Sergei Cobra quer fim do ostracismo na OAB de São Paulo

Se eleito presidente da OAB de São Paulo, o advogado Sergei Cobra quer acabar com o que chama de "ostracismo" na seccional. Seu vice, João Biazzo Filho, fala em auditoria das contas. As propostas foram expostas durante o lançamento de sua chapa, no Club Homs, em São Paulo, na segunda-feira (12/11).

Robson Foiadelli Françozo

Lançamento da chapa "OAB pra Você" reuniu cerca de 700 pessoas, segundo organização da festa
Robson Foiadelli Françozo

"Ninguém aqui aguenta mais discurso, vamos para a prática. Eu não vou compactuar com esse ostracismo que a OAB tem hoje", afirmou o candidato ao cargo para o triênio 2019-2021. Esta é a segunda eleição de Sergei para o comando da OAB-SP.

No discurso, ele criticou seu oponente Marcos da Costa, atual presidente da seccional paulista. Na visão do candidato, a OAB não está acostumada a lidar "com os problemas reais da advocacia".

Já o candidato a vice-presidência, João Biazzo Filho, afirmou aos 700 presentes que há necessidade de auditoria das contas e que "a OAB voltará a defender os interesses da classe".

A OAB, segundo Biazzo, é uma "caixa preta". "A Ordem não tem que prestar contas para o governo ou para o Tribunal de Contas, mas sim para a advocacia. A OAB tem que ser livre para defender o Estado Democrático de Direito, os Direitos Humanos e a nossa Constituição", disse o advogado.

Na semana passada, o Tribunal de Contas da União decidiu que o Conselho Federal da OAB deve começar a prestar contas de suas atividades a partir de 2021.

A advogada Zulaiê Cobra Ribeiro, mãe de Sergei Cobra, também criticou a atual gestão. "Se a gente não ganhar essa eleição, eu não volto nunca mais. Eu conheço a OAB desde 1974 e não aguento mais!", declarou. 

Também discursaram rapidamente as candidatas ao Conselho Federal, Rosana Chiavassa, e à presidência e vice a Caasp, Maria Odete Duque Bertasi e Solange de Amorim Coelho, respectivamente.

* Texto alterado às 16h24, do dia 13/11/2018, para correção de informações.

Fernanda Valente

é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA disse:
13 de novembro de 2018 às 15:17

Por: Vasco Vasconcelos, escritor e jurista. Na nossa sociedade, privar um homem de emprego ou de meios de vida, equivale, psicologicamente, a assassiná-lo". (Martin Luther King). Antes da promulgação da Lei Áurea, era legal escravizar e tratar as pessoas como coisa, para delas tirarem proveitos econômicos. A história se repete: O jabuti de ouro da OAB, o famigerado caça-níqueis exame da OAB, cuja única preocupação é bolso dos advogados devidamente qualificados pelo Estado (MEC), jogados ao banimento, sem direito ao primado do trabalho, renegando pessoas a coisas. E por falar em escravidão, o Egrégio STF ao julgar o INQUÉRITO 3.412 /AL dispondo sobre REDUÇÃO A CONDIÇÃO ANÁLOGA A DE ESCRAVO. ESCRAVIDÃO MODERNA, explicitou com muita sapiência (…) “Para configuração do crime do art. 149 do Código Penal, não é necessário que se prove a coação física da liberdade de ir e vir ou mesmo o cerceamento da liberdade de locomoção, bastando a submissão da vítima “a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva” ou “a condições degradantes de trabalho”, condutas alternativas previstas no tipo penal. A “escravidão moderna” é mais sutil do que a do século XIX e o cerceamento da liberdade pode decorrer de diversos constrangimentos econômicos e não necessariamente físicos. Priva-se alguém de sua liberdade e de sua dignidade tratando-o como coisa e não como pessoa humana, o que pode ser feito não só mediante coação, mas também pela violação intensa e persistente de seus direitos básicos, inclusive do direito ao trabalho digno. A violação do direito ao trabalho digno impacta a capacidade da vítima de realizar escolhas segundo a sua livre determinação. Isso também significa “reduzir alguém a condição análoga à de escravo”. C/ a palavra ?

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA disse:
13 de novembro de 2018 às 15:21

Por Vasco Vasconcelos, escritor e jurista.
Se Karl Marx fosse nosso contemporâneo, a sua célebre frase seria:” Sem sombra de dúvida, a vontade da OAB, consiste em encher os bolsos, o mais que possa. E o que temos a fazer não é divagar acerca da sua vontade, mas investigar o seu poder, os limites desse poder e o caráter desses limites. Ufa! Com alegria tomei conhecimento do ACÓRDÃO Nº 2573/2018 que o Egrégio TCU, determinou OAB, prestar contas junto ao Egrégio TCU. Tudo isso a exemplo dos demais Conselhos de Fiscalização da Profissão. Qual a razão do “jus isperniandi” (esperneio ) da OAB? Qual o medo da OAB prestar contas ao TCU? Como jurista, estou convencido que OAB a exemplo dos demais conselhos de fiscalização de profissões tem a obrigação sob o pálio da Constituição, prestar contas ao TCU, os quais também arrecadam anuidades e taxas de seus filiados. Tudo isso em sintonia ao parágrafo único do art. 70 da Constituição Federal, “ in-verbis” “Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária". Estima que nos últimos vinte e dois nos só OAB, abocanhou extorquindo com altas taxas de inscrições e reprovação em massa, cerca de quase R$ 1,0 bilhão de reais, sem nenhuma transparência, sem nenhum retorno social e sem prestar contas ao TCU. Não existe no nosso ordenamento jurídico nenhuma lei aprovada pelo Congresso Nacional dispondo que OAB é entidade sui-generis? “Data-Vênia “ o Egrégio STF não tem poder de legislar. É notório que OAB gosta de meter o bedelho em tudo. Respeite o art. 37, 70 (...) da CF

Patricia Ribeiro Imóveis disse:
13 de novembro de 2018 às 15:44

Se essa é a melhor proposta do candidato cobra, chegou atrasado:

https://www.conjur.com.br/2018-nov-13/contas-vista-decisao-tcu-manda-oab-prestar-contas-corrige-erro-historico

O IDEÓLOGO disse:
14 de novembro de 2018 às 13:09

Pelo que me falaram, o Sergei é candidato, implícito, do Partido dos Trabalhadores - PT.
O objetivo do PT que perdeu as eleições para presidente da república, é conquistar o poder nos órgãos intermediários entre o povo e o Estado. OAB, sindicatos, associações, municípios, estatais e outras entidades.

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