétrea, que NEM POR EMENDA pode ser suprimido ou rebaixado. Quem diz que o PL não é inconstitucional não leu a Constituição ou não entende o que lê, analfabeto funcional.
b) Má-fé: se a defesa desse PL não é fruto da ignorância, é da má-fé de gente que finge não ter lido ou não entender o que leu na Constituição.
c) Fundamentalismo religioso tacanho: proíbe o ensino da Ciência (como a evolução) em favor da religião dos pais da criança infeliz, cujo direito à educação e à integridade física e psiquíca prevalece sobre a estupidez de quem a pôs no mundo.
d) Ódio aos filhos: é iniciativa de pais que veem nos filhos seres a serem possuídos como coisas, como animais na jaula, na coleira, escravos mirins que só devem satisfazer suas vontades, por mais baixas que sejam. Não suportam que os filhos recebam conhecimentos, cresçam, sigam seu caminho, aprendam a pensar. Tipos como os defensores desse projeto abjeto nunca deveriam ter filhos; deveriam criar baratas.

Radar disse:
06 de setembro de 2016 às 13:06

Na "escola sem partido" não se poderia sequer discutir essa excrescência chamada "Escola sem partido" ou o que levou uma horda de conservadores a promovê-la. É a esquisofrenia em seu grau máximo.

Lendo os comentários abaixo, também é possível identificar uma viagem saudosista ao início do século XIX. Os senhores de engenho pedindo que não se estimule o diálogo entre os feitores e os escravos, na senzala, pois isso poderia gerar revolta e insubmissão. Sim: a SENZALA SEM PARTIDO. Nossas classes mais conservadoras, como sempre, temendo o debate. O silêncio lhes parece mais seguro. A geração de 1964 morreu e reencarnou.

Também verifico que o pânico ao debate é na verdade ojeriza ao pensamento de esquerda, disfarçada. Tem um pessoalzinho fetichista que pensa mais em Marx/Lenin do que os antigos comunistas. Algum desejo reprimido, talvez, ódio e preconceito -- o mais provável.

Mas, hoje em dia, alunos do segundo grau não sabem nem o que é fórmula de Báskara. Professores não conseguem manter a ordem necessária para ensinar as quatro operações matemáticas, e as redes sociais denunciam que poucos conseguem distinguir entre "a gente" e "agente". Alguns mestres têm colapsos nervosos durante ou depois das aulas.

Ou seja, o que se quer é banir o pensamento divergente via sistema de ensino. Um sistema que, aliás, já é uma semi nulidade. Bem vindos ao século XIX.

Débora Feres disse:
06 de setembro de 2016 às 17:48

Deve criminalizar mesmo: " Assedio Intelectual " coloca a criança e o adolescente em situação de servidão diante aquele que possui autoridade. A Autodeterminação da pessoa deve ser respeitada e jamais imposta!
Já tive professores que ameaçavam reprovar alunos contrários a sua "ideologia" (nem precisa dizer de qual "partido era") precisei mudar de instituição .

Adir Campos disse:
06 de setembro de 2016 às 18:50

Se prestarmos bem atenção nos reais intentos daqueles que defendem esse projeto - dissimuladamente chamado de "escola sem partido" - veremos que, na realidade, não querem proteger os adolescentes de nenhum "assédio ideológico". É o contrário. A suposta neutralidade - que é uma ilusão ou uma farsa - na verdade é uma escola sem debate da história ou da sociologia, um lugar de perfeito domínio conservador e reacionário, portanto, um autêntico assédio ideológico que, aliás, já domina o debate nos meios comunicação e no seio de muitas famílias de classe média que, via de regra, são profundamente sectárias e autoritárias, e temem que seus filhos se revoltem com a forma selvagem e predatória que se tornou a sociedade brasileira.

Armando do Prado disse:
06 de setembro de 2016 às 19:49

O que precisamos de fato é de Judiciário sem partido. Causa espécie que certos ministros e juízes tenham partido, geralmente, o PSDB, aliás, partido derrotado quatro vezes e, por isso mesmo, inconformado buscou atalho para o poder. Quebrou a cara, pois o poder está nas mãos da banda podre do PMDB

Carlos Bevilacqua disse:
06 de setembro de 2016 às 19:57

A educação não deve ser desequilibrada nem extremista ou antagônica. É bom que educadores e educandos não se deixarem levar por certos argumentos falaciosos de radicais fanáticos com pretensões de persuadir e incutir na mente do aluno suas próprias convicções por esta ou aquela tendência política, ideológica, doutrinária e dogmática que pretendem pregar como se fossem donos da verdade, da realidade e da vida. A tendenciosidade não tem fundamento pedagógico e visa apenas à doutrinação ou lavagem mental que massifica, cerceia e amordaça o livre arbítrio – cala boca muito ao gosto dos ditadores ultrarreacionários e fundamentalistas dedicados ao "assédio intelectual" que visa restringir o pensamento a uma única possibilidade ou “ponto de vista” "capenga", sem quaisquer alternativas. Nada tem a ver com educação no sentido lato e estrito ou com o processo emancipador, independente e científico de ensino-aprendizagem pleno que ensina a “ler o mundo, ler a vida e finalmente ler o livro”, bem como ver a realidade sem prismas ou bitolas, mas sim com livre espaço criativo para o desenvolvimento científico, sem escravismo ideológico de qualquer natureza ou interdição mental subserviente a quaisquer tendenciosidades políticas, econômicas e doutrinárias...

Bruno de Paulo disse:
06 de setembro de 2016 às 22:27

Imbecil é aquele que acredita que o projeto "escola sem partido" é neutro e fruto de uma inciativa preocupada com a educação. Está claro e óbvio que a educação emancipadora assusta, como a ideia de liberdade amedrontava a sociedade escravocrata. Esse projeto é um absurdo. Pelo fim da dominação ideológica da classe social dominante! Não ao projeto "escola sem partido"!!!

Carlos Bevilacqua disse:
06 de setembro de 2016 às 22:59

É bom que educadores e educandos não se deixem levar... como marionetes ou teleguiados, ...
Tem todo o direito e razão a comentarista que mudou de instituição ante o desrespeito à autodeterminação e às ameaças. Isso não é papel de um educador, representa um grave e covarde desvio de função, uma conduta agressiva e abusiva.
Do mesmo modo razão cabe ao autor do comentário "Blá, Blá, Blá"... Mas duvido muito que alguns reconheçam o "desenho", embora fácil de entender, pois geralmente não arejam suas mentes por não conseguirem navegar além do estreito horizonte de suas limitações ribonucleicas que os prendem a retóricas persuasivas, evasivas, repetitivas, monótonas, anacrônicas, ilusórias e até disléxicas que os impedem de evoluir. São vítimas das próprias idéias fixas das quais não conseguem se libertar e com as quais pretendem vitimar os educandos.

Afonso de Souza disse:
06 de setembro de 2016 às 23:40

É espantoso que um Procurador do município (Simone Andrea) use de argumentos tão falaciosos! Para começar, diz que vai citar três argumentos e cita quatro, mas juntando todos não consegue um. Se professor tivesse liberdade de expressão total em sala de aula (para uma plateia cativa de menores!), poderia esquecer a ementa e pregar o nazismo! Que tal? Escola não é lugar de política, muito menos de doutrinação política.

Afonso de Souza disse:
07 de setembro de 2016 às 12:33

Ao Professor Armando Prado, que não sabe o que é fascismo, apesar de se dizer professor. Dilma foi legalmente destituída porque pensou que ser eleita - ainda que com base em muitas mentiras graves - significa poder fazer o que quiser. A Justiça está atrás de todos os corrutos, de todos os partidos. Não se deve ter bandido de estimação. Por fim, a "banda podre" do PMDB está lá porque estava na chapa dela!

Beto disse:
07 de setembro de 2016 às 13:03

Não podemos esquecer que o autor do artigo é político e do PSOL assim defende escola COM partido político. Se mudar O GOVERNO a filosofia do Ministério da Educação MUDA ENTÃO COMO FICA ESTA QUESTÃO????
O professor tem que ensinar matérias curriculares previstas no ensino e não comportamento sexual tipo "você só deve se situar como homem ou mulher quando tiver conhecimento pleno do que é ser homem e mulher" faça me o favor isto é ridículo a pessoa já nasce homem ou mulher e os pais não deve concordar que o professor incuta SUA IDEIA PESSOAL EM SEU FILHO ou filosofia de vida do professor que pode pensar assim ou assado. LOGO ESCOLA SEM PARTIDO É O CORRETO. Que pensa como o autor do artigo é o PT , O PSOL, PC do B, E SEUS PARIDOS CONHECIDOS COMO PUXADINHOS DO PT .

Observador.. disse:
07 de setembro de 2016 às 17:53

Pois sempre aparece um ou outro comentário, mesmo depois de alguns dias, em artigo tão polêmico quanto interessante.
Achei bem interessante os comentários dos Drs. Carlos Bevilacqua e Richard Graion.
Além de ter achado interessante o alerta do Prof.Armando do Prado.
Ah! Não sabia que o articulista é ligado ao PSOL.

César Peixoto disse:
07 de setembro de 2016 às 22:20

Não impressiona que não haja referência a um pensamento divergente daquele defendido pelos militantes da esquerda destacados no texto.
Não impressiona também a cara dura de utilizar os argumentos defendidos pelo “Escola sem Partido” para atacar o próprio projeto. É lastimável.
O projeto fala em NEUTRALIDADE na apresentação dos temas, só que a esquerda radical não admite o discurso contrário. A noção distorcida de democracia só vai até o momento em que o discurso é casadinho.
Acostumados com seu discurso único, com a formação de consenso, não podem sequer pensar em perder a plateia cativa dos alunos, soldados formados, ano a ano, nas instituições de ensino. São jovens alienados há décadas, ouvindo apenas as odiosas teorias que pregam o divisionismo apontado por Sun Tzu há 2.500 anos (“dividir para conquistar”).
A falta com a verdade chega a ponto de atribuir ao projeto a vedação de temas que envolvam a religião, como a “teoria da evolução das espécies”, quando o artigo 2º estabelece a “neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado”.
Finalmente, há que se pensar muito na elite cultural – “os atores do processo de ensino-aprendizagem” que manifestam seu repúdio ao projeto Escola Sem Partido.
Fossem preocupados mesmo com o ensino, o Brasil não frequentaria há anos as piores colocações nas avaliações da qualidade do ensino a nível mundial.
É urgente evitar o maior emburrecimento de nossos jovens. Aprendendo a pensar, talvez não saiam por aí quebrando o patrimônio privado, as agências dos bancos que foram parceiros do lulopetismo durante seus 13 anos no poder (lucrando "como nunca antes..."), nem tirando a vida e o sossego de quem precisa trabalhar e descansar.

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