Santa Cruz diz que fez crítica “jurídica e institucional” a Moro

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, afirmou nesta quinta-feira (8/8) que não teve a intenção de ofender a honra do ministro Sergio Moro quando disse que ele agia como "chefe de quadrilha" na investigação sobre a invasão de celulares de autoridades.

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Felipe Santa Cruz afirma que não teve intenção de ofender honra de Moro. 
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Segundo Felipe, ao contrário, "a crítica feita foi jurídica e institucional, por meio de uma analogia e não imputando qualquer crime ao ministro". 

"De todo modo, como disse na entrevista, mantenho, no mérito, minha crítica de que o ministro da Justiça não pode determinar destruição de provas e que deveria, para o bom andamento das investigações, se afastar do cargo, como recomendou o Conselho Federal da OAB", afirma. 

Santa Cruz afirma ainda que entende ser necessário o retorno à normalidade do debate democrático e sugiro ao governo, "de forma geral, evitar o clima belicoso, restabelecendo a harmonia institucional no país".

Investigação
Nesta quinta-feira, Moro pediu que a Procuradoria-Geral da República instaure inquérito para investigar Santa Cruz por crime contra a honra. Numa entrevista, Santa Cruz disse que o ministro "banca o chefe da quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não investigadas". Para Moro, a declaração teve o intuito de caluniá-lo.

A fala de Santa Cruz está relacionada à informação de que Moro destruiria as provas encontradas nos celulares dos hackers presos em julho. No requerimento enviado à PGR, Moro diz que "atribuir falsamente ao ministro da Justiça e Segurança Pública a condição de chefe de quadrilha configura em tese o crime de calúnia

Gabriela Coelho

é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Marcos Alves Pintar disse:
08 de agosto de 2019 às 23:53

A meu ver, Santa Cruz não possui estrutura moral e técnica suficiente para uma reação à altura em face a essa afronta à democracia perpetrada pelo ministro Sérgio Moro, querendo criminalizar a fala democrática da Ordem. Vejamos se a reação efetiva dele e da Cúpula da OAB nos próximos dias contrariam essa minha previsão.

magnaldo disse:
09 de agosto de 2019 às 06:51

Santa Cruz não tem condições mínimas para representar a nobre classe dos advogados. É preciso seriedade e postura ética condizente no trato com autoridades públicas.

Azor Corona disse:
09 de agosto de 2019 às 08:48

Sr Santa Cruz,

A PGR estará, também, providenciando uma AÇÃO JURÍDICA e INSTITUCIONAL em face de Vossa pessoa.
Vossa Senhoria, não deveria ter "faltado" à aula de Direito sobre Temas......Injúria, Difamação, Calúnia e assuntos "basicos" que todo Advogado deveria ter conhecimento,.....e os devidos cuidados.

Outra detalhe !!!!
Perguntamos: O Sr não lê o Codigo de Ética e Conduta da OAB ?

Valter disse:
09 de agosto de 2019 às 09:39

A OAB não pode se prestar ao execício da militância pretendida pelo seu atual Presidente!
A Entidade, através da postura ativista do Sr. Santa Cruz, perde a credibilidade conquistada a duras penas.
Lamentável para toda a classe de causídicos que não o elegeram mas sofrem os efeitos diretos do uso indevido da cadeira de Presidente para ativismo pessoal!

Rogério galo disse:
09 de agosto de 2019 às 09:47

O problema é que, no geral, a OAB de todo o país está aparelhada.

Eloisa Nascimento disse:
09 de agosto de 2019 às 10:33

Nós, advogados, estamos fartos da militância política e ideológica deste senhor que está desmoralizando a instituição e denegrindo a imagem da classe. Caso queira continua sua militância, deve deixar imediatamente a Presidência da OAB.

AC-RJ disse:
09 de agosto de 2019 às 10:42

A atual gestão da OAB é visivelmente desastrosa, o que provoca graves danos à imagem da instituição, já bastante desgastada, e também à própria advocacia. Comporta-se indevidamente como se fosse um partido político de oposição e se intromete em questões que em absolutamente nada lhe dizem respeito. Para piorar, não cumpre com o seu dever principal, que é zelar pela advocacia, que está visivelmente abandonada e vilipendiada.
Em suma, a OAB está servindo apenas como instrumento político do seu presidente para atacar o governo Bolsonaro, desleixando os seus deveres funcionais.
Se utilizasse o mesmo empenho para defender a advocacia ao invés de perseguir o governo Bolsonaro, a classe profissional dos advogados estaria em uma situação bem melhor.

LunaLuchetta disse:
09 de agosto de 2019 às 12:46

Os Advogados estão abandonados. A OAB (Nacional, Estadual, Regional) está nas mãos (com raras exceções) de quem só se preocupa em se promover. Nada mais.
A OAB está falida !!

Gilmar Masini disse:
09 de agosto de 2019 às 13:04

Como todo esquerdista, ele nunca pensa em ofender ou matar ninguém, se o fez foi por acaso. Querem o Brasil para poucos e não para 200 milhões. Eu faria como a Ucrânia, ex-país comunista, expurgava todos os partidos de esquerda e os comparava ao nazismo.
Na Rússia o comunismo já voltou e o mudo está muito preocupado.
https://brasil.elpais.com/tag/comunismo

Luís Eduardo disse:
09 de agosto de 2019 às 19:32

Afinou e amarelou ou amarelou e afinou?
Kkkkkkkkk

Paulo H. disse:
09 de agosto de 2019 às 21:56

Triste ver a que foi reduzida a Ordem na atual presidência. Os comentários aqui neste artigo bem revelam a indignação da classe com o atual estado de coisas.

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