Presidente da OAB vai ao STF contra declaração de Jair Bolsonaro

O presidente do Conselho Federal da OAB, Felipe Santa Cruz, ajuizou petição no Supremo Tribunal Federal para que o presidente Jair Bolsonaro se explique. No início da semana, Bolsonaro disse que, se Santa Cruz quisesse saber o que aconteceu com o pai, morto pela ditadura, que perguntasse. O pedido foi distribuído ao ministro Luís Roberto Barroso.

Na petição, Santa Cruz faz cinco questionamentos a Bolsonaro:  

1) se efetivamente tem conhecimento das circunstâncias, dos locais, dos fatos e dos nomes das pessoas que causaram o desaparecimento forçado e assassinato do Sr. Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira;
2) em caso positivo, quais informações o Requerido detém, como as obteve e como as comprova;
3) se sabe e pode nominar os autores do crime e onde está o corpo do Sr. Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira;
4) ainda, em caso afirmativo, a razão por não ter denunciado ou mandado apurar a conduta criminosa revelada; e
5) se afirmou aos órgãos de comunicação social e a sites que o falecido Sr. Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira teria sido assassinado não por militares, mas por seus companheiros de ideias libertárias (Ação Popular).

A ação é assinada por doze ex-presidentes da OAB: Eduardo Seabra Fagundes, José Bernardo Cabral, Mário Sérgio Duarte Garcia, Marcello Lavenère Machado, José Roberto Batochio, Francisco Ernando Uchoa Lima, Reginaldo Oscar de Castro, Roberto Antonio Busato, Cezar Britto, Ophir F. Cavalcante Junior, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, e Claudio Lamachia.

Os advogados afirmam que, na última semana, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos apresentou declaração para retificação do assento de óbito de Fernando de Santa Cruz, reconhecendo que sua morte decorreu de razão violenta e foi causada pelo Estado.

"As declarações do Presidente da República, além de não estarem lastreadas em documentos oficiais, contrariam a posição oficial do Estado brasileiro, que reconheceu e declarou o desaparecimento forçado de Fernando de Santa Cruz, em cumprimento à legislação interna e aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil", diz a ação. 

De acordo com a OAB, é inaceitável que o presidente Bolsonaro, por ocupar o mais alto cargo da República, "não explique a razão da sua própria omissão quanto ao dever de tornar pública a autoria e as circunstâncias da prática de atos criminosos e atentatórios aos mais elementares direitos humanos".

"Intolerável, ainda, que procure enxovalhar a honra de quem fora covardemente assassinado pelo aparelho repressivo estatal, por assacadilhas dúbias, afirmações ambíguas e gratuitas, sugestões de atos delitivos, dos quais se podem extrair ofensas", diz. 

Críticas
Na segunda-feira (29), o presidente Jair Bolsonaro usou o assassinato do pai do advogado, durante a ditadura militar, para criticar a OAB

"Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, eu conto. Ele não vai querer ouvir a verdade. Eu conto para ele", disse Bolsonaro, logo após criticar a atuação da OAB no caso de Adélio Bispo, o autor da facada da qual ele foi alvo durante a campanha presidencial de 2018.

Clique aqui para ler a íntegra da ação. 

Gabriela Coelho

é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Professor Edson disse:
31 de julho de 2019 às 16:18

O certo seria o seguinte, o presidente do Brasil fala quem matou o comunista e o presidente da OAB fala quem pagou os três advogados para o Adélio antes mesmo da facada. Seriam ótimas revelações.

Professor Edson disse:
31 de julho de 2019 às 16:18

O certo seria o seguinte, o presidente do Brasil fala quem matou o comunista e o presidente da OAB fala quem pagou os três advogados para o Adélio antes mesmo da facada. Seriam ótimas revelações.

Marcos Alves Pintar disse:
31 de julho de 2019 às 16:32

Parece pouco provável, ou até mesmo impossível, que algum Presidente do Conselho Federal da OAB, saiba o nome de quem pagou (ou não) os advogados para o incapaz Adélio. Da mesma forma, parece pouco provável que Bolsonaro saiba alguma coisa sobre os familiares do atual Presidente do Conselho Federal da OAB, ao contrário do que sugere o comentarista Professor Edson (Professor). Na verdade, nós não devemos nos preocupar com essas questões. Bolsonaro, em que pese sua incapacidade técnico-emocional para presidir a República Federativa do Brasil, possui formação militar. Entre as táticas militares mais conhecidas, e já pouco eficazes na época atual devido às mudanças culturais, está a de distrair a atenção do inimigo. No caso, enquanto a grande maioria dos brasileiros perde tempo com discussões inúteis (como a que envolve o atual Presidente do CFOAB), Bolsonaro ganha mais um dia, mais uma semana, mais um mês em seu desastrado governo. As bobagens ditas por Bolsonaro, fruto de uma mente atormentada por natureza e conturbada devido às atribulações naturais do caso, devem ser analisadas apenas sob a perspectiva dos problemas psiquiátricos que acometem o Presidente, deixando a questão do conteúdo a segundo plano.

O IDEÓLOGO disse:
31 de julho de 2019 às 20:43

As catilinárias do presidente Jair Messias Bolsonaro envolvem o presidente da OAB e não a OAB.
O Presidente da OAB Felipe de Santa Cruz Oliveira errou ao pedir a assinatura de ex-presidentes da corporação profissional, porque o fato envolve seu pai e não a OAB.

Harlen Magno disse:
01 de agosto de 2019 às 02:46

O certo seria o seguinte, o "prufessô" fala do que afinal ele seria professor, já que toda vez que essa questão aparece, ele foge como o diabo da cruz, o que dá até para suporr que ele talvez não seja professor de nada, e talvez use o título indevidamente para dar legitimidade às bobagens que escreve. Seriam ótimas revelações.

Vercingetórix disse:
01 de agosto de 2019 às 07:20

Quando essa Entidade começará, enfim, a defender os advogados?

Boris Antonio Baitala disse:
01 de agosto de 2019 às 09:28

O Presidente da OAB entrou numa dividida com o Presidente Jair Bolsonaro e está arrastando membros da OAB para a sua briga particular. E os demais membros q

Guilherme - Tributário disse:
01 de agosto de 2019 às 09:40

Mas se o questionante já parte da pressuposição de um fato consumado, quem responder às suas questões já estará, implicitamente, concordando com sua afirmação. Questões que não merecem resposta...

Benedito matador de porco disse:
01 de agosto de 2019 às 10:09

Não foi o Presidente da OAB que impediu de quebrar sigilo dos advogados de Adélio, o esfaqueador de Bolsonaro?
1964, agentes cubanos dominam o Brasil: 20 milhões mortos...
Essa seria a nossa História, como na Rússia, na China, no Camboja, em Cuba... VIVA USTRA! O HERÓI CALUNIADO!

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA disse:
01 de agosto de 2019 às 10:48

Por Vasco Vasconcelos, escritor e jurista. Os mercenários gostam de meter o bedelho em tudo.
OAB não tem interesse em melhorar o ensino jurídico. Só tem olhos p/ os bolsos dos seus cativos. Tx concurso p/ adv. da OAB/ DF apenas R$ 75, taxa do pernicioso jabuti de ouro, o caça-níqueis exame da OAB, pasme R$ 260, (um assalto ao bolso). Estima-se que nos últimos 24 anos OAB abocanhou extorquindo com altas taxas de inscrições e reprovações em massa cerca de mais de 1.0 BILHÃO DE REAIS. Todo mundo sabe como funciona o enlameado Congresso Nacional. Assim fica difícil extirpar esse câncer a máquina de triturar sonhos e diplomas. Trabalho análogo à condição de escravo. O Egrégio STF ao julgar o INQUÉRITO 3.412 AL, dispondo sobre REDUÇÃO A CONDIÇÃO ANÁLOGA A DE ESCRAVO. ESCRAVIDÃO MODERNA, explicitou com muita sapiência (…) “Para configuração do crime do art. 149 do Código Penal, não é necessário que se prove a coação física da liberdade de ir e vir ou mesmo o cerceamento da liberdade de locomoção, bastando a submissão da vítima “a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva” ou “a condições degradantes de trabalho”, (...) A “escravidão moderna” é mais sutil do que a do século XIX e o cerceamento da liberdade pode decorrer de diversos constrangimentos econômicos e não necessariamente físicos. Priva-se alguém de sua liberdade e de sua dignidade tratando-o como coisa e não como pessoa humana, o que pode ser feito não só mediante coação, mas também pela violação intensa e persistente de seus direitos básicos, inclusive do direito ao trabalho digno. A violação do direito ao trabalho digno impacta a capacidade da vítima de realizar escolhas segundo a sua livre determinação. Isso também significa “reduzir alguém a condição análoga à de escravo" .

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA disse:
01 de agosto de 2019 às 10:50

Leia-se respeitem o sufrágio das urnas. Fim da escravidão moderna, OAB

adilton disse:
01 de agosto de 2019 às 11:11

O ilustre Professor Edson (Professor) ainda não esqueceu a historinha da "Fakeada". A "Fakeada" é tão fake quanto as outras fakes que elegeram o "capetão" fake. A "Fakeada" é tão verdadeira quanto a terra é plana!
Quem absorveu o Adélio foi o judiciário bolsonarista. O ilustre Professor Edson critica a OAB e os advogados. Não que os advogados em sua maioria não tenha votado no "capetão". O ilustre comentarista atinge os aliados bolsonaristas. Que culpa tem a OAB se quem absorveu Adélio foi o juiz?
E o bozo não recorreu da sentença!!
A historinha da "Fakeada" rendeu ao bozo o que ele queria com falso atentado: rendeu votos!

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