Os processos, os julgamentos e a prisão a que é submetido o ex-presidente Lula configuram e simbolizam, em diversos sentidos e significados, uma tragédia típica brasileira. Representam e reproduzem a tradição das relações sociais, econômicas e políticas no Brasil: uma história de profundas desigualdades, violências, injustiças, perseguições e arbítrios[1]. Por isso tudo, o “Caso Lula” é paradigmático e traumático[2].
Em suas tramas, ardis e arbitrariedades, os processos e seus julgamentos estão expondo a relação mal dissimulada e perpetuada entre o Direito e as estruturas jurídicas do Estado e o poder dominante, entre promotores, juízes, desembargadores e ministros de tribunais e os interesses políticos de grupos que compõem o “sistema hegemônico de poder”[3], cujas estratégias se utilizam da violência institucionalizada do Estado brasileiro sempre em proveito de interesses particulares e dissociados do interesse geral, notadamente para perseguir, condenar e prender, a qualquer custo, aqueles que ameacem ou ousem subverter, alterar ou modificar o referido “sistema” em proveito das classes ou setores desfavorecidos.
No Caso Lula compõe-se então um espetáculo farsesco, teatros jurídicos dos quais emanam, nas palavras “técnicas” dos funcionários do Estado – juízes e membros do ministério público –, o drama inteiro de uma sociedade partida e presa em suas características formadoras: perseguição, injustiça, desigualdade, arbítrio. Com esse martírio judicial imposto a Lula, ainda que não queiram seus atores, os tribunais passam a ser a caixa de ressonância, a reverberar, intensa e explicitamente, os ecos que reafirmam e confirmam esses traumas coletivos[4] que estruturam e afligem nossa sociedade.
No chamado “caso do triplex”, que resultou na prisão antecipada e inconstitucional do ex-presidente, por mais que tentem negar a perseguição judicial, o julgamento e a condenação imposta a Lula naquela brutal cerimônia judicial do Tribunal Regional Federal da 4ª Região simbolizam em diversas passagens e conteúdos esse trauma social. Na “peça teatral” encenada no TRF-4, a tragédia brasileira foi exposta em diversas dimensões: na parcialidade e nas arbitrariedades (antecipação do julgamento em relação a centenas de casos anteriores, que foi marcado em tempo recorde, na metade do tempo dos julgamentos mais rápidos já realizados naquele tribunal[5], no conluio evidente do acerto do resultado, em que os três desembargadores votaram unificados pela condenação e pelo aumento de pena desproporcional, na manifestação antecipada do presidente do tribunal em elogio à sentença objeto do recurso); no preconceito e discriminação (homens brancos, bem nascidos, tradicionais, da melhor estirpe burocrática brasileira julgando um nordestino submetido ao juízo universal da "lava jato"[6]); e no autoritarismo e na violência (o desrespeito ao pacto constitucional pela violência pura e simples do poder judicial, subvertendo o sentido da lei e extrapolando os limites do processo e do caso, com desprezo e desconsideração com as alegações da defesa e aumento da condenação sem nenhuma bases jurídica e factual para tanto[7], o objetivo não declarado mas explícito de utilização do poder judiciário para interferir nas eleições).
Infelizmente, o julgamento de segunda instância foi marcado pela combinação inaceitável do resultado entre os três desembargadores federais, inclusive na determinação odiosa de um aumento de pena, uma manobra feita à socapa com o objetivo malicioso de evitar a incidência da prescrição. Transmitido ao vivo pela TV, como um espetáculo, o julgamento não tratou das questões levantadas pela defesa, não apreciou as provas produzidas que inocentam Lula, não observou a necessária imparcialidade e serviu de palco para a reprodução dos argumentos principiológicos que servem para um discurso político, mas não para um julgamento judicial.
Essa etapa do TRF-4, porém, somente consolidou a condição de um processo viciado e repleto de ilegalidades, conduzido com extrema parcialidade pelo juiz do caso. A expectativa, que agora se remete para os tribunais superiores, era que houvesse o mínimo de imparcialidade e observância do devido processo legal e outras garantias fundamentais, consagradas na Constituição e na tradição jurídica internacional, com a superação da etapa de arbitrariedades e ilegalidades contumazes praticadas na primeira instância pelo juiz Sergio Moro.
Com efeito, foram muitas as ilegalidades cometidas no curso do processo. Cabe citar, por exemplo, a espantosa e ilegal condução coercitiva a que foi submetido o ex-presidente Lula em março de 2016, efetuada sem respeito sequer da regra legal que disciplina a matéria[8].
Outro ato promovido pelo juiz do caso, repleto de ilegalidades e que por si só ensejaria, caso estivéssemos em um processo regido pelo devido processo legal, o seu afastamento imediato do caso, foi o vazamento ilegal (a lei de interceptação brasileira garante expressamente o sigilo) por ele de áudios captados após o término do período judicialmente autorizado de conversas do ex-presidente Lula com a então presidente Dilma Rousseff. O STF, em pronunciamento sobre essa situação, reconheceu a ilegalidade da divulgação e da captação, apesar de, inadvertidamente, não ter afastado o juiz[9].
Há outras demonstrações da perseguição a que Lula está sendo submetido. Entre elas, está a decisão arbitrária de outro juiz de proibir, inexistindo justificativa plausível, as atividades do Instituto Lula, sem que houvesse sequer pedido do ministério público nesse sentido, apenas como medida de exposição e humilhação públicas[10]. De tão absurda, a decisão foi cassada rapidamente pelo tribunal competente[11].
Em suma, são muitas as medidas que estão sendo tomadas por parte do judiciário contra o ex-presidente Lula, com o intuito único de constrangê-lo. Agora, já preso antecipadamente, em situação inconstitucional, o ex-presidente Lula obteve um habeas corpus que, incrivelmente, não foi cumprido, com intervenções judiciais heterodoxas, para dizer o mínimo, de instâncias não vinculadas ao caso, notadamente do juiz acusador Sérgio Moro, cuja jurisdição já se encerrara e que despachou durante as férias[12] para impedir o cumprimento do habeas[13].
Adotou-se contra Lula o chamado “direito penal do inimigo”, ou seja, uma guerra jurídica promovida contra uma pessoa, em que há abuso e desvios das competências estatais. Uma política judiciária de identificação prévia e criminalização total da pessoa, independentemente e antes mesmo da existência de crime. Em relação a Lula, agem como o “juiz que não quer perder o jogo”, como foi exposto pelo renomado jurista italiano Luigi Ferrajoli em audiência pública realizada no Parlamento de Roma em 11 de abril do ano passado[14], e em carta posterior, no qual denuncia enfaticamente a perseguição a Lula e a “impressionante” falta de imparcialidade do judiciário brasileiro[15].
Ante tal quadro, a defesa de Lula já acionou o Comitê de Direitos Humanos da ONU sustentando, com razão, que o ex-presidente não poderá ter julgamentos justos, que respeitem o devido processo legal e o amplo direito à defesa, no atual cenário político do Brasil, que passa por um perigoso momento histórico em que direitos e garantia constitucionais e a própria ordem democrática encontram-se em perigo.
A prisão de Lula, do mesmo modo, representa mais um duro golpe na democracia brasileira. Ainda sem o trânsito em julgado do processo em curso, a execução provisória da pena, com a prisão, constitui medida de exceção que deve ser rechaçada em face da violação que representa para a democracia e os direitos humanos.
A defesa de Lula já questionou nos tribunais superiores, em especial no Supremo Tribunal Federal, a possibilidade da prisão antecipada sem que tenham se esgotados todos os recursos cabíveis, o que representa uma violação do princípio constitucional da presunção de inocência, consagrado internacionalmente, inclusive em tratados internacionais dos quais o Brasil faz parte, notadamente a Convenção Interamericana de Direitos Humanos.
Contudo, o Supremo Tribunal Federal negou a soltura de Lula em julgamento polêmico, pois apesar da negativa, já se formou a maioria pela tese da impossibilidade da execução provisória da pena sem o trânsito em julgado. Porém, o STF não pauta os julgamentos de duas ações de caráter constitucional – ações declaratórias de constitucionalidade – que vão fixar esse posicionamento. Ao postergar o julgamento de tais ações, evita-se a imediata revogação da ordem de prisão de Lula, uma prisão inconstitucional e injusta, que viola a ordem jurídica nacional e internacional.
Na verdade, pelo aspecto traumático e simbólico de que se reveste, a perseguição judicial a Lula em processos e julgamentos eivados de vícios e arbitrariedades, em que fica explícita a utilização do Poder Judiciário em defesa de interesses políticos particulares, sendo o maior deles impedir que Lula dispute e se eleja novamente, marcará indelevelmente a história brasileira, e em particular a história judicial brasileira, como um caso relevante da nossa tragédia social. Essa “tarefa” imposta ao Poder Judiciário pelos poderes que não admitem Lula está cada vez mais clara e revelada ao Brasil e ao mundo.
Cristaliza-se, com isso, um mal-estar generalizado na sociedade, com a progressiva descrença do sistema judicial[16]. É o inconsciente coletivo da sociedade que cada vez mais solidifica-se na desconfiança em relação ao Estado, à sociedade política. Um “trauma coletivo” que nos impele para a manutenção de uma ordem injusta, particular e escravocrata.
Consideradas as balizas constitucionais do Estado Democrático de Direito e da Democracia, a anulação do processo e a revisão dos procedimentos adotados em face do ex-presidente Lula, com sua absolvição, são uma obrigação constitucional dos tribunais superiores brasileiros. Do mesmo modo, deve-se garantir a possiblidade de Lula ser candidato a presidente da República. Caso isso não aconteça, a justiça brasileira pagará o eterno preço da desmoralização histórica e do descrédito institucional, adicionando mais um capítulo nefasto em sua trajetória.
[1] O embaixador Samuel Pinheiro Guimarães sintetiza, em passagem de livro primoroso, esse triste trauma histórico brasileiro: “As questões que atormentam o quotidiano dos brasileiros – ignorância, pobreza, violência, poluição, racismo corrupção, arbítrio, mistificação, desemprego, miséria e opulência – são manifestações das extraordinárias disparidades, das crônicas vulnerabilidades e do desigual subdesenvolvimento que caracterizam a sociedade brasileira. Disparidades, vulnerabilidades e subdesenvolvimento que se encontram profundamente entrelaçados em relações circulares de causa e efeito cumulativas, que se agravam mutuamente com o tempo”. (Desafios Brasileiros na Era dos Gigantes, Rio de Janeiro: Contraponto, 2005, p.15).
[2] Esse texto utiliza a abordagem e conceitos elaborados por Shoshana Felmam, crítica literária e professora de Literatura Comparada e de Literatura Francesa na Emory University e Yale (1974-2004), que em obra original e interdisciplinar traça os encontros entre direito, literatura, psicanálise, história e política. Intitulada Inconsciente Jurídico – Julgamentos e Traumas no Século XX (Trad. Ariani Bueno Sudatti, São Paulo: Edipro, 2014), a obra lança luz sobre a relação oculta mas inevitável entre o direito, por meio de seus julgamentos, e os traumas individuais e coletivos. Segundo ela, “Em uma era na qual os julgamentos – televisionados e transmitidos em várias mídias – cessaram de ser um assunto de interesse exclusivo dos juristas e penetraram e invadiram de modo crescente a cultura, a literatura, a arte, a política e as deliberações da vida pública como um todo, a relação oculta entre o trauma e o direito foi gradualmente se tornando mais visível e mais dramaticamente aparente” (fls. 22). Como explica no prefácio do livro Márcio Seligmann-Silva, Shoshana Felmam em sua obra “mostra de que maneira podemos perceber os tribunais e os julgamentos jurídicos como uma via privilegiada de acesso aos traumas sociais, funcionando também como uma lupa, ou seja, uma lente que aproxima e dilata as fissuras da sociedade.” (fls. 8). Como exemplo, é indubitável que o julgamento de Lula no TRF-4 está prenhe de dimensões e significados políticos e sociais e se configura em julgamento histórico pelas consequências (negativas para o Brasil) que dele advirão.
[3] Na explicação de Samuel Pinheiro Guimarães: “O poder da macroestrutura hegemônica da sociedade brasileira tem sua última instância no sistema jurídico, policial e penitenciário que permitia a repressão violenta e implacável daqueles que se rebelavam contra a autoridade portuguesa e mais tarde contra suas herdeiras, as autoridades imperiais e republicanas da República Velha e do Estado Novo, do regime democrático da Constituição de 1946, da ditadura civil-militar e da Nova República de 1985”. (Op. Cit., p. 34).
[4] Shoshana Felmam, no capítulo introdutório de seu excelente livro, discorre em notas longamente sobre o conceito de trauma, citando diversos autores e teorias que no campo da psicanálise ainda disputam posições. Contudo, para o que interessa, explica que o trauma, no campo psicológico, serve para “designar um impacto para o eu (e para os tecidos da mente), um choque que cria uma quebra ou ruptura, uma lesão emocional que deixa danos permanentes na psique. O trauma psicológico ocorre como resultado de uma experiência insuportável, incontrolável e aterrorizante, normalmente um ou mais eventos violentos, ou a exposição prolongada a tais eventos. O dano emocional frequentemente permanece oculto, como se os indivíduos estivessem ilesos. (…) Hoje se compreende que o trauma pode ser tanto coletivo como individual e que comunidades traumatizadas são algo distintas de grupos de indivíduos traumatizados. (…). Grupos oprimidos que tenham sido continuamente sujeitos a abuso, injustiça ou violência sofrem de trauma coletivo…” (pag. 30, nota 1), e antecipa sua posição para dizer que entende o “trauma – tanto o individual quanto o social – é a realidade básica oculta do direito” (pág. 30, nota 2),
[5] O processo de Lula passou à frente de mais de 237 recursos que aguardavam julgamento: http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/01/sistema-interno-do-trf-4-mostra-que-paulsen-acelerou-processo-de-lula
[6] Um estudo conduzido na Universidade Federal do Paraná pelo professor de sociologia Ricardo Costa de Oliveira e outros intitulado Prosopografia Familiar da Operação "lava jato" e do Ministério Temer demonstra como os integrantes da "lava jato" (incluindo magistrados, procuradores e advogados) atuam de forma coordenada e em “rede”. A partir da prosopografia (biografia coletiva de determinado grupo social ou político) demonstra como os principais operadores, como o juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, por exemplo, compõem uma elite política e judiciária, com posições políticas e ideológicas tradicionais e conservadoras. Em síntese, conforme consta do estudo: “Não se pode compreender, portanto, a “elite da 'lava jato'” sem compreender a rede de relações sociais, profissionais, políticas e ideológicas que constituem estes agentes. Tais agentes não podem ser compreendidos dissociados de suas trajetórias e das trajetórias de seus familiares. Assim como não podem ser analisados de forma isolada, como indivíduos abstratos, que agem de acordo com o que “diz a lei”. São indivíduos concretos que possuem intenções e interesses em suas ações, além de pertencerem a famílias e classe sociais “privilegiadas”, possuidoras de uma cosmovisão de mundo, que, em muito, foi construída no decorrer do processo histórico nas principais instituições que formaram e formam as elites jurídicas e as elites políticas do país. Estas são conectadas e atreladas às elites do dinheiro, que em sua totalidade formam, com a elite midiática, a classe dominante em nosso país. Este seleto grupo de indivíduos, os operadores da "lava jato" e do ministério Temer, forma parte do 1% mais rico no Brasil e muitos até mesmo do 0,1% mais rico em termos de rendas.” Para acessar a íntegra do estudo: https://revistas.ufpr.br/nep/article/download/55093/33455
[7] Foram horas de julgamento, no qual foram levantadas teses jurídicas discutíveis para a condenação, como a teoria do domínio do fato. O fato, porém, é que uma análise dos autos revela a simples ausência de provas e do próprio crime, indicando a fragilidade da sentença, que deveria ter sido reformada para absolver Lula. Conferir, com explicação detalhada, o excelente artigo do juiz federal Sílvio Luiz Ferreira da Rocha intitulado “O Juiz e a Construção dos Fatos”: http://justificando.cartacapital.com.br/2018/01/23/o-juiz-e-construcao-dos-fatos/
[8] Recentemente a própria medida da condução coercitiva foi considerada, pelo STF, inconstitucional por violação da garantia constitucional do devido processo legal e ampla defesa, e do direito de permanecer calado. Ver: https://www.conjur.com.br/2018-jun-14/supremo-proibe-conducao-coercitiva-interrogatorios
[9] Ver: https://www.conjur.com.br/2016-mar-31/supremo-derruba-decisao-moro-divulgou-grampo-dilma
[10] https://www.conjur.com.br/2017-mai-10/juiz-suspendeu-atividades-instituto-lula-conta-propria
[11] https://www.conjur.com.br/2017-mai-16/liminar-desembargador-trf-restabelece-atividades-instituto-lula
[12] https://www.conjur.com.br/2018-jul-08/decisao-moro-soltura-lula-foi-proferida-durante-ferias
[13] https://www.conjur.com.br/2018-jul-08/presidente-trf-mantem-lula-preso-passa-decisao-relator. Ver também uma análise interessante: https://www.revistaforum.com.br/professor-de-direito-de-portugal-explica-em-detalhes-o-lawfare-contra-lula/
[14] Veja o vídeo em: http://www.averdadedelula.com.br/pt/2017/04/11/jurista-italiano-fez-duras-criticas-as-violacoes-impostas-a-lula-no-brasil/
[15] Aqui a reportagem, com o link direto para a carta do jurista italiano: https://www.conjur.com.br/2018-jan-20/ferrajoli-critica-impressionante-falta-imparcialidade-lula
[16] A pesquisa feita em Maio/2018 pela CNT/DMA revela: A avaliação sobre a atuação da Justiça no Brasil é negativa para 55,7% (ruim ou péssima) dos entrevistados. 33,6% avaliam a Justiça como sendo regular e 8,8% dos entrevistados avaliam que a atuação da Justiça no Brasil é positiva (ótima ou boa). 52,8,% consideram o Poder Judiciário pouco confiável; 36,5% nada confiável; e 6,4% muito confiável. Para 90,3% a Justiça brasileira não age de forma igual para todos. Outros 6,1% consideram que age de forma igual. Dos entrevistados, 44,3% acreditam que, mesmo após as recentes ações da Justiça na operação "lava jato", a corrupção irá continuar na mesma proporção no Brasil. Enquanto isso, 30,7% avaliam que a corrupção irá diminuir e 17,3% acreditam que vai aumentar. Ver a íntegra da pesquisa em: http://www.cnt.org.br/imprensa/noticia/resultados-136-pesquisa-cnt-mda
Tragédia típica brasileira é um suposto site jurídico dar espaço para petista anencéfalo como esse, parabéns conjur.
agora servidores auxiliares do judiciário fazem defesa pública de criminosos condenados e até lançam candidaturas... é o fim do mundo..
Faltou o articulista contar que já foi assessor parlamentar de senador esquerdista, serviu a governo esquerdista, foi assessor jurídico da bancada do PT no Senado, e escreveu contra o impeachment de corrupta, conforme link abaixo:
https://www.conjur.com. br/2016-abr-19/jean-uema-impeachment-jul gamento-politico-balizas-juridicas br/>também foi chefe de gabinete do Sr. Jaques Wagner e o articulista é um sindicalista que quer que o nosso país seja tão bom como a Venezuela.
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agora servidores auxiliares do judiciário fazem defesa pública de criminosos condenados e até lançam candidaturas... é o fim do mundo..
Faltou o articulista contar que já foi assessor parlamentar de senador esquerdista, serviu a governo esquerdista, foi assessor jurídico da bancada do PT no Senado, e escreveu contra o impeachment de corrupta, conforme link abaixo:
https://www.conjur.com. br/2016-abr-19/jean-uema-impeachment-jul gamento-politico-balizas-juridicas br/>também foi chefe de gabinete do Sr. Jaques Wagner e o articulista é um sindicalista que quer que o nosso país seja tão bom como a Venezuela.
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Foi dirigida contra parte da sociedade...a outra parte, apesar dos crimes, permanece impune...
Foi dirigida contra parte da sociedade...a outra parte, apesar dos crimes, permanece impune...
...é um site que se diz “jurídico” publicar um panfleto político desse tipo. O pior, neste caso, é que o autor é funcionário do STF.
Lamentável, mas não surpreendente, pois tem sido a tônica desde sempre, infelizmente.
Aqui só se lê articulistas pró-Lula.
Não há nenhum contrário no mundo jurídico que queira escrever?
Opinião todos têm direito a ter, caluniar aos outros extrapola sua esfera pessoal, daí que ao levantar a parcialidade de juízes e ministros, estará sujeito a consequências por suas palavras! Está ficando insuportável ouvir as lamúrias dos defensores do ex presidente condenado! É muita cegueira....
O comentarista também redige minutas, ou este "poder", no STF, cabe somente ao juízes convocados?
Atenção!, Atenção!
Se caírem nas mãos do articulista assuntos ligados ao ex-Presidente Lula e se algum ministro assinar minutas sem ler será tão responsável quanto foi o plantonista Favretto.
O autor declina acusações gravíssimas - e um tanto raivosas - contra os três desembargadores federais do TRF4 da 8ª Turma, assim como contra o Juiz Federal Sérgio Moro, que atinge diretamente a honradez e a lisura da atuação desses magistrados. Se não tiver provas cabais do que acusa corre o risco de ser responsabilizado, inclusive criminalmente, por calúnia, difamação e injúria.
Discordar do entendimento jurídico dos magistrados é uma coisa. Outra completamente diferente é acusa-los de conluio, de atuarem conscientemente para fraudar a lei e a licitude do processo penal, com o propósito (dolo) político de prejudicar alguém.
Isso é muitíssimo grave e espero que o autor não apenas disponha de todas as provas dessa atuação dolosa desses magistrados, mas que já as tenha apresentado formalmente ao MPF para ensejar a abertura da devida investigação.
"Jean Keiji Uema é mestre em Direito Constitucional pela PUC-SP. Analista Judiciário do Supremo Tribunal Federal." Petista e (AUTOCENSURA).
O que importa, e gravíssimo, a real tragédia, é que a criatura ocupa um cargo público, portanto, remunerado pela sociedade.
Só não vê quem não quer a perseguição política no no caso Lula. E só não vê quem não quer também que o judiciário assim como a polícia são poderes extremamente arbitrários, juízes policiais, se julgam acima da lei, pessoas acima dos demais cidadãos, aliás não se julgam, são! Já passou da hora de acabar com esse reinado! Lula pode ser culpado mas que seu julgamento é um show de absurdos é! Moro não tem legitimidade NENHUMA para julgar esse caso, isso é público e notório!
O caso do ex-presidente Lula é escandalosamente uma perseguição. Ele pode ser culpado mas há muitas arbitrariedades neste processo, Moro não tem legitimidade nenhuma para julgar este caso.
No Brasil juízes e policiais se julgam cidadão acima dos outro, aliás se julgam não são! É hora de acabar com este reinado!
Já que o Brasil não tem pena de morte (que pena);
prisão perpétua para bandidos disfarçados de anjos!!!
Excelente texto, explana bem o que é "lawfare". Corajoso autor, parabéns pela lucidez e objetividade.
Este artigo é um lixo. Aliás, desnuda o entendimento jurídico de setores do STF, talvez também do chefe do senhor analista. Acho que o Brasil precisa de um movimento popular igual ao ocorrido no Peru onde a cúpula do judiciário foi afastada e houve a renúncia do presidente do Supremo Peruano. Lá, como cá, o Supremo faz mal ao país.
Certíssimo o texto , temos que propagar a perseguição implacável que o presidente Lula está sendo submetido, o juíz Moro despachou estando de férias contra o presidente, deu muito na cara.
Um tropeço grande do CONJUR, com todo respeito. Uma coisa é publicar matéria do Toron, Zanin e outos, grandes criminalistas, do qual pode se discordar, mas suas alegações são lições de direito e bem arrazoadas, outra coisa é abrir espaço para choro de partidário que vem lançado um presidiário para presidente. Por tudo isso acho que o Brasil não tem mais jeito, alguém imaginar em pensar em votar em alguém que criou uma estrutura comprovadamente corrupta, ainda que não seja ele o corrupto, se mostrou incompetente para governar o país, pois se cercou de pessoas que roubaram a nação, e, antes que falem da falta de provas, apenas Barusco devolveu 139 milhões, de forma que a corrupção no período de Lula, Dilma e Temer é inquestionável.
Meu Deus! Que aprova os textos que são publicados na Conjur? Que aberração! Pobre Conjur...
Exaltação a um falso messias e a cegueira partidária, nada têm de jurídico para integrar este conceituado site. O texto só pode vir de uma convulsão cerebrina e desarranjo intestinal conjuntos, resultando nesse verborrágico produto colorido e mal cheiroso.
Ora, que o texto é totalmente partidário não se tem dúvida. Mas está claro também que esse não é o cerne da questão. Não acredito que o ex-presidente seja inocente, mas isso não autoriza tanta perseguição política em um julgamento. O gozado é que todos são contra a pessoa do articulista e não contra suas ideias. Dizer que no julgamento não houve ilegalidades e arbitrariedades é cegueira pura e, por isso, pelo bem do direito e do Brasil, não se pode concordar com isso mesmo que o acusado fosse o pior dos bandidos. A lei que penaliza o bandido pune o inocente também.
Meu Deus!!!!!! Quanta insensatez............
Endosso todos os comentários que me antecederam, de brasileiros dignos e lúcidos em defesa do nosso país. Aos de, JB (outros), Makoto Shimizu (outros), Clesio Moreira de Matos (administrador), a unica coisa que tenho a comentar está no mantra "Só não enxerga quem é cego, completamente burro ou faz parte da quadrilha". Ao Sr. Jean K. Uema, petista de carteirinha, comunista oportunista, como todos os que orbitam como moscas num monte de estrume o meu total desprezo. Foi chefe de gabinete de Jacques Wagner em 2015 e desde então depende dos ministros do STF para poder ganhar seu sustento. Lamentável e ridículo o seu pagamento da dívida com o PT, com tendenciosas palavras que não merecem leitura. Tenho pena de indivíduos submissos e fracos, sendo mais um que foi doutrinado e encantado pelo presidiário Luiz Inácio, o Encantador de Burros, como foram, também JB, Makoto e Clesio, que não passam de viúvas do molusco. Precisamos de ficar bem atentos porque essa quadrilha é muito grande e perigosa. No momento em que o barco começar a entrar água, os primeiros a caírem fora são essas ratazanas acima citadas. Rogo á Deus para que o legado e o exemplo de Sergio Moro contamine todo o judiciário brasileiro, bem como o escorreito comportamento do TRF4, sirva de lição aos demais tribunais colegiados.
DENÚNCIA - NOTICIA - CRIME - AÇÃO PÚBLICA INCONDICIONADA.
Devo informar que o caso do EX-PRESIDENTE LULA, é igual o caso do RECLAMANTE AUREO MARCOS RODRIGUES, pois a JUSTIÇA neste País, “NÃO” está sendo aplicada de forma equitativa, pois o CORPORATIVISMO está dominando as Autoridades Judiciarias Fiscalizadoras e essa OMISSÃO, fere a Democracia e o Estado Democrático de direito e põem em risco toda “SOCIEDADE CIVIL BRASILEIRA”, pois se não tiver uma CORREÇÃO já, o PODER JUDICIÁRIO, vai acabar com, o nosso Estado Democrático de direito e vai voltar os tempos da “DITADURA”, pois é somente a “SOCIEDADE CIVIL” e os membros do “LEGISLATIVO e do EXECUTIVO” que são desqualificados e presos, mais quando precisa aplicar a lei nos membros do PODER JUDICIÁRIO, ou do MINISTERIO PÚBLICO, os infratores são “PROMOVIDO” ao invés de ser “PRESO” e os processos são arquivados o ficam parados conforme mostra a notícia de fato junto a PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA sob. o nº. 1.20.000.000.442.2014.11 e o PEDIDO DE PROVIDÊNCIA-notícia-crime junto o CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA sob. o nº. 0005456.67.2014. 2.00.0000, Rp. nº. 457/MT. (2013/0162659-4) em tramite no SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Acessa-se o site da página olhar jurídico com o tema: “JUIZ CONSEGUE NA JUSTIÇA BLOQUEIO DE VIDEOS QUE O ACUSAM DE VENDA DE SENTENÇA”, ou acesse a página do ENOCK, com o tema: JUÍZA EDLEUZA ZORGETTI MANDA RETIRAR VÍDEOS CONTRA JUIZ CAJANGO, para a “ as AUTORIDADES e a SOCIEDADE BRASILEIRA”, ver na área de comentário os fatos criminosos narrados nos últimos PEDIDOS DE PROVIDÊNCIAS, feitos publicamente ao Procurador Geral “RODRIGO JANOT e ao Ministro Corregedor JOÃO OTAVIO DE NORONHA. PEDE E ESPERA AS PROVIDÊNCIA. 24/07/2018 AUREO MARCOS RODRIGUES.
CONJUR, por favor, em consideração a sua importância no passado recente, nos poupe de textos desse jaez... Causa vergonha alheia esse direcionamento de ir contra a Lava Jato, publicando textos desse tipo. Voltemos às questões jurídicas, deixando a política de lado.
O Sr.Jean Keiji Uema escreveu uma tese em defêsa de Lula que revela claramente seu posicionamento e ideologia: É um seguidor desse famigerado político que quase quebrou o país. Lula desencandeou uma corrupção sistêmica em todos os setores do país. Envergonhou a comunidade internacional com seus absurdos e inexplicáveis"financiamentos" via BNDES para paises esquerdistas,como Cuba,Nicaraguá,Venezuela e outros governados por ditadores...É foi condenado por isso...
O articulista certamente terá pleno emprego no STF sob o PT e corre o risco de ser indicado para Ministro quando o partido tiver essa oportunidade. Desse modo, juntar-se-á aos demais Ministros "imparciais" Gilmar, Lewandovski, Toffoli e Marco Aurélio, que estão tão próximos dele, mas ele nem notou. O seu texto é digno de militante fanático do PT que desconhece que o condenado por corrupção e lavagem de dinheiro Lula foi julgado por diferentes Juízes e, de uma forma ou de outra, em todas as instâncias, pois o STF também já lhe negou liberdade. A sua verborragia para chegar a nada é impressionante. Levanta o embate ricos X pobres sem dizer que o Lula entrou pobre na Presidência e dela saiu milionário. Enriqueceu inclusive seus filhos "Ronaldinhos" dada à sua influência como Presidente da República. Ganhou o triplex do Guarujá e reforma total no sítio de Atibaia, ambos se sua propriedade, como provado no processo. Até antena para celular foi implantada ao lado do seu sítio. É a primeira vez que leio que uma decisão tomada "à socapa" foi transmitida pela televisão. O articulista escreve tantos impropérios contra o Poder que lhe dá emprego que fico imaginando porque nenhum Ministro do STF, mormente o seu chefe, não lhe dá uma reprimenda, como fez o Gilmar contra promotor que o criticou. Aqui é um próprio membro do Judiciário que cospe no prato que come e ninguém fala nada. Nesse sentido tem razão ele quando escreve sobre imparcialidade. Aliás, o Lula tripudiou sobre o Judiciário durante o seu julgamento que poderia ter sido condenado também por injúria e difamação. Interessante é que nenhum um pio deu sobre o Fav(o)retto, o plantonista, seu colega de partido, que concedeu liminar sem nenhuma urgência - combinada com os impetrantes - para libertar o Lula.
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