O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, decidiu na madrugada de hoje (2) que a eleição para presidente do Senado será realizada por meio de votação secreta, não mais aberta como estava definido. Ele aceitou um pedido encaminhado pelos partidos políticos Solidariedade e MDB.

“Por conseguinte, declaro a nulidade do processo de votação da questão de ordem submetida ao plenário pelo senador da República Davi Alcolumbre [DEM-AP], a respeito da forma de votação para os cargos da Mesa Diretora”, diz a decisão.
A sessão preparatória para eleição do novo presidente do Senado foi suspensa na noite desta sexta-feira (1/2) e foi reaberta neste sábado (2/2), às 11h. A presidência interina da Mesa passará do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) para o senador mais idoso da casa, José Maranhão (MDB-PB).
O ministro ratificou a definição de que o senador José Maranhão (MDB-PB) presidirá os trabalhos na sessão. Na decisão, Toffoli anulou a votação conduzida por Alcolumbre, que por 50 votos a 2 e uma abstenção estabeleceu voto aberto para a eleição que escolherá o presidente – 28 senadores não votaram.
Toffoli foi o responsável por definir a ação porque é o plantonista de fim de semana no Supremo Tribunal Federal. A decisão reúne nove páginas, nas quais o ministro afirma que a votação secreta para as eleições internas nas “casas legislativas” do país podem ser observadas em distintos parlamentos, não apenas no Brasil. Com informações da Agência Brasil.
Clique aqui para ler a íntegra da decisão.
SS 5.272

Para quem acha que mar de lama só existe em Brumadinho olha aí...., mas é sempre bom aprender com alguns juízes do STF, hoje na madrugada Toffoli nos ensinou que a liberdade da mesa diretora, liberdade do regimento interno do senado e soberania dos senadores só valem quando se alinha aos interesses do atual presidente do STF, como o presidente da corte esta alinhavado com Renan Calheiros ele fez o que precisa fazer.
Como pode a caneta de um juiz derrubar a maioria absoluta dos senadores da república numa votação de assunto interno daquele poder?
Na minha opinião, interferência nos poderes é um ataque ao Estado Democrático de Direito.
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