Entrevista: Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República

Spacca

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi alvo de processos judiciais, mas de uma caçada desleal movida por pessoas que trocaram o devido processo legal por manobras e truques para condená-lo. Essa é a visão do ex-presidente, que partiu para o ataque, em entrevista à revista eletrônica Consultor Jurídico na quarta-feira (29/1), na sede do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, em São Paulo.

Absolvido em dois processos e condenados em dois, até agora, Lula reclama da falta de materialidade nas acusações feitas contra ele. “(Sergio) Moro mentiu e sabe que mentiu” (…) “Foi uma canalhice do Dallagnol, do delegado que fez o inquérito e uma canalhice do Moro”. Se tem alguém que pode ser chefe de quadrilha, diz, é o procurador Deltan Dallagnol, que já deveria ter sido exonerado. O comportamento do TRF-4, afirma, “foi pior ainda”. E completa “era uma arapuca”.

Embora contrariado com as anomalias verificadas nos movimentos da mitificada "força tarefa", Lula reconhece que é bem defendido. “Às vezes a gente paga o preço de ser republicano” (…) “Sou um homem feliz porque tenho advogados dispostos a brigar”. Nisso, ao menos, ele tem razão.

Lula invoca para si a imparcialidade na escolha dos oito ministros do Supremo Tribunal Federal que nomeou. Evita analisar cada julgador, mas defende que se institua “outros mecanismos de aferição”, além da qualificação jurídica “que todos têm”. E que a avaliação envolva mais examinadores. “Hoje eu teria indicado gente diferente”, diz.

Sobre a “lava jato”, o ex-presidente identifica, abertamente, interesses econômicos do governo dos Estados Unidos, empenhado no desmonte das empresas brasileiras — que vinham avançando em um mercado antes cativo dos americanos. “Por isso a Petrobras entrou em jogo, por isso entraram em jogo as empreiteiras brasileiras.”

O ex-presidente não acha que o modelo que mais se aproxima da “lava jato” tenha sido a “satiagraha”, estrelada pelo ex-delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, em seu governo — quando despontaram as mais espetaculosas “operações”. Ele diz ver mais semelhança com a que investigou o Banestado, dada a participação do doleiro Alberto Youssef, “amigo de Moro”.

Lula recebeu a ConJur no começo de uma tarde quente de quarta -feira, na sede nacional do PT, no centro histórico de São Paulo. Marcada para as 11h30, a entrevista só começou por volta de duas horas mais tarde. Antes o ex-presidente havia concedido uma entrevista para a emissora de TV espanhola La Sexta. Ao emendar as duas entrevistas, o presidente perdeu a hora do almoço. Atendeu à ConJur faminto, mas bem humorado e com aspecto mais jovial do que aparentava ao sair da prisão. Antes do início da gravação, pediu um pente e ajeitou os cabelos cada vez mais escassos. Vestia camisa azul claro, gravata vermelha, paletó azul-marinho e calça jeans.

Contou que tem mantido a forma fazendo duas horas de atividade física diariamente. "Acordo às 5 da manhã, faço de 70 a 80 minutos de esteira, depois faço musculação para os braços e as pernas e ainda faço uns exercícios para uma dor na lombar", contou. Fez um grande esforço para lembrar o nome do exercício para a coluna até que alguém lembrou que era RPG. "Eu sabia que tinha alguma coisa a ver com PGR', brincou, referindo-se à sigla do chefe do Ministério Público que tem frequentado com insistência sua pauta de interesse pessoal nos últimos tempos. 

Ao fim de 1 hora e 15 minutos de conversa, em que se mostrou descontraído na maior parte do tempo, o ex-presidente  despediu-se com um leve e solto "Saudações corintianas". Sua agenda o aguardava carregada de novos compromissos e sem tempo para o almoço perdido.

No decorrer dos próximos dias a ConJur irá divulgar, em vídeo, trechos selecionados da conversa com o ex-presidente.

Leia a entrevista:

ConJur — Depois de todos esses anos, com mensalão, “lava jato”, ter sido preso, qual a sua opinião sobre o nosso sistema de Justiça?
Luiz Inácio Lula da Silva — Passei a vida inteira acreditando na Justiça. Qualquer nação precisa ter um sistema de Justiça em que as pessoas, sobretudo as menos afortunadas, tenham certa proteção. Quando fui presidente, tentei fortalecer o sistema, com o apoio de muitos companheiros, mesmo sabendo das dificuldades de se fazer qualquer mudança no Judiciário, porque é uma máquina poderosa. Criamos o Conselho Nacional de Justiça, o Conselho Nacional do Ministério Público, tentamos fortalecer o Ministério Público — desde a Constituinte, o PT trabalhou para isso. Trabalhamos para que a Polícia Federal pudesse ser forte, tivesse inteligência e gente para fazer o trabalho que uma instituição do Estado pode fazer. Esse era e continua sendo o meu sonho.

ConJur — Sonho?
Lula — Depois a gente percebe que nem tudo é um mar de rosas. As pessoas não são santas porque usam uma toga, porque viram procurador. Os desvios de comportamento estão em qualquer segmento da sociedade. E o mais grave é quando você começa a se dar conta de que muitas vezes a justiça não é feita porque um determinado segmento tem um pensamento político adverso.

Participei da posse de três procuradores-gerais da República indicados por mim. Em todos os discursos eu fazia questão de dizer que era importante que os procuradores levassem em conta que, pela importância da instituição, teriam que ter uma seriedade muito grande. A gente não pode ficar condenando as pessoas pela imprensa e ninguém deveria acusar ninguém antes de ter prova. Cansei de dizer isso nas posses de procuradores. E dizia isso aos policiais federais. No caso do Protógenes [Queiroz, delegado exonerado da Polícia Federal], que estava investigando o Daniel Dantas, uma das razões pelas quais ele foi afastado foi porque ele vazava quase tudo antes da hora. Tinha jornalista que falava com ele e depois vinha falar comigo. Até que eu chamei o [ministro da Justiça] Tarso Genro e disse: “Minha filosofia é que o policial não pode ser impedido de fazer nenhuma investigação, mas só pode torná-la pública quando tiver provas!”

ConJur — Mas essa prática continua até hoje.
Lula —
Pois é. Às vezes a gente paga um preço por ser republicano. Eu era presidente e estava na Índia quando recebi um recado de que a Polícia Federal invadiria a casa do meu irmão Vavá. A acusação era que ele participava de um esquema de caça-níqueis. Fiquei pensando no que fazer e lembrei que quem tinha sido avisado não era o Lula, irmão do Vavá. Era o presidente da República. E eu não poderia usar o meu poder para evitar que uma investigação fosse feita. E ocuparam a casa do meu irmão. Entraram no quarto dele, da filha dele, até levaram computador dela achando que era dele.

Quando voltei, chamei o Paulo Lacerda, que era o diretor-geral da PF, e falei: "Paulo, não vou ter nenhuma atitude de punição, só queria que você dissesse a seus agentes que existe um comportamento de autoridade que não pode ser ignorado. Um policial federal precisa respeitar os direitos das pessoas que eles vão na casa, mesmo suspeitando que ela cometeu um erro”. Dito isso, a vida segue. No ministério do Tarso Genro, a PF teve um comportamento sério. Então, continuo acreditando na Justiça. E hoje, tudo o que eu quero é que as instâncias superiores tenham acesso ao meu inquérito.

ConJur — Não tiveram?
Lula —
O que foi feito no meu caso foi uma canalhice do [procurador regional da República Deltan] Dallagnol, do delegado que fez o inquérito e uma canalhice do [ex-juiz federal Sergio] Moro, que julgou. É isso que eu quero que as pessoas vejam. E se há alguma prova, que mostre, que diga qual é. Não é possível uma pessoa passar duas horas me acusando e depois dizer "não me peçam provas, eu só tenho convicção". Numa audiência, eu falei pro Moro: “O senhor está condenado a me condenar”. A mentira já tinha andado demais, e quando você conta uma mentira muito grande e não constrói uma rota de fuga, qual é o resultado? Às vezes você leva um crime às últimas consequências porque mentiu e não tem como desfazer. E o Moro mentiu, sabe que mentiu e sabe que participava de um processo para evitar que eu fosse candidato. Ele não aceitava nada que pudesse provar minha inocência e deu uma sentença que deveria entrar para o dicionário da insanidade mental. O crime que eu cometi: atos indeterminados.

ConJur — Mas o TRF-4 manteve a sentença.
Lula —
O que aconteceu no TRF-4 foi pior ainda. Primeiro porque passaram meu processo na frente de todos. Agora passaram outra vez na frente de 1.971 processos. E eles três votaram iguaizinhos, que era pra não me dar direito de recorrer, numa demonstração de que era uma arapuca montada. Eu previa desde o começo do impeachment que tinha um objetivo, que era chegar em mim. Se fizeram o impeachment para tirar a Dilma, não poderiam permitir que eu voltasse a ser presidente. Eles tinham um objetivo e cumpriram o objetivo deles.

ConJur — Verdade que o Dallagnol nunca participou de uma audiência sua?
Lula —
Nunca participou de uma audiência. Eu tive 83 testemunhas e ele não foi a um depoimento. Esse efetivamente eu posso dizer: se tem alguém que pode ser chefe de quadrilha, é ele. Ele diz que eu era chefe de quadrilha, mas quem criou um fundo especial pra ele, com R$ 2,5 bilhões da Petrobras, quis pegar não sei quanto da Odebrecht, foi ele. Ele deveria ter sido exonerado no dia que disse que não tinha provas, só convicção, a bem do serviço público. Como pode o MPF, que é uma das instituições para dar garantia ao sistema democrático brasileiro, colocar uns meninos irresponsáveis como esses, que mentiram em todos os casos?

E hoje está ficando cada vez mais claro que ele estava a serviço de interesses americanos. Que toda a operação tinha uma vinculação muito precisa com o Departamento de Justiça dos EUA e, mais ainda, subordinada a interesses econômicos dos EUA. Por isso a Petrobras entrou em jogo, por isso entraram em jogo as empreiteiras brasileiras.

ConJur — Por quê?
Lula —
Porque as empresas de engenharia brasileiras estavam tomando muito espaço em toda a África e em toda a América Latina. Mesmo o aeroporto de Miami foi feito pela Odebrecht, construindo o porto de Mariel concomitantemente. A lei americana não permite e a Odebrecht ganhou na Justiça o direito de fazer o aeroporto. Os americanos estavam incomodados. Era preciso criar toda essa farsa.

ConJur — O senhor não acha que a parte da acusação ficou poderosa demais no Brasil?
Lula —
Sou um homem feliz porque tenho advogados dispostos a brigar. Em todas as decisões políticas faço questão de interferir, porque não quero ter uma briga apenas jurídica. Quero que saibam que estão lidando com uma pessoa diferente. Se quiserem me condenar, não tem problema, eles podem. Tudo o que saiu no Intercept [Brazil] a gente já vinha denunciando. É só pegar as peças de defesa que você vai ver tudo o que está colocado no processo. E o Moro não aceitava nada que pudesse contradizer aquilo que ele e o Dallagnol falavam. Era um jogo de cartas marcadas.

ConJur — O senhor sempre disse que seria condenado.
Lula —
Tinha gente que não gostava quando eu dizia que eles não têm como não me condenar. Quando começaram a vender o caso do mensalão como o maior caso de corrupção do mundo e não tiveram como provar, logo arranjaram um jeito de condenar, que foi com a teoria do domínio do fato. Então você inventa uma teoria e ela serve pra não ter que provar mais nada. É importante lembrar que o voto dado pela Rosa Weber de que não precisava de prova é do Moro, que era assessor dela.

ConJur — A “lava jato” era parte de um projeto de poder?
Lula —
Hoje está mais do que claro, por todos os vazamentos do Intercept e pelo comportamento do Moro, que aquilo fazia parte de um jogo de poder, de um processo político. Ou seja, era importante não permitir que eu pudesse voltar a ser presidente da República, porque eles sabiam que se eu participasse do processo eleitoral, ganharia as eleições de todos eles no primeiro turno. E então fizeram toda aquela montagem pra evitar que eu ganhasse as eleições. Agora, confesso que, embora eu esteja muito decepcionado de não ter participado do processo eleitoral, quero que eles saibam que vou viver muito.

ConJur — Pretende voltar a ser presidente?
Lula —
Posso até voltar, mas não é mais minha obsessão. Espero que tenha gente muito mais nova do que eu. Haddad fez uma campanha maravilhosa, é um cara muito preparado. Agora, quero chegar às eleições de 2022 com muita influência política. Disso, não abro mão.

ConJur — O senhor se arrepende de alguma indicação para o Supremo?
Lula —
Indiquei as pessoas por currículo, eu não tinha nenhuma amizade. Recebi indicações, currículos, de grupos de advogados, grupos de parlamentares, e eu juntava todo mundo, Ministério da Justiça, Casa Civil, Advocacia-Geral da União e às vezes consultava o pessoal nos estados pra saber quem é a pessoa, o passado, e indicava. Eu tinha vontade de indicar uma pessoa negra, indiquei o Joaquim [Barbosa] e não me arrependo.

ConJur — Mesmo com o desempenho dele no mensalão?
Lula —
O problema é que, a partir de um determinado momento, a Justiça parou de funcionar em função dos autos do processo e passou a funcionar em função da opinião pública levada adiante pela imprensa. Quem forçava a votar era a manchete do Jornal Nacional, a capa das revistas. Foi um absurdo. A primeira coisa que me chocou foi perceber um ministro da Suprema Corte se deixar levar pela opinião pública. Ora, se alguém quer votar pela opinião pública, então vamos parar de escolher ministro ou juiz dessa forma, vamos fazer votação direta. Quando inventaram a teoria do domínio do fato, falei "é porque não tem prova". É uma submissão de algumas pessoas ao noticiário do jornal. Ali eu soube que o Genoíno e o Zé Dirceu estavam condenados porque não poderiam voltar atrás na pressão que a imprensa fazia para que a opinião pública pressionasse a Suprema Corte. Nos meus casos, a mesma coisa.

Mas posso dizer que não me arrependo individualmente de ter indicado as pessoas porque indiquei todos pelo currículo. Obviamente, o currículo não mostra caráter, comportamento ideológico, nada. Tem pessoas que foram indicadas e depois deixaram de atender até as pessoas que tinham indicado e defendido. Mas eu não indiquei porque era meu amigo, mas porque o currículo permitia. E não me arrependo.

Se tem um companheiro que me deu uma lição muito grande foi o [ex-ministro do Supremo e da Justiça Nelson] Jobim. Ele nunca me pediu nada, foi presidente da Suprema Corte, indicado pelo Fernando Henrique, e teve um comportamento muito digno. Ele falava "presidente, o senhor errará menos se indicar pessoas que já tenham biografia construída antes de pegar o cargo. Se a pessoa vier pra construir a biografia no cargo, vai ser muito pior". E hoje eu posso dizer que ele tinha toda razão. É preciso ter um critério mais rígido para indicar. É um cargo muito importante, que a pessoa não tem que ser apenas gabaritada tecnicamente, ela tem que ser ilibada, um cidadão ético provado e comprovado. Hoje eu seria mais exigente na escolha de pessoas. E iria envolver mais gente.

ConJur — O senhor se arrepende de ter deixado de indicar alguém?
Lula —
Hoje eu teria indicado gente diferente. Mas não posso dizer. Não se pode transformar a Suprema Corte num clube de amigos. As pessoas podem se queixar de mim do que quiserem, mas ninguém pode dizer que não fui republicano nas indicações. Não indiquei nenhum amigo meu. O [Carlos Ayres] Britto eu conheci em 1980 e quando ele me foi apresentado, ele entrou na sala, com gente muito importante, que respeito muito, e a indicação dele era a possibilidade de ter, pela primeira vez, um ministro de esquerda. Foi assim. Nunca pedi nada pro Britto. Hoje eu sei que ele trabalha na Globo. É triste. Mas a gente não pode ficar se arrependendo. Se eu puder contribuir para que os próximos tenham mais qualificação
mas não qualificação jurídica, porque isso todos têm, mas qualificação ética, visão de país, de sociedade. É isso que as pessoas têm que ter.

É o seguinte: dê a toga. Quando você der a toga, você vai ver quem é. Como você não pode dar a toga antes de indicar, pode ser surpreendido.

ConJur — O senhor falou em repensar as formas de indicação. Sugere alguma coisa?
Lula —
Quero refletir muito. Ainda não tenho clareza, mas não é só um concurso público que mede a qualidade de uma pessoa. Além do conhecimento específico da matéria, ele precisa ter outros conhecimentos. Hoje não vale mais apenas o critério de o presidente indicar e o Senado referendar. É preciso ter outros critérios. Não sei quais, mas outros critérios. E se Deus quiser, vamos debater com a sociedade outros critérios pra indicar gente. Inclusive estabelecer a ideia do mandato. Tem que ter mais gente pra avaliar a seriedade das pessoas. Era preciso que tivesse outros mecanismos de aferição.

ConJur — A lista tríplice da PGR ajuda o presidente na hora de escolher um nome?
Lula —
Eu tinha um problema, que era um viés da minha origem sindical. Eu achava que o indicado tinha que ser o primeiro. Obviamente que isso também não prova competência. Prova que o cara teve mais força dentro da categoria, ou seja, da corporação. E tem um pequeno equívoco: você tem três candidatos, um teve 350 votos, o outro, 400 e o outro, 450. Se somar os dois que perderam dá quase o dobro dos votos do cara que ganhou. Então não é tão absurdo não escolher o primeiro da lista. É preciso estabelecer outros critérios para aferir como a pessoa se comporta na sociedade, quais são os valores da pessoa, os valores jurídicos, que visão a pessoa tem dos problemas sociais do Brasil. Senão, você não tem chance de acertar.

Agora que ele já fez todas as bobagens que fez e se desmoralizou sem eu precisar falar nada: o [ex-procurador-geral da República Rodrigo] Janot. Eu não o conhecia, mas fui procurado por amigos dele dizendo que eu precisaria dar uma força pra ajudar a indicar e conversar com amigos meus pra ajudar a indicar o Janot. E eu disse "olha, acho o Janot uma pessoa séria, tem bom diálogo, é um bom cidadão". Eu não sabia que ele ia virar o que virou. Depois de algum tempo estive com alguns advogados antigos que me falaram "olha, ele tá bebendo demais", "ele chega 10h da manhã e ele tem uma farmácia lá no gabinete dele". Mas eu nunca conversei com ele. Sei que ele chamou pessoas pra conversar dizendo "diga ao presidente Lula que não vai ter nada contra ele", e no dia seguinte tinha denúncia contra mim. Coisa que eu jamais pedi e jamais pediria. Então eu lamento.

ConJur — E a “lava jato” é do mandato dele.
Lula —
Assisti aquela série Olhos que Condenam [A História Real dos Cinco do Central Park, Netflix], daquelas crianças, e eu fiquei patético com o comportamento da procuradora-geral e da polícia, de que não tinha prova, mas precisava condenar. Até o Trump publicou matéria paga! Eu me senti aqueles moleques! Vocês têm noção de quantas horas de JN, Bom Dia Brasil, Ana Maria Braga, SBT, Bandeirantes, quantas primeiras páginas de jornal, capa de revista tem me condenando? E eu desafio: mostre uma única prova!

Isso me motiva a dizer que ainda continuo acreditando na Justiça. Tudo o que está acontecendo, o mundo inteiro está se interessando, as pessoas vão descobrindo que tem coisa errada, que havia uma necessidade de me impedir. E fico pensando: por que foram gravar o escritório dos meus advogados? Por que foram gravar conversa minha com meus advogados, da minha mulher com o filho dela, minha com a Dilma? Isso é de uma insanidade. E esse Moro, que mandou gravar, cinicamente fingindo que não era com ele?

ConJur — Por que esses episódios não foram contidos pelo próprio sistema?
Lula —
Por causa da corporação. Quando um trabalhador de uma fábrica faz uma coisa errada, ele é mandado embora. Mas um cara que faz toda a canalhice que fez o que aquele procurador [Marcelo Miller] fez no caso do Temer e no caso do Joesley, ele é premiado com uma aposentadoria integral. Tem um procurador [Douglas Kirchner] que as deputadas foram falar com o Janot, era um cara que tinha sido expulso de Rondônia porque chegou a manter a mulher quase como escrava, amarrada. Esse cara foi denunciado em Rondônia e estava escondido em Brasília. E escondido aonde? Na instituição!

ConJur — O que fazer, então? Essas pessoas têm poder e canetas na mão.
Lula —
Continuar brigando. É preciso que o Poder Judiciário desça do pedestal e bote os pés no Brasil real.

ConJur — Lei da Ficha Limpa, Lei Anticorrupção, Lei das Organizações Criminosas, delação premiada, tudo isso aconteceu nos governos do PT. Esses instrumentos estão sendo bem aplicados?
Lula —
Não. O PT foi o partido que mais deu proteção ao cidadão brasileiro e mais fez para combater os malfeitos neste país. Obviamente, o esperado é que as pessoas que vão utilizar as leis para julgamento sejam sóbrias, dignas, ilibadas, não movidas por ideologia, mas movidas pelos autos do processo, pelas provas, pelas coisas concretas. E a delação foi usada por esse mau-caratismo da força-tarefa do MPF para poder enganar a sociedade brasileira e para poder extrair as confissões que eles precisavam, orientados pelo DoJ, para condenar as pessoas e prejudicar as empresas.

ConJur — O senhor vê algum paralelo entre as operações "satiagraha" e “lava jato”?
Lula —
O caso mais próximo da “lava jato” é o do Banestado. O amigo do Moro, [o doleiro Alberto] Youssef, começou lá. O Youssef não foi solto, ele foi um espião colocado à disposição para que o Moro o utilizasse como cobaia. Mas essas coisas vão ser desmontadas. O trabalho da imprensa aos poucos vai desmontando, o tempo vai se encarregando disso. Levamos quase 50 anos pra descobrir que o governo americano tinha um porta-aviões aqui nas águas brasileiras para tentar dar o golpe [de 1964] se ele não acontecesse. A verdade nua e crua demora para aparecer. Sobretudo quando você tem contra você o Estado brasileiro.

ConJur — O senhor acha que cairia como a ex-presidente Dilma caiu?
Lula —
Possivelmente, não. Mas Getúlio Vargas tinha todo o poder e o levaram à morte. João Goulart era um homem de poder e foi obrigado a renunciar. Obviamente, tenho um jeito de fazer política diferente do da Dilma, mas ela não caiu por não saber fazer política. Caiu porque um bando de safados resolveu mentir sobre ela. Quem assinou a denúncia contra Dilma foram juristas como Hélio Bicudo, como Miguel Reale Jr., e contra qualquer bom princípio do Direito. E pra atender a quem? À financeirização do país? O que essa gente ganhou com isso? O que o país ganhou com isso? O que o povo brasileiro ganhou com isso? O que a sociedade brasileira ganhou com toda essa patifaria que fizeram contra a democracia?

ConJur — Mas o Brasil é um país que derruba presidentes.
Lula —
O Brasil tem pouca experiência de democracia. A gente vivia o maior período contínuo de democracia, e não chegamos a 30 anos. A elite brasileira não suporta a democracia. A democracia, para a elite, é boa desde que os pobres não tenham ascensão social. A elite tolera um país, um governo para 35 milhões de pessoas. Se tentar colocar todo mundo para participar do bolo, eles não aceitam. E eu compreendo isso, porque foram 300 anos de escravidão. Um ser humano, por ser negro, era tratado por outro como propriedade, como se fosse um rebanho de cabrito. Essa é a cultura que está estabelecida no país e a gente ainda não venceu.

ConJur — No auge da crise do impeachment, o ministro Gilmar Mendes deu aquela liminar pra impedir o senhor de assumir a Casa Civil. Numa entrevista mais recente, ele disse que, com as informações que tem hoje, não tomaria a mesma decisão. Como o senhor encarou essa notícia?
Lula —
Olha, o dado é esse. O país vivia um momento de muita tensão. Eu achava que a Dilma deveria ter mantido minha nomeação, porque não é o Gilmar que escolhe os ministros, é a presidente da República. Obviamente, num momento de tensão política, as pessoas agem de acordo com as informações que recebem. Isso vale pra todo mundo, pra você, pra mim e pro Gilmar Mendes. A coisa que eu menos queria era ser ministro. O meu discurso pra Dilma era que no Palácio não cabe dois presidentes, mas ela disse "eu preciso, eu preciso, eu preciso" e eu aceitei. E aí vêm dizer que eu queria pra me proteger? Sinceramente, meu caro, a única proteção que eu quero é a da minha consciência.

ConJur — Sua relação com o ministro Gilmar Mendes na época que ele presidiu o STF era muito boa, não era?
Lula —
Eu sempre tive relação muito boa com todo mundo. Eu gosto de tratar as pessoas bem e de respeitar a liberdade de cada instituição. Fui eleito pra ser presidente, não pra ser deus. E eu muitas vezes disse ao Gilmar "você não tem que dar resposta pra tudo e declaração sobre tudo, você é presidente da Suprema Corte, tem coisa que você não precisa falar". O correto no Judiciário é que um ministro só se manifeste nos autos. Ninguém tem que declarar voto um mês antes, não é esse o papel. Não pode ficar a Globo cobrando do ministro, denunciando todo dia, incentivando as pessoas a ir atrás do ministro. Não pode! Qual é o ministro que tem força de enfrentar isso? A sociedade brasileira precisa ficar atenta a essas coisas. É preciso que a Suprema Corte não se subordine ao noticiário diário. Ela tem que se subordinar aos autos dos processos, contra quem quer que seja. Doa a quem doer, para condenar ou absolver.

Sempre valorizei muito a Suprema Corte, porque ninguém pode recorrer de uma decisão dela. Mas agora a gente vê que um ministro toma uma decisão, o outro não gosta, vai lá e muda. Não tem sentido isso. Ali não é uma corte pequena, é a Suprema Corte. Ali as pessoas precisam saber que a cada decisão a sociedade está olhando.

ConJur — O senhor nunca pensou em ter um figurão da advocacia criminal na sua defesa?
Lula —
Não, eu não acredito nisso. Quando tem um problema difícil, o advogado vem conversar comigo. Por exemplo, quando foram falar sobre a progressão da pena, que eu poderia ir pra domiciliar, sair antes, usar tornozeleira, ter a pena diminuída com base nos relatórios dos livros que eu li e tal, eu falei pro meu advogado: "Diga que não li pra diminuir minha pena, li porque queria ler. Não estou aqui prestando vestibular. E minha canela não é de pombo correio e minha casa não é cadeia. Quem me colocou aqui dentro que arque com as consequências de eu estar aqui dentro". Eu faço parte de um processo histórico, então vamos escrever a história. Vão me condenar outra vez? Não tem problema. Não vou fugir, vou ficar aqui dentro porque tenho uma missão, que é provar que eles são mentirosos. Sobretudo o "seo" Moro.

Pedro Canário

é jornalista.

Maurício Cardoso

é diretor de redação da revista Consultor Jurídico.

daniel disse:
02 de fevereiro de 2020 às 08:09

desviaram tanto naquele (des)Governo que até eu perdi mais de 20 mil reais nas ações da Petrobrás com a queda do valor das ações em razão dos roubos reiterados.
Além disso, desviaram no BNDES para países ineficientes e de Esquerda que jamais pagarão o valor emprestado.
Criminalidade explodiu, pois os manos eram tratados como vitimas da sociedade, o que hoje já mudou bastante.
Gerações foram destruídas em razão do Elogia da Preguiça em vez da Meritocracia.
Jovens foram induzidas ao sexo precoce com falso argumento de educação sexual que estimulava a libertinagem.
Falso discurso de proteger o pobre, mas na verdade queriam manter o pobre cativo e sem autonomia. Em vez de trabalho criavam mais assistencialismo. E manipulavam dados como cosiderar empregados quem recebia bolsa familia.
triplicaram a divida interna e fizeram o pagamento da dívida externa (que era pequena e com juros menores do que a interna)
Quebraram o país que pegaram com as contas mais ou menos.

O IDEÓLOGO disse:
02 de fevereiro de 2020 às 08:16

Luiz Inácio Lula da Silva, nascido Luiz Inácio da Silva (Luís, na ortografia oficial[6]) e mais conhecido como Lula GCTE • GColL (Caetés, 27 de outubro de 1945), é um político, ex-sindicalista e ex-metalúrgico brasileiro, principal fundador do Partido dos Trabalhadores (PT) e o 35º presidente do Brasil — tendo exercido o cargo de 1º de janeiro de 2003 a 1º de janeiro de 2011.
De origem pobre, migrou ainda criança de Pernambuco para São Paulo com sua família. Foi metalúrgico e sindicalista, época em que recebeu a alcunha "Lula", forma hipocorística de "Luís". Durante a ditadura militar, liderou grandes greves de operários no ABC Paulista e ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores, em 1980, durante o processo de abertura política. Lula foi uma das principais lideranças da Diretas Já, no período da redemocratização, quando iniciou sua carreira política. Em 1986 elegeu-se deputado federal pelo estado de São Paulo com votação recorde. Em 1989 concorreu pela primeira vez à presidência da República, perdendo no segundo turno para Fernando Collor de Mello por 53-47 por cento. Também foi candidato a presidente outras duas vezes, em 1994 e 1998, perdendo ambas as eleições no primeiro turno para Fernando Henrique Cardoso. Venceu a eleição presidencial de 2002, contra José Serra, e foi empossado em janeiro de 2003. Na eleição de 2006 derrotou Geraldo Alckmin.
O governo Lula teve como marcos a introdução de programas sociais, como o Bolsa Família e o Fome Zero, ambos reconhecidos pela Organização das Nações Unidas como os programas que possibilitaram a saída do país do mapa da fome. Durante seus dois mandatos, empreendeu reformas e mudanças radicais que produziram transformações sociais e econômicas no Brasil, que triplicou seu PIB per capita e alcançou o grau

O IDEÓLOGO disse:
02 de fevereiro de 2020 às 08:17

de investimento. Na política externa, desempenhou um papel de destaque, incluindo atividades relacionadas ao programa nuclear do Irã, ao aquecimento global, ao Mercosul e aos BRICS. Lula foi considerado um dos políticos mais populares da história do Brasil e, enquanto presidente, foi um dos mais populares do mundo. Sua chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, derrotou José Serra na eleição de 2010 e foi reeleita em 2014 ao derrotar Aécio Neves.
Lula manteve-se ativo no cenário político e passou a ministrar palestras no Brasil e no exterior. Em março de 2016, foi nomeado por Dilma como seu ministro-chefe da Casa Civil, mas a indicação foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal. Em julho de 2017, foi condenado em primeira instância no âmbito da Operação Lava Jato a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Com a confirmação em segunda instância da sentença, que aumentou a pena, teve sua prisão decretada e entregou-se à Polícia Federal em abril de 2018. Em novembro de 2019, Lula foi solto um dia após o STF decidir que a execução da pena só deveria ocorrer com o trânsito em julgado da sentença.

O IDEÓLOGO disse:
02 de fevereiro de 2020 às 08:23

Pela primeira vez na História de uma "comédia chamado Brasil", tivemos um presidente oriundo da classe trabalhadora. Todos os outros pertenciam a determinadas divisões da elite brasileira, pernóstica, reacionária, corrupta, desequilibrada e esbanjadora.
Pela primeira vez na História Econômica do Brasil o pobre conseguiu consumir. Pela primeira vez, o povo teve sonhos. Pela primeira vez o Brasil foi soberano e não "lambe sapato" de presidente norte-americano. Pela primeira vez, depois de décadas de estagnação, a Economia cresceu. Pela primeira vez, foi estimulada a participação das minorias no serviço público. Pela primeira vez, o povo se viu representado no Poder.

analucia disse:
02 de fevereiro de 2020 às 08:57

o fato de ser oriundo da "classe trabalhadora" dá direito de desviar dinheiro ?

O ideólogo "comunista" mostra aqui como é a cara da Esquerda. Comunistas, assim como Nazistas, deveriam ser presos e proibido símbolos comunistas.
O povo tenho "sonhos" endividando-se com crédito fácil e juros altos, política de endividamento eleitoreiro que qualquer economista meia tigela sabe que dura apenas 8 anos, e depois vem a crise. Ou seja, foi safadeza. Tanto é que as pesquisas sobre os devedores apontam que as dívidas são de mais de 8 anos, ou venderam sonhos frágeis e agora virou pesadelo

O Programa bolsa familia foi criado pelo FHC (esquerdinha de terno). Lula apenas reuniu vários programas sociais e mudou o nome. Apenas no Governo atual é que se criou o 13º salário para o Bolsa Familia. Mas, o importante não é o Governo Atual, mas sim combater os comunistas ou Esquerda ou criminosos, pois são sinônimos.

Professor Edson disse:
02 de fevereiro de 2020 às 09:50

Simplesmente o maior ladrão da política Brasileira, mas tem quem gosta.

Professor Edson disse:
02 de fevereiro de 2020 às 09:50

Simplesmente o maior ladrão da política Brasileira, mas tem quem gosta.

Professor Edson disse:
02 de fevereiro de 2020 às 09:54

E o bandido ainda acha que vai ser presidente, é simplesmente risível, o ladrão ainda não entendeu nada, tadinho.

Professor Edson disse:
02 de fevereiro de 2020 às 09:54

E o bandido ainda acha que vai ser presidente, é simplesmente risível, o ladrão ainda não entendeu nada, tadinho.

O IDEÓLOGO disse:
02 de fevereiro de 2020 às 09:55

Doutora Analúcia, bom dia.
Não serei insano. O ex-presidente praticou deslizes.
Mas, nada se compara com a nossa elite que, há quinhentos anos se apropria dos bens públicos.
Você sabia que o Militar Mário Andreazza que concorreu pelo PDS com o Paulo Salim Maluf à indicação para a Presidência da República, utilizou dinheiro do FGTS?
Você sabia que políticos do Regime Militar (não os Militares) desviaram dinheiro da previdência social para construção de casas particulares, indústrias, motéis e compra de carros?
No "Encilhamento" (1889-1894), durante a República da Espada (Governos Marechal Deodoro e Floriano Peixoto) o dinheiro emitido para industrialização do país, preconizada por Rui Barbosa, foi usado para financiar compra de fazendas de café e de viagens à Europa?
E não foi obra de trabalhador. Mas, da elite.

Professor Edson disse:
02 de fevereiro de 2020 às 10:03

Senhor Ideólogo exato são todos bandidos, e você escolheu o seu de estimação. Parabéns.

Professor Edson disse:
02 de fevereiro de 2020 às 10:03

Senhor Ideólogo exato são todos bandidos, e você escolheu o seu de estimação. Parabéns.

Daniel Oliveira Neves disse:
02 de fevereiro de 2020 às 10:20

A reportagem e os comentários aqui explicam bem porque o Brasil não vai e nunca irá pra frente e chegará a ser um país de primeiro mundo, aliás, apenas explicam o estado das coisas, o Brasil é hoje o que seu povo fez por merecer. Um país que ao invés de "fazer" melhor, prefere culpar e responsabilizar os demais.

AdvBrasil disse:
02 de fevereiro de 2020 às 10:47

Você faz parte de uma militância vergonhosa dessa nação.
A sua sorte e a de muitos contrários a Bolsonaro é que ele não é 1% do que vocês dizem que ele é. Se fosse, vocês estariam ferrados.
A Direita acordou. Aqueles tempos de Direita adormecida, nunca mais. Até os Liberais, os verdadeiros de espectro de centro, acordaram.

Raimundo Boaventura Santana de Deus disse:
02 de fevereiro de 2020 às 12:03

Chego aos meus 55 anos, com viva memória da história política do Brasil. Posso, assim como parte substancial da sociedade, testemunhar o quanto o Brasil avançou nos governos petistas, nas três esferas de poder, pois prefeitos, governadores e presidentes deste partido, demonstraram que se pode governar para todos.
Respeitaram os poderes constituídos, fortaleceram das micro empresas às grandes corporações industriais assentadas em nosso país. Transformaram a Petrobrás uma das cinco maiores empresas de energia e petróleo do mundo, incentivaram a ciência em todas as sua vertentes, reequiparam as forças armadas (que cuspiu solenemente no prato), multiplicaram por 10 o acesso ao ensino superior, implementaram escolas técnicas federais em todo o território nacional (multiplicando por 5 as já existentes, manteve as contas públicas em ordem (até que o conluio entre Cunha, Aécio, Temer, FHC, judiciário, TCU, corporações de mídia e empresariais, sabotassem a Administração de Dilma no 2º Mandato).
Ora, tudo isso causou inquietação numa parcela de brasileiros (apátridas?), que têm nos EUA sua nação de coração e o Brasil como terra de exploração, nada mais.
Dos policiais rasos, aos grandes comandantes das três forças armadas, todos ou quase todos moralistas sem moral, arrotavam "basta" de PT, basta de inclusão e direitos fundamentais, é na "selva" que nos damos bem. Pois bem, transformaram o Brasil numa imensa selva, onde só os iluminados pela graça dizimista, rentistas, ou protegidos por máfias de milicianos terão voz e vez.
Viva Lula, Viva o Brasil! Os verdadeiros heróis de uma nação não são medidos pelo sucesso absoluto, mas pela luta intransigente que fazem na construção de uma nação e uma sociedade mais justa.

JB disse:
02 de fevereiro de 2020 às 13:27

O melhor presidente de todos os tempos, Lula, parabéns pela bela colocação na entrevista falando a verdade sobre seus algozes, você vai voltar a presidir o país, isto é fato.

O IDEÓLOGO disse:
02 de fevereiro de 2020 às 14:08

1 - Luís Inácio Lula da Silva
2 - Rodrigues Alves
3 - Getúlio Dorneles Vargas
4 - Juscelino K. de Oliveira
5 - Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco
6 - João Batista de Oliveira Figueiredo

Rivadávia Rosa disse:
02 de fevereiro de 2020 às 15:48

Realmente. Os honestos militantes comunos petralhas não constituíram um partido tipo societas sceleris, cuja mega ação deixou rastro conhecido como “MENSALÃO” – “PETROLHÃO” ou seja, uma “SOFISTICADA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA” que saqueou os cofres públicos de forma ‘nunca vista antes’ no mundo civilizado.
O Brasil “avançou” e chegou aos estertores do (des) governo da corrupção – que rompeu o maior capital social de uma Nação – a confiança entre os membros da comunidade nacional.
Os que têm vergonha na cara, é de se reiterar sabem que vivemos o mais sórdido e triste período da vida nacional pela corrupção de dimensão tsunâmica e degradação das instituições com o objetivo de corroer a base moral da atual e futura geração.

E, mais, quem defende o atual Estado da corrupção - se, não faz parte da societas sceleris - é devoto transformado em eunuco político, e assim está feliz com a situação, ouvindo encantado o discurso panglossiano do chefe dos chefes, uLulantemente ...
RESUMINDO a tragédia:
"Não existe ameaça mais perigosa para a civilização do que um governo de homens incompetentes, corruptos e infames. Os piores males que já teve a humanidade de suportar, lhe foram infligidos por maus governos" - LUDWIG VON MISES, in "The Rise of the Total State and Total War", 1969).

Lucas Benetton disse:
02 de fevereiro de 2020 às 16:48

Uma pena ainda ser necessário refutar o óbvio! A versão do réu que precisa ser diariamente noticiada como uma tentativa tênue para a manutenção da ilusão popular de que este personagem político sempre foi uma vítima. No entanto, a realidade é muito mais complexa e cruel do que tudo isso. Infelizmente a razão e a verdade não são párias para a força da ideologia. É só o começo de uma polarização destrutiva, receita perfeita para ainda mais atraso e desesperança.

Servidor estadual disse:
02 de fevereiro de 2020 às 17:24

Parabéns CONJUR na próxima semana sugiro MARCOLA e FERNANDINHO BEIRA MAR

Eduardo. Adv. disse:
02 de fevereiro de 2020 às 18:33

Reclama, reclama e amaldiçoa advogados todos os dias porque, diz o IDEÓLOGO, já não representariam um grupo intelectualmente preparado.
Elege Lula (que se gabava de ter como primeiro diploma o Diploma Eleitoral de Presidente da República), justamente Lula, que precarizou o ensino superior e privatizou da pior maneira possivel o ensino superior.
Lula, que financiou faculdades, atraindo fundos de investimento que compraram dezenas e dezemas de instituições que enxergaram oportunidade em mensalidades bancadas pelo FIES e PROUNI, distribuindo recursos para a compra/fornecimento de "diplomas" a milhares e milhares de pouco alfabetizados que passaram a ser "bacharesis" em Direito em faculdades sem o mínimo de condição...
A culpa pelo atual nível dos advogados que encostam o umbigo no balcao do seu forum, IDEÓLOGO, é do seu favorito: Lula!

Eduardo. Adv. disse:
02 de fevereiro de 2020 às 18:33

Reclama, reclama e amaldiçoa advogados todos os dias porque, diz o IDEÓLOGO, já não representariam um grupo intelectualmente preparado.
Elege Lula (que se gabava de ter como primeiro diploma o Diploma Eleitoral de Presidente da República), justamente Lula, que precarizou o ensino superior e privatizou da pior maneira possivel o ensino superior.
Lula, que financiou faculdades, atraindo fundos de investimento que compraram dezenas e dezemas de instituições que enxergaram oportunidade em mensalidades bancadas pelo FIES e PROUNI, distribuindo recursos para a compra/fornecimento de "diplomas" a milhares e milhares de pouco alfabetizados que passaram a ser "bacharesis" em Direito em faculdades sem o mínimo de condição...
A culpa pelo atual nível dos advogados que encostam o umbigo no balcao do seu forum, IDEÓLOGO, é do seu favorito: Lula!

Raimundo Boaventura Santana de Deus disse:
02 de fevereiro de 2020 às 19:31

Já havia escrito um texto anteriormente, mas parece que foi censurado. Não que fosse ofensivo, porém esclarecedor. Serei, portanto, simples e direto: apontem um governo nos 520 anos da nação brasileira que superou o período de prosperidade e respeito internacional auferidos nos governos petistas.
No mais, é mimimi de milicianos ignorantes e aproveitadores.
Espero que publiquem...

Naum M. Silva Wrege disse:
02 de fevereiro de 2020 às 23:57

Sério? Entrevista com um condenado que só não está preso por conta de um sistema prisional de "elite" que ele tanto ataca? Semana que vem é quem? Traficante? Assassino? Ou o que?

Alberto Prado disse:
03 de fevereiro de 2020 às 00:01

É incompreensível que num espaço como esse o senso comum se sobreponha tão fortemente à compreensão das normas jurídicas.

joaovitormatiola disse:
03 de fevereiro de 2020 às 00:49

A única coisa que me admira no Lula é a capacidade de falar mentiras, como, mais uma vez, nesta entrevista. Veja a reportagem da Folha intitulada "Lula acumula declarações falsas e distorcidas desde saída da prisão".

Marcos Kruse disse:
03 de fevereiro de 2020 às 05:28

Parabenizo Conjur pela entrevista que realça a seriedade jurídica do veículo informativo. O lado preocupante vem manifesto nós comentários que manifestam enorme grau de intolerância e submissão a versões postas midiaticamente. Daí que a entrevista enaltece o Conjur. Mais uma vez, parabéns.

Afonso de Souza disse:
03 de fevereiro de 2020 às 06:23

Claro, claro, o "homem mais honesto deste país" foi e continua sendo perseguido por dezenas de policiais, procuradores e juízes. E também por pencas de delatores. E, apesar de mandar no partido e nos partidários até de dentro da cadeia (uma sala, na verdade), continua sendo aquele "que de nada sabia".

E os bilhões já recuperados aos cofres públicos pela Lava Jato saíram de lá sozinhos, sem nenhuma ajudinha dele ou do partido dele.

(Afinal, financiar um projeto de poder, e daquele tamanho, custa muito, muito caro)

Francamente, Conjur...

Antonio Carlos Kersting Roque disse:
03 de fevereiro de 2020 às 06:52

Com certeza esse tal IDEÓLOGO tinha uma boquinha no governo do ladrão entrevistado.
Acompanho a sugestão do Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual), Conjur poderia nos agraciar com as entrevistas dos enumerados, assim como, de outros de igual quilate, como certeza faria a felicidade do IDEÓLOGO e seus "parças".

Paulo H. disse:
03 de fevereiro de 2020 às 07:24

... os resquícios de credibilidade e respeitabilidade que lhe restavam.

Não sei dizer se há ligação entre a degradação que suportamos na OAB nacional e a degradação do CONJUR, que há tempos vem confundindo o interesse classista da advocacia criminal com o interesse dos criminosos. Se comportando cada vez mais como um veículo a serviço destes últimos, como aliás bem ilustra essa entrevista com o condenado Lula.

Ronnye Lastery disse:
03 de fevereiro de 2020 às 08:30

Nunca ví tanta baboseira, como um dão espaço a um ladrão que roubou o brasil por tantos anos e ainda vem com essa palhaçada de perseguição?
Realmente a impressão que se tem é que o conjur sempre esteve ao lado do pt e seus asseclas.
Lamentável essa postura esquerdopata.

Emília.adv disse:
03 de fevereiro de 2020 às 08:31

Como pode uma revista jurídica entrevistar um condenado que assolou o país em seu próprio domicílio, o do condenado? Estarrecida. Já faz um bom tempo que a minha confiança nesta revista vem caindo a cada dia. Será que não vão alterar o rumo das coisas? Vão esperar a revista cair em total descrédito para que ninguém mais tenha interesse na leitura dos bons artigos? Será que os bons juristas, os estudiosos que nos presenteiam com suas ricas matérias ainda vão continuar interessados em associar seus nomes a uma revista tendenciosa? Por favor CONJUR, saia dessa enrascada. Precisamos de publicações independentes, livres, sem vieses ideológicos, precisamos confiar na legitimidade da revista.

Renan da Costa disse:
03 de fevereiro de 2020 às 08:34

Quais os próximos condenados serão os entrevistados da rodada? Que porcaria.

Glaucio Manoel de Lima Barbosa disse:
03 de fevereiro de 2020 às 09:10

O colega tem razão a CONJUR no decorrer do mês deve entrevistar FERNANDINHO BEIRA MAR, MARCOLA, EDUARDO CUNHA......

Hercules disse:
03 de fevereiro de 2020 às 09:31

Conjur ideológica e naturalmente pró Lula, ou subvencionada por alguma entidade de classe, tipo OAB, por exemplo? kkkkkk

Renan da Costa disse:
03 de fevereiro de 2020 às 09:41

Quais os próximos condenados serão os entrevistados da rodada? Que porcaria.

Eliel Karkles disse:
03 de fevereiro de 2020 às 10:25

Esta conjur (minúsculo mesmo), está cada dia pior, nem se preocupa em camuflar o seu perfil ideológico. Este é o PIOR presidente da história, que mais desviou dinheiro, onde a corrupção era a palavra de ordem, privilegiou segmentos ideológicos e ditadores, deu o mais "rombo" financeiro junto com a Dilma ao Brasil, e quem vir se apresenta como "santo"? Pior é ver gente defendendo... Deve estar sendo nutrido por mortadela, só pode. Ou é cúmplice ou partícipe na roubalheira que assaltou o Brasil. Este entrevistado é a única "virgem" em um prostíbulo. Dá, licença Conjur, que vá fazer um trabalho sério da próxima vez. Chega desta ideologia barata.

Luis Claudio Cristiano disse:
03 de fevereiro de 2020 às 10:26

Lula como outro fora da lei qualquer, condenado, sempre vai jurar que é inocente, sempre afirmará que é o homem mais honesto da face da terra, para o deleite de seus seguidores, que muitas vezes tem a ficha tão suja quanto lula.

Todos sabem que nossa justiça é morosa, capenga, cheia de armações, recursos intermináveis, e lula condenado pagou uma das defesas penais mais milionárias deste BRASIL, somente uma pergunta, de onde lula condenado tirou tanto dinheiro para custear sua defesa milionária?

Quanto ao Conjur, procurem melhorar a qualidade de suas reportagens, procure fazer reportagens que traga ganho para seus eleitores, e não reportagem negativa como está, caso se enveredem por este caminho, de fazer entrevistas com condenados, creio que o público eleitor será de outro tipo de pessoas, e não o povo ligado ao direito saudável, honesto, digno e ético.

Max disse:
03 de fevereiro de 2020 às 10:29

Em resumo simples: esta entrevista é uma ofensa. Muito me admira um site do naipe do Conjur, dar espaço para um homem que foi condenado em vários processos e responde a outros tantos. Suspeito, segundo José Neumane Pinto, de ser informante do regime militar, que desviou um valor obsceno do dinheiro público. Agora querendo se dizer injustiçado.
Eu sugeriria ao pessoal do Conjur, em especial ao entrevistador, melhor seletividade de seus entrevistados.

Eduardo. Adv. disse:
03 de fevereiro de 2020 às 10:31

E igrejas de fachadas?
Podem trabalhar em favor da instituição de partido?
Olha, só quem paga OAB é Advogado. Quem suporta isenções de igrejas é sociedade: advogado, médicos, espíritas, ateus...

Eduardo. Adv. disse:
03 de fevereiro de 2020 às 10:31

E igrejas de fachadas?
Podem trabalhar em favor da instituição de partido?
Olha, só quem paga OAB é Advogado. Quem suporta isenções de igrejas é sociedade: advogado, médicos, espíritas, ateus...

Roberto Cavalheiro disse:
03 de fevereiro de 2020 às 10:49

Não há como parabenizar a revista.
Os feitos realizados pelo partido ou partidos? As escolhas de representantes de instituições por indicações de amigos? Os "Campeões nacionais", eleitos por um grupo de amigos? E onde levou tudo isso? Evolução nas técnicas de desviar dinheiro, a expertise no domínio ideológicos, o afundamento em dividas e déficits! Uma população de 14 milhões de desempregados! Empresas fechando! Empréstimos milionários a países amigos, que estamos pagando! A CLASSE MÉDIA, sufocada e sem condição de manter a carga tributária! Não foram militares, promotores, juizes ou meia dúzia de deputados que pediram a retirada do governo petista, FOI A SOCIEDADE!

Eduscorio disse:
03 de fevereiro de 2020 às 14:53

Despiciendo entrar no mérito dos argumentos do condenado pois é isso mesmo que ele quer.
O que causa repugna é o viés lulista desta outrora respeitada publicação jurídica, abrindo palanque eleitoreiro como se custeada pelo indigitado ex-presidiário fosse. Se a entrevista não é matéria paga - e aí, o "tudo pelo dinheiro" explicaria - é uma tremenda bola fora da Redação, um verdadeiro desserviço à sociedade tungada pelos "camaradas" do entrevistado-condenado.

Eduardo. Adv. disse:
03 de fevereiro de 2020 às 19:27

A boquinha agora é de milico, né?
Aquela casta que se aposenta precocemente e na aposentadoria está sendo "convocada" a receber adicionais (escola civico-militar, INSS.. ), correto?
Se podem trabalhar, que permaneçam na ativa recebendo para a atividade-fim, oras...
"Teta amada, Brasil"

Eduardo. Adv. disse:
03 de fevereiro de 2020 às 19:27

A boquinha agora é de milico, né?
Aquela casta que se aposenta precocemente e na aposentadoria está sendo "convocada" a receber adicionais (escola civico-militar, INSS.. ), correto?
Se podem trabalhar, que permaneçam na ativa recebendo para a atividade-fim, oras...
"Teta amada, Brasil"

Alessandro Amaral Oliveira disse:
03 de fevereiro de 2020 às 21:06

Parabéns, Conjur,

Não é Direito se não há contraditório. Importante ouvi-lo e ler o processo.

Dada a relevância histórica do caso, importante também destacar a entrevista na página principal.

Além disso, é importante lembrar do direitinho, que alcança inclusive onde o Direitão não cabe: Salmo 9:7; Mateus 7:2; e 1Pedro 4:5.

O IDEÓLOGO disse:
04 de fevereiro de 2020 às 10:48

NÃO É DIREITO SE NÃO HÁ CONTRADITÓRIO
Alessandro Amaral Oliveira (Procurador Federal).

Parabéns, ilustre Procurador Federal.
O seu comentário revela que não integra aquela categoria de advogados, cujo comportamento foi estudado pelo professor de Ciência Política da USP, Bolivar Lamounier, aqui, na Revista Eletrônica Conjur, de 04 de agosto de 2018.
O professor descobriu, por exemplo, que, "ao contrário do que dita a imagem que o senso comum tem da advocacia, a imensa maioria dos profissionais ganha até R$ 12 mil por mês e não continua estudando depois que consegue a carteira da OAB. Ficou claro também, segundo Bolívar, que os advogados não se sentem nem representam uma categoria coesa. “É mais um caleidoscópio de opiniões”, diz o pesquisador.
O quadro é típico, segundo ele, da classe social a que a maioria dos advogados pertence. Mas isso não deixa de surpreendê-lo. “Como grupo, os advogados não meditam muito sobre esses temas institucionais, sobre as premissas filosóficas da carreira. Acho até que eles não leram muito e a grande maioria dos cursos de Direito parece não ter boa qualidade. O nível de leitura é muito prático, voltado aos códigos e à letra da lei”, analisa Bolívar. “É um processo de proletarização”, afirma, em entrevista à ConJur.
E o mais grave: "...A obra contém dados alarmantes, como o fato de 90,6% dos advogados considerarem figuras claramente ligadas ao punitivismo, como o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e o juiz Sergio Moro, ótimas ou boas. “É a não percepção de que há uma tensão entre dois valores, entre o combate à corrupção e o direito de defesa. “É que o peixe não vê a água”, conclui o livro, sobre a falta de conexão entre grande parte dos advogados e ideias e valores democráticos antes ligados à advocacia".

O IDEÓLOGO disse:
04 de fevereiro de 2020 às 10:58

A grande maioria dos comentaristas raivosos, são aqueles que ingressaram na Faculdade de Direito e terminaram o curso com o mesmo pensamento que entraram...enfim, continuaram com o mesmo "pensamento da classe social", revelando que o estudo superior não serviu para...nada.
O professor Sílvio de Almeida no "You Tube" fez uma afirmação enigmática, pois, segundo ele, certas pessoas que portavam o germe da maldade, com a aquisição de conhecimento, tornam-se piores.

Afonso de Souza disse:
04 de fevereiro de 2020 às 13:53

A “alma mais honesta deste país” é também a mais perseguida deste país. Estão atrás dela, tentando incriminá-la e condená-la de todos os jeitos, dezenas de policiais, procuradores e juízes de direito, e também os delatores, aos montes. E tudo isso só porque ele queria o bem do “povo”.

Revoltante!

Luiz Carlos de Oliveira Cesar Zubcov disse:
06 de fevereiro de 2020 às 08:36

E o cruel método "PRENDER PARA INVESTIGAR" executado pela fiel escudeira do regime antecedente por acaso era a porta de entrada do paraíso?

Dazelite disse:
06 de fevereiro de 2020 às 14:53

...que fartamente apoiam este site. Absolutamente correto, portanto, dar espaço ao condenado que ainda será fonte grande de honorários advocatícios para muita gente.

O IDEÓLOGO disse:
07 de fevereiro de 2020 às 18:40

O notável advogado Raymundo Faoro em sua obra "Os donos do Poder" disse que todas as elites devoravam o Estado, inclusive existente nos USA, England, Finlândia, Argentina, Nigéria, Nepal, Ucrânia e etc.
Acontece que elas mudaram, porque viram que, se continuassem com as suas atitudes perniciosas, também, pereceriam.
Mas, aqui no Brasil, é diferente.
A elite continua a se apropriar do Estado. E ela avisou ao "Cavaleiro da Democracia", Lula, que não fizesse o que ela faz, porque as consequências seriam terríveis.
E foram.
Injustamente, Lula acabou na prisão.
Por que, injustamente?
Porque os presidentes anteriores avançaram com os seus "apaniguados" contra o Estado e estão aí, livres, leves e soltos.
Tem Estado da Federação Brasileira, que todo o serviço terceirizado prestado a órgãos da União (INSS, Secretaria da Receita Federal, Funai, Incra e outros) é realizado por empresas pertencentes a poderosos políticos.
Parabéns Conjur pela entrevista.
Se fosse um cidadão alto, loiro, com pós-graduação no exterior, porém corrupto, seria ovacionado por todos.
Está explicada a razão de os Reinos de Portugal e Algarves, após o Descobrimento dessa terra de "equivocados", ter mandado para cá pederastas, homicidas, prostitutas, blasfemadores, deicidas e todos "imprestáveis".

Afonso de Souza disse:
07 de fevereiro de 2020 às 22:34

Impressionante como ainda tem gente, depois de tudo o que já se sabe do sujeito, que acredita nessa estorinha de Lula "vítima das elites". Acredita ou finge acreditar.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também