Alexandre de Moraes determina soltura da extremista Sara Giromini

Para a garantia da ordem pública e a regularidade da instrução criminal, é suficiente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, inclusive com a utilização de monitoramento eletrônico. 

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Alexandre de Moraes determinou soltura de Sara Giromini
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O entendimento é do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito que apura ameaças a instituições e autoridades, ao determinar a soltura da extremista Sara Giromini (que adota o codinome Sara Winter). A decisão foi proferida nesta quarta-feira (24/6) e atinge outros bolsonaristas investigados por ataques contra o STF. 

Além de Sara, serão soltos Renan de Morais Souza, Érica Viana de Souza, Emerson Rui Barros dos Santos, Arthur Castro e Daniel Miguel, todos membros da milícia armada 300 do Brasil. 

Moraes acolheu os argumentos apresentados pelo Ministério Público Federal. Segundo o Parquet, embora os fatos imputados aos investigados sejam graves, a aplicação de cautelares diversas da prisão é suficiente para que não haja riscos às investigações. 

O ministro proibiu que os extremistas falem entre si e com os demais investigados no inquérito que corre no STF; a imediata instalação de monitoração eletrônica, com expedição de mandado do qual conste endereço da residência, domicílio ou local de trabalho dos investigados; a indicação de recolhimento diurno e noturno, sem autorização de saída de área delimitada, exceto mediante autorização prévia; e, caso as saídas sejam autorizadas, que os envolvidos mantenha distanciamento de um quilômetro dos edifícios do Congresso Nacional e do STF, além dos demais investigados no inquérito. 

No fim de maio, quando foi alvo de uma ação da Polícia Federal, Sara gravou um vídeo insultando e ameaçando Moraes. Ela foi denunciada pela procuradoria da República no Distrito Federal pelos crimes de injúria e ameaça. A denúncia foi enviada à 15ª Vara Federal de Brasília. 

Sara também é investigada em um inquérito que apura a produção e disseminação de fake news e ataques ao Supremo. Ela foi presa em 15 de junho.

Em nota à imprensa, os defensores de Sara Giromini — Renata Cristina Felix Tavares, Paulo César Rodrigues de Faria e Layane Alves da Silva — afirmaram que as restrições impostas à cliente são "absolutamente desproporcionais e desprovidas de razoabilidade", pois tais medidas são uma velada "sentença penal condenatória", violando o princípio da presunção de inocência.

Os patronos também informam que protocolizaram no STF nesta terça-feira (23/6) uma exceção de impedimento e outra de suspeição "para afastar o relator [Alexandre de Moraes] de quaisquer processos que envolvem Sara Winter, o que restauraria o devido processo legal e o respeito ao contraditório e a ampla defesa".

Texto atualizado às 18h22 de 24/6, para acréscimo de informações.

Clique aqui para ler a decisão
Inq 4.828

Tiago Angelo

é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Marcio sebastião aguiar disse:
25 de junho de 2020 às 06:42

O conjur virou um site progressista, trata todo mundo que não segue a agenda da esquerda como extremista. O lead das matérias geralmente não corresponde ao conteúdo do texto.

Prof. Dr. José Jivaldo Lima - OAB n. 50.868 disse:
25 de junho de 2020 às 07:19

Faço minhas as palavras do Dr. Márcio, aditando que, penso, o Conjur talvez sempre foi alinhado à esquerda, acima de tudo!!!

Luiz Leite Consultor disse:
25 de junho de 2020 às 07:51

Concordo com Dr. Márcio Sebastião de Aguiar - tem algumas matérias nojentas, mas tem uns raros e brilhantes juristas que ainda publicam aqui.

André Pinheiro disse:
25 de junho de 2020 às 10:40

Na ditadura, por muito memos ela teria sido eletrocutada e os mamilos arrancados. Alguns chamam de belos tempos a arquitetura do mal. P.S A prisão dela foi uma aberração, que o STF penalista continua perpetrar. Mas se a lei era lara todos, menos para alguns, essa moça, é a mesma que vibrava com o direito penal do inimigo, teoria do fato brasileira, prisões de blogueiros e todas as aberrações jurídicas e militares. Não sei se pode reclamar, foi até bem tratada para os parâmetros dela. Esperamos coerência, brincadeira, não esperamos. Outro dia vi o Presidente pedir ampla, supra, irrestrita defesa aos filhos e a si mesmo. Se fosse coerente pulava do 7 andar.
Até para o bandido bom é bandido morto, defende a familia da esposa, do Adriano, do Queiroz .. é um humanista de ocasião, só que não. Vamos para 60 mil mortos e esse pessoal chama de cpf.
O que é inusitado castigo para o próprio eleitorado.

João pirão disse:
25 de junho de 2020 às 13:00

Sara Giromini era a outrora que anos atrás chamavam de "aberrante" porque ficava nua em protestos. Hoje chamamos de "libertária". Como as coisas mudam.

Villela disse:
25 de junho de 2020 às 13:01

Como assim Tiago, extremista?
Liberdade de expressão, sempre. Termos que diminuem ou maculem a imagem das pessoas, jamais.

Arlete Pacheco disse:
25 de junho de 2020 às 14:11

Triste postura a desse ministro. Se acaso tenha se sentido agredido em sua honra, bastava ingressar com a competente ação penal privada, expondo seus argumentos e requerendo as reparações de Direito. Poderia também requerer indenização na área do Direito Civil. Mas optou por um inquérito monstrengo, um inquérito natimorto, como bem observou o ministro Marco Aurélio, o que contribuiu para que a credibilidade do STF despencasse ainda mais! Um verdadeiro teatro do absurdo!!!

JA Advogado disse:
25 de junho de 2020 às 14:48

Os condenados (não apenas acusados) em 2 graus de jurisdição, inclusive o inoxidável Lula, estão aí, soltos, como bons e probos rapazes, depois de causar prejuízos bilionários à Petrobrás e ao povo brasileiro. Mas parece que a moça aí é mais criminosa que eles. Suprema sacanagem.

AC-RJ disse:
25 de junho de 2020 às 18:28

O ativismo político de linha esquerdista radical do site é inegável como se verifica pelas expressões na reportagem. Deve-se destacar que ainda não foram julgados, tanto que ainda estão sendo investigados, de modo que deve prevalecer o princípio constitucional da presunção de inocência.

Assim, é no mínimo inconveniente que a reportagem tenha denominado indevidamente a Sara Winter de "extremista" e os demais de "membros da milícia armada". Se fossem ativistas de esquerda, por mais radicais que fossem, certamente não receberiam tal tratamento degradante por este site.

Veinho disse:
27 de junho de 2020 às 21:54

Já nem sei mais o que pensar sobre certas decisões de ministros do STF. Ainda bem que temos a liberdade de pensamento ( a de expressão está limitada) senão eu já estaria preso!

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