A subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de João Monlevade (MG) irá organizar no dia 24 de abril uma reunião com advogados da cidade. O objetivo é ouvir reclamações de abusos por parte do juiz da vara criminal local Rodrigo Braga Ramos.
O estopim para a reunião foi um vídeo que passou a ser compartilhado em grupos de WhatsApp de advogados de todo o Brasil. Nele, o juiz grita e ameaça uma testemunha, chegando ao ponto de ofendê-la, mandando-a calar a boca.
Larissa de Oliveira Santiago Araújo, presidente da OAB local, confirmou à ConJur que é o juiz Braga Ramos no vídeo que está sendo compartilhado. Ela diz que inicialmente nenhuma atitude seria tomada, já que o episódio não é um ataque à prerrogativa de um advogado.
"Mas conforme o vídeo foi sendo compartilhado, muitos advogados vieram me procurar para dizer que este juiz já teve essa atitude com eles ou com seus clientes. Para tomar alguma atitude, precisamos de uma reclamação formal. Por isso, faremos essa reunião, e depois vamos analisar os episódios que já ocorreram e o que pode ser feito", diz Larissa.
No vídeo, a testemunha é questionada sobre um aspecto do caso. De forma calma, começa a responder dizendo que irá contar dois episódios que podem ajudar a entender o caso. Nesta hora o juiz Rodrigo Braga Ramos explode. Ouve-se o que parecer ser um murro na mesa e ele passa a gritar por mais de um minuto com a testemunha.
Veja abaixo:
passou em exame psicotécnico?
Ao que parece o advogado fez uma pergunta objetiva e a testemunha não entendeu. Não era necessário o comportamento agressivo do juiz.
Acreditam que tal ato não é rotina no JUDICIÁRIO brasileiro? A OAB é inerte na defesa do advogado, quiçá, do cidadão. CNJ só serve para reunião desnecessária.
Como pode um ser assim obter aprovação num concurso da magistratura?
Duvido muito...
Comportamento longe, muito longe mesmo do que se espera se uma pessoa minimamente educada, membro do judiciário ou não. Sensação de mal estar vendo um vídeo dessa qualidade...
Por óbvio esse juiz precisa de um tratamento, com urgência. Mas um advogado permitir isso, também é o cúmulo.
Nos parece um evidente abuso do Juiz. Contudo, o que mais me irresignou foi a omissão estridente do advogado. Aí não dá para exigir respeito à advocacia.
Desnecessário gritar com uma testemunha.
Quem grita não tem segurança no que faz.
Sempre digo que quem xinga ou não sabe fundamentar ou não conhece a língua portuguesa. Vou reformular: quem grita também!
E meus cumprimentos para aquele senhor que se portou dignamente.
A OAB, parece-me, nada pode fazer, porque não envolveu um advogado, mas, um representante do Ministério Público sim, pois não?
Um juiz de Direito deve ter uma postura sóbria, íntegra de forma a dignificar a função que exerce.
É o representante do Poder Judiciário!
E em audiência deve se portar com imparcialidade ímpar que é quebrada quando um magistrado se alterca com uma testemunha.
Data vênia!
Aqui está uma demonstração inequívoca de como funciona o judiciário deste pais, seja de que esfera for e de que instância for. Se acham os Semideuses dos semideuses. Acham que estão acima de qualquer suspeita e postura ética. Mas que na realidade não passam de meros funcionários públicos do judiciário. Mas por outros lado, é mais um abjeto que acha que pode desrespeitar as pessoas de uma forma arrogante e degradante.
Até os anos 80, era muito comum esse comportamento de juiz. Se achavam (como ainda se acham, mas as ferramentas de controle melhoraram um pouquinho, então "pegam leve"). É sintoma de uma doença terrível, que só se cura colocando o paciente em disponibilidade sem vencimentos e, após análise sumária, levantando-se outros casos, demissão a bem do serviço público.
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