Alexandre pede que Bolsonaro se manifeste sobre pandemia

Relator da arguição de descumprimento de preceito fundamental enviada pela Ordem dos Advogados do Brasil contra ações do presidente Jair Bolsonaro sobre a pandemia do coronavírus, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, soliciou ao chefe do Executivo a prestação de informações sobre o caso.

Rosinei Coutinho/SCO/STF

Ministro Alexandre de Moraes é o relator da ADPF enfiada ao STF pela OAB
Rosinei Coutinho/SCO/STF

"Diante da relevância da matéria suscitada, determino sejam solicitadas, com urgência, informações sobre o objeto da presente arguição, a serem prestadas pelo Presidente da República no prazo de 48 horas", pediu o ministro.

Na peça, a OAB reputa inconstitucionais "ações e omissões do Poder Público Federal, especialmente da Presidência da República e do Ministério da Economia, no âmbito da condução de políticas públicas emergenciais nas áreas da saúde e da economia em face da crise ocasionada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19)". Na prática, caso o pedido fosse desde logo acolhido, o presidente da República ficaria de "mãos atadas".

A OAB defende ainda que, ao não cumprir o protocolo da Organização Mundial da Saúde para o combate à pandemia do coronavírus e desestimulá-lo publicamente, o presidente Jair Bolsonaro deixa vulneráveis os direitos à saúde e à vida, ferindo a Constituição da República.

Em pedido cautelar, a entidade requer concessão de medida para obrigar o presidente da República a cumprir o protocolo da OMS replicado pelo Ministério da Saúde, adotando medidas de isolamento social e de não interferência nas atividades dos técnicos do Ministério da Saúde. 

Pede, também, respeito às determinações dos governadores e prefeitos quanto ao funcionamento das atividades econômicas e às regras de aglomeração, a imediata implementação dos benefícios emergenciais para desempregados, trabalhadores autônomos e informais; e a imediata inclusão das famílias que se encontram na fila de espera do programa Bolsa-Família, concedendo-se o prazo de 48 horas para o cumprimento.

Clique aqui para ler o despacho
ADPF 672

Carlos disse:
02 de abril de 2020 às 00:54

Eu """Bolsonaro""", explico-lhe Min. Alexandre.

Pedi sim para todos voltarem a trabalhar pois, caso contrário, as empresas irão quebrar e só o senhor, Alexandre de Moraes e outros magistrados por aí, tem a vergonhosa vitaliciedade. O empregado comum, não tem. O senhor não faria o mesmo que eu "" Bolsonaro"" ou preferiria ver milhões de pessoas passando fome pois perdeu o emprego? Que bom seria poder falar isto não?

Sergio Lins disse:
04 de abril de 2020 às 23:31

Deveria estar preocupado com a extinção do seu partido e da crítica situação que vivem os advogados no momento, com os prazos suspensos... Até a OMS já voltou atrás nesse discurso!

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também