O juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, absolveu em 16 de outubro do ano passado o ex-presidente Michel Temer, que era acusado de "obstrução de Justiça" por causa de uma conversa com Joesley Batista, da JBS. De acordo com a decisão, não houve crime no diálogo. A sentença é pela absolvição sumária e arquivamento do processo.
O magistrado não viu na denúncia nada semelhante ao que o então procurador-Geral da República Rodrigo Janot divulgou à imprensa no dia 17 de maio de 2017.
Naquela ocasião, para supervalorizar a gravação feita pelo empresário Joesley em conversa com o então presidente da República, o procurador afirmou que o emedebista estimulara a compra do silêncio de Eduardo Cunha.
Em determinado trecho da decisão, o juiz compara a transcrição do diálogo feita no laudo pericial com a edição feita por Janot: "Por sua vez, a denúncia transcreve o mesmo trecho do áudio sem considerar interrupções e ruídos, consignando termos diversos na conversa, dando interpretação própria à fala dos interlocutores (…)".
Para o ex-presidente Michel Temer, em entrevista à TV ConJur, ali houve uma tentativa clara de derrubar o governo. "Não foi instruído processo, não se ouviu ninguém, e hoje, mais do que nunca, está demonstrado que se utilizou para tentar derrubar o governo."
"Usou de uma frase falsa, que não existe no diálogo (…) Depois se verificou pelo áudio que dizia ter amizade com fulano, e que ele estava de bem com fulano e eu teria dito "mantenha isso!". Vou dizer o quê? Brigue com ele?"
O emedebista, no entanto, disse não ter visto campanha ostensiva da imprensa pela sua queda ou pela desestabilização do governo. "Eu não acho que a imprensa é necessariamente responsável por isso (…) Muitas vezes a manchete não combina com o conteúdo da matéria. Isso acontecia em relação a mim, acontece em relação a muita gente."
"Mas como eu sempre me dei razoavelmente bem com a imprensa, quando acontecia da matéria ser dissonante daquilo que o título dizia, eu ligava para o redator-chefe e "meu caro, veja aí". E eles consertavam."
Leia aqui e aqui as entrevistas já publicadas e abaixo o sexto vídeo da série:
Corretíssima a decisão pela absolvição sumária.
A Justiça andou bem.
Somente o MPF tupiniquim poderia ter um chefe como aquele sujeito que, conforme depois se soube, planejou matar e cometer suicídio, além de ter uma "farmácia" de biritas em seu local de trabalho. É difícil imaginar que mesmo em Burundi ou em Burkina Faso poderia haver um MPF com um chefe desse tipo.
Decididamente o MPF não merecia um chefe como o senhor Janot...
O golpista mór provou do próprio veneno. (DPF aposentado).
O golpista mór provou do próprio veneno. (DPF aposentado).
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