Toffoli cita exemplo da urna eletrônica para defender uso do PJe

PJe, Projudi, e-Proc, e-SAJ, Apolo, Creta e E-Jur são alguns dos sistemas eletrônicos de processamento de informações e prática de atos processuais pelo país.

Em 2013, no entanto, o Conselho Nacional de Justiça emitiu uma resolução que pretendia implementar o sistema de Processo Judicial eletrônico (PJe) em todo o sistema nacional, de modo que fosse padronizado.

Mas sete anos depois a resolução ainda não surtiu efeito e tem levantado insatisfação em alguns tribunais. No ano passado, por exemplo, cortes do Sul do país desafiaram o presidente do Supremo Tribunal Federal e do CNJ, ministro Dias Toffoli, pela manutenção do e-Proc, sistema desenvolvido pela Justiça Federal e cedido a alguns TJs.

Nesta terceira parte da entrevista à TV ConJur, Toffoli faz a defesa da implantação de um sistema único de processo eletrônico. "Se você fica escravo do mercado, não há nenhuma autonomia para desenvolver algo. O Estado deve ser o dono dessa autonomia."

Para o ministro, os investimentos feitos até o momento foram bem gastos, pois o Judiciário terá o controle de todo o sistema, assim, como, na visão dele, na criação da urna eletrônica em 1994. "A urna eletrônica é desenvolvida pelo Estado. O dono é o Estado. Quem tem a chave é o Estado."

Clique aqui e leia a íntegra da entrevista, e veja o vídeo abaixo:

Daniel André Köhler Berthold disse:
19 de fevereiro de 2020 às 05:48

De acordo com o Ex.mo Sr. Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, a importância de implantar-se o "PJe" está em ser desenvolvido pelo Poder Público, como a urna eletrônica.
O argumento faz muito sentido.
Entretanto, que se saiba, o "e-Proc" também foi feito pelo Poder Público (no caso, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região).
Então, se temos dois sistemas, públicos como quer S.Ex.a, por que obrigar todo o Poder Judiciário a usar o que, segundo quase todos dizem, é o pior (PJe), proibindo de usar o que, segundo muitos afirmam, é o melhor (e-Proc)? Só porque aquele foi criado em Brasília?

Renato Adv. disse:
19 de fevereiro de 2020 às 07:05

TV ConJur
Toffoli cita exemplo da urna eletrônica para defender unificação do sistema processual. = = = Lamentavelmente o bordão antigo prevalece, ou seja, "O pior cego não é o cego, mas, aquele que não quer enxergar, não quer ver".
Nuca vi tamanha "BURRICE" defender uma porcaria dessa. Provado e Comprovado, o e-SAJ é o melhor sistema. Ponto.
O difícil é ter a humildade necessária para reconhecer o sucesso do e-SAJ tal como o do TJ.SP, sucesso absoluto.

Iracildo disse:
19 de fevereiro de 2020 às 07:16

Já vi muitas defesas de outros sistemas, ou seja, contrários ao e-proc. Mas nunca vi nenhuma comparação, ou a justificativa para que não seja o e-proc o que deve ser adotado. Parece haver uma certa discriminação com o Judiciário do Sul. Se eu estiver enganado, por favor Ministro Toffoli e Sr. Presidente do CNJ, APONTEM-ME OS DEFEITOS DO E-PROC.

Felisberto Vilmar Cardoso disse:
19 de fevereiro de 2020 às 08:55

Estou de pleno acordo com a implantação do sistema PJE em todos os Tribunais, porque é um sistema já implantado em todos os Tribunais do Trabalho e funciona perfeitamente bem, enquanto que os demais sistemas criados por alguns Tribunais, tais como Eproc, SAJ, etc, não tem toda a segurança e perfeição do Sistema PJE e, além disso, tem gerado muita discussão entre os operadores.

Dazelite disse:
19 de fevereiro de 2020 às 09:55

....que nenhum país sério e desenvolvido utiliza. Com certeza EUA, Japão, Alemanha, etc, não tem dinheiro nem condições tecnológicas para implantar um sistema de votação eletrônica....Orgulho de ser brasileiro e do nosso Ministro!!

George disse:
19 de fevereiro de 2020 às 10:15

Do ponto de vista do usuário, é muito claro que quem defende o PJ-e não sabe como funcionam os demais sistemas; não os utiliza para peticionar.
Dos três sistemas, o e-Proc é o mais apto a gerar bem-estar e economia aos usuários. Explico.
Em nosso escritório, somos obrigados a usar o e-SAJ, o e-Proc e o PJ-e. Dos três, o e-Proc é, sem dúvidas, o melhor.
Comparando os 3 sistemas, o e-Proc é o mais estável (sempre on-line); é o menos custoso para o usuário (não exige o uso de certificação digital, que é cara e solicita renovação com pagamento a terceiros, de tempos em tempos); é mais simples de usar e com isso poupa tempo do usuário (dispensa atualizações de softwares de assinatura e aplicativos em Java, que os demais sistemas exigem, consumindo horas e horas, periodicamente, dos advogados...).
É evidente que agentes públicos de alto escalão, com seus inúmeros assessores, não têm que se submeter a prazos e investir "seu" tempo para atualizar sistemas e aplicativos; tampouco, pagam certificação digital para poder trabalhar (é a Viúva quem paga...). Mas, deste lado do balcão, ganhar algumas horas vez por outra, sem ter que se preocupar em atualizar sistemas para cumprir prazos e, de quebra, poupar uns caraminguás em pagamento de certificação, é muito interessante.
Pode-se até dizer que o uso do e-Proc reduz Custo Brasil (que está em tudo, inclusive no tempo do advogados, custo da energia elétrica, certificados digitais, etc).
Ademais: o e-Proc é gratuito; o TRF4 nada cobra para ceder o sistema, cujo investimento o Estado já pagou.
Do contexto, percebe-se que, s.m.j., abandonar o e-Proc para adotar o PJ-e -- além de prejudicial a uma imensidão de advogados --, atentaria contra os princípios da economicidade, da eficiência e da moralidade.

Júlio M Guimarães disse:
19 de fevereiro de 2020 às 11:46

O Sr. Dias Toffoli é a última pessoa habilitada a fazer a defesa do PJE. Trata-se de sistema confuso, não tem a praticidade do e-saj, onde tem-se acesso a todos os atos e documentos do processo.
Somente quem não é usuário pode defender essa aberração.

Cristiano Conte disse:
19 de fevereiro de 2020 às 14:00

Inacreditável em 2020 ter autoridade defendendo implantação do PJe que parece programa feito para windows98.

Odeio o PJe, a funcionalidade é digna de software criado por alunos em laboratório de curso de informática.

Se algum Tribunal tirar o e-SAJ ou e-PROC para colocar PJe será algo inacreditável.

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