Decisão de Barroso que autorizou busca pode ir a Plenário

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, informou nesta terça-feira (24/9) que vai conversar com os demais colegas para levar ao Plenário a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, que autorizou mandados de busca e apreensão no gabinete do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). 

Nelson Jr./SCO/STF

Decisão de Barroso que autorizou busca da PF no Senado vai a Plenário, diz Toffoli

Toffoli recebeu representantes de partidos de oposição que questionaram a decisão de Barroso, que descartou os argumentos da Procuradoria-Geral da República, que foi contra o pedido da PF para realizar buscas e apreensões. 

Na reunião com os parlamentares, Toffoli voltou a defender a democracia e o diálogo entre os poderes. 

Caso
A PGR havia dito que não há indícios de que o senador Fernando Bezerra Coelho tenha participado dos atos investigados, e, ao contrário, "adotou todas as medidas para manter-se longe deles, de modo que a medida invasiva terá pouca utilidade prática".

O ministro, por sua vez, alegou que "na criminalidade organizada econômica, porém, o natural é que todos os envolvidos tentem ocultar provas e não evitar deixar registros de seus atos". "A medida cautelar serve justamente para tentar encontrar documentos mantidos sigilosamente, longe dos olhos do público e das autoridades de investigação."

Diante da repercussão, o ministro divulgou nota à imprensa em que alega que sua decisão foi “puramente técnica e republicana, baseada em relevante quantidade de indícios da prática de delitos”. 

AC 4.430

Gabriela Coelho

é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Professor Edson disse:
24 de setembro de 2019 às 13:42

Aproveita é já julga o caso COAF também.

Professor Edson disse:
24 de setembro de 2019 às 13:42

Aproveita é já julga o caso COAF também.

olhovivo disse:
24 de setembro de 2019 às 14:04

Se o próprio STF, seguindo o voto do próprio Barroso, decidiu que o foro especial somente se aplica a fatos relacionados ao cargo e os investigados não estavam no cargo à época, alguém precisa refrescar a memória dele para informar que ele é incompetente para as medidas vomitadas de ofício que, aliás, referem-se a fatos ocorridos há mais de meia década.

Fabrício Eduardo Napoleão disse:
25 de setembro de 2019 às 07:18

Barroso, único ministro que verdadeiramente defende a constituição! Que valor tem uma constituição se ela não é usada para defender os interesses do povo e o próprio povo? Na minha opinião o interesse da coletividade deve sobressair sobre o interesse individual. De que adianta dizer que seguimos fielmente "o que está escrito" se não olhamos também para os fatos, indícios e também as intenções que estão por trás do ilícito?

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