Ajuferjes considera protestos do PT como ataques ao Judiciário

Os protestos do Partido dos Trabalhadores contra a decisão do juiz Sergio Moro de condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva são uma "campanha difamatória inadmissível". Essa é a opinião da Associação de Juízes Federais do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Ajuferjes).

Por meio de nota, a entidade defendeu o juiz Sergio Moro e disse que os protestos petistas ameaçam a independência do Judiciário e o conceito de igualdade de todos perante a lei.

Leia a nota:

Quando os fatos debatidos em processo judicial deixam os prédios da Justiça para se tornar alvo de militância político-partidária desrespeitosa às decisões do Poder Judiciário ingressa-se em campo perigoso para o Estado de Direito.

É inadmissível que um partido político patrocine de público campanha difamatória contra magistrado como forma de irresignação com suas decisões como fez ontem o Partido dos Trabalhadores contra o juiz federal Sérgio Moro, juiz probo, correto e imparcial como por diversas vezes já afirmado no âmbito do processo da Operação Lava-Jato pelo igualmente honrado Tribunal Regional Federal da Quarta Região.

Esse tipo de agressão atinge, de um só golpe, dois pilares fundamentais do Estado de Direito: a independência do Poder Judiciário e a igualdade de todos perante a lei.

É necessário neste momento reavivar a importância desses elementos essenciais à democracia, pelo bem das instituições e da República.

Fabrício Fernandes de Castro

Presidente da AJUFERJES

ju2 disse:
14 de julho de 2017 às 11:59

O judiciário só começará a ser considerado "independente" quando começar a prender tucanos graúdos. No mais, a choradeira do Alfajores, digo. da Ajuferjes, é mimimi coxinha.

Advogado militante disse:
14 de julho de 2017 às 13:49

Quando o procurador Deltan convocou entrevista coletiva em nome do MPF para chamar Lula de ladrão a Ajufe ficou calada.
Só reclama quando a resposta parte do adversário.

Thadeu de New disse:
14 de julho de 2017 às 14:28

Mi, mi, mi, kkkkkk - exato.!!!! Foi no ponto, tanto no mi mi mi quanto a prender tucanos/coxinhas graúdos. Cadê peito ???!!!

Marcos Alves Pintar disse:
14 de julho de 2017 às 15:05

Aos juízes é vedado qualquer atividade de natureza político-partidária. Nesse caso, ao criticar publicamente as manifestações legítimas do Partido dos Trabalhadores, por mais que não gostemos dos petistas, os juízes assumiram um lado na agenda política, incorrendo em falta funcional e quebra de parcialidade para julgar ações que envolvem o PT, petistas ou o PSDB e tucanos. Como a época atual é de deterioração completa das instituições, a falta como de praxe será completamente ignorada pelas corregedorias e pelo moribundo e deteriorado Conselho Nacional de Justiça.

S.Bernardelli disse:
14 de julho de 2017 às 15:57

Os puxa – saco, os defensores do JUIZ DOENTE ESTÃO DEFENDENDO O PACIENTE CONTRA AS MANIFESTAÇÕES DA MILITÂNCIA PETISTA. Garanto aos senhores que se SERGIO MORO FOSSE UM JUIZ IMPARCIAL E JUSTO não iria ter, manifestação contra ele. Infelizmente o amigo de vocês é um juiz que usa e abusa da autoridade que tem, não respeitando toga que veste, pois essa toga com bem disse A MINISTRA CÁRMEN LÚCIA, “A TOGA NÃO PERTENCE A NENHUM JUIZ E SIM AO POVO BRASILEIRO”, portanto Se a Toga nos pertence mesmo que SIMBOLICAMENTE temos o direito de METER A BOCA NO TROMBONE quando estamos cientes e muito bem informados sobre uma CONDENAÇÃO ESDRUXULA E A FORMA DE COMO O SENHOR MORO COLOCOU A TESE FALACIOSA. Desrespeitosos são vocês QUE DEFENDE MORO COMO PAULO MALUF DEFENDEU O TEMER, SÓ FALTOU VOCÊS DIZEREM QUE ELE É POBRE... TENHAM VERGONHA E VÃO TRABALHAR.

Marcelo-ADV disse:
14 de julho de 2017 às 17:19

“Igualdade de todos perante a lei”, esse trecho chama mesmo a atenção.

Sem mais comentários!

Rubens Oficial Antônio da Silva disse:
18 de julho de 2017 às 13:53

Que bobagem! Trabalhei 27 anos com juízes e nunca conheci um que agisse com a parcialidade de Sérgio Moro nem quem condenasse contra as provas dos autos, como ele faz. Quem arranha a imagem do Judiciário é exatamente Moro. A Associação deveria apoiar a legalidade e não a arbitrariedade.

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