O Conselho Federal da OAB assinou, na quarta-feira (10/4), um contrato de assessoria e auditoria com a empresa Deloitte para implementar o programa Anuidade Zero, que permite que advogados troquem pontos por descontos em anuidades. A medida já existe em seccionais, e a expectativa é que a ação comece a funcionar em até 90 dias em todo o país.

OAB/Conselho Federal
O presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, afirmou que o programa será uma das prioridades de sua gestão. “A parceria do Conselho Federal com as caixas de assistência resultará em muitos benefícios aos advogados de todo o Brasil, de todas as regiões", disse. "A implantação desse programa através da Deloitte dará segurança para todos", completou.
O programa funciona como um serviço de pagamento com bonificação. Segundo o Conselho Federal, serão feitas parcerias com estabelecimentos comerciais para a aquisição de produtos e serviços dessas lojas pelos advogados. O valor gasto nesses locais será convertido em pontos, que depois serão transformados em descontos ou no abatimento total no valor da anuidade.
O diretor-tesoureiro da OAB, José Augusto Araújo de Noronha, estima ainda que tudo esteja funcionando em um prazo de três meses. “A participação da Deloitte é um ponto fundamental para o início do Anuidade Zero, um programa que vai beneficiar toda a advocacia. Com essa consultoria e a auditoria teremos a segurança de um programa seguro e viável, capaz de gerar muitos benefícios aos advogados e advogadas. A nossa previsão é de que em 90 dias já teremos o início do programa”, explicou. Com informações da Assessoria de Imprensa do Conselho Federal da OAB.
Com o contrato entre o escritório do Presidente da OAB/Federal e a Petrobrás, nada impede que ele implante a anuidade zero e, se necessário faça empréstimos à corporação.
É uma medida que irá beneficiar alguns, e não todos os advogados. Irá beneficiar advogados bem sucedidos e com altos gastos, exatamente aqueles que não têm qualquer dificuldade em pagar a anuidade.
Advogados em situação de dificuldade financeira não têm condições de pagar a anuidade e também não têm condições de realizar gastos, que imagino não sejam nada modestos, com parceiros para acumular pontos suficientes para não pagar a anuidade.
Pois tenho certeza que não serão pontos por comprar pão para os filhos, ou uma cesta básica para sua família.
Caros colegas
Será que este saco de bondade da OAB, deve estar relacionado ao projeto 832/2019.
Que quer acabar com o exame de ordem...
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