Estado mínimo criou colapso dentro e fora de presídios brasileiros

Há pelo menos 40 anos o Ministério Público tenta, pela via judicial, obrigar o Estado a humanizar os presídios. E o Judiciário, na maioria das vezes, demonstrou entender serem discricionárias as decisões do Poder Executivo a respeito. Não se cuida, contudo, de política humanitária, mas de cumprimento da lei, que proíbe a superlotação de presídios e impõe, por exemplo, a separação dos presos condenados dos acusados ainda não julgados, bem como a observância de condições mínimas de segurança, salubridade e dignidade dos presos.

Tratar com abuso inaceitável quem foi privado da liberdade, justamente por ter cometido abusos inaceitáveis, indica desordem institucionalizada, provocando naturais rebeliões.

É certo que, até a década de 1980, o sistema carcerário ainda estava sob controle. Também fora dos presídios ainda havia segurança. Uma pessoa podia andar pela cidade, mesmo à noite, sem ser incomodada.

Tudo saiu do controle na década de 1990, quando o governo aderiu à cartilha da globalização econômica que, entre outras maldades sociais, impôs as teorias do Estado mínimo e da contenção de movimentos sociais.

Deveria a globalização unificar o comportamento das nações em todos os campos das relações humanas, especialmente na aceitação de diferenças raciais e religiosas, na cultura, educação, ciência e tecnologia. Isolando-se, entretanto, na área econômica, em vez de reduzir, acabou acentuando desigualdades.

Seria aceitável também a teoria do Estado mínimo se defendesse a menor intervenção estatal nas atividades privadas e a redução criteriosa da máquina administrativa ao tamanho do necessário à prestação eficiente dos serviços públicos essenciais à sociedade. Quando, todavia, desqualifica os serviços públicos e promove o sucateamento da máquina pública, com o objetivo de escolher beneficiários de privatizações e terceirizações, com concessões e vendas dirigidas, essa teoria pode acarretar sérios danos à organização social.

Não é verdade, a priori, que o que é público é ruim e só tem bom resultado o que parte da iniciativa privada. Há instituições públicas e privadas de excelência. Há algumas décadas, aliás, as melhores escolas, em todos os níveis, hospitais e empresas do país eram públicos.

É necessário compreender que ideologias político-partidárias estatizantes ou privatizantes iludem, mas não existem, apenas servindo para dar formal roupagem ao seu verdadeiro objetivo, que é a acomodação da gestão de recursos públicos e sociais nas mãos de grupos adeptos desta ou daquela facção.

Por esse equivocado caminho, a teoria do Estado mínimo cria governos fortes e enfraquece o Estado, tendendo sempre a beneficiar, assim, pequeno número de poderosos grupos econômicos que, continuam, num circulo vicioso, a financiar eleições do mesmo núcleo de poder, numa troca de favores entre corruptos. Não é o governo que deve ser forte, mas o Estado.

Só o Estado forte, com a meritocracia e a profissionalização de seus recursos humanos e com o investimento em adequada estrutura material, pode produzir saúde, educação e segurança pública de qualidade. Deve, assim, ser do tamanho do necessário, nem mínimo, nem máximo.

Nada impede que a iniciativa privada suplemente a atividade pública. Funções típicas do Estado, todavia, não podem ser delegadas a empresários, até tendo em vista os conflitos de interesses. Não há lugar para a promiscuidade entre o público e o privado.

De outra parte, só se podem conter movimentos sociais legítimos atendendo-se as reivindicações ou demonstrando-se a impossibilidade de fazê-lo. É temerária e até criminosa, porém, a deliberada criação de uma fila de desempregados, como ocorreu na década de 1990, com a finalidade de acabar com a possibilidade de greve, principal instrumento de negociação trabalhista, e, assim, aniquilar a ação sindical.

O certo é que tais teorias políticas debilitaram os órgãos públicos, incluindo a polícia, e levou o índice de desemprego nos grandes centros a mais de 20%, acabando por empurrar legiões de jovens à vadiagem e, em seguida, ao uso de drogas e, depois, ao tráfico, ao roubo e daí por diante, até chegar ao crime organizado ultraviolento.

Deu no que deu. A polícia tornou-se insuficiente e menos qualificada para vigiar e coibir a ação dos delinquentes dentro e fora dos presídios, o que só se agravou com a dita fila de desempregados e a consequente explosão da população carcerária.

Se um condenado corre riscos dentro do presídio, aqui fora não é diferente, pois o cidadão honesto corre a toda hora risco de vida em assaltos e barbáries à luz do dia, em qualquer lugar e até trancafiado dentro de casa. Uma terra sem lei, de salve-se quem puder, em que só o bandido está armado.

A privatização ou terceirização de atividades típicas do Estado, como a administração de presídios, além de aumentar despesas públicas com o superfaturamento, só potencializa o risco de rebeliões, como já comprovado.

Assim, a solução da guerra nos presídios passa necessariamente pela existência de honesta política de trabalho e emprego, pelo fortalecimento da segurança pública fora dos presídios e, enfim, pelo restabelecimento do Estado.

É preciso que a globalização recomece por outros caminhos. É preciso que a ética prevaleça sobre a economia.

Airton Florentino de Barros

é advogado, professor de Direito Empresarial, procurador de Justiça aposentado e fundador e ex-presidente do MP Democrático.

FLMiranda disse:
23 de janeiro de 2017 às 15:11

Apenas reflexos e resultados de uma ideologia política de direita.

Marcel Viana disse:
23 de janeiro de 2017 às 15:49

Afirmar que a culpa da violência e do caos nos presídios do Brasil é do"estado mínimo" é absurdamente equivocado.

Poucos países do mundo têm um estado tão inchado, tanta regulamentação e tanta intervenção nas liberdades individuais quanto o Brasil, e nenhum dos que estão na parte ruim desta lista pode ser considerado um exemplo de prosperidade e combate a violência.

O artigo parte de premissas extremamente equivocadas e dissociadas da realidade.

Marcel Viana disse:
23 de janeiro de 2017 às 15:49

Afirmar que a culpa da violência e do caos nos presídios do Brasil é do"estado mínimo" é absurdamente equivocado.

Poucos países do mundo têm um estado tão inchado, tanta regulamentação e tanta intervenção nas liberdades individuais quanto o Brasil, e nenhum dos que estão na parte ruim desta lista pode ser considerado um exemplo de prosperidade e combate a violência.

O artigo parte de premissas extremamente equivocadas e dissociadas da realidade.

Gabriel da Silva Merlin disse:
23 de janeiro de 2017 às 15:59

O autor do texto está se referindo a Estado Minimo no Brasil? Onde o que não faltam são grandes empresas "campeãs nacionais" escolhidas pelo Governo, onde há inúmeras regulamentações e exigências impostas pelo Governo as empresas e aos cidadãos, onde temos uma carga tributária absurda e um sistema tributário de doido, onde inúmeras agências reguladoras cartelizam os setores da economia e impedem que haja concorrência com as empresas já instaladas?

Eu confesso que realmente queria que o autor tivesse razão quando dá a entender que o Brasil seria um "Estado Minimo", mas infelizmente isso não passa ou de uma piada ou de uma afirmação feita por algum megalomaníaco.

Bellbird disse:
23 de janeiro de 2017 às 16:54

sempre tentando. Mas nada de concreto se consegue. Tenta, tenta , tenta....
Mas conseguiram todo tipo de auxílio.

Bellbird disse:
23 de janeiro de 2017 às 16:54

sempre tentando. Mas nada de concreto se consegue. Tenta, tenta , tenta....
Mas conseguiram todo tipo de auxílio.

Sidnei A. Mesacasa disse:
23 de janeiro de 2017 às 17:20

Nossa! O Estado Brasileiro falido pelos excessos cometidos nos gastos públicos há décadas e pela corrupção e o articulista atribui o caos na segurança e no sistema prisional ao "estado mínimo", ao "neoliberalismo" e à privatização dos presídios. Delírio total. Quando foi que vivemos "estado mínimo"? Sempre tivemos um estado que se interventor, corrupto e autorreferido. E que, justamente por isso, não faz o básico, que é cuidar da segurança. Quando o Estado parar de roubar seu povo as oportunidades surgirão e a criminalidade diminuirá.

Drake disse:
23 de janeiro de 2017 às 18:49

Os demais comentaristas foram precisos: falar em Estado mínimo no Brasil é uma verdadeira piada de mau gosto. Quisera eu vivêssemos em um Estado mínimo, que não fica incinerando inescrupulosamente o suado dinheiro de sua população. Tenha paciência!

Pedro MPE disse:
23 de janeiro de 2017 às 18:52

Data vênia discordo do articulista. A questão dos presídios no Brasil é bem mais complexa do que um modelo econômico de Estado. Perpassa por um sistema criminal ultrapassado que todas as instituições fomentaram por comodismo e que entrou em colapso. Mas de longe o problema da impunidade no Brasil é muito mais premente do que a crise do sistema carcerário. Aproximadamente sessenta e cinco mil brasileiros são mortos por ano e não se discute essa explosão da violência contra os cidadãos comuns com a mesma veemência, o que é uma hipocrisia. Coisas do Brasil..

Pedro MPE disse:
23 de janeiro de 2017 às 18:52

Data vênia discordo do articulista. A questão dos presídios no Brasil é bem mais complexa do que um modelo econômico de Estado. Perpassa por um sistema criminal ultrapassado que todas as instituições fomentaram por comodismo e que entrou em colapso. Mas de longe o problema da impunidade no Brasil é muito mais premente do que a crise do sistema carcerário. Aproximadamente sessenta e cinco mil brasileiros são mortos por ano e não se discute essa explosão da violência contra os cidadãos comuns com a mesma veemência, o que é uma hipocrisia. Coisas do Brasil..

afixa disse:
23 de janeiro de 2017 às 19:14

Prouni; Fies ; defensoria.
Estado mínimo? Mínimo?
Mínima é minha paciência para esta panfletagem.

Rivadávia Rosa disse:
23 de janeiro de 2017 às 20:55

Há os que fingem acreditar que o Estado ‘máximo’ pode resolver os problemas coletivos [comunidade nacional] mesmo sabendo que o [des] governo brasileiro atual configurado no estilo mafioso e em forma paquidérmica, excessivamente burocrático, voraz arrecadador de tributos e perdulário no uso dos recursos públicos, com uma gestão ineficiente, ineficaz e corrupta, cujo resultado não vai além de formar uma nababesca nomenklatura que se apropria criminosamente dos recursos públicos e dos incensados recursos naturais, aí sim de forma muito eficiente, inclusive na ‘nueva/nova’ derrama tributária, juros e preços mais altos do Planeta, e, em conseqüência abandona os serviços essenciais que deveriam ser prestados pelo Estado como justiça, segurança, saúde, educação básica, transporte e infraestrutura.
Estamos no tragicamente no típico Estado inepto (improper state) – identificado e definido desde ADAM SMITH, em 1776 – injusto, inconveniente, contrário às regras estabelecidas ou aos bons costumes; irregular, impolítico, indecente, grosseiro, incorreto, gerador da síndrome anárquico-autoritária – que é a falta de equilíbrio entre seu gigantismo e o nanismo do poder ...

Ainda, para o pensamento liberal o ‘Estado mínimo, não é sinônimo de Estado frágil’, o Estado deve ter limites em sua ação como meio para garantir o espaço de liberdade ao “indivíduo”, resumindo contra a “apoteose” hegeliana e “filisteia” do Estado.

PHGS disse:
24 de janeiro de 2017 às 01:17

''Nada impede que a iniciativa privada suplemente a atividade pública''

mas não é a iniciativa privada que sustenta a atividade pública, cara-pálida? quanta baboseira num texto tão pequeno...

Observador.. disse:
24 de janeiro de 2017 às 01:43

Nada tem de mínimo .
Sob aspecto algum.
O que é mínimo é o seu desempenho. Sua (do Estado) incompetência é enorme; sua fome por dinheiro do contribuinte é abissal . A contrapartida ? Pouca...quase nenhuma.
Rezo para em 2018 a sociedade eleja um PR que diminua o Estado, acabe com privilégios , ponha ineficientes na rua e faça nosso país funcionar.
Chega de agentes públicos dividirem sua falta de resultado com uma sociedade sofrida e envolta em escorchante carga tributária .

Pedro Teixeira de Araújo disse:
24 de janeiro de 2017 às 08:42

Acho que alguns dos comentaristas não se atentaram para o texto despicienda a paixão ideológica que nutrem -- mormente que pretende ver no Estado inchaço que em verdade não possui, vide comparativos da OECD (Organization for Economic Cooperation and Development). O texto é claríssimo no que diz ser o tamanho do Estado relativo: angaria na casa dos trilhões, fundos mais que suficientes pro atendimento das obrigações que lhes são impostas por Lei; mas por viés ideológico-econômico-político guinou para o esvaziamento da responsabilidade do Estado. O sentido é óbvio e a produção acadêmica corroborando essa conclusão é abundante.

Voldyriov disse:
24 de janeiro de 2017 às 08:58

Com todo respeito ao articulista, creio que o problema não está diretamente ligado à privatização ou não da administração dos presídios: essa é uma discussão menor.

A unidade prisional não produz nem as grades do cárcere, tudo passa por licitação, que, em tese, deveria ser sujeita à fiscalização do MP. Suas competências são vastas, assim como a diluição da competência a respeito do sistema penal entre os entes federados, tudo normatizado.

Isso gera o principal problema do setor público: na iniciativa privada, se um funcionário comete um erro grosseiro, ele é compelido a assumir e tomar as rédeas da situação, porque se esconder debaixo do tapete e alguém de cima escorregar, cabeças rolam.

No nosso sistema de responsabilidade do agente público, ele é propenso a atribuir a outrem a autoria (algo fácil quando se lida com inúmeros entes trabalhando em conjunto) ou a negar veementemente.

Privatizando ou não, há fiscalização do dinheiro público empregado?

Samuel Cremasco Pavan de Oliveira disse:
24 de janeiro de 2017 às 09:16

É bom o texto apresentado pelo ilustre autor, mas peca ao definir a proposta de "Estado mínimo" incorretamente.
.
Essa proposta, baseada na ideologia do liberalismo econômico, preconiza justamente que o Estado atue somente em áreas essenciais, dentre as quais a segurança pública - em todas suas vertentes - está presente, naturalmente. O contrário disso quem prega não são os liberais, mas os anarquistas, que parecem querer a volta da vingança privada, do "olho por olho, dente por dente".
.
Não, os liberais não defendem a abstenção do Estado onde justamente somente ele deve atuar, com o monopólio legítimo do uso da força, como é o caso da área de segurança.
.
E não, não sabemos o que é Estado mínimo em nosso País. Em nossos 517 anos de história, ainda não vivemos essa experiência.

Hilton Fraboni disse:
24 de janeiro de 2017 às 09:47

O estado precisa sim encolher-se, ficar mais ágil, devolver serviços de excelência ao contribuinte, ser blindado dos interesses políticos e priorizar o cidadão de bem.
A questão presidiária poderia ser resolvida pela estrutura social na preventiva, uma vez encarcerado não pode requerer da vítima que lhe dê mais e melhor do que ela tem. Todos tratam a questão como se o estado produzisse dinheiro para dar e fazer o que bem quer, mas não! Quem paga a comida di presidiário é a vítima que foi assaltada, estuprada, baleada...

Flávio Pereira disse:
24 de janeiro de 2017 às 10:01

O texto apresentado em nome do Ministério Público traz certa perplexidade. Não é admissível que um contexto de tão grande sofisma seja expressão da instituição. O filósofo Luiz Felipe Pondé tem debatido, de forma franca, a incrustação da ideologia socialista na sociedade brasileira como "moda", não fruto de uma pensamento crítico. Eis a consequência para nossas instituições.

Kipling disse:
24 de janeiro de 2017 às 10:12

O Estado brasileiro se tornou inepto, incompetente. Mas a solução dos graves problemas nacionais (educação pública, saúde pública e segurança pública), com serviços de qualidade que não temos, é dever do Estado. São direitos sociais previstos na Constituição (art. 6º) !
O articulista mostra que o Estado se divorciou de seus deveres mais caros; tudo para atender o que prega a "cartilha da globalização econômica".
Em nome dessa nefasta "cartilha", o Estado se enfraqueceu, se tornou "mínimo" ao beneficiar "pequeno número de poderosos grupos econômicos que, continuam, num circulo vicioso, a financiar eleições do mesmo núcleo de poder, numa troca de favores entre corruptos".
Conclui, com muita felicidade: "Nada impede que a iniciativa privada suplemente a atividade pública. Funções típicas do Estado, todavia, não podem ser delegadas a empresários, até tendo em vista os conflitos de interesses. Não há lugar para a promiscuidade entre o público e o privado".
Indisfarçável que o Estado se tornou "mínimo" porque entregou a quem não devia uma gigantesca tarefa que deve ser sua. Não querem entender isso, que é tão óbvio?! Estão surdos e cegos !
As conclusões do sério articulista são inatacáveis: "A polícia tornou-se insuficiente e menos qualificada para vigiar e coibir a ação dos delinquentes dentro e fora dos presídios, o que só se agravou com a dita fila de desempregados e a consequente explosão da população carcerária" (...) "A privatização ou terceirização de atividades típicas do Estado, como a administração de presídios, além de aumentar despesas públicas com o superfaturamento, só potencializa o risco de rebeliões, como já comprovado".
A globalização deve seguir outro rumo.
"É preciso que a ética prevaleça sobre a economia".
EXCELENTE ARTIGO.

Kipling disse:
24 de janeiro de 2017 às 10:16

O Estado brasileiro se tornou inepto, incompetente. Mas a solução dos graves problemas nacionais (educação pública, saúde pública e segurança pública), com serviços de qualidade que não temos, é dever do Estado. São direitos sociais previstos na Constituição (art. 6º) !
O articulista mostra que o Estado se divorciou de seus deveres mais caros; tudo para atender o que prega a "cartilha da globalização econômica".
Em nome dessa nefasta "cartilha", o Estado se enfraqueceu, se tornou "mínimo" ao beneficiar "pequeno número de poderosos grupos econômicos que, continuam, num circulo vicioso, a financiar eleições do mesmo núcleo de poder, numa troca de favores entre corruptos".
Conclui, com muita felicidade: "Nada impede que a iniciativa privada suplemente a atividade pública. Funções típicas do Estado, todavia, não podem ser delegadas a empresários, até tendo em vista os conflitos de interesses. Não há lugar para a promiscuidade entre o público e o privado".
Indisfarçável que o Estado se tornou "mínimo" porque entregou a quem não devia uma gigantesca tarefa que deve ser sua. Não querem entender isso, que é tão óbvio?! Estão surdos e cegos !
As conclusões do sério articulista são inatacáveis: "A polícia tornou-se insuficiente e menos qualificada para vigiar e coibir a ação dos delinquentes dentro e fora dos presídios, o que só se agravou com a dita fila de desempregados e a consequente explosão da população carcerária" (...) "A privatização ou terceirização de atividades típicas do Estado, como a administração de presídios, além de aumentar despesas públicas com o superfaturamento, só potencializa o risco de rebeliões, como já comprovado".
A globalização deve seguir outro rumo.
"É preciso que a ética prevaleça sobre a economia".
EXCELENTE ARTIGO.

Kipling disse:
24 de janeiro de 2017 às 10:20

Esse comentário sob o título " O ESTADO INEPTO" é meu. Enviei duas vezes porque notei, na primeira vez, que, ESTRANHAMENTE, o comentário não saiu em meu nome e sim como se fora de um tal "Flávio" de tal !

daniel disse:
24 de janeiro de 2017 às 10:36

o que criou o colapso foi esta visão de esquerda, que destrói valores e transforma bandido em "vítima da sociedade"

daniel disse:
24 de janeiro de 2017 às 10:36

o que criou o colapso foi esta visão de esquerda, que destrói valores e transforma bandido em "vítima da sociedade"

Mateus Côrte Vitória disse:
24 de janeiro de 2017 às 11:02

Este texto só pode estar sendo sarcástico... desde quando existiu Estado Mínimo no Brasil???? Justamente por termos um Estado inchado e interventor, que não dá conta dos serviços públicos mais básicos, é que a situação carcerária chegou onde chegou. Estado inchado, corrupto e incompetente: eis a verdadeira causa do caos que vive a nossa sociedade. A situação chegou ao ponto que, em diversos lugares, nem os salários do funcionalismo público podem ser pagos em dia, tendo em vista o nababesco Estado que criamos achando que o dinheiro para custeá-lo dá em árvore.

preocupante disse:
24 de janeiro de 2017 às 11:21

Culpar o Estado e a globalização é apenas um meio de esquivar os verdadeiros culpados por essa tragédia instalada na sociedade brasileira.
Os verdadeiros culpados são os membros dos três poderes da República e do ministério público, os quais se aliaram para dilapidar o patrimônio público através da corrupção direta e da corrupção indireta sob forma de leis - inconstitucionais - que dá aos membros desses poderes inúmeros privilégios, tais como auxílios moradia, alimentação, etc., passagens aéreas em primeira classe, motorista particular em carro oficial....
A situação é tão crítica que até os membros desses poderes que possuem conduta pública e ilibada são perseguidos pelos demais.

Rejane Guimarães Amarante disse:
24 de janeiro de 2017 às 11:28

Só tem um jeito, conferir cada passo do Estado, seus gastos, suas contratações e prioridades. E isso só pode ser feito com a ampliação da competência do Tribunal do Júri para TODAS as causas, notadamente, para o julgamento de autoridades por Júri Popular. Na qualidade de cidadã, apresentamos proposta de projeto de lei no site do senado nesse sentido. Se conseguirmos 20 mil apoios até 15/04/2017, a proposta será debatida pelos senadores. Para votar, basta acessar o link https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=64610

Mauro Garcia disse:
24 de janeiro de 2017 às 14:32

Complementando o que o "preocupante" falou (falou e disse!). Aposentadorias precoces também se incluem como uma forma de corrupção com roupagens legais. O Estado paga por um funcionário, mas não tem seus valorosos serviços, uma sangria de recursos que deixam de ser aplicados no social. A propósito, o nobre articulista aposentou com quantos anos?

Afonso de Souza disse:
24 de janeiro de 2017 às 14:35

Artigo muito, muito ruim! Misturou estado mínimo (onde?? quando??), globalização, justiça social e crise nos presídios. Olavo de Carvalho está certo: essa gente parou de pensar.

Observador.. disse:
24 de janeiro de 2017 às 17:13

Quais sem ranço ideológico e usando números e estatísticas conseguem desdizer que nosso Estado é obeso e péssimo gastador?
O problema é que querem dividir com a sociedade a ineficiência de um Estado burocrático , lento e voltado para si, não com meta - permanente e não como se fosse um favor - de bem servir a sociedade.
Nossa ineficiência estatal é patente. A luta das corporações por independência e por nenhum controle social é clara.
Que em 2018 a nação mude tudo isso . Que não se perca a chance de trilhar novos caminhos.

Carlos Frederico Coelho Nogueira disse:
25 de janeiro de 2017 às 14:26

Parabéns ao ilustre articulista, que demonstrou, de maneira clara, firme e sintética, as mazelas do chamado "Estado Mínimo", defendido pelos neoliberais do Consenso de Washington e dos Milton Friedman de Chicago.
Esse Estado Mínimo nada mais é do que um Estado que não pode garantir segurança aos cidadãos, ou porque ela foi privatizada ou porque, sem poder (ou querer) gastar com ela, deixam-se os presídios nas péssimas condições em que se encontram.
Para os defensores do Estado Neoliberal - ou mínimo - o importante é pagar os escorchantes juros da dívida pública, em benefício de banqueiros nacionais e internacionais e de rentistas, em detrimento de toda a sociedade brasileira.

ponderado disse:
29 de janeiro de 2017 às 18:16

É uma grande covardia enquadrar "pé de chinelo" como traficante de drogas ilícitas, pois o verdadeiro traficante é o indivíduo q faz do mercado drogas um profissão, um meio de vida. Movimentando muito dinheiro em conta corrente própria ou terceirizada, apresentando renda forjada/camuflada/simulada (sem origem lícita) em milhões de reais, grande quantidade de bens em sua DIRF e DIRPJ. O judiciário ñ levando em a potencial lesividade dos fatos levados ao seu crivo. Isso explica a razão do super encarceramento. Muito lamentável.

ponderado disse:
29 de janeiro de 2017 às 18:16

É uma grande covardia enquadrar "pé de chinelo" como traficante de drogas ilícitas, pois o verdadeiro traficante é o indivíduo q faz do mercado drogas um profissão, um meio de vida. Movimentando muito dinheiro em conta corrente própria ou terceirizada, apresentando renda forjada/camuflada/simulada (sem origem lícita) em milhões de reais, grande quantidade de bens em sua DIRF e DIRPJ. O judiciário ñ levando em a potencial lesividade dos fatos levados ao seu crivo. Isso explica a razão do super encarceramento. Muito lamentável.

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