Pandemia, horror e discriminação — os piores erros do passado

Spacca

As secretarias estaduais de saúde divulgaram, na última quinta-feira (9/4), que são 18,1 mil casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) e 950 as mortes causadas pela Covid-19. O balanço mais recente do Ministério da Saúde, divulgado na mesma data, apontou para 17,8 mil casos confirmados e 941 mortes.[1

A pandemia não é uma gripezinha, perdoe-me, Sua Excelência, o presidente Bolsonaro. Esta afetou violentamente a Europa, como evidenciam os casos da Itália, da Espanha, da França, da Inglaterra e da Alemanha. Nos Estados Unidos, especialmente no Estado de Nova York, os danos humanos, sociais e econômicos são imensos ao ponto de Republicanos e Democratas aprovarem, no Congresso, o Coronavirus Aid, Relief, and Economic Security Act, para injetar 2 trilhões de dólares na economia nacional que, se espera, possam chegar as mãos dos afroamericanos, latinos, imigrantes, Lgbts e hipossuficientes em geral. Aliás, a rapidez e a justa distribuição destes recursos é uma preocupação de Paul Krugman[2] que aponta, de acordo com dados desta semana, para um total de 15 milhões de desempregados, em virtude da Covid 19, nos Estados Unidos.[3] Com efeito, em face da contaminação transfronteiriça da pandemia, é necessária uma ação internacional coordenada pelos líderes mundiais, como assinala Joseph Stiglitz,[4] e o Brasil não pode se omitir desse dever politico e jurídico. É hora de assumir o protagonismo em defesa da vida e não de afrontar a ciência.

Todas as nações pretendem, pelo meio de políticas públicas, achatar a curva das pessoas infectadas e das mortes. Todavia, nas últimas décadas, não foram investidos recursos suficientes para o combate as pandemias. Esta a causa de não existir uma vacina para a Covid 19. Por outro lado, foram gastos recursos trilhonários, públicos e privados, em todo o mundo na indústria dos combustíveis fósseis (responsável pelo aquecimento global), na indústria bélica, na indústria dos cosméticos e na corrida espacial. Em vários cenários faltam UTIs e ventiladores para as vítimas do coronavírus. Os remédios, mais eficazes, deste modo, continuam sendo as quarentenas e o isolamento social utilizados noutros séculos em pandemias do estilo. Para não dizer que nada evoluiu, hoje agregamos o lavar as mãos, o álcool gel, as máscaras e, ainda, as controversas cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento dos pacientes.

É de se lembrar que uma, das tantas pandemias registradas na história, chegou a Catalunha, em abril de 1348. A peste bubônica, também conhecida como Peste Negra. Jacme D'Agramont escreveu texto em catalão (Regiment de Preservacio a epidemia o pestilencia e mortaldats – Epistola de Maestre Jacme D’Agramont als honrats e discrets segnors pahers e cinseyll de la Ciutat de leyda, 1348), naquele estágio da ciência (ainda não secularizada), para tratar das dúvidas, medos e pânicos decorrentes da peste que atingia a população de Lleyda. Em seu tratado para as autoridades civis de Lleyda, sua cidade natal, receitou um conjunto de medidas preventivas, razoáveis para época, que qualquer um poderia tomar. O ar, para o autor da missiva, provavelmente estava apodrecido por causa do pecado, então a confissão deveria ser a primeira prioridade. As janelas deveriam estar fechadas e o chão polvilhado com vinagre. Era dever comer e beber muito pouco, e tudo deveria ser o mais azedo possível. Peixes viscosos, como enguias e peixes vorazes, como golfinhos, não deveriam absolutamente ser comidos, muito menos patos ou leitões. Um pouco de sangue poderia ajudar. Sexo e banhos deveriam ser evitados a todo custo, porque eles abririam os poros e permitiriam a entrada de ar nocivo e contaminado.[5]

Esta carta de 1348 de D’Agramont, sem dúvida, pode ser considerada o primeiro tratado sobre uma peste, ou pandemia.[6] Outros tratados logo o seguiram, e a leitura dos mesmos passou a ter caráter instrutivo, em tempos sem internet e redes sociais. O progresso da referida praga na Ásia Central, na Europa e no Oriente Médio teve o avanço anunciado por rumores. Governantes e pessoas comuns sabiam que a pandemia estava chegando. Povo e autoridades queriam se preparar, com medidas de prevenção e precaução, para suportar o que sabiam, certamente, seria bem mais do que uma perturbação profunda na vida cotidiana. A experiência mostrou, escreveu D'Agramont, "que quando uma casa pega fogo todos os vizinhos ficam com medo". Tratados como o dele pretendiam acalmar os vizinhos – “os alfabetizados, pelo menos” que poderiam compartilhar “o conselho com os analfabetos” – dando a eles uma sensação de controle sobre uma situação coletiva que estava, de fato, sob jugo do desconhecido e do gerenciamento desinformado e rudimentar do risco.

Os pobres certamente foram as maiores vítimas do referido evento. Fato curioso é que passados quase 800 anos, o cenário é idêntico no caso da Covid-19. De fato, Nova York, devastada pela pandemia tem, entre suas vítimas mortais, uma proporção duas vezes maior de negros, latinos e pobres em relação aos americanos brancos e ricos.[7]

O texto de D’Agramont foi escrito sem o benefício da observação empírica. Ele se baseou no que ele chamava modestamente de pouca ciência que ele aprendeu ao estudar pestilências registradas na Bíblia e por Hipócrates. A taxa de mortalidade da praga de 1348 atingiu entre 30 e 60% da população (os números são controversos) e o patógeno responsável, a maioria dos historiadores concorda, foi a bactéria yersinia pestis, mas existem estudos que atribuem à causa da mesma à febre hemorrágica, ou ao antraz.[8]

Estudiosos medievais atribuíam a peste a causas tanto universais (conjunções astrológicas infelizes) quanto particulares (ares corrompidos e desequilíbrios morais). Não se podia, de fato, controlar as estrelas, mas se podia regular o que a medicina grega chamou de coisas mutáveis, como o exercício e a emoção, que se pensava (com acerto) afetar a saúde. No mundo médico islâmico e cristão, os escritores faziam advertências contra o sexo e os banhos e elogiavam a comida azeda e os cheiros fortes. Em um relatório de 1348, a Faculdade de Medicina de Paris alertou que certas populações eram mais suscetíveis à doença: “aquelas cheias de humores malignos; aqueles que seguem um estilo de vida ruim, com muito exercício, sexo e banho; as pessoas com preocupações persistentes; e aqueles seres humanos corpulentos com uma pele avermelhada.[9]"

Tratados anteriores da praga foram escritos em vernáculos locais, e não em latim, como D'Agramont disse, "para o benefício do povo e não para a instrução do médico". Depois que a praga voltou, em 1360–1361, a leitura de obras literárias conselhos sobre pragas cresceu ainda mais.[10] Da Epidemia, de John de Burgundy, foi um best-seller, pós-1361, publicado em vários idiomas. No livro o autor instruiu os leitores a tomar suplementos alimentares – "uma boa dose terapêutica do tamanho de um feijão" – e cheiros aromáticos em clima frio, com sugestões de compras divididas pelo nível de orçamento e classe social: “âmbar-gris, almíscar, alecrim e coisas semelhantes, se o cidadão fosse rico; cravo, noz-moscada, maçãs e coisas semelhantes, se fosse pobre.[11]”

Peste e crise, de acordo com o grande medievalista de Harvard, Spencer Strub, assim, entraram na consciência anglófona de mãos dadas. Histórias medievais e modernas ainda refletem essa associação. Os cronistas monásticos registravam a pestilência como apenas um aspecto de uma calamidade geral na década de 1340, anunciada por terremotos e um inverno excepcionalmente quente, acompanhada de guerra e fome. Uma narrativa de longa data sustenta que a Peste Negra foi a maior crise do século XIV e provocou desordem na ordem feudal europeia.[12]

No boletim de 1348, a Faculdade de Medicina de Paris observou que "o inverno não estava tão frio como deveria ter sido". A faculdade atribuiu o problema a Marte, que estava "encarando Júpiter com um aspecto hostil". Obviamente os invernos quentes não são o produto do infortúnio astrológico mas, como reforça Strub, de dois séculos de extração e consumo de combustíveis fósseis. As externalidades negativas das mudanças climáticas vão estimular novas pandemias. Enquanto à Covid 19 se espalhar, derrubando a economia mundial, mais pessoas sofrerão e morrerão. Os pobres e os vulneráveis sofrerão mais, como sói acontecer em catástrofes, cada vez mais presentes na rotina da humanidade. Não há razão para pensar que os governos estejam preparados para agir precautoriamente, gerindo riscos, para prevenir os efeitos sociais desses desastres. De fato, corremos o risco de repetir os piores erros do passado[13] e o que é pior, ampliá-los.

Ao longo da história estrangeiros, prostitutas, judeus e pobres foram responsabilizados por surtos de peste.[14] Alguns médicos, clérigos e governantes medievais rejeitaram essa odiosa superstição, mas outros encorajaram o preconceito. O próprio D'Agramont alertou que alguém estava envenenando poços.[15] O poeta francês Guillaume de Machaut atacou a "vergonhosa Judéia" e celebrou os sentimentos anti-semitas que brotavam em toda a Europa.[16]

A direita norte-americana respondeu ao coronavírus com uma sinofobia racista e politicamente utilitária. O mesmo fez, aliás, um dos filhos do presidente da República no Brasil recentemente, gerando imensa polêmica e um inconveniente diplomático com a China.

Em suma, no caso brasileiro, cabe ao Estado e aos indivíduos assumirem, em relação à pandemia, os seus deveres constitucionais de prevenção e de precaução, que emanam do artigo 225 da Constituição Federal, sob pena de responsabilização nas esferas cível, administrativa e criminal. A hora é de ficar em casa e seguir rigorosamente os comandos das autoridades alinhadas à Organização Mundial de Saúde para atrasar a propagação do vírus e achatar as curvas de contaminação e de mortes. Posteriormente, será necessário o debate público, em um obrigatório exercício da cidadania, para que se exija investimentos dos governantes no sentido da contratação de mais médicos e de profissionais de saúde (com salários condignos), construção de mais hospitais, compra de mais ventiladores (respiradores), novos financiamentos para pesquisas científicas e a descoberta, em tempo, de vacinas, com preço acessível, contra os vírus potenciais causadores de pandemias. No mesmo sentido, cabe ao povo brasileiro reivindicar a implantação de planos governamentais, preventivos, precautórios e emergenciais, contra as crises econômicas e sociais (notadamente para a preservação das vidas, dos empregos e das empresas) que estão por vir nesta era de instabilidade social, econômica, ambiental, climática e, especialmente, política.


1Fonte: G1. Casos de Coronavirus no Brasil em 09 de abril. Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/04/09/casos-de-coronavirus-no-brasil-em-9-de-abril.ghtml. Acesso em: 09.04.2020.

2KRUGMAN, Paul. The Covid-19 Slump Has Arrived. In: The New York Times. https://www.nytimes.com/2020/04/02/opinion/coronavirus-economy-stimulus.html?searchResultPosition=5. Acesso em: 10.04.2020.

3 KRUGMAN, Paul. Will We Flunk Pandemic Economics?. In: The New York Times. Disponível em: https://www.nytimes.com/2020/04/06/opinion/coronavirus-economy.html?smid=fb-share&fbclid=IwAR2ekD3Dl0M-o13ukWcBvUub0DurhfX3uJRNnUAc7uypWlGrCDk4w2sqh5Q. Acesso em: 10.04.2020.

4 WORLD ECONOMIC FORUM. World leaders must unite in tackling COVID-19, says Joseph Stiglitz. Disponível em: https://www.weforum.org/agenda/2020/04/internationalizing-coronavirus-covid19-globalization-leadership. Acesso em: 10.04.2020.

5 D’AGRAMON, Jacme. Regiment de Preservacio a Epidemia o Pestilencia e Mortaldats. Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes. Disponível em: http://www.cervantesvirtual.com/obra-visor/regiment-de-preservacio-a-epidemia-o-pestilencia-e-mortaldats–0/html/ff2eff76-82b1-11df-acc7-002185ce6064_4.html. Acesso em: 10.04.2020.

6 WINSLOW, C.-E. A., and M. L. DURAN-REYNALS. “JACME D'AGRAMONT AND THE FIRST OF THE PLAGUE TRACTATES.” Bulletin of the History of Medicine, vol. 22, no. 6, 1948, pp. 747–765. JSTOR, www.jstor.org/stable/44442234. Acesso em: 10.04. 2020.

7 THE NEW YORK TIMES. Virus Is Twice as Deadly for Black and Latino People Than Whites in N.Y.C.Disponível em: https://www.nytimes.com/2020/04/08/nyregion/coronavirus-race-deaths.html?fbclid=IwAR1AzyLXY5ytwxjCgURw8WReut0NEFQXyvi_f2x20vPTHFKrYQRgqTpUtLc#click=https://t.co/Co7C6PrZmn. Acesso em: 10.04.2020.

8 WINSLOW, C.-E. A., and M. L. DURAN-REYNALS. “JACME D'AGRAMONT AND THE FIRST OF THE PLAGUE TRACTATES.” Bulletin of the History of Medicine, vol. 22, no. 6, 1948, pp. 747–765. JSTOR, www.jstor.org/stable/44442234. Acesso em: 10.04.2020.

9 WINSLOW, C.-E. A., and M. L. DURAN-REYNALS. “JACME D'AGRAMONT AND THE FIRST OF THE PLAGUE TRACTATES.” Bulletin of the History of Medicine, vol. 22, no. 6, 1948, pp. 747–765. JSTOR, www.jstor.org/stable/44442234. Accessed 10 Apr. 2020.

10 STRUB, Spencer. Illness & Crisis, from Medieval Plague Tracts to Covid-19. The New York Review of Books. Disponível em: https://www.nybooks.com/daily/2020/03/25/illness-and-crisis-from-medieval-plague-tracts-to-covid-19/. Acesso em: 10.04.2019.

11 CAMPBEL, Anna Montgomery. The Black Death and Man of Learning. New York: Columbia University Press, 1931.

12 STRUB, Spencer. Illness & Crisis, from Medieval Plague Tracts to Covid-19. The New York Review of Books. Disponível em: https://www.nybooks.com/daily/2020/03/25/illness-and-crisis-from-medieval-plague-tracts-to-covid-19/. Acesso em: 10.04.2019.

13 STRUB, Spencer. Illness & Crisis, from Medieval Plague Tracts to Covid-19. The New York Review of Books. Disponível em: https://www.nybooks.com/daily/2020/03/25/illness-and-crisis-from-medieval-plague-tracts-to-covid-19/. Acesso em: 10.04.2019.

14 STRUB, Spencer. Illness & Crisis, from Medieval Plague Tracts to Covid-19. The New York Review of Books. Disponível em: https://www.nybooks.com/daily/2020/03/25/illness-and-crisis-from-medieval-plague-tracts-to-covid-19/. Acesso em: 10.04.2019.

15 D’AGRAMON, Jacme. Regiment de Preservacio a Epidemia o Pestilencia e Mortaldats. Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes. Disponível em: http://www.cervantesvirtual.com/obra-visor/regiment-de-preservacio-a-epidemia-o-pestilencia-e-mortaldats–0/html/ff2eff76-82b1-11df-acc7-002185ce6064_4.html. Acesso em: 10.04.2020.

16 STRUB, Spencer. Illness & Crisis, from Medieval Plague Tracts to Covid-19. The New York Review of Books. Disponível em: https://www.nybooks.com/daily/2020/03/25/illness-and-crisis-from-medieval-plague-tracts-to-covid-19/. Acesso em: 10.04.2019.

Gabriel Wedy

é juiz federal e professor.

Rejane G. Amarante disse:
11 de abril de 2020 às 09:57

Não votei em Bolsonaro (pai, 01, 02 e 03). Este aparte tem por objetivo restabelecer ou esclarecer alg uns pontos levantados pelo articulista.Em primeiro lugar, quando o Presidente Bolsonaro referiu-se ao Covid-19 como uma gripezinha, estava enfatizando que, para a grande maioria da população, não passará de uma gripe se chegar a tanto. E essa é uma constatação científica, ou melhor, os próprios médicos apresentam estatísticas nesse sentido. A questão é que num mudo densamente povoado, sobretudo países como o Brasil, uma estatística de letalidade fatal de um por cento representa algo em torno de dois milhões de pessoas em estado grave ao mesmo tempo e a insuficiência de equipamentos médicos e profissionais de saúde para lidar com a urgência. É, sem dúvida, um quadro social muito triste e esforços devem ser empreendidos para minimizar. Entretanto, a imensa maioria que não vai desenvolver quadros de riso à vida, nem estão numa perspectiva de probabilidade de desenvolver tal quadro, experimenta, de fato, e por imposição de direito, uma situação de privação de gêneros básicos para a sobrevivência, estão morrendo aos poucos por inanição, neste quadro, a morte é certa. Outros estão desenvolvendo patologias psíquicas que podem levar à morte muito mais rapidamente do que o Covid-19 tais como, suicídio, homicídio. Nesse sentido, a Medicina, enquanto ciência, não está habilitada para determinações que implicam em considerações também científicas de outros ramos do conhecimento humano. É necessária uma abordagem multidisciplinar par a tomada de decisões.O articulista valeu-se dos estudos de Spencer Strub, evidentemente refratário à influência da Astrologia na "ciência".Só para registrar, Isaac Newton era um grande astrólogo e muitos outros ícones do pensamento.

Pedro G. Franzon disse:
11 de abril de 2020 às 17:09

Dr. Wedy, o senhor fala em - erros do passado – mas os erros atuais, presenciados por nós, devem também ser mencionados. Os erros de agora, talvez, sejam mais grosseiros e danosos – diante da realidade desconhecida. Seu artigo não mencionou que “as instituições brasileiras foram infectadas pelo vírus do autoritarismo, a constituição foi trancafiada e agora agoniza nas mãos de governadores, prefeitos e juízes.” * A abordagem da mídia otimiza o medo e não mostra as verdadeiras preocupações dos brasileiros: o desemprego em massa e a violação de direitos e garantias fundamentais. O douto juiz aponta estatística de casos confirmados. Hoje, não se computa mais os mortos por outras doenças. Ninguém mais morre por diabetes, coração, AIDS, etc.? Só se morre por Covid-19? A “ordem” é: não sair de casa. O senhor diz: “A hora é de ficar em casa e seguir rigorosamente os comandos das autoridades alinhadas à Organização Mundial de Saúde...”. Douglas Pelegati no jornal Brasil Sem Medo informa: “A OMS faz recomendações erradas ou sem embasamento científico, espalha informações falsas e ignora novos dados, mesmo assim, políticos, juízes e jornalistas veneram a instituição com fervor religioso e acatam suas diretrizes como verdade de fé.” Caro juiz, estão renomeando a OMS = Organização Chinesa de Saúde. Seu artigo chega a ser “hilário” quando pressupõe “responsabilização cível, administrativa e criminal para o Estado e os indivíduos “desobedientes”. Os caminhoneiros não vão obedecer, jamais, esse comando de “ficar em casa”. Se os caminhoneiros pararem, quem abastecerá mercados com os alimentos para todos nós? Questão final – o espaço é limitado: Quantos caminhoneiros morreram por Covid-19? Todos estão e continuarão nas estradas.
* Artigo BSM, F. Barroso, 11/04/2020.

Rivadávia Rosa disse:
12 de abril de 2020 às 13:50

Seguramente devemos seguir rigorosamente as regras da OMS que no início do brote chinês, afirmou que o vírus não era transmissível por humano, assegurando que o turismo na China deveria continuar, além de criticar impiedosamente os EUA por tentarem impedir a entrada de cidadãos chinês naquele país.
Pero, assim que foi contido o vírus na origem, decretou a epidemia mundial, e, todos seguem devem seguir o confinamento e, aí de quem não obedecer.
Logo, virão regras marciais com pena de morte a quem violar o confinamento.

E, todos se autoproclamaram ‘democratas e defensores intransigentes dos direitos humanos’

Vercingetórix disse:
13 de abril de 2020 às 09:57

Vai me desculpar, mas atacar "direita norte-americana" a intitulando de "racista" e ainda passar pano para a China Comunista (principal responsável por essa catástrofe mundial) é completamente ridículo e irracional. É grotesco.

Descansa, militante.

AC-RJ disse:
13 de abril de 2020 às 10:23

Pena que o artigo em alguns trechos está contaminado politicamente. Teço uma ressalva que a origem da pandemia chinesa obviamente foi a China. Este fato é reconhecido publicamente até mesmo pela ONU e pela OMS, conforme abaixo exemplificado:

https://nacoesunidas.org/china-mostra-que-disseminacao-do-novo-coronavirus-pode-ser-interrompida/

https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6101:covid19&Itemid=875

Pedro G. Franzon disse:
13 de abril de 2020 às 12:09

Dr. Wedy, o senhor fala em - erros do passado – mas os erros atuais, presenciados por nós, devem também ser mencionados. Os erros de agora, talvez, sejam mais grosseiros e danosos – diante da realidade desconhecida. Seu artigo não mencionou que “as instituições brasileiras foram infectadas pelo vírus do autoritarismo, a constituição foi trancafiada e agora agoniza nas mãos de governadores, prefeitos e juízes.” A abordagem da mídia otimiza o medo e não mostra as verdadeiras preocupações dos brasileiros: o desemprego em massa e a violação de direitos e garantias fundamentais. O douto juiz aponta estatística de casos confirmados. Hoje, não se computam mais os mortos por outras doenças. Ninguém mais morre por diabetes, câncer, coração, AIDS, etc.? Só se morre por Covid-19? O senhor diz: “A hora é de ficar em casa e seguir rigorosamente os comandos das autoridades alinhadas à Organização Mundial de Saúde...”. Douglas Pelegati informa: “A OMS faz recomendações erradas ou sem embasamento científico, espalha informações falsas e ignora novos dados, mesmo assim, políticos, juízes e jornalistas veneram a instituição com fervor religioso e acatam suas diretrizes como verdade de fé.” Caro juiz, estão renomeando a OMS = Organização Chinesa de Saúde. Seu artigo chega a ser “hilário” quando pressupõe “responsabilização cível, administrativa e criminal para o Estado e os indivíduos “desobedientes”. Os caminhoneiros não vão obedecer, jamais, esse comando de “ficar em casa”. Se os caminhoneiros pararem, quem abastecerá mercados com os alimentos para todos nós? Questão final – o espaço é limitado: Quantos caminhoneiros morreram por Covid-19? Todos estão, diuturnamente, nas estradas e continuarão.

O IDEÓLOGO disse:
13 de abril de 2020 às 13:01

A ilustre advogada, Doutora Rejane, nos anos de 2017 e 2018, uma acerba crítica do Partido dos Trabalhadores e do Socialismo "Real", agora afirma não ter votado no "Mito", que inclusive disse ser o seu ídolo.

Pedro G. Franzon disse:
13 de abril de 2020 às 17:09

Concordo em tudo que o senhor Vercingetórix afirmou: ridículo, irracional e grotesco. Conforme Cléber Tavares de Oliveira Neto no BSM: "É de uma desonestidade intelectual sem tamanho quem usa as recomendações OMS como vinculantes, querendo impô-las sob pena de processo de improbidade ou, dai-me paciência, 'crime de genocídio'. ” O artigo no BSM é de 13/04/2020 sob o título de "Mentiram para você sobre a OMS".

Rejane G. Amarante disse:
15 de abril de 2020 às 16:14

O fato de deu ser contra o petismo e o lulismo não significa que, AUTOMATICAMENTE eu seja bolsonarista. Nunca afirmei que Bolsonaro é meu ídolo e se, alguma vezes, em comentários na Conjur, usei a expressão "Mito!" foi justamente em confrontos com outros comentaristas petistas. Ou seja, não estava enaltecendo Bolsonaro, mas enfurecendo os petistas e lulistas ensandecidos. Não sei qual é a sua. O senhor acompanha de perto os meus comentários aqui na Conjur e sabe que até o primeiro turno da eleição em 2018 eu manifestei minha preferência para votar em Bolsonaro, PORÉM, diante de inúmeras denúncias em vídeos postados nas redes sociais sobre fraudes nas votações, desde urnas que não concluíam o voto quando se apertava o número de Bolsonaro, passando por material de votação jogado na rua, manuseado por pessoas não autorizadas e muitas outras, eu passei a defender a abstenção em massa como forma de protesto popular contra a urna eletrônica. E critiquei o então candidato Bolsonaro por não liderar tal movimento. E esse foi o motivo de, naquela época, eu ter requerido minha desfiliação do PSL. Meta na sua cabeça de uma vez por todas que eu não sou como o senhor, eu apoio Bolsonaro quando acho que toma medidas a favor do Povo e critico quando acho que ele está prejudicando todos nós. E até hoje o senhor acha que Lula foi um grande Presidente.

Rejane G. Amarante disse:
15 de abril de 2020 às 16:35

Eu também afirmei em comentários aqui na Conjur que votei cinco vezes no Lula para a Presidência da República e votei na Dilma. E o senhor acompanhou nestes últimos anos tudo o que eu disse sobre essas pessoas. Isto quer dizer que eu tenho senso crítico e, sobretudo, autocrítica. Parece que o senhor fez referência a algum comentário em que eu teria dito que Bolsonaro é meu ídolo. Refrescando a minha memória, se escrevi isso e se vier a escrever novamente isso está relacionado à personalidade dele que, de fato, admiro, por ser franco e aguentar trancos. Nunca significará apoio incondicional e cego aos seus atos.

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