As eleições que definirão o próximo presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil serão em janeiro de 2019, mas o atual ocupante do cargo, Cláudio Lamachia, já sabe quem ocupará a cadeira. Na tarde desta quarta-feira (7/3), Lamachia disse estar convicto de que o eleito será Felipe Santa Cruz, hoje presidente da OAB do Rio de Janeiro.
“Por seus méritos pessoais, [Santa Cruz] é hoje uma liderança nacional da Ordem dos Advogados do Brasil. E tenho convicção, a par exatamente de um processo absolutamente democrático, como deve ser, que o Felipe será, sim, o futuro presidente do Conselho Federal da OAB”, afirmou Claudio Lamachia, em evento em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

dizer que Santa Cruz será o próximo presidente.
Reprodução
Enquanto Lamachia levantava o braço de Santa Cruz, como um campeão de boxe, a plateia e os advogados que estavam à mesa da palestra aplaudiam, entre os quais Ibaneis Rocha, secretário-geral adjunto do Conselho Federal, e Luciano Bandeira, tesoureiro da OAB-RJ e apontado como candidato a substituir Santa Cruz.
Corrida solitária
A briga pela presidência nacional estava, até pouco tempo, entre Santa Cruz e o vice-presidente do Conselho Federal, Claudio Chaves. Este, no entanto, deixou a disputa no mês passado, alegando a falta de apoio de Lamachia.
“Sempre encontrei na minha terra (Minas Gerais) apoio maciço (só tenho que agradecer). No âmbito nacional, entretanto, não contei com apoios que para mim eram certos para pacificar uma candidatura de consenso, de união. A disputa se desenhou. Nosso Presidente Nacional optou pela neutralidade”, reclamou o advogado, em mensagem enviada aos conselheiros seccionais de Minas Gerais.
À época, Lamachia rebateu afirmando ser óbvio que, como presidente do colegiado, naquele momento, não deveria interferir na eleição a favor de determinado candidato. "Não trabalho com a ideia de catequismo ou de caciquismo, em que o presidente impõe um sucessor."
Carreira na OAB
Felipe Santa Cruz está no comando da OAB-RJ desde 2012, quando foi eleito com apoio do então presidente da entidade, Wadih Damous, hoje deputado federal pelo PT.
Formado em Direito pela PUC-Rio e mestre em Direito e Sociologia pela Universidade Federal Fluminense, foi eleito conselheiro seccional em 2006, na primeira gestão de Damous e assumiu a presidência da Caixa de Assistência dos Advogados em 2009.
Já tentou se candidatar vereador, mas não conseguiu. “Nunca mais serei candidato a nada [da política partidária]”, disse à ConJur, em 2012. “Não é a minha vocação. Na Ordem eu sinto prazer em fazer política”, afirma.
O evento foi filmado e pode ser visto aqui, no Facebook da OAB de São Gonçalo.
“(...) E tenho convicção, a par exatamente de um processo absolutamente democrático, como deve ser, (...)”.
Eleição para Presidente do Conselho Federal da OAB e DEMOCRACIA?
E assim continuará a violação a prerrogativas dos advogados.
É..Belo exemplo esse da OAB... Faz lembrar os tempos dos generais.
Desse jeito é a instituição menos credenciada a falar em representação e democracia.
Por Vasco Vasconcelos, escritor e jurista. Quero louvar a feliz iniciativa no nobre Deputado Fausto Pinato por ter apresentado aos seus pares o PL 4.684/2016 dispondo sobre ELEIÇÕES DIRETAS para Presidente da OAB. A propósito OAB que tanto clama pela democracia tem que ser exemplo de tudo em sintonia com os princípios insculpidos no art. 37 da Constituição. Mas o PL em questão tem que ser aperfeiçoado para deixar patente a natureza jurídica da OAB, pois ela gosta de meter o bedelho em tudo e não é exemplo de nada. No instante em que a onda do desemprego está batendo todos os recordes, seria de bom alvitre em respeito ao primado do trabalho os nobres deputados abolir de vez a última ditadura a escravidão contemporânea da OAB, ou seja extirpar urgente do nosso ordenamento jurídico o famigerado fraudulento pernicioso, discriminatório caça-níquei$ exame da OAB. A propósito durante o lançamento do livro ‘Ilegalidade e inconstitucionalidade do Exame de Ordem do corregedor do TRF da 5º Região, desembargador Vladimir Souza Carvalho, afirmou que Exame de Ordem é um monstro criado pela OAB. Disse que é uma mentira que a aprovação de 10% dos estudantes mensure que o ensino jurídico do país está ruim. Não é possível falar em didática com decoreba”, completou Vladimir Carvalho. Afinal qual o medo do Presidente Temer e do omisso Congresso Nacional abolirem de vez a última ditadura, a escravidão contemporânea da OAB? Antes da promulgação da Lei Áurea, era legal escravizar e tratar as pessoas como coisa, para delas tirarem proveitos econômicos. A história se repete: o caça-níqueis da OAB, cuja única preocupação é bolso de advogados qualificados pelo Estado (MEC), jogados ao banimento sem direito ao primado do trabalho. Fim da escravidão moderna.
Cenas lamentáveis, que constrangem todos os advogados e também a própria sociedade. Lideres reais, com legitimidade, esforçam-se por manter a impessoalidade. Não apadrinham, nem apoiam sucessores. Trabalham pela lisura dos processos decisórios, afastando interferências.
Leia-se : OAB deveria dar exemplo de democracia: ELEIÇÕES DIRETAS JÁ
Afundam-se, cada dia mais, em contradições.
Afundam-se, cada dia mais, em contradições.
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