O deputado estadual de São Paulo Frederico D’Ávila (PSL) pediu nesta quinta-feira (14/11) que o Ministério Público abra inquérito contra o jornalista Germano Oliveira, diretor de redação da revista IstoÉ por antissemitismo. Segundo o deputado, a reportagem em que a revista chama o secretário de Comunicação do governo, Fábio Wejngarten, de “Goebbels do Planalto”, comete injúria por discriminação racial e religiosa.

Marcelo Camargo/IstoÉ
A reportagem conta como Wejngarten usou da Secom para financiar veículos de comunicação simpáticos ao governo, em detrimento dos que a revista chama de veículos críticos e independentes. O título da reportagem, O Goebbles do Planalto, equipara Wejngarten, judeu, a Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista.
O texto afirma que Wejngarten usou de seus contatos na “comunidade judaica” para convencer empresários judeus a apoiar o presidente Jair Bolsonaro. A revista conta ainda que empresas de tecnologia israelenses ajudaram Wejngarten a montar um esquema de software de disparo de mensagens em massa de apoio a Bolsonaro durante a campanha. E conclui: “Os israelitas são conhecidos por atuarem no submundo do setor de segurança e informação”.
A expressão “israelita”, nesse contexto, segundo o deputado Frederico D’Ávila, é antissemita e discriminatória. Israelita não se confunde com israelense, que é quem nasceu em Israel. Israelita é como se definem, no Antigo Testamento, os descendentes de uma das 12 tribos de Judá — em outras palavras, os judeus.
“Houve, indisfarçavelmente, o intento de associar a figura do agente público criticado com o fato de ser ‘judeu’, deixando subentendida gravíssima insinuação de que o verdadeiro alvo da crítica — ou, na hipótese mais benigna, como objetivo colateral dolosamente planejado e praticado – não seria exatamente a conduta ou os atos da pessoa pública, crítica essa eventualmente abrangida pela liberdade de expressão, mas sua ascendência judaica e suas ‘conexões’ com a comunidade judaica, o que, na presente quadra histórica, é inadmissível e injustificável sob qualquer aspecto”, afirma a petição enviada pelo deputado do PSL ao MP-SP. O documento é assinado também pelos advogados Marcelo Knopfelmacher e Felipe Locke Cavalcanti, do Knopfelmacher Advogados.
Pegou mal
D’Ávila não foi o único que viu antissemitismo na reportagem. A Confederação Israelita do Brasil (Confib) enviou carta à IstoÉ para dizer que “protesta veementemente” contra a reportagem. Para a entidade, a revista fez “ataques à comunidade judaica e a Israel e ainda traz comparações lamentáveis e indevidas de membros da comunidade judaica com o nazista Joseph Goebbels”.
O texto da IstoÉ acusa Wejngarten de ter transformado a Secom numa agência de propaganda do governo Bolsonaro. Mas de fato faz várias referências ao fato de o ministro ser judeu e subentende que a comunidade judaica brasileira, especialmente de São Paulo, compartilharia da postura da nova Secom — cuja postura a reportagem, embora fale em “conexão judaica” compara às práticas nazistas de cooptação da imprensa.
Em nota de explicação, a IstoÉ diz que “lamenta profundamente” a interpretação que se deu à reportagem. “A matéria claramente condenou os métodos nazistas de propaganda de Goebbles, tanto é assim que criticou a própria postura discriminatória da Secom”, diz a nota.
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Leia a nota de explicação da IstoÉ:
Explicação de ISTOÉ para a Comunidade Judaica
ISTOÉ lamenta profundamente se, em algum momento, a Comunidade Judaica se sentiu atingida pela reportagem publicada na última edição da revista, de número 2602, que tratou do secretário de Comunicação do Governo Federal, senhor Fábio Wajngarten.
O único objetivo da matéria foi o de mostrar, independentemente da religião do senhor Fábio Wajngarten, que a sua atuação de boicote publicitário no governo não está se dando tão somente em relação à ISTOÉ, mas também em relação a outros órgãos de comunicação, de forma não republicana e contrária às determinações legais da mídia técnica.
A matéria trata sobre o secretário e seus métodos discricionários, jamais tenta abranger a Comunidade Judaica, que, como sempre, merece todo o nosso respeito. A matéria claramente condenou os métodos nazistas de propaganda de Goebbles, tanto é assim que criticou a própria postura discriminatória da Secom. A comparação entre os dois personagens se dá exclusivamente pelo aspecto de método de atuação. A reportagem é de cunho exclusivamente político, mesmo quando fala da mobilização de Wajngarten na comunidade. ISTOÉ critica Wajngarten, não a comunidade judaica.
ISTOÉ, com sua tradição democrática, sempre defendeu a liberdade religiosa, abominando todo e qualquer regime autoritário, como foi o nazismo e o comunismo. A posição de ISTOÉ é de absoluto repúdio a preconceitos de qualquer natureza: religioso, gênero, etnia, político.
A matéria tem um sentido puramente republicano, de informar que a Secom age de forma parcial e anti-democrática. Reiteramos que jamais apoiamos ou apoiaremos atitudes e reportagens anti-semitas. ISTOÉ jamais defendeu ou defenderá os regimes nazista e fascista, criminosos que foram contra os judeus e contra a humanidade.
Após a facada que levou do Senhor Adélio, Bolsonaro ficou "embasbacado" com os judeus do Hospital Albert Einstein. Praticamente, ele deve a vida aos médicos e a Javé. Então, o que for necessário para ele auxilar os semitas, ele fará.
É uma pena que um povo que durante décadas foi perseguido, apoie a Direita Brasileira, desenganadamente composta por defensores do pensamento de Anton Dexler, Gottfried Feder e Dietrich Ekart.
Após a facada que levou do Senhor Adélio, Bolsonaro ficou "embasbacado" com os judeus do Hospital Albert Einstein. Praticamente, ele deve a vida aos médicos e a Javé. Então, o que for necessário para ele auxilar os semitas, ele fará.
É uma pena que um povo que durante décadas foi perseguido, apoie a Direita Brasileira, desenganadamente composta por defensores do pensamento de Anton Dexler, Gottfried Feder e Dietrich Ekart.
"Anton Drexler (Munique, 13 de junho de 1884 - Munique, 24 de Fevereiro de 1942) foi um líder político alemão da década de 1920, que foi fundamental na formação do Partido dos Trabalhadores Alemães (Deutsche Arbeiterpartei - DAP), o antecedente do Partido Nazista (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei - NSDAP), de orientação de extrema-direita, pan-germânico e antissemita. Drexler serviu como mentor para Adolf Hitler durante seus primeiros dias na política e foi ele quem aceitou no partido nazista depois de ter sido rejeitado a sua filiação no Partido Socialista Alemão. Hitler foi aceito como membro do partido em 12 de setembro de 1919.[8][9] Em menos de uma semana, Hitler recebeu um cartão postal de Drexler afirmando que ele tinha sido oficialmente aceito como membro DAP e que ele deveria participar de reunião para discutir o assunto. Hitler participou da reunião, realizada na cervejaria Alte Rosenbad (Fonte Wikipédia).
"Anton Drexler (Munique, 13 de junho de 1884 - Munique, 24 de Fevereiro de 1942) foi um líder político alemão da década de 1920, que foi fundamental na formação do Partido dos Trabalhadores Alemães (Deutsche Arbeiterpartei - DAP), o antecedente do Partido Nazista (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei - NSDAP), de orientação de extrema-direita, pan-germânico e antissemita. Drexler serviu como mentor para Adolf Hitler durante seus primeiros dias na política e foi ele quem aceitou no partido nazista depois de ter sido rejeitado a sua filiação no Partido Socialista Alemão. Hitler foi aceito como membro do partido em 12 de setembro de 1919.[8][9] Em menos de uma semana, Hitler recebeu um cartão postal de Drexler afirmando que ele tinha sido oficialmente aceito como membro DAP e que ele deveria participar de reunião para discutir o assunto. Hitler participou da reunião, realizada na cervejaria Alte Rosenbad (Fonte Wikipédia).
"Dietrich Eckart (Neumarkt, 23 de março de 1868 – Berchtesgaden, 26 de dezembro de 1923) foi um dos membros chave do início do Partido Nazi alemão e um dos participantes do Putsch da Cervejaria de 1923. Um profundo antissemita, Eckart foi também o primeiro a usar o termo "Drittes Reich" ("Terceiro Reich" (Fonte Wikipédia).
"Dietrich Eckart (Neumarkt, 23 de março de 1868 – Berchtesgaden, 26 de dezembro de 1923) foi um dos membros chave do início do Partido Nazi alemão e um dos participantes do Putsch da Cervejaria de 1923. Um profundo antissemita, Eckart foi também o primeiro a usar o termo "Drittes Reich" ("Terceiro Reich" (Fonte Wikipédia).
"Gottfried Feder (27 de janeiro de 1883 - 24 de setembro de 1941) foi um economista alemão e um dos principais membros iniciais do partido nazista. Ele era o seu teórico econômico. Foi sua palestra em 1919 que levou Hitler a ingressar no partido (Fonte Wikipédia)
"Gottfried Feder (27 de janeiro de 1883 - 24 de setembro de 1941) foi um economista alemão e um dos principais membros iniciais do partido nazista. Ele era o seu teórico econômico. Foi sua palestra em 1919 que levou Hitler a ingressar no partido (Fonte Wikipédia)
"Karl Harrer (8 de Outubro de 1890 – 5 de Setembro de 1926) foi um jornalista e político alemão, e um dos membros fundadores do "Deutsche Arbeiterpartei" (Partido dos Trabalhadores Alemães, DAP), em Janeiro de 1919, antecessor do Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores, NSDAP ou Partido Nazi) (Fonte Wikipédia).
"Karl Harrer (8 de Outubro de 1890 – 5 de Setembro de 1926) foi um jornalista e político alemão, e um dos membros fundadores do "Deutsche Arbeiterpartei" (Partido dos Trabalhadores Alemães, DAP), em Janeiro de 1919, antecessor do Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores, NSDAP ou Partido Nazi) (Fonte Wikipédia).
Israelense é quem nasce em Israel. Judeu ou semita ou israelita é quem professa a religião monoteísta da Torah judaica.
Portanto:
Ser antinazismo te obriga a ser antisionista.
Ser antisionismo não é ser antissemita
Porque o SIONISMO é NAZIFASCISMO religioso que defende o supremacismo étnico, cultural, econômico e nacional de alguns israelenses. Este, por sinal, está acomunado com os anglosionistas estadunidenses e investindo em ditaduras pela América Latina para obterem privilégios e nos deixarem à míngua dentro do nosso próprio país.
O Sionismo teve papel no nazismo de Hitler (sim, o nazismo assume a subjetividade dos ditadores, e se difundiu por toda a cultura mundial, como o sionismo).
O sionismo tem que ser combatido veementemente por todo patriota verdadeiramente nacionalista.
O repórter da revista digital ISTOÉ Independente está totalmente correto. Eu o parabenizo.
Abraços fraternos.
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