Judiciário acompanha desenvolvimento de vacina para Covid-19

O desenvolvimento das vacinas para prevenção da Covid-19 tem atenção mundial. E o Judiciário, além da preocupação com a saúde da população, já começa a se preparar para poder atender de forma qualificada todas as demandas que possam surgir.

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ReproduçãoJudiciário acompanha desenvolvimento de vacina para Covid-19

Para buscar informações sobre o andamento da produção de uma vacina sino-brasileira contra o coronavírus, a conselheira do Conselho Nacional de Justiça Candice Jobim participou na quinta-feira (1º/10) de reunião com o governador de São Paulo, João Dória, o procurador-geral da República, Augusto Aras, e outros representantes da Procuradoria e do governo paulista.

“Assim que as vacinas estiverem sendo disponibilizadas, todos os conflitos relacionados à sua utilização serão levados ao Judiciário, que deve estar bem informado em todos os aspectos científicos da vacina para resolver os processos judiciais que lhe forem submetidos à apreciação”, explica a conselheira do CNJ, que também é a supervisora do Comitê Executivo Nacional do Fórum da Saúde.

Ela lembrou da importância do Banco Nacional de Pareceres – Sistema e-NatJus, que consolida os principais estudos relativos aos serviços de saúde. Nele, os tribunais de todo o país conseguem acessar dados técnicos essenciais para aprimorar a tomada de decisão. “É, e sempre foi, uma preocupação do Comitê levar informação científica a todos os magistrados, o que vem fazendo por meio do e-NatJus.”

Augusto Aras destacou a importância dos órgãos de controle na validação e na fiscalização de todo o processo antes de haver a imunização em massa da população. “Inclusive estarão não só sob a fiscalização técnica e médico-científica da Anvisa, mas também sob a fiscalização dos órgãos do CNJ, do CNMP, das procuradorias, enfim, de todos.”

A subprocuradora-geral Célia Regina Souza Delgado apontou a busca pelo entendimento entre os órgãos como a alternativa para diminuir ao máximo a judicialização. “Muitas vezes, essas demandas são ajuizadas por falta de informação, por informação distorcida. Nosso papel é de procurar obter essas informações da forma mais clara possível para que nós possamos encaminhar nossos trabalhos dentro de uma realidade.” Com informações da assessoria de imprensa do CNJ.

Dr. Arno Jerke disse:
05 de outubro de 2020 às 16:39

por isso nosso judiciário está cheio de servidores! designam servidores para trabalho que não é de sua expertise e competencia. o assunto deve ser gerido e acompanhado pelos orgãos de saúde do estado e não pelo judiciário. è por isso que não tem verba, pois desvia a função dos servidores.

Rejane G. Amarante disse:
09 de outubro de 2020 às 15:48

E há aspectos ético-jurídicos muito relevantes nessa questão.

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